| População total | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Regiões com população significativa | |||||||||||||
| ~ 38–60 mil | |||||||||||||
| ~ 15–36 mil | |||||||||||||
| ~ 10 mil | |||||||||||||
| ~ 2 mil | |||||||||||||
| Línguas | |||||||||||||
| Sâmis (Acala, Inari, Quildim, Quemi, Lule, Setentrional, Pite, Escolta, Ter, Meridional, Ume), Russo, Norueguês, Sueco, Finlandês | |||||||||||||
| Religiões | |||||||||||||
| Grupos étnicos relacionados | |||||||||||||


O povo lapão, conhecido atualmente como povo Sámi (em sámi do Norte: sápmelaš,
PRONÚNCIA; em finlandês: saamelainen; em sueco e norueguês: same; em russo: саамы) - constitui o grupo étnico nativo da Lapónia, ou Lapônia, (Sápmi; literalmente: "Terra dos Sámi"), um território abrangendo partes das regiões setentrionais da Noruega, Suécia, Finlândia e da península de Kola, na Rússia. Habitam zonas montanhosas (fjäll), zonas florestais, zonas costeiras, zonas geladas de tundra, e fiordes noruegueses.
Os sâmis são um dos maiores povos indígenas da Europa, totalizando cerca de 70,000 pessoas, das quais 17,000 vivem na Suécia, 35,000 na Noruega, 5,700 na Finlândia e 2,000 na Rússia.
Falam um grupo de dez variedades linguísticas distintas denominadas genericamente como apenas sámi ou lapão, pertencente à família das línguas fino-úgricas (do grupo linguístico raro no qual se encontram o finlandês e o húngaro).
Destas, seis possuem sua própria norma escrita. As línguas sámi têm um alto grau de parentesco, mas não são mutuamente inteligíveis. Por exemplo, falantes do sámi do sul não compreendem o sámi do norte. Inicialmente, referiam-se estas distintas línguas como "dialetos", mas, hoje em dia, considera-se esta terminologia incorreta, devido às grandes diferenças entre as variedades. A maior parte destas línguas é falada em mais dum país, devido ao facto das fronteiras linguísticas não corresponderem às fronteiras nacionais.
As atividades tradicionais dos sámis são a caça, pesca, agricultura e criação de renas. Esta última implica por vezes uma vida nómada, conduzida por uma minoria. Todavia, hoje em dia a maior parte deste povo tem uma vida sedentária.
A primeira descrição relativamente objetiva da vida dos sámis aparece no livro Lapponia de Johannes Schefferus publicado em 1673 na Alemanha, e traduzido 300 anos depois para sueco em 1956.
Os vestígios mais antigos da presença humana na "Terra dos Lapões" (Sápmi) datam de 9 000 a.C. Os achados feitos no Norte da Suécia testemunham a presença de uma população que subsistia graças à caça de renas selvagens e à pesca do salmão. As suas habitações eram tendas móveis feitas de peles de animais.
Os povos sámi contemporâneos possuem uma herança genética composta por duas principais linhagens: uma materna, mais antiga, e uma paterna, mais recente. Embora a linhagem paterna tenha sido amplamente estudada, ainda há muito a ser explorado sobre a linhagem materna e as interações genéticas entre essas duas linhagens. Fenotipicamente, os sámi apresentam características distintas, moldadas por sua adaptação ao ambiente ártico e sua história genética única
Sabemos hoje, que homens portadores do cromossoma Y do grupo N1c, com a mutação N1c-L026, parecem ter chegado à Finlândia, vindos do Sul dos Montes Urais, na Rússia, há cerca de 4 000 anos. Aproximadamente mil anos mais tarde, começaram a migrar para o norte da Escandinávia. Então encontraram e misturaram-se com homens noruegueses, suecos e finlandeses portadores do cromossoma Y dos grupos I1, R1a e R1b.
Isto é, os pais ancestrais dos atuais lapões chegaram à Lapónia, vindos de várias regiões – do Sul da Finlândia, do centro da Suécia e do Leste da Noruega. Num estudo de 2004, sobre o cromossoma Y de 127 homens lapões, 47% pertenciam ao grupo N1c, 26% ao grupo I1, 11% ao grupo R1a e 4% ao grupo R1b. Por outras palavras, os lapões não são, do ponto de vista genético, fundamentalmente diferentes dos outros escandinavos.
Nos tempos pré-históricos, não existiam os atuais estados nacionais. As populações da Escandinávia interagiam umas com as outras sem atritos de maior. Com o advento da Idade Média, surgiram os estados nacionais – cristãos e nacionalistas. Os lapões – pagãos e nómadas – ficaram de fora da corrente dos tempos. Os reinos nórdicos começaram ofensivas contra os lapões baseadas na intolerância religiosa e na cobiça pelos recursos geográficos e naturais dos vastos territórios em que habitavam os Lapões.
Hoje em dia, os Lapões são considerados juridicamente um povo indígena da Suécia, Noruega e Finlândia. A Convenção sobre os Povos Indígenas e Tribais de 1989 foi assinada pela Noruega, mas não pela Finlândia nem pela Suécia.
O povo Sámi estende-se por regiões que integram as atuais Noruega, Suécoa, Finlândia e Peninsula de Kola, Rússia.
... Os sámi, também conhecidos como lapões, são um grupo étnico que habita a região da Lapônia...