Solidariedade | |
|---|---|
| Sigla | Solidariedade |
| Número eleitoral | 77 |
| Presidente | Eurípedes Júnior (afastado) Paulinho da Força (interino) |
| Vice-presidente | Cargo vago |
| Secretário-geral | Luiz Adriano (Luizão) |
| Tesoureiro-geral | Jefferson Coriteac |
| Fundador | Paulinho da Força |
| Fundação | 25 de outubro de 2012 (13 anos) |
| Registro | 24 de setembro de 2013 (13 anos) |
| Sede | Brasília, DF |
| Ideologia | Humanismo Trabalhismo |
| Espectro político | Centro |
| Publicação | Humanitá (semestral) |
| Think tank | Fundação 1º de maio |
| Ala de juventude | Secretaria da Juventude |
| Ala feminina | Secretaria da Mulher |
| Ala da igualdade social (LGBT, negra) | Secretaria da Igualdade Social |
| Ala idosa | Secretaria do Aposentado, Pensionista e Idoso |
| Dividiu-se de | PDT |
| Fusão | Incorporou o PROS |
| Membros (2026) | 376.193 filiados |
| Afiliação nacional | Federação Renovação Solidária |
| Governadores (2026) | 0 / 27 |
| Prefeitos (2024) | 63 / 5 569 |
| Senadores (2026) | 0 / 81 |
| Deputados federais (2026) | 4 / 513 |
| Deputados estaduais (2026) | 19 / 1 024 |
| Vereadores (2024) | 1 244 / 58 026 |
| Cores | Azul Laranja Branco |
| Slogan | "Com Solidariedade a gente muda o Brasil." |
| Página oficial | |
| www | |
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Solidariedade é um partido político de centro do Brasil, fundado em 2012 e registrado oficialmente em 2013. Seu principal líder é Paulinho da Força, sindicalista e presidente licenciado da Força Sindical. Em dezembro de 2025, o partido possuía 376.193 filiados.
O Solidariedade tem sua gênese na Força Sindical, um centro sindical que historicamente se opõe fortemente à hegemonia da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de outros movimentos sindicais de esquerda em favor de uma abordagem menos ideológica e mais pragmática, o autoproclamado "Sindicalismo de Resultados". O partido reflete essa orientação ao combinar pautas trabalhistas e sindicais com uma postura política de centro, voltada para o diálogo com o setor empresarial e a defesa de políticas de crescimento econômico com geração de emprego. O Solidariedade se define como de centro, trabalhista e humanista, ocasionalmente de centro-esquerda. Embora de facto sua atuação parlamentar e alianças políticas o posicionem frequentemente como integrante do chamado Centrão, bloco caracterizado pelo pragmatismo e pela busca de influência no Congresso.
O partido apoiou as candidaturas presidenciais do PSDB nas eleições de 2014 e de 2018. Já em 2022, o Diretório Nacional decidiu compor a coligação "Brasil da Esperança" em torno da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, sinalizando uma movimentação da sigla para o campo.
Em outubro de 2022, o partido anunciou estar em negociação para se fundir com o PROS, depois de não ter atingido a cláusula de barreira nas eleições gerais no Brasil em 2022. Todavia, em 17 de outubro de 2022, em vez da fusão, foi aprovado pelos diretórios nacionais de ambas as siglas que o PROS seria incorporado ao Solidariedade. A incorporação foi oficializada pelo Tribunal Superior Eleitoral em 14 de fevereiro de 2023.
Com boa parte de seus dirigentes advindos do movimento sindical, o Solidariedade nasceu alinhado às bandeiras dos trabalhadores do país e dos movimentos sociais. O espectro político original do Solidariedade, conforme declarado pelo Paulinho da Força em 2013, era centro-esquerda.
Dirigentes do Solidariedade pediram seu registro no Tribunal Superior Eleitoral em junho de 2013 e tiveram o partido aprovado em sessão do TSE de 24 de setembro de 2013, sob forte questionamento de fraude.
Nas eleições de 2014, o Solidariedade apoiou a candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB), compondo a coligação "Muda Brasil", em oposição à reeleição de Dilma Rousseff (PT). O partido lançou um candidato a governador, quatro a vice-governadores e um a senador. Também apoiou 12 candidatos a governadores de partidos diversos.
Nas eleições de 2018, o partido novamente deu apoio à candidatura presidencial do PSDB, dessa vez representada por Geraldo Alckmin. No segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), o partido optou pela neutralidade, mas Paulinho da Força declarou apoio a Haddad. O partido ainda elegeu o senador Eduardo Gomes (TO), 13 deputados federais e 29 deputados estaduais.
Durante o governo Bolsonaro, a bancada de deputados federais do Solidariedade votou, em média, 89% das vezes junto ao governo. Até abril de 2021 alguns deputados da sigla apresentaram alinhamento ao governo de quase 100%, enquanto o deputado Paulinho apresentou um alinhamento de 71%. Até janeiro do mesmo ano, três cargos no Ministério da Agricultura eram ocupados por por indicação do Solidariedade.
Nas eleições municipais de 2020, o partido elegeu 94 prefeitos e 1348 vereadores. Em março de 2021, Paulinho declarou ser impossível um apoio do Solidariedade à reeleição de Bolsonaro, e disse que acha possível o partido apoiar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022, ainda que esteja muito cedo para decidir.
Em 3 de maio de 2022, após desentendimento das centrais sindicais e o presidente do partido, Paulinho da Força, o Solidariedade oficializa apoio ao pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições de 2022, sendo o único partido de centro na coligação "Vamos Juntos pelo Brasil".
Em 2022, o partido não conseguiu superar a cláusula de barreira nas eleições gerais. Consequentemente, em 17 de outubro de 2022, foi aprovada a incorporação do PROS ao Solidariedade para que o partido continuasse recebendo o fundo partidário e tivesse acesso ao tempo de propaganda eleitoral na televisão e rádio. Em 14 de fevereiro de 2023, o TSE homologou a incorporação.
Em 12 de junho de 2024, o presidente do partido, Eurípedes Gomes Júnior, alvo de uma operação da Polícia Federal no mesmo dia, é considerado foragido pela corporação. Ele é suspeito de desvio milionário de verba partidária. No dia seguinte, ele foi incluído na categoria de difusão vermelha da Interpol. Em 15 de junho, ele se entregou à Polícia Federal em Brasília depois de ser considerado foragido.
Em junho de 2025, foi divulgada a negociação para formação da Federação Renovação Solidária, entre o Partido Renovação Democrática e o Solidariedade. Em 25 de junho de 2025, foi anunciada formalmente a constituição da federação.
Em 4 de dezembro de 2025, o Tribunal Superior Eleitoral deferiu, por unanimidade, o pedido de registro da federação partidária.
Nas eleições de 2026, a Federação Renovação Solidária conquistou 1,86% dos votos nacionais para a Câmara dos Deputados e elegeu 7 deputados federais, 5 do PRD e 2 do Solidariedade. A federação não elegeu senadores.
Devido ao desempenho nas eleições de 2026, a federação não superou a cláusula de barreira e os partidos constituintes perderem o direito ao fundo partidário e à propaganda gratuita na televisão e no rádio.
Outra consequência da não superação da cláusula de barreira é a não aplicação das regras de fidelidade partidária, de forma que qualquer candidato eleito pelo PRD ou Solidariedade pode se desfiliar do partido sem perda de mandado.
Os partidos políticos que não atingirem a cláusula de desempenho poderão, após as eleições, recorrer aos mecanismos de fusão ou incorporação, nos termos da legislação partidária. Nesses casos, os resultados eleitorais dos partidos envolvidos são somados para fins de aferição do cumprimento da cláusula de desempenho pelo partido resultante.
Todavia, a legislação não prevê a soma na hipótese de formação de nova federação ou mudança da composição das federações existentes. Em 2025, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 7021 declarou que as federações devem ser constituídas no máximo 6 meses antes da data da eleição para que os votos dos partidos envolvidos sejam somados para superação da cláusula de barreira. Trata-se, portanto, de mecanismo de natureza pré-eleitoral, que não pode ser utilizado posteriormente como instrumento para agregar os votos obtidos isoladamente por partidos que não alcançaram a cláusula de desempenho.
Desse modo, partidos que não superaram a cláusula de desempenho não podem, após a eleição, constituir uma nova federação ou ingressar em uma federação já existente com a finalidade de somar os votos obtidos na eleição e, por essa via, alcançar posteriormente o percentual mínimo exigido pela cláusula. Eventual nova federação só seria considerada, para fim de superação da cláusula de barreira, caso atingisse o percentual exigido na eleição de 2030.
Em outubro de 2026, o PRD e Solidariedade iniciaram negociações com o Avante, com o objetivo de superar a cláusula de barreira por meio de fusão ou incorporação do partido. O PRD só pode participar de fusões ou incorporações depois de novembro de 2028, devido à data de seu registro no TSE. E a saída da Federação Renovação Solidária só é permitida depois de dezembro de 2029. Sendo assim, está em negociação a fusão ou incorporação entre o Avante e Solidariedade, para que, somados os votos, a Federação supere a cláusula de barreira.
Em 7 de outubro de 2026, o Solidariedade publicou edital, convocando duas convenções nacionais agendadas para 14 de outubro de 2026. Na convenção das 10 horas, o partido deliberou acerca da possibilidade de fusão ou incorporação envolvendo outro partido. As 10 horas e 30 minutos teve início a convenção acerca da inclusão de novos partidos na Federação Renovação Solidária.
| Deputados Federais Atuais | |||
|---|---|---|---|
| UF | Imagem | Deputado (a) | Ref. |
| AC | Eduardo Velloso* | ||
| MA | Márcio Honaiser* | ||
| RJ | Aureo Ribeiro | ||
| SP | Paulinho da Força+ | ||
| Nomes marcados com o símbolo * foram eleitos em 2022 por outros partidos. Nomes marcados com o símbolo + são suplentes em exercício ou efetivados. | |||
| Deputados Estaduais Atuais | |||
|---|---|---|---|
| UF | Deputado (a) | ||
| AP | Dayse Marques | ||
| AP | Rayfran Beirão* | ||
| GO | Coronel Adailton* | ||
| GO | Cristiano Galindo | ||
| GO | Julio Pina* | ||
| GO | Wagner Camargo Neto* | ||
| PB | Dudu Soares | ||
| PB | Eduardo Brito* | ||
| PB | Eduardo Carneiro | ||
| RJ | Giovani Ratinho | ||
| RJ | Sarah Poncio* | ||
| Nomes marcados com o símbolo * foram eleitos em 2022 por outros partidos. Nomes marcados com o símbolo + são suplentes em exercício ou efetivados. | |||
| Data | Filiados | Crescimento anual | |
|---|---|---|---|
| dez/2013 | 4.824 | +100% | |
| dez/2014 | 28.365 | +488% | |
| dez/2015 | 97.074 | +242% | |
| dez/2016 | 181.010 | +86% | |
| dez/2017 | 200.017 | +10,5% | |
| dez/2018 | 213.041 | +6,5% | |
| dez/2019 | 218.424 | +2,5% | |
| dez/2020 | 260.204 | +19% | |
| dez/2021 | 255.314 | -1,8% | |
| dez./2022 | 257.579 | +0,8% | |
| dez./2023 | 377.224 | +46,4% | |
| dez./2024 | 382.395 | +1,3% | |
| dez./2025 | 376.193 | -1,6% | |
| Eleição | Mandatos | % | ± |
|---|---|---|---|
| 2014 |
0 / 27 |
0,00 | |
| 2018 |
1 / 54 |
1,23 | |
| 2022 |
0 / 27 |
0,02 |
| Eleição | Mandatos | % | ± |
|---|---|---|---|
| 2014 |
14 / 513 |
2,72 | |
| 2018 |
13 / 513 |
2,53 | |
| 2022 |
4 / 513 |
1,57 |
| Eleição | Mandatos | % | ± |
|---|---|---|---|
| 2014 |
23 / 1 059 |
2,17 | |
| 2018 |
29 / 1 059 |
2,73 |
| Eleição | Mandatos | % | ± |
|---|---|---|---|
| 2016 |
61 / 5 568 |
1,09 | |
| 2020 |
94 / 5 568 |
1,68 |
| Eleição | Mandatos | % | ± |
|---|---|---|---|
| 2016 |
1 438 / 56 810 |
2,53 | |
| 2020 |
1 348 / 56 810 |
2,37 |
| Participação e desempenho do Solidariedade nas eleições estaduais de 2022 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Candidatos majoritários eleitos (10 governadores e 7 senadores).
Em negrito estão os candidatos filiados ao Solidariedade durante a eleição.
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| Participação e desempenho do SD nas eleições estaduais de 2018 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Candidatos majoritários eleitos (7 governadores e 16 senadores).
Em negrito estão os candidatos filiados ao SD durante a eleição.
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| Ano | Imagem | Candidato a Presidente | Candidato(a) a Vice-Presidente | Coligação | Votos | Posição |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2014 | Aécio Neves
(PSDB) |
Aloysio Nunes
(PSDB) |
Muda Brasil | 51.036.040 (48,36%) | 2ª | |
| 2018 | Geraldo Alckmin
(PSDB) |
Ana Amélia
(PP) |
Para Unir o Brasil | 5.096.349 (4,76%) | 4ª | |
| 2022 | Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) |
Geraldo Alckmin
(PSB) |
Brasil da Esperança
(FE Brasil, PSB, Solidariedade, Fed. PSOL REDE, Avante, Agir e PROS) |
60.345.999 (50,90%) | 1ª | |
| 2026 | Primeiro turno: neutralidade e liberação de diretórios e filiados. | |||||
Art. 29. § 7º Havendo fusão ou incorporação, devem ser somados exclusivamente os votos dos partidos fundidos ou incorporados obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, para efeito da distribuição dos recursos do Fundo Partidário e do acesso gratuito ao rádio e à televisão.
Art 4º § 2º Para fins de aferição da cláusula de desempenho prevista no § 3º do art. 17 da Constituição e no art. 3º da EC n. 97/2017, será considerada a soma da votação e da representação dos partidos que integram a federação. § 3º O efeito de que trata o § 2º deste artigo somente incidirá a partir do início da legislatura seguinte ao deferimento do registro da federação, compreendida aquela conforme o parágrafo único do art. 44 da Constituição.