| Pentecostes | |
|---|---|
| Tipo | Cristão |
| Data | 49 dias depois da Páscoa |
| Significado | Celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e outros seguidores de Jesus; nascimento da Igreja |
| Celebrações | Serviços religiosos, refeições festivas, procissões, batismo, confirmação, ordenação, costumes populares, danças, ritos da primavera e da floresta |
| Data de 2025 | 19 de maio (Ocidente) 23 de junho (Oriente) |
| Data de 2026 | 8 de junho (Ocidente) 8 de junho (Oriente) |
| Data de 2027 | 24 de maio (Ocidente) 31 de maio (Oriente) |
| Frequência | Anual |
| Relacionado(s) | Páscoa, Shavuot, Domingo da Trindade |
Pentecostes, também conhecido como Domingo de Pentecostes ou Dia de Pentecostes, é um feriado cristão que ocorre no 49º dia (50º dia quando a contagem inclusiva é usada) após a Páscoa. Comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus enquanto eles estavam em Jerusalém celebrando a Festa das Semanas, conforme descrito nos Atos dos Apóstolos (Atos 2:1-31). A Igreja Católica acredita que o Espírito Santo desceu sobre Maria, a mãe de Jesus, ao mesmo tempo, conforme registrado nos Atos dos Apóstolos (Atos 1:14).
Pentecostes é uma das grandes festas da Igreja Ortodoxa Oriental, uma solenidade no Rito Romano da Igreja Católica, um festival nas Igrejas Luteranas e uma festa principal na Comunhão Anglicana. Muitas denominações cristãs oferecem uma liturgia especial para esta celebração sagrada. Como sua data depende da data da Páscoa, Pentecostes é uma "festa móvel". A segunda-feira após Pentecostes é um feriado legal em muitos países europeus, africanos e caribenhos. É frequentemente considerado o dia do nascimento da Igreja e inspirou o movimento pentecostal, além de marcar o último dia da Festa do Divino Espírito Santo, uma tradição no catolicismo popular brasileiro e em outros países.
O termo Pentecostes vem do grego koiné: πεντηκοστή, romaniz: pentēkostē, lit. 'quinquagésimo'. Um dos significados de "Pentecostes" na Septuaginta, a tradução koiné da Bíblia hebraica, refere-se ao festival de Shavuot, um dos Três Festivais de Peregrinação, que é celebrado no quinquagésimo dia após o Pessach, de acordo com Deuteronômio 16:10, e Êxodo 34:22, onde é referido como o "Festival das Semanas" (grego koiné: ἑορτὴν ἑβδομάδων, romaniz: heortēn hebdomádōn ). A Septuaginta usa o termo Pentēkostē neste contexto no Livro de Tobias e 2 Macabeus.
Os tradutores da Septuaginta também usaram a palavra em dois outros sentidos: para significar o ano do Jubileu (Levítico 25:10) um evento que ocorre a cada 50 anos, e em várias passagens da cronologia como um número ordinal. O termo também foi usado na literatura do judaísmo helenístico por Filo de Alexandria e Josefo para se referir a Shavuot.
No judaísmo, Shavuot é um festival de colheita que é celebrado sete semanas e um dia após o primeiro dia do Pessach em Deuteronômio 16:9, ou sete semanas e um dia após o sábado de acordo com Levítico 23:16. É discutido na Mishná e no Talmude Babilônico, tratado Arakhin. A menção real de cinquenta dias vem de Levítico 23:16.
A Festa das Semanas também é conhecida como Festa da Colheita em Êxodo 23:16 e Dia das Primícias em Números 28:26. Em Êxodo 34:22, é chamada de "primícias da colheita do trigo".
Em algum momento durante o período helenístico, o antigo festival da colheita também se tornou um dia de renovação da aliança noaica, descrita em Gênesis 9:17, que é estabelecida entre Deus e "toda a carne que está sobre a terra". Após a destruição do Templo em 70 d.C., as ofertas não podiam mais ser trazidas ao Templo em Jerusalém e o foco do festival mudou da agricultura para os israelitas recebendo a Torá.
Nessa época, alguns judeus já viviam na Diáspora. De acordo com Atos 2:5-11, havia judeus de "todas as nações debaixo do céu" em Jerusalém, possivelmente visitando a cidade como peregrinos durante o Pentecostes.

Enquanto a Páscoa era uma festa caseira, A Festa da Colheita (Festa das Semanas ou Pentecostes) era uma celebração agrícola, originalmente, realizada na roça, no lugar onde se cultivava o trigo e a cevada, entre outros produtos agrícolas. Posteriormente, essa celebração foi levada para os lugares de culto, particularmente, o Templo de Jerusalém. Os muitos relatos bíblicos não revelam, com clareza, a ordem do culto, mas é possível levantar alguns passos dessa liturgia:
Observação: Era (e continua sendo) ilegal usufruir da nova produção da roça, antes do cerimonial da Festa das Colheitas.
Características da celebração:
Pentecostes é o símbolo do Cenáculo, onde os apóstolos se reuniram, pela primeira vez, à espera do Espírito Santo. O Cenáculo, a partir deste momento, passa a ser considerado um símbolo de sacralidade na ótica cristã, pois até então era considerado pelos judeus como apenas um lugar de reuniões. Atualmente o 50 º dia após a Páscoa é considerado pelos cristãos como o dia de Pentecostes, e também foi o dia da descida do Espírito Santo (Espírito de Deus) sobre os apóstolos. Tal experiência é chamada de batismo no Espírito Santo. Existem movimentos inspirados no Pentecostes em toda a história do cristianismo, sendo enfatizados, especialmente em meados do século XX, com o surgimento das primeiras Igrejas Pentecostais, e o nascimento da Renovação Carismática Católica.
De acordo com o Antigo Testamento, você iria ao dia da celebração das Primícias e, a partir desse dia, contaria 50 dias. O quinquagésimo dia seria o Dia de Pentecostes. Portanto, as Primícias são o início da colheita da cevada e o Pentecostes, a celebração do início da colheita do trigo. Como sempre acontecia 50 dias após as Primícias, e como 49 dias equivalem a sete semanas, sempre ocorria uma "semana de semanas" depois.