Pleonasmo

Pleonasmo consiste na repetição de um termo da oração ou do significado de uma expressão, isto é, alguma informação que é repetida desnecessariamente. De acordo com o Dicionário Houaiss, pleonasmo é uma redundância de termos no âmbito das palavras, mas de emprego legítimo em certos casos, pois confere maior vigor ao que está sendo expresso.

A palavra tem a sua origem no grego “PLEONASMOS”, de “PLEONASEIN”, que por sua vez significa "algo que é mais que suficiente".

Pleonasmo literário

Também denominado pleonasmo de reforço, estilístico ou semântico, trata-se do uso do pleonasmo como figura de estilo para enriquecer algo num texto. Grandes autores usam muito este recurso. Nos seus textos os pleonasmos não são considerados vícios de linguagem, e sim pleonasmos literários.

Exemplos:

"A lealdade torna lealdade". (Domingos António)

"Iam vinte anos desde aquele dia
Quando com os olhos eu quis ver de perto
Quanto em visão com os da saudade via."

(Alberto de Oliveira)

"Morrerás morte vil na mão de um forte."
(Gonçalves Dias)

"O cadáver de um defunto morto que já faleceu"
(Roberto Gómez Bolaños)

"E rir meu riso"
(Vinícius de Moraes)

Pleonasmo musical

Exemplos:

"Vamos fugir pr'outro lugar"
(Gilberto Gil)

"...Com você eu vou viver a vida numa boa..."

(Negritude Júnior)

"...Se me manda ir embora

Eu saio pra fora

Ela chama pra trás..."

(Leandro & Leonardo)

"...Chove chuva, chove

Vem lavar essa saudade"

(João Bosco & Vinícius)

Pleonasmo vicioso

Trata-se da repetição desnecessária de algum termo ou ideia na frase. Essa não é uma figura de linguagem, e sim um vício de linguagem.

Exemplos:

Ver também

Referências

  1. ↑ santana, emerson (2015). pleonasmo. [S.l.: s.n.] ISBN 1455355 Verifique |isbn= (ajuda)
  2. ↑ exame.abril.com.br/ Quando vale (ou não) apostar na redundância
  3. ↑ folha.uol.com.br/ Pasquale Cipro Neto - "Pleonasmos"
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