| Rashômon | ||||
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| No Brasil | Rashomon | |||
| Em Portugal | Às Portas do Inferno Rashomon - Às Portas do Inferno | |||
| em japonês | 羅生門 | |||
| Japão 1950 • p&b • 88 min | ||||
| Género | drama · suspense | |||
| Direção | Akira Kurosawa | |||
| Roteiro | Akira Kurosawa Shinobu Hashimoto | |||
| Baseado em | Ryunosuke Akutagawa (contos) | |||
| Elenco | Toshiro Mifune Machiko Kyō Masayuki Mori Takashi Shimura Minoru Chiaki Kichijiro Ueda Fumiko Honma Daisuke Katō | |||
| Música | Fumio Hayasaka | |||
| Idioma | japonês | |||
| Cronologia | ||||
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Rashômon (prt: Às Portas do Inferno ou Rashomon - Às Portas do Inferno; bra: Rashomon) é um filme japonês de 1950, dirigido por Akira Kurosawa, com roteiro de Shinobu Hashimoto e do próprio diretor baseado em dois contos de Ryūnosuke Akutagawa ("Rashomon" e "Yabu no Naka")
Estrelado por Toshirō Mifune, Machiko Kyō e Masayuki Mori, o filme tem uma estrutura de narrativa não convencional que sugere a impossibilidade de obter a verdade sobre um evento quando há conflitos de pontos de vista. Tanto no inglês como em outras línguas, "Rashomon" se tornou um provérbio para qualquer situação na qual a veracidade de um evento é difícil de ser verificada devido a julgamentos conflitantes de diferentes testemunhas. Na psicologia, o filme emprestou seu nome ao chamado "Efeito Rashomon".[carece de fontes]
No Japão do século XI, um lenhador, um camponês e um sacerdote abrigam-se de uma forte tempestade nas ruínas do Portão de Rashomon. O sacerdote então começa a contar sobre um julgamento no qual foi testemunha, de um bandido que estuprara uma mulher e assassinara o marido dela. Nesse julgamento, os depoimentos são conflitantes, pondo em choque a verdade de cada um.
O uso de cenas contrastantes é um recurso frequente em Rashomon. De acordo com o crítico Donald Richie, o pedaço de tempo das cenas da esposa e do bandido são as mesmas quando o bandido esta barbaramente enlouquecido e a esposa histericamente enlouquecida.
Devido à sua ênfase na subjetividade da verdade e na incerteza da precisão factual, Rashomon tem sido visto por alguns como uma alegoria da derrota do Japão no fim da Segunda Guerra Mundial. Entretanto, o conto Yabu no Naka de Akutagawa precede a adaptação cinematográfica em 28 anos, e alguma alegoria pós-guerra intencional teria, desse modo, sido resultado da influência de Kurosawa (baseado mais na moldura do conto do que nos próprios eventos). O artigo "Memórias da derrota do Japão: uma reavaliação de Rashomon", de James F. Davidson, na edição de dezembro de 1954 da Antioch Review, é uma análise precoce dos elementos da derrota na Segunda Guerra Mundial. Outra interpretação alegórica do filme é mencionada brevemente no artigo "Japão: uma nação ambivalente, um cinema ambivalente", de 1995, por David M. Desser Aqui, o filme é visto como uma alegoria da bomba atômica na derrota japonesa. Também é brevemente mencionada a visão de James Goodwin na influência dos eventos do pós-guerra no filme.