| Phellinus igniarius | |||||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||
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Phellinus igniarius | |
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| Himênio poroso | |
| Lamela não distinguível | |
| Estipe ausente | |
| A cor do esporo é branco | |
| A relação ecológica é parasita | |
| Comestibilidade: não comestível | |
Phellinus igniarius (sin. Phellinus trivialis) é uma espécie de fungo da família Hymenochaetaceae. Assim como outros membros do gênero Phellinus, ela vive por meio de nutrição saprofítica, na qual a lignina e a celulose de uma árvore hospedeira são degradadas, causando podridão branca.
O fungo forma basidiomas perenes que se projetam como suportes lenhosos (prateleiras) e duros, em forma de casco ou disco, a partir da casca da árvore viva infestada ou de troncos mortos. A árvore é frequentemente salgueiro, mas pode ser comumente encontrada em bétula e amieiro, além de outras árvores de folha larga. A parte superior é coberta por uma crosta escura, frequentemente rachada, e um estipe está presente apenas em sua fase inicial. Diferentemente da maioria dos fungos, possui consistência lenhosa dura e pode persistir por muitos anos, formando uma nova camada superficial a cada ano.
O basidioma mede 5 a 20 cm de diâmetro, mas em casos raros pode atingir 40 cm de largura. A espessura varia de 2 a 12 cm, até 20 cm em casos excepcionais. Estão entre os basidiomas fúngicos mais duradouros, exibindo até oitenta anéis anuais de crescimento. O fungo apresenta poros pequenos, de cor marrom-acinzentada, com cerca de 4–6 por milímetro quadrado. Seus tubos têm comprimento de aproximadamente 2 a 7 mm. A cada ano, o fungo forma uma nova camada de tubos sobreposta às camadas antigas. Esporos antigos não liberados frequentemente ficam selados pelo crescimento que obstrui os tubos e podem ser vistos em seção transversal como pontos marrons.
A carne marrom tem 10 a 20 cm de espessura e torna-se mais dura com a idade e a seca, e mais macia com a umidade. O odor do basidioma tem um caráter pronunciado de cogumelo, e o sabor da carne é amargo. Ao contato com hidróxido de potássio, a carne torna-se preta. A esporada é esbranquiçada.
Espécies semelhantes incluem Fomes arctostaphyli, Phellinus pomaceoides, P. tremulae, Fulvifomes robiniae e membros do gênero Fomitiporia.
A espécie é um poliporo, com poros na face inferior que carregam esporos. Ela causa uma podridão branca que leva à decomposição da árvore. Pica-paus são conhecidos por usar seu local como um bom lugar para escavar uma câmara de nidificação, já que a madeira estará mais macia e fraca ao redor de sua localização.
A espécie é considerada não comestível por ser lenhosa. Há alguma evidência de que pode ter potencial uso medicinal. Um estudo de 2014 em camundongos sugere que um extrato do basidioma do cogumelo pode ter alto potencial terapêutico para amenizar a progressão da esclerose múltipla.
Era valorizada como material para acender fogo. No Alasca, é queimada por locais, e a cinza é misturada com tabaco de mascar para potencializar o efeito da nicotina.