| Samuel Ferreira | |
|---|---|
| Nome completo | Samuel Cássio Ferreira |
| Nascimento | |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Irene da Silva Ferreira Pai: Manoel Ferreira |
| Parentesco | Abner Ferreira (irmão) |
| Cônjuge | Keila Campos Costa Ferreira (c. 1991; v. 2025) |
| Filho(a)(s) | Manoel Ferreira Neto Marinna Ferreira |
| Alma mater | Instituto Bíblico das Assembleias de Deus Universidade da Califórnia em Los Angeles Universidade Paulista |
| Ocupação | |
| Religião | Evangélica |
Samuel Cássio Ferreira (Garça, 21 de maio de 1968) é um pastor brasileiro, bispo da Assembleia de Deus do Brás e presidente executivo da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil.
Caçula dos bispos Manoel e Irene Ferreira, Samuel nasceu em Garça, no interior de São Paulo, onde seu pai pastoreava. Foi consagrado ao pastorado quando tinha 19 anos. Iniciou seus estudos teológicos no Instituto Bíblico das Assembleias de Deus, depois se transferiu para os Estados Unidos, onde se formou como bacharel, mestre e doutor em Teologia. Ainda formou-se em Letras e Inglês pela Universidade da Califórnia em Los Angeles e em Direito pela Universidade Paulista (UNIP).
Era casado desde 9 de fevereiro de 1991 com Keila Campos Costa Ferreira, também bispa que faleceu em 1 de fevereiro de 2025. Keila era formada em Direito e Teologia e presidia o Instituto de Desenvolvimento Educacional e Assistência Social (IDEAS), o Congresso Feminino de Oração e Ação do Estado de São Paulo (CORAFESP), a Confederação de Irmãs Beneficentes Evangélicas Nacional (CIBEN) e o Encontro Nacional de Esposas de Pastores (ENEP). Pais do pastor Manoel Ferreira Neto, presidente da AD em Campinas, e da evangelista Marinna Ferreira, líder da Frente Jovem do CORAFESP e integrante do Brás Adoração.
Em 1999, o bispo Manoel Ferreira lhe entregou a presidência da Assembleia de Deus Ministério de Madureira em Campinas, sendo empossado em 26 de março daquele ano. Em 12 de junho de 2006, foi empossado pela Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil (CONAMAD) como presidente da AD do Brás, em São Paulo, igreja fundada em 13 de julho de 1938. Em 2001, Samuel, junto com seu irmão Abner Ferreira, foram eleitos como vice-presidentes da CONAMAD. Desde 2013, exerce a 1ª vice-presidência, acumulada em 2016 com a presidência executiva, tendo ainda Manoel Ferreira como bispo primaz vitalício. Também é presidente da Convenção Estadual dos Ministros Evangélicos das Assembleias de Deus Ministério de Madureira - São Paulo (CONEMAD-SP), presidente da Junta Conciliadora do Estado de São Paulo e diretor executivo da Editora Betel.
Na 39ª Assembleia Geral Ordinária da CONAMAD, realizada de 22 a 25 de março de 2017, na AD Brás, Abner Ferreira, Samuel Ferreira, Oídes José do Carmo, Abigail de Almeida e Daniel Malafaia foram consagrados bispos da Assembleia de Deus Ministério de Madureira através do agora bispo primaz mundial Manoel Ferreira. Dias antes, Samuel havia assumido a Assembleia de Deus do Bom Retiro, quando Jabes Alencar foi jubilado.
Samuel Ferreira é membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil (AELB), e escreveu Os Três Grandes Conselhos, Como Superar a Crise de Esperança no Mundo, Inveja, a Síndrome do Punhal e Atitudes Práticas Que Levam ao Sucesso.
O nome de Samuel Cássio Ferreira foi mencionado em investigações preliminares relacionadas à Operação Lava Jato, sob suspeita de que recursos vinculados a contratos da Petrobras pudessem ter transitado por contas bancárias de instituições religiosas às quais estava ligado.
Não houve denúncia formal ou condenação contra ele no âmbito dessas apurações. Posteriormente, as investigações relacionadas ao seu nome foram arquivadas, sem confirmação judicial de irregularidade contra Ferreira.
Em 2017, reportagens da revista Época, reproduzidas pelo G1, informaram que planilhas atribuídas ao chamado “setor de operações estruturadas” da JBS mencionavam o nome de Samuel Ferreira em registros que indicariam possível repasse de valores, no contexto do acordo de delação premiada firmado pela empresa no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo as publicações, os documentos faziam parte de material entregue às autoridades e estariam sujeitos à apuração. No entanto, não houve condenação judicial nem confirmação de irregularidade contra Ferreira em relação aos fatos mencionados.
Posteriormente, em 2025, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) determinou o encerramento e o trancamento de inquérito que investigava suposta prática de lavagem de dinheiro envolvendo o bispo Samuel Cássio Ferreira, ao reconhecer ausência de justa causa para o prosseguimento da apuração. Com isso, Ferreira deixou de figurar como investigado no processo, sem qualquer denúncia formal ou condenação relacionadas a esses fatos.
Junto com o bispo Manoel Ferreira, Samuel apoiou Jair Bolsonaro à presidência.