Suas conchas são frágeis, com espiral baixa e circulares, quando vistas por cima ou por baixo, neste último caso demonstrando um umbílico profundo em seu centro e uma abertura com o lábio externo levemente expandido e de coloração branca. Podem ter a lateral de sua concha arredondada ou angulosa. Também são caracterizadas por apresentar desenhos em faixas sinuosas de tonalidade marrom-avermelhada, linhas e pontuações em sua base. Tal padronagem de faixas, quando vista por cima, fez os cientistas que os estudam imaginarem um possível mimetismo com uma serpente enrolada, dando-lhes denominações de espécies com epítetos específicos como pellisserpentis (pele de serpente), serpens (de serpente) e vipera (proveniente de víbora). Outras tiveram suas denominações retiradas de personagens da malacologia, como Henry Augustus Pilsbry, ou até mesmo do ambientalismo, como a espécie bolivianaSolaropsis chicomendesi Cuezzo & Fernandez, 2001, denominada em homenagem a Chico Mendes. Suas dimensões geralmente não passam de 5 centímetros.
Concha de Solaropsis, aqui denominada Solaropsis cicatricata pellisserpentis.
Concha de S. leopoldina (Strubel, 1895), vista por baixo.
O animal de Solaropsis é mais raro de ser avistado do que suas conchas, pois pode apresentar hábitos arborícolas. Ele possui o corpo e antenas alongados e uma faixa mais escura em cada lado da superfície dorsal, como em Solaropsis solenostoma (Pfeiffer, 1852), ou ter corpo cinzento e antenas mais claras, como Solaropsis brasiliana (Deshayes, 1832), nas espécies onde o animal foi avistado. No ano de 2010, a um exemplar capturado de Solaropsis fairchildi foram oferecidos alimentos de origem vegetal e animal, preferindo este o consumo de carne, o que denuncia o seu possível hábito predador em seu habitat.
Por enquanto, nenhuma espécie do gênero Solaropsis entrou em alguma lista de espécies ameaçadas, por dados incompletos; porém um vídeo divulgado pelo canal G1, em uma reportagem do ano de 2013, em Rondônia, mostra espécimes de Solaropsis sendo coletados, confundidos com a espécie invasoraLissachatina fulica. A alegação é de que estariam propagando doenças à população. Segundo Cuezzo et al., Solaropsis está claramente ameaçado devido à acelerada destruição da sua área de ocorrência. Por esse motivo, é necessário aumentar os estudos taxonômicos sobre este raro grupo de caracóis terrestres.
1234567891011«Solaropsidae» (em inglês). Conquiliologistas do Brasil: CdB. 1páginas. Consultado em 31 de maio de 2016. Arquivado do original em 7 de agosto de 2016
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123Evanno, Claude; Evanno, Amandine (14 de dezembro de 2013). «Solaropsis viperus bresil 32.2mm» (em inglês). Flickr. 1páginas. Consultado em 31 de maio de 2016A referência emprega parâmetros obsoletos |coautor= (ajuda)
12Evanno, Claude; Evanno, Amandine (10 de dezembro de 2013). «Solaropsis punctatus bresil 37.1mm» (em inglês). Flickr. 1páginas. Consultado em 31 de maio de 2016A referência emprega parâmetros obsoletos |coautor= (ajuda)
12Evanno, Claude; Evanno, Amandine (14 de dezembro de 2013). «Solaropsis pellisserpentis bresil 58mm» (em inglês). Flickr. 1páginas. Consultado em 31 de maio de 2016A referência emprega parâmetros obsoletos |coautor= (ajuda)
↑Evanno, Claude; Evanno, Amandine (14 de dezembro de 2013). «Solaropsis pilsbryi bresil 33.6mm» (em inglês). Flickr. 1páginas. Consultado em 31 de maio de 2016A referência emprega parâmetros obsoletos |coautor= (ajuda)
123Poppe, Guido T.; Poppe, Philippe. «Solaropsis chicomendesi» (em inglês). Conchology. 1páginas. Consultado em 31 de maio de 2016A referência emprega parâmetros obsoletos |coautor= (ajuda)
123Breure, Bram (8 de abril de 2010). «Photo of the day (90): Solaropsis» (em inglês). Bram's Snail Site. 1páginas. Consultado em 31 de maio de 2016. Arquivado do original em 20 de agosto de 2016