| Capricornis | |||||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Espécie-tipo | |||||||||||||||||
| Antilope thar Hodgson, 1831 | |||||||||||||||||
| Espécies | |||||||||||||||||
Capricornis é um gênero de mamíferos caprinos de médio porte conhecidos como seraus (serows, em inglês). Atualmente, quatro espécies diferentes de serau são reconhecidas, todas presentes no continente asiático. O gênero faz parte da subfamília Antilopinae, da família dos bovídeos. Capricornis é intimamente relacionado ao gênero Naemorhedus, que inclui os gorais.
Como seu parente menor goral, o serau é frequentemente encontrado pastando em colinas rochosas, embora, normalmente, em uma elevação mais baixa, quando os dois tipos de animais de partilham território. Seraus são mais lentos e menos ágeis do que gorais, mas eles, no entanto, podem subir encostas para escapar dos predadores e para se abrigar durante os invernos frios ou verões quentes. Seraus, ao contrário dos gorais, fazem uso das suas glândulas preorbitais para marcação de território.
A coloração varia de espécie para espécie, região e indivíduos. Ambos os sexos têm barbas e pequenos chifres, que são geralmente mais curtos do que os suas orelhas.
Fósseis de seraus, datam até o final do Plioceno, de dois a sete milhões de anos atrás. O ancestral comum de espécies da subfamília Caprinae podem ter sido muito semelhantes ao moderno serau.
A classificação taxonômica atual inclui quatro espécies:
| Imagem | Nome científico | Nome popular | Distribuição |
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| Capricornis crispus | Serau-japonês | Ilhas de Honshu, Shikoku e Kyushu, no Japão | |
| Capricornis rubidus | Serau-vermelho | Norte de Myanmar, leste da Índia, e província chinesa de Yunnan | |
| Capricornis sumatraensis | Serau-de-crina | Bangladesh, Butão, Camboja, China, Índia, Indonésia, Laos; Malásia, Myanmar, Nepal, Tailândia e Vietnã | |
| Capricornis swinhoei | Serau-de-formosa | Taiwan |
Atualmente, considera-se que o gênero Capricornis contém 4 espécies:
A taxonomia deste gênero tem sido discutida há bastante tempo por vários autores, devido a um grau de confusão e desentendimento entre os cientistas que o estudaram. Os vários táxons diferem a depender da literatura analisada. Segundo Groves & Grubb (2005) gênero Capricornis continha seis espécies: crispus, milneedwardsii (incluindo maritimus), rubidus, sumatraensis, swinhoei e thar. Porém, um estudo feito em 2019 por Mori et al. sequenciou pela primeira vez o genoma mitocondrial completo de todos os táxons do gênero Capricornis e confirmou a existência de quatro espécies. Segundo o estudo, não existe nenhuma razão aparente que apoie a separação dos táxons sumatraensis, milneedwardsii (incluindo maritimus) e thar em espécies diferentes. Todos os seraus do continente, com exceção de C. rubidus, foram agrupados no mesmo clado por potencialmente representarem a mesma espécie que C. sumatraensis. C. milneedwardsii aparentou ser polifilético e, dessa forma, um táxon inválido, perdendo seu status de espécie. O táxon C. sumatraensis passou a designar uma espécie, chamada de serau-de-crina (tradução livre do inglês, Maned serow), com quatro subespécies, que recebem o nome popular de acordo com o território predominantemente habitado por elas. A IUCN considera essa nova taxonomia ao avaliar o estado de conservação e a distribuição geográfica das espécies desse gênero.
As espécies de serau já foram classificadas dentro do gênero Naemorhedus, porém Soma et al. (1987) afirmaram que Capricornis e Nemorhaedus eram dois gêneros diferentes, embora intimamente relacionados, o que também foi aceito posteriormente por Groves e Grubb (2005). Além de determinadas peculiaridades no formato do crânio, os seraus são principalmente distintos dos gorais por possuírem uma glândula abaixo do olho e uma depressão correspondente no crânio.