| Serasa Experian | |
|---|---|
| Razão social | Serasa S.A. |
| Subsidiária | |
| Atividade | Serviços financeiros |
| Fundação | 1968 (58 anos) |
| Sede | São Paulo, SP, Brasil |
| Área(s) servida(s) | Em torno do Brasil (No mundo, representada pela sua dona, Experian) |
| Proprietário(s) | Experian |
| Presidente | Valdemir Bertolo |
| Produtos | Análise de crédito |
| Website | www |
A Serasa Experian é uma marca brasileira de análises e informações para decisões de crédito e apoio a negócios. A detentora da marca é a empresa Experian plc.
A Serasa foi criada em 1968, por iniciativa da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), como ação cooperada entre diversos bancos, para padronizar relatórios e formulários, criando uma ficha cadastral única, para proporcionar rapidez nas decisões bancárias e melhor controle do sistema financeiro. Segundo o Diário Oficial de 13 de novembro de 1968, o objeto da sociedade era a prestação de serviços auxiliares para os bancos, como “concepção, organização e execução de um sistema central cadastro; concepção, organização e execução de um sistema central de computação eletrônica de serviços; concepção, organização e execução de um sistema central de entrega de correspondência e coleta de aceites; e elaboração de estudos e planos econômico-financeiros e de organização administrativa”. O conceito da sociedade foi criado por Geraldo de Camargo Vidigal, consultor-geral da Febraban e professor de Direito Econômico da USP, que presidiu a Serasa de 1968 a 1980. Não havia, na época da criação, intenção de formar um cadastro de maus pagadores.
Serasa é um acrônimo para "Serviços de Assessoria S.A.". Pouco tempo depois de sua criação, a empresa foi renomeada como Serasa-Centralização de Serviços Bancários.
Na década de 1990, passou a fornecer informações e análise de balanços para todos os segmentos da economia e para empresas de todos os portes. A ampliação resultou em redução do preço dos serviços, o que permitiu que pequenas e médias empresas tivessem acesso aos dados, antes restritos às grandes corporações e aos bancos.
Em 2001, a Serasa torna-se uma Autoridade Certificadora, única empresa de capital totalmente nacional a disponibilizar o serviço de Certificação Digital (evolução do e-comerce no Brasil).
Em 2007, o grupo irlandês Experian comprou o controle da Serasa, que passou a chamar-se Serasa Experian. A nova empresa, criada com a aquisição da Serasa pela Experian em 2007, nasce como uma empresa global e principal unidade de negócios da América Latina do Grupo Experian, empresa líder mundial que mais cresce no mundo no ramo de fornecimento de serviços de informações e análises para pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de auxiliá-las a gerenciar riscos e obter benefícios em decisões comerciais e financeiras. E em 2012 o Experian comprometeu-se a comprar o resto da Serasa por US$ 1,5 bilhão.
Possui uma sede na cidade de São Carlos, denominada JK, e em 2019, a unidade de São Paulo situada no bairro Planalto Paulista foi transferida para um prédio mais moderno no complexo Parque da Cidade.
A empresa é líder na América Latina em serviços de informação há mais de 50 anos e parte da Experian - presente em 44 países e eleita uma das empresas mais inovadoras do mundo, pela Forbes, em 2018.
A Serasa Experian produz indicadores econômicos que servem de referência para o comércio, a indústria e para o setor de serviços do ambiente de negócios do Brasil. Em dezembro de 2010, a empresa foi incluída no ranking do Banco Central, considerada a instituição que mais acertou as projeções sobre o Índice Geral de Preços (IGP - DI).
Em 27 de junho de 2020 a Serasa anunciou um novo método de análise de crédito.
A Serasa Experian está usando Inteligência Artificial para romper com o modelo tradicional de Recursos Humanos. A empresa implementou uma plataforma global chamada "My Career" — já adotada por quase 50% dos funcionários —, que centraliza o desenvolvimento de carreira, metas e mobilidade interna. O grande destaque do projeto é a Nadia, uma assistente virtual baseada em IA generativa que atua como mentora de carreira no dia a dia, substituindo os antigos e engessados planos de carreira por um acompanhamento dinâmico e personalizado.
Em 27 de junho de 2020 o Serasa anunciou um novo método de analise de crédito que leva em consideração o endereço da residência do analisado. O algoritmo usado pela Serasa também analisa que tipo de trabalho a pessoa exerce e não somente suas dívidas, renda e histórico de pagamento. A Serasa teve um crescimento em 2019 de 6% o que foi muito acima em comparação ao PIB do Brasil conforme demostra os dados do site da empresa. Assim como também bancos e empresas financeiras cresceram 18% com lucro de R$81,5 bilhões em 2019.
No início de 2021 veio à tona um vazamento de dados envolvendo 223 milhões de CPFs e 40 milhões de CNPJs, o que indica que praticamente todos os brasileiros estão incluídos. O arquivo de 14Gb está sendo vendido na internet e possui RG, estado civil, lista de parentes, endereço completo (com latitude e longitude), nível de escolaridade, salário, renda, poder aquisitivo, status na Receita Federal e INSS, além de inúmeros outros dados. A Serasa Experian é apontada como principal fonte e responde a processo, sujeita a pagamento de multa e indenização de 15 mil reais a cada cidadão que teve os dados vazados. A empresa nega a acusação.
Uma ação coletiva foi iniciada pela Justiça da Inglaterra para investigar Serasa, e demais empresas ligadas ao grupo Experian, cuja sede está no Reino Unido. O vazamento foi identificado pelo laboratório de cibersegurança da PSafe. A petição inicial foi protocolada em 9 de janeiro de 2026 e o rito inglês permite que outras vítimas se juntem ao processo mesmo após o protocolo em que, até então, cerca de 25 mil pessoas manifestaram interesse em integrar a ação, de indenização para os titulares afetados e responsabilização.
Em 2026, a empresa de identidade digital Unico moveu ações cíveis e criminais contra a Serasa Experian, a ClearSale e uma empresa intermediária, acusando-as de uso indevido de sua tecnologia de autenticação facial sem autorização. Segundo a denúnica, que tramita sob segredo de Justiça, e uma perícia independente, a empresa intermediária integrava desviado um sistema biométrico destinado exclusivamente às operações para o Banco do Brasil, permitindo que a Serasa processasse cerca de 1,4 milhão de consultas biométricas em transações irregulares, sem autorização ou remuneração, com estimativa de que os dados biométricos de até 22 milhões de brasileiros possam ter sido consultados.
Um levantamento divulgado pela própria Serasa Experian, através de seu novo "Mapa da Fraude", alerta que as tentativas de fraude de identidade digital cresceram 36,6% no primeiro trimestre de 2026. Esse salto expressivo demonstra como os crimes intensificados sofisticam seus ataques cibernéticos no ambiente digital, o que reforça a urgência de o mercado adotar sistemas de autenticação e verificação cada vez mais robustos para proteger empresas e consumidores.