| Simplesmente Maria | ||||
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| Informações gerais | ||||
| Formato | telenovela | |||
| Gênero | Romance | |||
| Criação | Benjamin Cattan Benedito Ruy Barbosa | |||
| Baseado em | Simplesmente Maria por Celia Alcántara | |||
| Direção | Benjamin Cattan Wálter Avancini | |||
| Elenco | Yoná Magalhães Carlos Alberto Irene Ravache Paulo Figueiredo Walderez de Barros Etty Fraser (Ver mais) | |||
| País de origem | ||||
| Idioma original | Português | |||
| Episódios | 315 | |||
| Produção | ||||
| Duração | 50 minutos | |||
| Formato | ||||
| Formato de imagem | 480i (SDTV) preto e branco | |||
| Exibição original | ||||
| Emissora | ||||
| Transmissão | 06 de julho de 1970 – 26 de junho de 1971 | |||
| Cronologia | ||||
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| Programas relacionados | ||||
| Simplesmente María (1989) Simplemente María (2015) | ||||
Simplesmente Maria é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Tupi entre 06 de julho de 1970 e 26 de junho de 1971, em 315 capítulos, substituiu Nino, o Italianinho e substituída por A Fábrica.
Começou sendo exibida às 19 horas, mas a partir de 1 de março de 1971 foi transferida para as 20 horas.
Foi escrita por Benjamin Cattan e Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Benjamin Cattan e Walter Avancini. É baseada na trama Argentina, Simplemente María, produzida em 1967.
Dos 315 capítulos originalmente exibidos, apenas 4 foram preservados, estando sob a guarda da Cinemateca Brasileira.
Maria é uma jovem humilde, que vive no interior. Para tentar mudar de vida, ela viaja para a cidade grande e começa a trabalhar como doméstica. Uma história de amor, de amor simples, comum. Seres comuns com seus problemas cotidianos. É uma novela sem maldade, sem vilão. Há gente com todos os defeitos e qualidades de todos os seres humanos.
Maria (Yoná Magalhães) é o símbolo da pureza e inocência. É uma moça ingênua que enfrenta a cidade grande e traiçoeira. Maria Ramos que vem do interior, que não conhece a malícia e não sabe distinguir o amor da hipocrisia, da mentira. É uma moça na multidão, simplesmente Maria. A presa fácil para os homens experientes da cidade. Maria que é amada e abandonada. Maria que durante muitos meses vai lutar para conseguir um lugar no mundo. Maria que deseja apenas ser mulher, companheira, mãe.
Estevão (Carlos Alberto) é um homem decente. Um homem autêntico. Uma figura modesta que se confunde no anonimato da massa. Apenas um professor que se impôs a tarefa de ensinar, ensinar sempre. Um homem que atende aos humildes que precisam aprender a ler. Estevão traz a verdade em seu olhar profundo e é ele que ensina Maria a ler. E aprende a amar Maria, simplesmente Maria. Maria encontra Estevão, mas Roberto (Ênio Gonçalves) veio antes. E com Roberto todo o drama que modificará a vida de Maria e de todos os que a cercam. Roberto é um estudante de medicina, bom, simples mas irresponsável. Roberto se empolga com Maria, com sua beleza e simplicidade, e sua ingenuidade. Ele é um rapaz sedutor. Inês (Irene Ravache) a irmã de Roberto, Carlos (Paulo Figueiredo) o amigo mais íntimo de Roberto.
O drama de Maria é o mesmo de centenas de jovenzinhas que deixam o lar da pequena cidade para ganhar mais dinheiro na metrópole fria e cinzenta. Maria simboliza a mulher, doce, terna, companheira. Forte acima de tudo. Capaz de tirar de sua desgraça os elementos que a ajudarão a reorganizar a sua vida.
Pierina (Etty Fraser), mulher de meia idade, viúva, mãe de quatro filhos entre 10 e 25 anos. É entretanto o símbolo de mãe para toda comunidade. Mãe de Roberto, homem autêntico, bondoso que vai amar Maria, a mulher mais simples, pura e ingênua, que parte da classe baixa para o topo da sociedade sem abandonar a sua dignidade e seu orgulho. Pierina também é mãe do adolescente Serafim (João Francisco Garcia) e de Genaro e Mafalda, ainda crianças. Pierina, gorda, bonachona, compreensiva, é a dona da casa de cômodos que todos os hóspedes consideram como mãe. É a conciliadora dos problemas que surgem entre os seus hóspedes: José (Wilson Fragoso), um mecânico que vive sujo de graxa, pobre, analfabeto, rude mas bom. Cristóvão (Elisio Albuquerque) um velho filósofo, um lobo do mar agarrado às suas lembranças e cria uma netinha de 15 anos, Bambina. Bóris (Elias Gleizer) é o companheiro de Zé, o homem que conhece todo o mundo mas tem suas raízes na velha mas grande casa de cômodos onde domina a figura bondosa de Pierina. E a empregadinha doméstica Tereza (Walderez de Barros), namoradeira e amiga fiel de Maria. Mirtes (Yara Lins) é a beldade local que deseja conquistar Estevão. Pierina apoia sempre o filho Estevão e procura compreender o ciúme da bela Mirtes. A casa de cômodos mostra como vive uma parte da população. E tudo girará em torno de um bebezinho. Vai se formar um círculo protetor que conseguirá tirar Maria de sua pobreza e ajudá-la a conquistar uma situação melhor. Ao longo da trama chega à cidade grande Juvenal Ramos (Rildo Gonçalves), primo de Maria, um homem rude, simples, e sem maldade, que vem do campo para a cidade em busca de oportunidade.
É uma história de amor e ternura onde existem fraqueza, revoltas, amor, bondade e compreensão. É uma novela que trata do cotidiano, aquele que nós todos conhecemos e vivemos.
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