| Peter Handke | |
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Peter Handke | |
| Nascimento | 6 de dezembro de 1942 (83 anos) Griffen, Áustria |
| Cidadania | Áustria |
| Cônjuge | Sophie Semin |
| Filho(a)(s) | Amina Handke, Léocadie Handke |
| Alma mater | |
| Ocupação | escritor, diretor de cinema, roteirista, tradutor, dramaturga, prosista, poeta, contista, ensaísta, desenhista, realizador, artista, romancista, libretista |
| Distinções | Prémio Georg Büchner 1973 (doação devolvida em 1999) |
| Género literário | Romance, conto |
| Movimento literário | Pós-modernismo |
| Obras destacadas | A mulher canhota |
| Movimento estético | Grupo 47, Wiener Gruppe |
Peter Handke (Griffen, Caríntia, Áustria, 6 de dezembro de 1942) é um escritor austríaco. É também autor de teatro, romances, poesia, argumentista e realizador de cinema. Recebeu o Nobel de Literatura de 2019.
Peter Handke foi marcado pela experiência materna, a mãe ao falecer em 1970, escreveu a impressionante Desgraça . A sua mãe tinha ido viver para Berlim para casa dos sogros, durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1948, com o seu marido e filhos abandonou o sector. O seu marido, sem papéis instalou-se na sua casa natal na Áustria. Os seus dois irmãos morreram durante a Segunda Guerra Mundial em combate. A mãe adorava-os e transmitiu a Handke a sua admiração: os três eram de origem eslovena - a população mais pobre da Áustria, e a Caríntia é uma região fronteiriça e Handke aprendeu a esloveno, logo com gosto e por decisão própria. Mais tarde viajara por lá muito sobre aquela região (escreverá sobre aquele país e traduziu mesmo alguns autores eslovenos para alemão . Em 1961, iniciou os seus estudos de Direito em Graz, cidade onde se envolverá no grupo literário Das Forum Stadtpark.
Publicou o seu primeiro romance em 1965, abandonando desta forma a universidade para abraçar a carreira literária. Handke viveu a seguir em Düsseldorf, Berlim, Paris, Salzburgo e nos Estados Unidos da América.
Hanke causou controvérsia pelas suas declarações anti-OTAN e a favor da Sérvia. Partidário do Slobodan Milosevic, fez discurso em seu enterro e negou o massacre dos muçulmanos bósnios. Em Abril de 1999 voltou a reafirmar a sua oposição à política belicista da OTAN e aos ataques a Belgrado.
Realizou filmes e foi roteirista para o filme de Wim Wenders Die Angst des Tormanns beim Elfmeter (A Angústia do guarda-redes antes do penalty).
| Precedido por Olga Tokarczuk |
Nobel de Literatura 2019 |
Sucedido por Louise Glück |