Solidariedade | |
|---|---|
| Sigla | Solidariedade |
| Número eleitoral | 77 |
| Presidente | Paulinho da Força |
| Vice-presidente | Felipe Antonio do Espírito Santo |
| Fundador | Paulinho da Força |
| Fundação | 25 de outubro de 2012 (14 anos) |
| Registro | 24 de setembro de 2013 (13 anos) |
| Sede | Brasília, DF |
| Ideologia | Humanismo Trabalhismo |
| Espectro político | Centro |
| Publicação | Humanitá (semestral) |
| Think tank | Fundação 1º de maio |
| Dividiu-se de | PDT |
| Fusão | Incorporou o PROS |
| Membros (2026) | 376.193 filiados |
| Afiliação nacional | Federação Renovação Solidária |
| Governadores (2026) | 0 / 27 |
| Prefeitos (2024) | 63 / 5 569 |
| Senadores (2026) | 0 / 81 |
| Deputados federais (2026) | 4 / 513 |
| Deputados estaduais (2026) | 19 / 1 024 |
| Vereadores (2024) | 1 244 / 58 026 |
| Cores | Azul Laranja Branco |
| Slogan | "Com Solidariedade a gente muda o Brasil." |
| Página oficial | |
| www | |
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Solidariedade é um partido político de centro do Brasil, fundado em 2012 e registrado oficialmente em 2013. Seu principal líder é Paulinho da Força, sindicalista e presidente licenciado da Força Sindical. Em dezembro de 2025, o partido possuía 376.193 filiados.
O Solidariedade tem sua gênese na Força Sindical, um centro sindical que historicamente se opõe fortemente à hegemonia da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de outros movimentos sindicais de esquerda em favor de uma abordagem menos ideológica e mais pragmática, o autoproclamado "Sindicalismo de Resultados". O partido reflete essa orientação ao combinar pautas trabalhistas e sindicais com uma postura política de centro, voltada para o diálogo com o setor empresarial e a defesa de políticas de crescimento econômico com geração de emprego. O Solidariedade se define como de centro, trabalhista e humanista, ocasionalmente de centro-esquerda. Embora de facto sua atuação parlamentar e alianças políticas o posicionem frequentemente como integrante do chamado Centrão, bloco caracterizado pelo pragmatismo e pela busca de influência no Congresso.
O partido apoiou as candidaturas presidenciais do PSDB nas eleições de 2014 e de 2018. Já em 2022, o Diretório Nacional decidiu compor a coligação "Brasil da Esperança" em torno da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, sinalizando uma movimentação da sigla para o campo.
Em outubro de 2022, o partido anunciou estar em negociação para se fundir com o PROS, depois de não ter atingido a cláusula de barreira nas eleições gerais no Brasil em 2022. Todavia, em 17 de outubro de 2022, em vez da fusão, foi aprovado pelos diretórios nacionais de ambas as siglas que o PROS seria incorporado ao Solidariedade. A incorporação foi oficializada pelo Tribunal Superior Eleitoral em 14 de fevereiro de 2023.
Com boa parte de seus dirigentes advindos do movimento sindical, o Solidariedade nasceu alinhado às bandeiras dos trabalhadores do país e dos movimentos sociais. O espectro político original do Solidariedade, conforme declarado pelo Paulinho da Força em 2013, era centro-esquerda.
Dirigentes do Solidariedade pediram seu registro no Tribunal Superior Eleitoral em junho de 2013 e tiveram o partido aprovado em sessão do TSE de 24 de setembro de 2013, sob forte questionamento de fraude.
Nas eleições de 2014, o Solidariedade apoiou a candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB), compondo a coligação "Muda Brasil", em oposição à reeleição de Dilma Rousseff (PT). O partido lançou um candidato a governador, quatro a vice-governadores e um a senador. Também apoiou 12 candidatos a governadores de partidos diversos.
Nas eleições de 2018, o partido novamente deu apoio à candidatura presidencial do PSDB, dessa vez representada por Geraldo Alckmin. No segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), o partido optou pela neutralidade, mas Paulinho da Força declarou apoio a Haddad. O partido ainda elegeu o senador Eduardo Gomes (TO), 13 deputados federais e 29 deputados estaduais.
Durante o governo Bolsonaro, a bancada de deputados federais do Solidariedade votou, em média, 89% das vezes junto ao governo. Até abril de 2021 alguns deputados da sigla apresentaram alinhamento ao governo de quase 100%, enquanto o deputado Paulinho apresentou um alinhamento de 71%. Até janeiro do mesmo ano, três cargos no Ministério da Agricultura eram ocupados por por indicação do Solidariedade.
Nas eleições municipais de 2020, o partido elegeu 94 prefeitos e 1348 vereadores. Em março de 2021, Paulinho declarou ser impossível um apoio do Solidariedade à reeleição de Bolsonaro, e disse que acha possível o partido apoiar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022, ainda que esteja muito cedo para decidir.
Em 3 de maio de 2022, após desentendimento das centrais sindicais e o presidente do partido, Paulinho da Força, o Solidariedade oficializa apoio ao pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições de 2022, sendo o único partido de centro na coligação "Vamos Juntos pelo Brasil".
Em 2022, o partido não conseguiu superar a cláusula de barreira nas eleições gerais. Consequentemente, em 17 de outubro de 2022, foi aprovada a incorporação do PROS ao Solidariedade para que o partido continuasse recebendo o fundo partidário e tivesse acesso ao tempo de propaganda eleitoral na televisão e rádio. Em 14 de fevereiro de 2023, o TSE homologou a incorporação.
Em 12 de junho de 2024, o presidente do partido, Eurípedes Gomes Júnior, alvo de uma operação da Polícia Federal no mesmo dia, é considerado foragido pela corporação. Ele é suspeito de desvio milionário de verba partidária. No dia seguinte, ele foi incluído na categoria de difusão vermelha da Interpol. Em 15 de junho, ele se entregou à Polícia Federal em Brasília depois de ser considerado foragido.
Em junho de 2025, foi divulgada a negociação para formação da Federação Renovação Solidária, entre o Partido Renovação Democrática e o Solidariedade. Em 25 de junho de 2025, foi anunciada formalmente a constituição da federação.
Em 4 de dezembro de 2025, o Tribunal Superior Eleitoral deferiu, por unanimidade, o pedido de registro da federação partidária.
Nas eleições de 2026, a federação conquistou 1,86% dos votos nacionais para a Câmara dos Deputados e elegeu sete deputados federais, cinco pelo Partido Renovação Democrática (PRD) e dois pelo Solidariedade. A federação não elegeu senadores.
Devido ao desempenho eleitoral, a federação não atingiu os requisitos da cláusula de desempenho para a legislatura iniciada em 2027. Em consequência, seus partidos integrantes não alcançaram os requisitos constitucionais para receber os recursos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito ao rádio e à televisão.
Outra consequência da não superação da cláusula de desempenho é a inaplicabilidade das regras de fidelidade partidária aos parlamentares eleitos por partidos que não tenham atingido os requisitos constitucionais, nos termos do art. 17, § 5.º, da Constituição Federal, introduzido pela Emenda Constitucional n.º 97.
Os partidos políticos que não atingirem a cláusula de desempenho poderão recorrer, após as eleições, aos mecanismos de fusão ou incorporação previstos na legislação partidária. Nos termos do art. 29, § 7.º, da Lei n.º 9.096/1995, os votos obtidos pelos partidos envolvidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados são somados para fins de distribuição dos recursos do Fundo Partidário e de acesso gratuito ao rádio e à televisão pelo partido resultante.
No julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 7.021, em 6 de agosto de 2025, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade da legislação que instituiu as federações partidárias, conferindo interpretação conforme à Constituição ao art. 11-A da Lei n.º 9.096/1995 para exigir que as federações estejam constituídas como pessoas jurídicas e tenham o registro de seus estatutos no TSE até seis meses antes das eleições para delas participar.
A decisão estabeleceu, portanto, requisitos temporais para a constituição e o registro das federações com vistas à participação nas eleições. Entretanto, o art. 6.º, §§ 1.º e 4.º, da Resolução n.º 23.670/2021 admite a alteração da composição de uma federação e condiciona seus efeitos ao deferimento do pedido pelo TSE. Já o art. 4.º, § 3.º, estabelece que a soma da votação e da representação dos partidos integrantes produz efeitos a partir do início da legislatura seguinte ao deferimento do registro da federação.
Sendo assim, o registro de novas federações ou alteração da constituição das federações existentes entre 4 outubro de 2026 (data da eleição de 2026) e 1º de fevereiro de 2027 (início da legislatura seguinte) permitiria, em tese, aos partidos integrantes requerer a soma de votos para superação da cláusula de barreira, pela aplicação da Resolução n.º 23.670/2021, art. 4.º, § 3.º, tendo vista o registro anterior ao início da próxima legislatura. Todavia, o TSE nunca julgou qualquer pedido de registro de federação no intervalo entre uma eleição e o início da legislatura seguinte, de forma que não há jurisprudência sobre a exigência ou não de constituição da federação 6 meses antes do pleito, da ADI 7.021, também se aplicaria à soma de votos. Igualmente, o TSE nunca julgou se soma de votos dos partidos envolvidos em fusão ou incorporação, prevista no art. 29, § 7.º, da Lei n.º 9.096/1995, também se aplicaria a ampliação de federação após a eleição, visto que esta hipótese de soma não encontra expressa na lei.
Em outubro de 2026, o PRD e o Solidariedade iniciaram negociações com o Avante, inicialmente com vistas a uma possível fusão, incorporação partidária ou ampliação da federação como alternativas para superar a cláusula de desempenho. Em 14 de outubro, o Avante aprovou, em convenção nacional, seu ingresso na Federação Renovação Solidária. No dia seguinte, a federação também aprovou a entrada do partido, e, em 16 de outubro, foi protocolado no TSE, nos autos do processo de registro da federação, pedido de homologação da alteração de sua composição.
O pedido foi apresentado com a pretensão de que a nova composição produzisse efeitos imediatos, permitindo a soma dos votos obtidos pelo Avante, pelo PRD e pelo Solidariedade nas eleições de 2026 para fins de aferição da cláusula de desempenho. A iniciativa buscava o reconhecimento dessa consequência jurídica sem a necessidade de fusão ou incorporação partidária. A apresentação do pedido, entretanto, não implica o reconhecimento dos efeitos pretendidos, que dependem da apreciação do TSE.
Ante o exposto, o TSE analisará, no pedido, a interpretação da Resolução n.º 23.670/2021 em conjunto com a decisão do STF na ADI 7.021. Caso o Tribunal entenda que a alteração posterior da composição da federação não permite somar os votos da eleição anterior para a cláusula de desempenho, os partidos poderão avaliar os mecanismos de fusão ou incorporação previstos na Lei n.º 9.096/1995. Nessa hipótese, a soma dos votos decorreria da operação partidária efetivamente realizada, e não da alteração da composição da federação.
| Nome | Mandato | Observações | |
|---|---|---|---|
| Início | Fim | ||
| Paulinho da Força | 27 de setembro de 2013 | 14 de março de 2023 | |
| Euripedes Gomes de Macedo Júnior | 15 de março de 2023 | 14 de junho 2024 | Afastou-se do cargo dias antes de ser preso. |
| Paulinho da Força | 14 de junho 2024 | ||
| Deputados Federais Atuais | |||
|---|---|---|---|
| UF | Imagem | Deputado (a) | Ref. |
| AC | Eduardo Velloso* | ||
| MA | Márcio Honaiser* | ||
| RJ | Aureo Ribeiro | ||
| SP | Paulinho da Força+ | ||
| Nomes marcados com o símbolo * foram eleitos em 2022 por outros partidos. Nomes marcados com o símbolo + são suplentes em exercício ou efetivados. | |||
| Deputados Estaduais Atuais | |||
|---|---|---|---|
| UF | Deputado (a) | ||
| AP | Dayse Marques | ||
| AP | Rayfran Beirão* | ||
| GO | Coronel Adailton* | ||
| GO | Cristiano Galindo | ||
| GO | Julio Pina* | ||
| GO | Wagner Camargo Neto* | ||
| PB | Dudu Soares | ||
| PB | Eduardo Brito* | ||
| PB | Eduardo Carneiro | ||
| RJ | Giovani Ratinho | ||
| RJ | Sarah Poncio* | ||
| Nomes marcados com o símbolo * foram eleitos em 2022 por outros partidos. Nomes marcados com o símbolo + são suplentes em exercício ou efetivados. | |||
| Data | Filiados | Crescimento anual | |
|---|---|---|---|
| dez/2013 | 4.824 | +100% | |
| dez/2014 | 28.365 | +488% | |
| dez/2015 | 97.074 | +242% | |
| dez/2016 | 181.010 | +86% | |
| dez/2017 | 200.017 | +10,5% | |
| dez/2018 | 213.041 | +6,5% | |
| dez/2019 | 218.424 | +2,5% | |
| dez/2020 | 260.204 | +19% | |
| dez/2021 | 255.314 | -1,8% | |
| dez./2022 | 257.579 | +0,8% | |
| dez./2023 | 377.224 | +46,4% | |
| dez./2024 | 382.395 | +1,3% | |
| dez./2025 | 376.193 | -1,6% | |
| Eleição | Mandatos | % | ± |
|---|---|---|---|
| 2014 |
0 / 27 |
0,00 | |
| 2018 |
1 / 54 |
1,23 | |
| 2022 |
0 / 27 |
0,02 |
| Eleição | Mandatos | % | ± |
|---|---|---|---|
| 2014 |
14 / 513 |
2,72 | |
| 2018 |
13 / 513 |
2,53 | |
| 2022 |
4 / 513 |
1,57 |
| Eleição | Mandatos | % | ± |
|---|---|---|---|
| 2014 |
23 / 1 059 |
2,17 | |
| 2018 |
29 / 1 059 |
2,73 |
| Eleição | Mandatos | % | ± |
|---|---|---|---|
| 2016 |
61 / 5 568 |
1,09 | |
| 2020 |
94 / 5 568 |
1,68 |
| Eleição | Mandatos | % | ± |
|---|---|---|---|
| 2016 |
1 438 / 56 810 |
2,53 | |
| 2020 |
1 348 / 56 810 |
2,37 |
| Participação e desempenho do Solidariedade nas eleições estaduais de 2022 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Candidatos majoritários eleitos (10 governadores e 7 senadores).
Em negrito estão os candidatos filiados ao Solidariedade durante a eleição.
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| Participação e desempenho do SD nas eleições estaduais de 2018 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Candidatos majoritários eleitos (7 governadores e 16 senadores).
Em negrito estão os candidatos filiados ao SD durante a eleição.
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| Ano | Imagem | Candidato a Presidente | Candidato(a) a Vice-Presidente | Coligação | Votos | Posição |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2014 | Aécio Neves
(PSDB) |
Aloysio Nunes
(PSDB) |
Muda Brasil | 51.036.040 (48,36%) | 2ª | |
| 2018 | Geraldo Alckmin
(PSDB) |
Ana Amélia
(PP) |
Para Unir o Brasil | 5.096.349 (4,76%) | 4ª | |
| 2022 | Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) |
Geraldo Alckmin
(PSB) |
Brasil da Esperança
(FE Brasil, PSB, Solidariedade, Fed. PSOL REDE, Avante, Agir e PROS) |
60.345.999 (50,90%) | 1ª | |
| 2026 | Primeiro turno: neutralidade e liberação de diretórios e filiados. | |||||