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Irupi | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | irupiense |
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| Coordenadas: 20° 20′ 42″ S, 41° 38′ 27″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Espírito Santo |
| Municípios limítrofes | Iúna e Ibatiba |
| Distância até a capital | 191 km |
| Fundação | 16 de setembro de 1991 (35 anos) |
| Emancipação | 16 de janeiro de 1991 (35 anos) |
| Distritos | Lista
|
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Paulino Lourenço da Silva (MDB, 2025–2028) |
| Área | |
| • Total | 184,807 km² |
| • Urbana (IBGE/2019) | 1,61 km² |
| Altitude | 730 m |
| População | |
| • Total (Censo IBGE/2022) | 13 710 hab. |
| • Estimativa (IBGE/2026) | 14 793 hab. |
| Densidade | 74,2 hab./km² |
| Clima | tropical mesotérmico brando úmido (Cwa) |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| IDH (PNUD/2010) | 0,637 — médio |
| PIB (IBGE/2023) | R$ 280 697,62 mil |
| • Per capita (IBGE/2023) | R$ 20 473,93 |
| Sítio | irupi.es.gov.br (Prefeitura) camarairupi.es.gov.br (Câmara) |
Irupi é um município brasileiro no estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se na região do Caparaó, no sul capixaba, estando situado a 191 km a oeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 180 km², sendo que 6,75 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 14 793 habitantes em 2026.

O município de Irupi está localizado no Sul Estado do Espírito Santo, região do Caparaó. Limita-se ao norte com o município de Ibatiba, ao sul, leste e oeste com o município de Iúna. Além da sede, com altitude de 730 metros, é compreendido pelo distrito de Santa Cruz.
Desenvolveu-se com o cultivo do café, que era transportado por carros de boi e tropas de burro. O território que hoje constituí o município de Irupi pertencia, inicialmente ao município de Vitória. Com a criação do distrito de Viana, foi anexado a ele e nele permaneceu, após a sua elevação à categoria de município como território do distrito de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, criado pela lei nº 10, em 14 de junho de 1859. Todo o território do distrito de Rio Pardo foi anexado ao município de Cachoeiro de Itapemirim, em 1867.
O município de Rio Pardo foi criado em 1890, quando da promulgação da primeira Constituição Republicana do Estado do Espírito Santo, sendo dividido em três distrito. A sede, o distrito de São Manoel do Mutum e o distrito de Santa Cruz.
Com trânsito de pedestre, tropas e carros de boi, na segunda metade do século passado, a então Fazenda da Cachoeirinha, de propriedade de Hydário Tomaz, foi se transformando num pequeno arraial, com cemitério capela dedicada a São João Batista e pequenos comércios, até que desapareceu seu primitivo nome e ficou conhecida como "Cachoeirinha do Rio Pardo", por ficar às margens de um dos afluentes desse rio.
Com o progresso da pequena Vila de Cachoeirinha do Rio Pardo e a estagnação da Vila de Santa Cruz, a sede do distrito foi transferida para esta.
O Distrito foi criado com a denominação de Cachoeira, pelo ato municipal de 28 de dezembro de 1903. Em divisão datada do ano de 1911, o distrito de Cachoeirinha do Rio Pardo já figurou no município do Rio Pardo resistindo às divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto Lei Estadual nº 15177, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Cachoeirinha do Rio Pardo, passou a denominar-se Irupi, topônimo de origem indígena que tem os seguintes significados; amigo belo e águas branquinhas pequenas, e o município de Rio Pardo passou a denominar-se Iúna.
Em divisão territorial datada de 1 de julho de 1960, Irupi permaneceu distrito de Iúna, assim ficou até a divisão territorial de 18 de agosto de 1988.
A primeira tentativa de emancipação político-administrativa que se tem notícia ocorreu em 1963 conforme processo 18000424/1963 mas a mesma se viu frustrada e a emancipação com respectivo desmembramento do município de Iúna somente aconteceu com a Lei Estadual nº 4520/91 de 15 de Janeiro de 1991 durante a gestão do Governador Max de Freitas Mauro. Permanecendo ainda por dois anos sob a gestão prefeito de Iúna, Wellington Firmino do Carmo, a instalação do município se deu em 1 de Janeiro de 1993, após sua primeira eleição direta, que elegeu para Prefeito a Mário Luiz Barbosa.
Formada por uma miscigenação de cultura, tem como, ascendente mais diretos, os Portugueses e indígenas do qual vem a atual denominação IRUPI.
O município de Irupi localiza-se a uma latitude sul de 20°, 20 e 42" e a uma longitude oeste de Greenwich de 41°, 38 e 28", possuindo uma área de 185 km², equivalente a 0,41% do território estadual.
Em divisão territorial datada de 1 de junho de 1995, o município era constituído somente de distrito sede. Pela lei nº 068/95 , de foi criado o distrito de Santa Cruz de Irupi. Anexado a 15 de julho de 1997, o município passou a ser constituído de 2 distritos: Irupi e Santa Cruz de Irupi. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2003.
Irupi faz parte do Entorno do Caparaó e seus principais atrativos são a Pedra da Tia Velha, a Pedra da Torre, a Gruta de São Quirino, a Cachoeira do Chiador e a Cachoeira de São José.
Pedra da Tia Velha: A pedra da Tia Velha fica a 12 km da sede, sendo 9 km seguindo pela rodovia e mais 3 km de trilha até o seu topo, a uma altitude em torno de 1600 metros. A caminhada até o topo proporciona momentos de admiração pela natureza e reflexões sobre a importância da preservação ambiental. No alto da pedra ainda há uma capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida, onde anualmente diversos romeiros se reúnem no dia 12 de outubro para a tradicional caminhada até o alto da pedra.
Pedra da Torre: a cerca de 2 km do centro da cidade de Irupi, a Pedra da Torre é um belo atrativo rochoso, com cerca de 950 m de altitude, que embeleza a paisagem urbana da cidade.
Entorno do Caparaó: Irupi compõe um dos 10 municípios da região do entorno, sendo um dos pontos de melhor visibilidade do pico da Bandeira, com 2890 m.
Cachoeira do Chiador: a 18,5 km da Sede, composta por 2 poços com suas águas claras e esverdeadas, o primeiro poço é mais fundo, onde possui uma queda d'agua de 9 metros de altura, o segundo poço é um verdadeiro tobogã natural, adicionando adrenalina e energia às experiências dos mais corajosos. O ambiente é cercado pela Mata Atlântica e pedras escorregadias.
Mirante do Cruzeiro: Localizado no centro da cidade a pouco mais de 100 metros da Igreja Matriz. O mirante é um ponto importantíssimo e em datas religiosas, é palco de celebrações de missas. Além de tal importância, o ponto é uma parada obrigatória a visitantes. A Vista privilegiada contempla boa parte da cidade, as montanhas ao redor do município e até o majestoso Pico da Bandeira.
Gruta de São Quirino: Localizado no Córrego São Quirino (antigo córrego dos Machados), fica a 2 km do Centro de Irupi. A formação rochosa tem dois ambientes, um deles com mais de 8 metros de altura formando um grande salão natural, guarda-se um pouquinho da história da Guerrilha do Caparaó, datado entre 1966 e 1967. Na entrada da gruta é possível observar a o Pico da Bandeira e parte da Serra do Caparaó.
Irupi está localizado na região do Caparaó, limitando-se com Ibatiba ao norte e Iúna ao sul, leste e oeste.
O relevo é predominantemente forte ondulado a montanhoso: cerca de 54% do território tem declividade entre 20% e 45% (forte ondulado) e outros 18% ultrapassam 45% (montanhoso a escarpado). Apenas 4,8% da área municipal é plana. A altitude varia entre 647 m, na confluência dos rios Pardo e Pardinho na divisa com Iúna, e 1.986 m, na porção oeste do município, dentro da Serra do Caparaó; a sede está a 730 m. Essa topografia acidentada é a base da chamada "cafeicultura de montanha" praticada no município e implica forte restrição à mecanização agrícola em grande parte do território.
Segundo a classificação de Köppen-Geiger, o clima é do tipo Cwb (temperado quente, com estação seca no inverno). A precipitação média anual gira em torno de 1.500 a 1.600 mm, concentrada entre outubro e abril (cerca de 89% do total anual); a temperatura média anual é de 19,6 °C, com médias mensais entre 16,1 °C (julho) e 22,5 °C (fevereiro).
O município está inserido na Bacia hidrográfica do rio Itapemirim, cuja área de drenagem total é estimada pela Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) entre aproximadamente 5.950 e 6.200 km², abrangendo 17 municípios capixabas e uma pequena porção de Lajinha (MG). Em Irupi, a rede hidrográfica é formada por diversos córregos, que dão nome a boa parte das comunidades rurais, destacando-se pela maior vazão os rios Pardinho e Santa Clara. O Pardinho deságua no rio Pardo, já no município de Iúna, e o Santa Clara no rio Braço Norte Direito, em Ibitirama; ambos contribuem para a bacia do Itapemirim.
O substrato geológico do município é composto principalmente por diorito, granito, granodiorito e paragnaisse.
Com base no mapeamento pedológico do Espírito Santo (Cunha et al., 2016), o território de Irupi é dividido em seis unidades de mapeamento, formadas essencialmente por quatro classes de solo. A classe predominante é o Cambissolo Háplico Tb Distrófico típico (CXbd), que ocupa cerca de 73% do território; trata-se de um solo de pedogênese pouco avançada, geralmente associado a relevo declivoso, com limitações de profundidade e fertilidade. Em segundo lugar, ocupando cerca de 21% da área municipal, está o Latossolo Amarelo Distrófico típico (LAd), solo profundo e bem drenado, pouco suscetível à erosão e sem impedimento à mecanização. O Neossolo Litólico Distrófico (RLd), solo raso associado a relevo muito declivoso e com fortes restrições de uso, ocupa cerca de 3,5% do território. Por fim, o Cambissolo Húmico Alumínico típico (CHa), com cerca de 2% de ocupação, é encontrado na porção oeste do município, acima de 1.300 m de altitude, dentro do Parque Nacional do Caparaó, sendo destinado exclusivamente à preservação.
Os solos do município apresentam, de forma geral, baixa fertilidade natural (deficiência pronunciada de fósforo, potássio, cálcio e magnésio) e acidez elevada em subsuperfície, o que exige correção via calagem e adubação para viabilizar o uso agrícola intensivo.
O território de Irupi está inteiramente inserido no bioma Mata Atlântica. Um levantamento por sensoriamento remoto (imagens Landsat 5 e Sentinel-2, com acurácia de classificação de 92,6% e 93,9%) mapeou a seguinte distribuição do uso e cobertura da terra entre 2008 e 2020:
| Classe | 2008 | 2020 |
|---|---|---|
| Lavoura (predominantemente café) | 52,0% | 56,3% |
| Vegetação nativa | 18,4% | 17,6% |
| Pastagem | 23,1% | 17,5% |
| Reflorestamento (eucalipto) | 2,1% | 3,5% |
| Afloramento rochoso | 2,8% | 2,9% |
| Área edificada | 1,3% | 1,5% |
| Solo exposto | 0,3% | 0,6% |
| Massa d'água | — | 0,1% |
No período, a lavoura cafeeira foi a classe que mais se expandiu (+4,3 pontos percentuais), avançando principalmente sobre áreas de pastagem, que registraram a maior redução (−5,6 p.p.); a vegetação nativa permaneceu praticamente estável, com supressão inferior a 1%. Um levantamento anterior, do Atlas da Mata Atlântica (IEMA, 2018), com base em imagens de 2012/2013, já indicava Irupi como o município com a maior proporção de área cultivada com café do Espírito Santo (45,6% do território) e apontava a vegetação nativa somada à macega em 18,7% do território, próximo à pastagem (18,1%). Cerca de 41% das propriedades rurais do município possuem remanescentes de mata nativa destinados a Reserva Legal ou Área de Preservação Permanente.
Uma pequena parcela do território, cerca de 3,7 km² na extremidade oeste, está inserida no Parque Nacional do Caparaó (PNC), unidade de conservação federal com 318 km² total, dividida entre Espírito Santo (79%) e Minas Gerais (21%). Aproximadamente 40% da área municipal está situada na zona de amortecimento do parque.
Um estudo aplicando o Sistema de Avaliação da Aptidão Agrícola das Terras (SAAT) mostrou que os principais fatores restritivos ao uso agrícola em Irupi são a baixa fertilidade natural dos solos, a alta suscetibilidade à erosão e o forte impedimento à mecanização decorrente do relevo. Cerca de 26 a 31% do território tem aptidão boa, regular ou restrita para lavoura; 51% tem aptidão restrita apenas para pastagem plantada; 15% para silvicultura e/ou pastagem natural; e 7,5% não possui aptidão agrícola, sendo destinado à preservação da fauna e da flora. O estudo constatou que cerca de 77% das terras atualmente ocupadas com lavoura estão sendo utilizadas em intensidade superior à recomendada pelo zoneamento (sobreutilização), o que intensifica os riscos de erosão e perda de sedimentos, especialmente relevante por se tratar de uma região de cabeceira de drenagem.
Segundo o Censo de 2022, a população total era de 13.710 habitantes, com estimativa de 14.793 habitantes para 2026. Entre 2010 e 2022, a população cresceu 16,95%, o maior crescimento populacional entre os 12 municípios da microrregião do Caparaó no período, a maior parte dos quais registrou crescimento bem mais modesto ou perda populacional. Em 2018, o município tinha 1.317 pessoas em situação de extrema pobreza (renda per capita inferior a R$ 89,00/mês, considerando o período de 2015 a 2019), das quais cerca de 71% residiam na zona rural.
A economia de Irupi é predominantemente agrícola. Segundo o IBGE, os setores de serviços e administração pública respondem por parte relevante do PIB municipal, mas a agropecuária, embora responda por cerca de 23% do PIB, ocupa quase 24% da população economicamente ativa, proporção muito superior à média estadual (5,7%).
A cafeicultura é a principal atividade econômica do município e a base de sua identidade cultural. Irupi é o município com a maior área cultivada com café do Espírito Santo em termos proporcionais, e o quarto maior produtor de café arábica do estado. O café responde por mais de 99% da lavoura permanente municipal; em 2017, foram produzidas cerca de 129.767 sacas, segundo o Censo Agropecuário. A produção é majoritariamente familiar e realizada em "cafeicultura de montanha", em terrenos de forte declividade, o que eleva o custo da mão de obra, sobretudo na colheita.
O município promove, há mais de sete anos, concursos municipais de qualidade do café em parceria entre a Prefeitura e o Incaper, e conta com uma sala de avaliação sensorial na Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, além de uma cafeteria especializada em cafés especiais na sede.
Em consórcio com o café, cultivam-se milho e feijão, voltados principalmente à subsistência; a banana é usada também como quebra-vento nos carreadores dos cafezais. A pecuária, de caráter misto (leite e corte), é secundária na economia municipal; a bovinocultura de leite vem crescendo com a adoção de inseminação artificial. Também são praticadas, em menor escala, suinocultura, avicultura, apicultura e aquicultura (com destaque para a tilápia).
O setor industrial é pouco expressivo, contando com poucas empresas locais, entre elas uma fábrica de utensílios metálicos e uma indústria moveleira. O comércio e os serviços são compostos majoritariamente por estabelecimentos de pequeno porte. O município conta ainda com cerca de 22 agroindústrias familiares cadastradas, produzindo principalmente café torrado e moído, queijos, pães, biscoitos e doces, comercializados sobretudo na feira semanal da agricultura familiar e por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
O município possui uma rede de cerca de 13 instituições de ensino entre as redes municipal, estadual e privada, ofertando educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Irupi atua no atendimento educacional especializado a pessoas com deficiência intelectual e múltipla.
| Rede municipal | Localidade |
|---|---|
| CEMEI Criança Feliz | Distrito de Santa Cruz |
| CEMEI Estrelinha do Saber | Bairro Laurentino Antônio de Faria |
| EMEIEF Professora Sonia Maria Faria Pinheiro | Centro |
| EMEIEF Professora Eni Leal Machado | Distrito de Santa Cruz |
| EMEIEF Professora Nelci Gomes da Costa | Barra de Santa Rosa |
| EMEIEF Valdecy Afonso Moreira | Vila de São José de Irupi |
| EMU Córrego Boa Esperança | Córrego Boa Esperança - Trevo de Iúna |
| EU Professora Maria José Caetano | Córrego Bom Recreio |
| EP Córrego Palmital | Córrego Palmital - Burro Frouxo |
| EU Taquara Preta | Córrego Taquara Preta |
| EU Tia Velha | Córrego Tia Velha |
| Rede estadual | Localidade |
| EEEFM Bernardo Horta | Centro |
| Rede privada | Localidade |
| CAEE Amor Perfeito - APAE de Irupi | Centro |
Irupi possui uma forte tradição e diversidade religiosa, com predominância do cristianismo, com maioria evangélica: segundo o Censo IBGE de 2022, 43,65% da população se declara evangélica, 38,47% católica, 2,06% espírita, 14,01% sem religião e 1,73% de outras religiões.
Entre as instituições mais influentes está a Igreja Católica, representada pela Paróquia Nosso Senhor Jesus Cristo Luz dos Povos, que reúne 18 Comunidades Eclesiais de Base, distribuídas pelo município. A Paróquia faz parte da diocese de Cachoeiro de Itapemirim e possui como padroeiro municipal São João Batista.
A festa de São João Batista ocorre anualmente em junho, na semana do dia 24, data em que se celebra a Natividade do santo. O dia 24 de junho é feriado municipal e, desde 1911, o evento atrai grande número de fiéis da região. As comemorações incluem celebrações religiosas, o acendimento da tradicional fogueira, barracas com comidas típicas, leilões, apresentações de quadrilhas, queima de fogos e outras atividades associadas às festas juninas, compondo um dos principais elementos da identidade cultural e religiosa do município.
Organizada pela comunidade católica, a festividade consolidou-se como o principal evento do calendário municipal. Nos últimos anos, recebeu maior apoio do poder público, além da participação de artistas de alcance nacional. Um dos momentos mais marcantes é o acendimento da fogueira, realizado na noite de 23 de junho, véspera do dia do padroeiro. À meia-noite ocorre a tradicional passagem sobre as brasas, feita descalço por três vezes, como demonstração de fé e devoção.
Outro símbolo do evento é o chamado “tombo do canjicão”, considerado uma das marcas registradas da celebração. Atualmente, Irupi promove o festejo com a denominação de “Melhor São João Capixaba”.
Além da tradição católica, o município possui uma expressiva presença evangélica, que representa 43,65% da população, segundo censo do IBGE em 2022. A presença evangélica teve início por volta de 1933, com a chegada da Igreja Presbiteriana do Brasil. Com o tempo, outras denominações se estabeleceram na cidade, como a Igreja Batista, Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, Igreja Cristã Maranata, Igreja O Tabernáculo, Igreja Pentecostal Deus é Amor, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Presbiteriana Renovada, Igreja Metodista, Igreja Mundial do Poder de Deus, entre outras de vertente pentecostal.
O Dia Municipal do Evangélico, comemorado em 16 de agosto, é um feriado municipal e é marcado por cultos, apresentações religiosas, shows gospel e diversas outras atividades organizadas pelas igrejas locais. A data foi incluída no calendário oficial de eventos do município e vem se consolidando como uma importante celebração religiosa.
Os principais atrativos naturais do município são a Pedra da Tia Velha (a 10-12 km da sede, ponto mais alto do município, com cerca de 1.140-1.600 m de altitude e destino de romaria anual em 12 de outubro), a Pedra/Morro da Torre (mirante próximo ao centro), a Gruta de São Quirino (que teria abrigado guerrilheiros durante a Guerrilha do Caparaó, entre 1966 e 1967) e a Cachoeira do Chiador. Irupi integra também a Rota Imperial (Estrada São Pedro de Alcântara), que liga Ouro Preto (MG) a Vitória (ES). O agroturismo e o turismo ligado à cafeicultura vêm sendo estruturados desde 2014 em parceria entre Incaper, Prefeitura e Sebrae; entre as atrações estão a floração e a colheita do café, visitas a propriedades produtoras de cafés especiais e o Museu do Zé, na sede.
O município de Irupi possui dois distritos:
A sede do município é dividida entre os seguintes bairros:
Vilas
Avenida Laurentina Miranda Leal, Avenida Lourdes Abel de Faria, Avenida Perílio Barbosa Rua João Costa, Rua Vereador Jeremias de Castro Souza, Rua Joaquim Cecílio Fernandes, Rua João Purcino de Almeida, Rua Prefeito Welphane Machado, Rua Jalmas Gomes de Freitas, Rua Alcides Ribeiro, Rua João Ferreira Leite, Rua Floriano Soares de Souza, Rua Domingos Martins.