| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Russell Nigel Latapy | |
| Data de nasc. | 2 de agosto de 1968 (58 anos) | |
| Local de nasc. | Port of Spain, Trinidad e Tobago | |
| Nacionalidade | trinitário-tobagense | |
| Altura | 1,70 m | |
| Apelido | Pequeno Mágico | |
| Informações profissionais | ||
| Clube atual | Sem clube | |
| Posição | Auxiliar-técnico (Ex-meio-campista) | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos (golos) |
| 1987–1988 1989–1990 1990–1994 1994–1996 1996–1998 1998–2001 2001–2003 2003 2003–2009 2009 2011 |
Trintoc Port Morant United Académica Porto Boavista Hibernian Rangers Dundee United Falkirk Caledonia AIA Edinburgh City |
0 (0) 0 (0) 127 (32) 56 (7) 40 (1) 84 (22) 23 (5) 7 (0) 167 (23) 6 (2) 0 (0) |
| Seleção nacional | ||
| 1988–2009 | Trinidad e Tobago | 81 (29) |
| Times/clubes que treinou | ||
| 2007–2009 2009 2009–2011 2013–2014 2014–2017 2017 2019–2022 2022–2023 |
Falkirk Trinidad e Tobago (assistente) Trinidad e Tobago Boavista (assistente) Inverness CT (assistente) Trinidad e Tobago (assistente) Barbados Macarthur (assistente) |
23 20 |
Russell Nigel Latapy (Port of Spain, 2 de agosto de 1968) é um ex-futebolista e treinador de futebol trinitário que atuou como meio-campista. Atualmente está sem clube.
Nascido em Port of Spain, Latapy jogou na Liga de Futebol da Escola Secundária de Trinidad e Tobago ainda na juventude e, aos 19 anos, esteve próximo de estudar na Universidade Internacional da Flórida, mas preferiu continuar no futebol, decisão apoiada pela mãe do jogador. Entre 1987 e 1990 defendeu Trintoc (renomeado United Petrotrin em 1992 e extinto em 2009) e Port Morant United antes de seguir para Portugal, onde atuou por Académica, Porto e Boavista, tendo obtido maior destaque por estes últimos - foi bicampeão nacional e venceu uma Supertaça Cândido de Oliveira, em 1994 como jogador dos Dragões, além de ter conquistado uma Taça de Portugal e outra Supertaça pelos Axadrezados. Pelo Porto, o Pequeno Mágico (apelido pelo qual era conhecido) tornou-se o primeiro jogador trinitário a disputar a Liga dos Campeões da UEFA.
Seria na Escócia que o meia jogou por mais tempo, vestindo as camisas de Hibernian, Rangers, Dundee United e Falkirk entre 1998 e 2009, quando voltaria a Trinidad e Tobago para defender o Caledonia AIA em 6 jogos antes de encerrar a carreira pela primeira vez.
Em outubro de 2011, retornou aos gramados aos 43 anos de idade para assinar com o Edinburgh City (equipe da quarta divisão escocesa), onde jogaria uma única partida pela Copa nacional, frente ao Irvine Meadow.
Com a carreira de jogador encerrada pela primeira vez, Latapy foi anunciado como auxiliar na seleção de Trinidad e Tobago, assumindo o comando técnico depois da saída do colombiano Francisco Maturana, em abril de 2009. Permaneceria no cargo até janeiro de 2011.
Trabalhou ainda como auxiliar-técnico no Boavista e no Inverness CT antes de voltar à comissão técnica dos Soca Warriors em 2017. Em abril de 2019, foi anunciado como novo técnico da seleção de Barbados, assinando contrato por 2 anos.
Seu último trabalho foi como auxiliar-técnico no Macarthur, equipe da A-League australiana, entre junho de 2022 e janeiro de 2023.
A estreia de Latapy na seleção de Trinidad e Tobago foi em outubro de 1988, num empate sem gols com Honduras, pelas eliminatórias da Copa de 1990, fazendo parte da equipe conhecida como Strike Squad que precisava apenas de um empate com os Estados Unidos para conquistar a vaga, mas perdeu por 1 a 0. Em 2001, após envolver-se em polêmicas extracampo enquanto atuava no Hibernian, foi excluído das convocações por 4 anos, juntamente com Dwight Yorke, o principal jogador da equipe.
Em 2005, após pedidos de Yorke e do então vice-presidente da FIFA, Jack Warner, o Pequeno Mágico retornaria à seleção na partida com a Guatemala, marcando um dos gols na vitória por 3 a 2. Ele ainda disputou 5 jogos (3 pelas eliminatórias e as partidas da repescagem contra o Bahrein) na campanha que levou Trinidad e Tobago à Copa do Mundo FIFA de 2006. Aos 37 anos e dez meses, Latapy foi o jogador de linha mais velho e o segundo jogador mais velho da competição, mais novo apenas que o tunisiano Ali Boumnijel. O meia atuou apenas na partida contra o Paraguai, quando a seleção caribenha foi derrotada por 2 a 0 e caiu na primeira fase,[carece de fontes] não tendo feito nenhum gol. Mesmo assim, os jogadores e a comissão técnica foram recebidos como heróis na volta ao país, e em reconhecimento, cada integrante recebeu a Medalha Chaconia em ouro (segunda maior honraria destinada pelo governo) e 1 milhão de dólares trinitários (na época, 160 mil dólares americanos).