| Raoul du Toit | |
|---|---|
| Nome completo | Raoul Fredric du Toit |
| Conhecido(a) por | Esforços para a proteção do rinoceronte-negro |
| Nascimento | 1957 ou 1958 (68–69 anos) |
| Residência | Zimbabwe |
| Nacionalidade | zimbabuano |
| Educação | Universidade da Cidade do Cabo |
| Ocupação | ambientalista, zoólogo |
| Prêmios | Goldman Environmental Prize (2011) |
Raoul Fredric du Toit (nascido em 1957 ou 1958) é um ambientalista do Zimbabwe. Ele recebeu o Prémio Ambiental Goldman em 2011 pelos seus esforços na conservação do rinoceronte-negro.
Em 1990, enquanto trabalhava para a World Wildlife Foundation, du Toit fundou o Lowveld Rhino Conservancy Project. Atualmente é diretor do Lowveld Rhino Trust, no sul do Zimbábue.
Du Toit defendeu tese de mestrado na Universidade da Cidade do Cabo em 1982, ele é biólogo com formação em zoologia e estudos ambientais. Em 1985, ele foi nomeado Oficial Científico do Grupo de Especialistas em Elefantes e Rinocerontes Africanos da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), afastando-se de seu foco profissional anterior na realização de Avaliações de Impacto Ambiental. Em 1988, Du Toit desenvolveu um projeto da WWF para investigar a situação dos rinocerontes-negros no Vale do Zambeze e permaneceu como executor de projetos da WWF até 2009. Em 1990, foi designado pela WWF para atuar junto ao Departamento de Parques Nacionais e Gestão de Vida Selvagem do Zimbábue; lá, trabalhou por sete anos para iniciar e executar o Projeto de Áreas de Conservação de Rinocerontes no Zimbábue (financiado pelo Beit Trust, por meio da WWF). Esse projeto exigiu a formação de grupos reprodutivos de rinocerontes na região semiárida de lowveld, a integração de fazendas de caça em vastas áreas de conservação para garantir habitat suficiente, a implementação de sistemas de proteção e monitoramento e o auxílio na superação de obstáculos econômicos e políticos persistentes que afetavam esses projetos do setor privado.
Ele transformou áreas do sul do Zimbábue, antes dedicadas à pecuária bovina, em terras voltadas para a vida selvagem, visando criar um ambiente favorável a longo prazo para a conservação dos rinocerontes, aliviar a carga sobre o Estado e incentivar o turismo.
Atualmente, a população de rinocerontes-negros na região de Lowveld encontra-se estabilizada graças aos esforços coordenados por Du Toit. Apesar das perturbações que ameaçaram as populações de rinocerontes no sul do Zimbábue desde o ano 2000, existem hoje 350 rinocerontes-negros na região.