| Jarro | |
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Um jarro é um objecto doméstico, em forma de vaso, fabricado em vidro, cerâmica, porcelana, metal ou plástico, que serve para verter líquido em copos.
Jarros são chamados ainda de jarra, talha de água, talha de barro, bilha, pote, purrão, quartinha, quarta, quartilha, quartião, moringa ou muringue. "Talha" deriva do latim vulgar *ginacula, que deriva por sua vez de tina. "Moringa" deriva do banto muringa. Jarro/jarra, do árabe jarrâ.
Normalmente, é bojudo e possui um bico para verter o líquido; pode possuir uma asa ou pega. Em sua origem, o jarro se diferenciava da jarra, pois, enquanto o jarro tinha uma alça, a jarra tinha duas. É usado para servir água e outros líquidos. Benvenuto Cellini desenhou e esculpiu jarros que são considerados verdadeiras obras-primas, entre os quais o célebre que representa o combate entre centauros e lápitas. Também há jarros de importância arqueológica, como o jarro de Valdegamas, de Tartesso. Há troféus que possuem a forma de vaso e que são complementados por uma placa na parte inferior, complementando o jarro. Em Portugal, um jarro serve para servir líquidos, enquanto que uma jarra serve para exibir flores.
No Brasil, o termo "muringue" está associado às bilhas fabricadas no século passado[quando?] numa fábrica localizada em Santos, a qual também produziu recipientes que filtravam a água (denominados vulgarmente por "filtros") e a depuravam de micro-organismos nocivos para a saúde. O criador dessa fábrica foi o cidadão português António Nogueira, casado com Maria Augusta Ferreira de Aveiro.[carece de fontes]
É muito comum se encontrar este utensílio nas residências do Norte e Nordeste do Brasil. É bastante comercializado na Feira de São Joaquim, em Salvador, na Bahia. É indispensável na construção dos assentamentos sagrados das religiões afro-brasileiras.
A talha ou pote de barro, foi e está novamente a ser utilizado (em particular no Alentejo) no processo de produção de vinho, sendo um processo ancestral romano, assumindo uma dupla finalidade: a produção e a armazenagem do vinho.
No âmbito do projecto arqueológico que tem vindo a ser desenvolvido em Beja ("Arqueologia das cidades de Beja") foram encontradas em 2017 inúmeras talhas romanas, de vários tipos, formas e finalidades: umas para armazenar vinho e outras para guardar cereais e outros bens;
Sendo a produção artesanal do vinho de talha, um processo típico do Alentejo com mais de dois mil anos com origem nos romanos, vários municípios ( Vidigueira, Aljustrel, Cuba, Moura, Mora e Marvão) e instituições Alentejanas vão candidatar a Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO) esta prática de vinificação.