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Stalinismo (português brasileiro) ou estalinismo (português europeu) (em russo: сталинизм) é uma ideologia política que defende formas totalitárias de governo e as políticas marxistas-leninistas implementadas na União Soviética (URSS) de 1927 a 1953 pelo ditador Josef Stalin e em Estados satélites soviéticos entre 1944 e 1953. O stalinismo incluiu a criação de um governo pessoal em um Estado policial totalitário, rápida industrialização, a teoria do socialismo em um só país, coletivização forçada da agricultura, intensificação do conflito de classes, um culto de personalidade, e a subordinação dos interesses de partidos comunistas estrangeiros aos do Partido Comunista da União Soviética, que o stalinismo considerava o principal partido de vanguarda da revolução comunista naquele período. Após a morte de Stalin e o Degelo de Kruschev, iniciou-se, nas décadas de 1950 e 1960, um período de desestalinização, que fez a influência da ideologia de Stalin começar a diminuir na URSS.
O regime de Stalin expurgou à força da sociedade aqueles que considerava ameaças a si próprio e à sua forma de comunismo — os chamados "inimigos do povo" —, incluindo dissidentes políticos, nacionalistas não soviéticos, a burguesia, camponeses mais abastados ("culaques"), e integrantes da classe trabalhadora que demonstravam simpatias "contrarrevolucionárias". Isso resultou em repressão em massa dessas pessoas e de suas famílias, incluindo prisões em massa, julgamentos-espetáculo, execuções e encarceramento em campos de trabalho forçado conhecidos como gulags. Os exemplos mais notórios foram o Grande Expurgo e a campanha de desculaquização. O stalinismo também foi marcado pelo ateísmo militante, por perseguições antirreligiosas em massa e por limpeza étnica mediante deportações forçadas. Alguns historiadores, como Robert Service, atribuíram às políticas stalinistas, particularmente à coletivização, a ocorrência de fomes como o Holodomor. Outros historiadores e estudiosos discordam quanto ao papel do stalinismo.
Oficialmente destinada a acelerar o desenvolvimento rumo ao comunismo, a necessidade de industrialização na União Soviética foi enfatizada porque o país havia anteriormente ficado economicamente atrás das nações ocidentais e porque a sociedade socialista precisava da indústria para enfrentar os desafios representados pelos inimigos internos e externos do comunismo. A rápida industrialização foi acompanhada pela coletivização em massa da agricultura e pela rápida urbanização, que transformou muitas pequenas aldeias em cidades industriais. Para acelerar o desenvolvimento da industrialização, Stalin importou materiais, ideias, conhecimentos técnicos e trabalhadores da Europa Ocidental e dos Estados Unidos, estabelecendo pragmaticamente contratos de joint venture com grandes empresas privadas norte-americanas, como a Ford Motor Company, que, sob supervisão estatal, ajudaram a desenvolver a base da indústria da economia soviética entre o fim da década de 1920 e a década de 1930. Depois que as empresas privadas norte-americanas concluíram suas tarefas, empresas estatais soviéticas assumiram suas funções.
O termo stalinismo é usado para descrever o período em que Josef Stalin foi o líder da União Soviética enquanto ocupava o cargo de secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética, de 3 de abril de 1922 até sua morte, em 5 de março de 1953. Foi um desenvolvimento do leninismo, e, embora Stalin evitasse usar o termo "marxismo-leninismo-stalinismo", permitia que outros o fizessem. Após a morte de Lenin, Stalin contribuiu para os debates teóricos dentro do Partido Comunista, sobretudo desenvolvendo a ideia de "Socialismo em um só país". Esse conceito estava intimamente ligado às disputas entre facções no partido, particularmente contra Trotsky. Ele desenvolveu a ideia pela primeira vez em dezembro de 1924 e a elaborou em seus escritos de 1925–26.
A doutrina de Stalin sustentava que o socialismo poderia ser concluído na Rússia, mas que sua vitória final não poderia ser garantida devido à ameaça de intervenção capitalista. Por essa razão, ele manteve a visão leninista de que a revolução mundial ainda era necessária para assegurar a vitória definitiva do socialismo. Embora mantivesse a crença marxista de que o Estado desapareceria à medida que o socialismo se transformasse em comunismo puro, acreditava que o Estado soviético permaneceria até a derrota final do capitalismo internacional. Esse conceito sintetizava ideias marxistas e leninistas com ideais nacionalistas e servia para desacreditar Trotsky — que promovia a ideia de "revolução permanente" —, apresentando-o como derrotista e pouco confiante na capacidade dos trabalhadores russos de construir o socialismo.
O termo stalinismo ganhou destaque em meados da década de 1930, quando Lazar Kaganovich, político soviético e aliado de Stalin, teria declarado: "Vamos substituir 'Viva o Leninismo!' por 'Viva o stalinismo!'". Stalin rejeitou a proposta por considerá-la excessiva e uma contribuição para um culto de personalidade que, em sua opinião, poderia posteriormente ser usado contra ele pelas mesmas pessoas que o elogiavam de forma exagerada — entre elas Khrushchev, destacado usuário do termo ainda durante a vida de Stalin e que mais tarde seria responsável pela desestalinização e pelo início do período do Degelo de Kruschev.

Alguns historiadores consideram o stalinismo um reflexo das ideologias do leninismo e do marxismo, enquanto outros argumentam que ele se distingue dos ideais socialistas dos quais se originou. Após uma luta política que culminou na derrota dos seguidores de Bukharin — a chamada Oposição de Direita do partido —, o stalinismo ficou livre para moldar políticas sem oposição, inaugurando uma era de severo totalitarismo voltada à rápida industrialização, independentemente do custo humano.
De 1917 a 1924, embora frequentemente parecessem unidos, Stalin, Vladimir Lenin e Leon Trotsky apresentavam diferenças ideológicas perceptíveis. Em sua disputa com Trotsky, Stalin reduziu a ênfase no papel dos trabalhadores dos países capitalistas avançados; por exemplo, considerava a classe trabalhadora dos Estados Unidos uma aristocracia operária "aburguesada".[carece de fontes]

Todos os demais líderes bolcheviques da Revolução de Outubro de 1917 consideravam sua revolução, em maior ou menor grau, apenas o começo, com a Rússia servindo de trampolim no caminho para uma revolução mundial. Stalin introduziu a ideia do socialismo em um só país no outono de 1924, teoria que contrastava fortemente com a revolução permanente de Trotsky e com todas as teses socialistas anteriores. A revolução não se espalhou para fora da Rússia como Lenin supunha que ocorreria em breve. Ela não havia triunfado sequer em outros antigos territórios do Império Russo, como Polônia, Finlândia, Lituânia, Letônia e Estônia. Ao contrário, esses países haviam retornado ao domínio capitalista burguês.
Ele é um intrigante sem princípios, que subordina tudo à preservação de seu próprio poder. Muda sua teoria de acordo com a pessoa de quem precisa se livrar.
Bukharin sobre a posição teórica de Stalin, 1928.
Apesar disso, no outono de 1924, a noção de Stalin de socialismo na Rússia Soviética era inicialmente considerada quase uma blasfêmia por outros integrantes do Politburo, entre eles Zinoviev e Kamenev à esquerda intelectual; Rikov, Bukharin e Mikhail Tomsky à direita pragmática; e o poderoso Trotsky, que não pertencia a nenhum dos lados senão ao seu próprio. Nenhum deles sequer considerava o conceito de Stalin uma possível adição à ideologia comunista. A doutrina stalinista do socialismo em um só país não pôde ser imposta até que Stalin estivesse próximo de tornar-se o governante autocrático da União Soviética, por volta de 1929. Bukharin e a Oposição de Direita apoiaram a imposição das ideias de Stalin depois que Trotsky foi exilado e Zinoviev e Kamenev foram expulsos do partido. Em uma entrevista de 1936 ao jornalista Roy W. Howard, Stalin expressou sua rejeição à revolução mundial e afirmou: "Nunca tivemos tais planos e intenções" e "A exportação da revolução é um absurdo".
O pensamento comunista tradicional sustenta que o Estado irá gradualmente "definhar" à medida que a implementação do socialismo reduzir as distinções de classe. Stalin, porém, argumentava que o Estado proletário, em oposição ao Estado burguês, precisava tornar-se mais forte antes de poder desaparecer. Na visão de Stalin, elementos contrarrevolucionários tentariam impedir a transição ao comunismo pleno, e o Estado deveria ser suficientemente poderoso para derrotá-los. Por essa razão, os regimes comunistas influenciados por Stalin são totalitários. Outros setores da esquerda, como os anarcocomunistas, criticaram o Estado-partido da União Soviética da era Stalin, acusando-o de ser burocrático e qualificando-o como uma social-democracia reformista, e não como uma forma de comunismo revolucionário.
Cibernética: uma pseudociência reacionária que surgiu nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial e também se espalhou por outros países capitalistas. A cibernética reflete claramente uma das características básicas da visão de mundo burguesa — sua desumanidade, que procura transformar trabalhadores em uma extensão da máquina, em uma ferramenta de produção e em instrumento de guerra. Ao mesmo tempo, é característica da cibernética uma utopia imperialista — a substituição do homem vivo e pensante, que luta por seus interesses, por uma máquina, tanto na indústria quanto na guerra. Os instigadores de uma nova guerra mundial utilizam a cibernética em seus negócios práticos e sujos.
"Cybernetics", no Short Philosophical Dictionary, 1954
Sob Stalin, a repressão estendeu-se à produção acadêmica, às ciências naturais e às áreas literárias. Em particular, a teoria da relatividade de Einstein foi alvo de denúncia pública; muitas de suas ideias foram rejeitadas por motivos ideológicos e condenadas como "idealismo burguês" durante a era Stalin.
Uma política de repressão ideológica afetou diversas áreas disciplinares, como genética, cibernética, biologia, linguística, física, sociologia, psicologia, Pedologia, lógica matemática, economia e estatística.
Teorias pseudocientíficas de Trofim Lysenko foram favorecidas em detrimento da genética científica durante a era Stalin. Cientistas soviéticos foram obrigados a denunciar qualquer trabalho que contradissesse Lysenko. Mais de 3.000 biólogos foram presos, demitidos ou executados por tentarem se opor ao lysenkoísmo, e a pesquisa genética foi efetivamente destruída até a morte de Stalin em 1953. Devido à influência ideológica do lysenkoísmo, os rendimentos agrícolas na URSS diminuíram.
A ortodoxia foi imposta na esfera cultural. Antes do governo de Stalin, representantes literários, religiosos e nacionais possuíam certo grau de autonomia na década de 1920, mas esses grupos foram posteriormente reprimidos com rigor durante a era stalinista. O realismo socialista foi imposto na produção artística, e outras indústrias criativas, como música, cinema e esporte, foram submetidas a níveis extremos de controle político.
A falsificação histórica de acontecimentos políticos como a Revolução de Outubro e o Tratado de Brest-Litovsk tornou-se um elemento característico do regime de Stalin. Um exemplo notável é a publicação, em 1938, de História do Partido Comunista da União Soviética (Bolcheviques), na qual a história do partido governante foi significativamente alterada e revisada, inclusive quanto à importância das principais figuras durante a Revolução Bolchevique. Retrospectivamente, os principais associados de Lenin, como Zinoviev, Trotsky, Radek e Bukharin, foram retratados como "vacilantes", "oportunistas" e "espiões estrangeiros", enquanto Stalin era apresentado como o principal disciplinador durante a revolução. Na realidade, porém, Stalin era considerado uma figura relativamente desconhecida e de importância secundária na época do acontecimento.
Em seu livro The Stalin School of Falsification, Leon Trotsky argumentou que a facção stalinista distorcia rotineiramente acontecimentos políticos, forjava uma base teórica para conceitos inconciliáveis, como a noção de "socialismo em um só país", e deturpava as opiniões de seus opositores por meio de uma variedade de historiadores e economistas empregados para justificar manobras políticas e resguardar seus próprios interesses materiais. Citou diversos documentos históricos, como cartas particulares, telegramas, discursos partidários, atas de reuniões e textos suprimidos, como o Testamento de Lenin. O historiador britânico Orlando Figes argumentou que "o impulso para silenciar Trotsky e toda crítica ao Politburo foi, por si só, um fator crucial na ascensão de Stalin ao poder".
Produções cinematográficas serviram para fomentar o culto de personalidade em torno de Stalin, e os seguidores da linha partidária recebiam prêmios Stalin. Entretanto, diretores de cinema e seus assistentes ainda estavam sujeitos a prisões em massa durante o Grande Terror. A censura cinematográfica contribuiu para a mitificação da história, como se observa nos filmes First Cavalry Army (1941) e Defence of Tsaritsyn (1942), nos quais Stalin era glorificado como figura central da Revolução de Outubro. Em contraste, os papéis de outras figuras soviéticas, como Lenin e Trotsky, eram reduzidos ou deturpados.

Após a luta pela sucessão, na qual Stalin havia derrotado tanto a Oposição de Esquerda quanto a Oposição de Direita, materializou-se um culto a Stalin. De 1929 a 1953, houve proliferação de arquitetura, estátuas, cartazes, faixas e iconografia apresentando Stalin, que era cada vez mais identificado com o Estado e visto como emblema do marxismo. Em julho de 1930, um decreto estatal instruiu 200 artistas a preparar cartazes de propaganda para os planos quinquenais e as medidas de coletivização. A historiadora Anita Pisch destacou manifestações específicas do culto de personalidade nas quais Stalin era associado aos arquétipos culturais de "Pai", "Salvador" e "Guerreiro"; esta última imagem ganhou predominância durante a Grande Guerra Patriótica e a Guerra Fria.

Alguns estudiosos argumentam que Stalin participou ativamente da construção do culto de personalidade, e autores como Isaac Deutscher e Erik van Ree observam que Stalin havia absorvido elementos do culto aos czares e do cristianismo ortodoxo e destacam atos específicos como o embalsamamento de Lenin. Outros estudiosos, contudo, recorreram a relatos primários de associados de Stalin, como Molotov, que sugerem que ele mantinha atitude mais crítica e ambivalente em relação ao próprio culto de personalidade.
O culto de personalidade serviu para legitimar a autoridade de Stalin e estabelecer uma continuidade com Lenin, visto por seus seguidores mais amplos como seu "discípulo, aluno e protegido". Seu sucessor, Nikita Khrushchov, mais tarde denunciaria o culto de personalidade em torno de Stalin como contraditório aos princípios leninistas e ao discurso partidário.
Stalin culpava os culaques por incitarem violência reacionária contra o povo durante a implementação da coletivização agrícola. Em resposta, o Estado, sob a liderança de Stalin, iniciou uma campanha violenta contra eles. Esse tipo de campanha viria posteriormente a ser conhecido como classicídio, embora diversas legislaturas internacionais tenham aprovado resoluções declarando a campanha um genocídio. Alguns historiadores contestam que essas ações baseadas em classe social constituam genocídio.
Como chefe do Politburo do Partido Comunista da União Soviética, Stalin consolidou um poder quase absoluto na década de 1930 com um Grande Expurgo no partido que alegadamente buscava expulsar "oportunistas" e "infiltrados contrarrevolucionários". Os alvos do expurgo eram frequentemente expulsos do partido; medidas mais severas iam do banimento aos campos de trabalho do Gulag e à execução após julgamentos realizados por troikas do NKVD.
Na década de 1930, Stalin tornou-se cada vez mais preocupado com a crescente popularidade do dirigente partidário de Leningrado Serguei Kirov. No Congresso do Partido de 1934, no qual ocorreu a votação para o novo Comitê Central, Kirov recebeu apenas três votos contrários — o menor número entre todos os candidatos —, enquanto Stalin recebeu mais de cem. Após o assassinato de Kirov, que Stalin pode ter arquitetado, Stalin elaborou um esquema detalhado para implicar líderes da oposição no assassinato, incluindo Trotsky, Lev Kamenev e Grigori Zinoviev. A partir daí, as investigações e os julgamentos se ampliaram. Stalin aprovou uma nova lei sobre "organizações terroristas e atos terroristas" que deveriam ser investigados em no máximo dez dias, sem acusação formal, advogados de defesa ou recursos, seguida por uma sentença a ser imposta "rapidamente". O Politburo de Stalin também expediu diretrizes estabelecendo cotas para prisões e execuções em massa. Sob Stalin, a pena de morte foi estendida, em 1935, a adolescentes de apenas 12 anos.
Depois disso, foram realizados diversos julgamentos, conhecidos como Processos de Moscou, mas os procedimentos foram reproduzidos por todo o país. O Artigo 58 do código penal, que classificava atividades antissoviéticas proibidas como crime contrarrevolucionário, foi aplicado de maneira especialmente ampla. Diversos pretextos supostamente antissoviéticos foram usados para classificar indivíduos como "inimigos do povo", iniciando um ciclo de perseguição pública que frequentemente prosseguia para interrogatório, tortura e deportação, quando não para a morte. A palavra russa troika adquiriu assim um novo significado: um julgamento rápido e simplificado por um comitê de três pessoas subordinado à troika do NKVD, com a sentença sendo executada em até 24 horas. O carrasco escolhido pessoalmente por Stalin, Vasili Blokhin, foi encarregado de realizar algumas das execuções de maior destaque nesse período.
Muitos líderes militares foram condenados por traição, e seguiu-se um expurgo em grande escala de oficiais do Exército Vermelho. A repressão de muitos revolucionários e membros do partido anteriormente de alto escalão levou Trotsky a afirmar que um "rio de sangue" separava o regime de Stalin do de Lenin. Em agosto de 1940, Trotsky foi assassinado no México, onde vivia no exílio desde janeiro de 1937. Isso eliminou o último dos adversários de Stalin oriundos da antiga liderança partidária.
As operações em massa do NKVD também tinham como alvo "contingentes nacionais" — grupos étnicos estrangeiros —, como poloneses, alemães étnicos e coreanos. No total, 350.000 pessoas — 144.000 delas polonesas — foram presas, e 247.157 — 110.000 poloneses — foram executadas. Muitos norte-americanos que haviam emigrado para a União Soviética durante o pior período da Grande Depressão foram executados, enquanto outros foram enviados a campos de prisão ou gulags. Paralelamente aos expurgos, fizeram-se esforços para reescrever a história em livros didáticos soviéticos e outros materiais de propaganda. Pessoas notáveis executadas pelo NKVD foram removidas de textos e fotografias como se nunca tivessem existido.
À luz das revelações dos arquivos soviéticos, historiadores estimam atualmente que quase 700.000 pessoas — 353.074 em 1937 e 328.612 em 1938 — foram executadas durante o terror, a grande maioria cidadãos soviéticos comuns: trabalhadores, camponeses, donas de casa, professores, sacerdotes, músicos, soldados, aposentados, bailarinas e mendigos.:4 Estudiosos calculam que o total de mortos no Grande Expurgo de 1936–1938, incluindo mortes atribuídas ao encarceramento, tenha sido de aproximadamente 700.000 a 1,2 milhão. Muitos dos executados foram enterrados em valas comuns, entre os locais mais importantes de execução e sepultamento estando os Túmulos de Bykivnia, Kurapaty e Butovo.
Alguns especialistas ocidentais acreditam que as evidências divulgadas dos arquivos soviéticos estão subestimadas, incompletas ou não são confiáveis. Em contrapartida, o historiador Stephen G. Wheatcroft, que passou grande parte da carreira pesquisando os arquivos, sustenta que, antes do colapso da União Soviética e da abertura dos arquivos à pesquisa histórica, "nossa compreensão da escala e da natureza da repressão soviética era extremamente precária" e que alguns especialistas que desejam manter estimativas anteriores mais elevadas das mortes sob Stalin estão "achando difícil adaptar-se às novas circunstâncias, quando os arquivos estão abertos e há abundância de dados irrefutáveis", preferindo "agarrar-se a seus antigos métodos sovietológicos, com cálculos indiretos baseados em declarações peculiares de emigrados e outros informantes que supostamente possuíam conhecimento superior".
Stalin assinou pessoalmente 357 listas de proscrição em 1937 e 1938 que condenaram 40.000 pessoas à execução, das quais cerca de 90% foram confirmadamente fuziladas. Ao examinar uma dessas listas, teria resmungado para ninguém em particular: "Quem vai se lembrar de toda essa ralé daqui a dez ou vinte anos? Ninguém. Quem se lembra agora dos nomes dos boiardos dos quais Ivã, o Terrível, se livrou? Ninguém." Além disso, Stalin enviou um contingente de agentes do NKVD à República Popular da Mongólia, criou uma versão mongol da troika do NKVD e desencadeou um sangrento expurgo no qual dezenas de milhares foram executados como "espiões japoneses", enquanto o governante mongol Khorloogiin Choibalsan seguia de perto as orientações de Stalin.:2 Stalin havia ordenado a eliminação de 100.000 lamas budistas na Mongólia, mas o líder político Peljidiin Genden resistiu à ordem.
Sob influência stalinista na República Popular da Mongólia, cerca de 17.000 monges foram mortos, segundo números oficiais. Forças stalinistas também supervisionaram expurgos de elementos antistalinistas entre os insurgentes republicanos espanhóis, incluindo a facção aliada trotskista do Partido Operário de Unificação Marxista (POUM) e grupos anarquistas, durante a Guerra Civil Espanhola.
Durante as décadas de 1930 e 1940, a liderança soviética enviou esquadrões do NKVD a outros países para assassinar desertores e opositores do regime soviético. Entre as vítimas desses complôs estavam Trotsky, Yevhen Konovalets, Ignace Poretsky, Rudolf Klement, Alexander Kutepov, Evgeny Miller e a direção do Partido Operário de Unificação Marxista (POUM) na Catalunha, incluindo Andreu Nin. Joseph Berger-Barzilai, cofundador do Partido Comunista da Palestina, passou 25 anos nas prisões e campos de concentração de Stalin após os expurgos de 1937.
O Grande Terror, de setembro de 1936 a dezembro de 1938, é a expressão usada por estudiosos ocidentais para descrever o auge da repressão política stalinista, durante o qual Nikolai Yezhov chefiou o NKVD e supervisionou prisões e execuções em massa em escala sem precedentes. Centenas de milhares de funcionários do partido, oficiais militares, intelectuais e cidadãos comuns foram condenados em julgamentos-espetáculo e executados ou enviados a campos do Gulag. O NKVD operava segundo cotas planejadas centralmente que estabeleciam o número de pessoas a serem executadas ou presas em cada república.
Como exemplo, na República Socialista Soviética Quirguiz — então uma pequena república de apenas 1,5 milhão de habitantes —, a diretriz para o primeiro trimestre de 1938 determinava 35 execuções, 1.250 sentenças de 25 anos de prisão e 3.740 penas de dez anos. Funcionários locais do NKVD referiam-se cinicamente a isso como a "colheita". O não cumprimento dessas cotas podia resultar na prisão ou até mesmo na execução dos próprios funcionários do NKVD. A remoção de vários milhares de pessoas aptas ao trabalho em período tão curto causou um golpe severo à economia da república, mas as cotas continuaram a ser emitidas nos trimestres seguintes. Relatos de história oral também descrevem as dramáticas prisões das elites quirguizes, julgamentos públicos encenados como espetáculos de massa e os efeitos devastadores sobre as famílias daqueles classificados como "inimigos do povo".
Sheng Shicai, um senhor da guerra chinês de inclinações comunistas, convidou a intervenção soviética e permitiu que o domínio stalinista se estendesse à província de Xinjiang na década de 1930. Em 1937, Sheng conduziu um expurgo semelhante ao Grande Expurgo, prendendo, torturando e matando cerca de 100.000 pessoas, muitas delas uigures.
Pouco antes, durante e imediatamente depois da Segunda Guerra Mundial, Stalin conduziu uma série de deportações que afetaram profundamente o mapa étnico da União Soviética. Separatismo, resistência ao domínio soviético e colaboração com os alemães invasores durante a Operação Barbarossa foram as justificativas oficiais para as deportações. As circunstâncias individuais daqueles que haviam passado algum tempo em territórios ocupados pela Alemanha não eram examinadas. Após a breve ocupação nazista do Cáucaso e a Batalha do Cáucaso, toda a população de cinco pequenos povos das terras altas e os Tártaros da Crimeia — mais de um milhão de pessoas ao todo — foram deportados sem aviso prévio nem oportunidade de levar seus pertences.
Em razão da falta de confiança de Stalin na lealdade de determinados grupos étnicos, grupos como os coreanos soviéticos, Alemães do Volga, tártaros da Crimeia, chechenos e muitos poloneses foram removidos à força de áreas estratégicas e reassentados em regiões centrais da União Soviética, sobretudo no Cazaquistão soviético. Segundo algumas estimativas, centenas de milhares de deportados podem ter morrido durante o trajeto. Estima-se que, entre 1941 e 1949, quase 3,3 milhões de pessoas tenham sido deportadas para a Sibéria e as repúblicas da Ásia Central. Segundo algumas estimativas, até 43% da população reassentada morreu em decorrência de doenças e desnutrição.
Segundo estimativas oficiais soviéticas, mais de 14 milhões de pessoas passaram pelos gulags entre 1929 e 1953, e outros 7 a 8 milhões foram deportados e exilados para áreas remotas da União Soviética, incluindo, em vários casos, nacionalidades inteiras. O consenso acadêmico emergente é que, de 1930 a 1953, cerca de 1,5 a 1,7 milhão de pessoas morreram no sistema gulag. Em fevereiro de 1956, Nikita Khrushchov condenou as deportações como violação do leninismo e reverteu a maioria delas, embora somente em 1991 os tártaros, os turcos mesquécios e os alemães do Volga tenham recebido permissão para retornar en masse às suas terras de origem.

No início da década de 1930, Stalin lançou uma onda de políticas econômicas radicais que reformularam completamente a face industrial e agrícola da União Soviética. Esse processo tornou-se conhecido como Grande Virada, quando a Rússia abandonou a economia mista da Nova Política Econômica (NEP) e adotou uma economia planejada. Lenin havia implementado a NEP para assegurar a sobrevivência do Estado socialista após sete anos de guerra — a Primeira Guerra Mundial, de 1914 a 1917, e a subsequente Guerra Civil Russa, de 1917 a 1921 — e reconstruir a produção soviética até os níveis de 1913. A Rússia, contudo, ainda permanecia muito atrás do Ocidente, e Stalin e a maioria do Partido Comunista consideravam que a NEP não apenas comprometia os ideais comunistas, mas também não produzia desempenho econômico satisfatório nem criava a sociedade socialista prevista.
Segundo a historiadora Sheila Fitzpatrick, o consenso acadêmico era que Stalin se apropriou da posição da Oposição de Esquerda em questões como industrialização e coletivização. Trotsky sustentava que as desproporções e desequilíbrios que passaram a caracterizar o planejamento stalinista na década de 1930, como a base de consumo subdesenvolvida e a prioridade dada à indústria pesada, decorriam de diversos problemas evitáveis. Argumentava que o impulso industrial havia sido implementado em circunstâncias mais severas, vários anos mais tarde e de modo menos racional do que originalmente concebido pela Oposição de Esquerda.
Oficialmente destinada a acelerar o desenvolvimento rumo ao comunismo, a necessidade de industrialização na União Soviética foi enfatizada porque o país anteriormente havia ficado economicamente atrás das nações ocidentais e porque a sociedade socialista precisava da indústria para enfrentar os desafios representados pelos inimigos internos e externos do comunismo. A rápida industrialização foi acompanhada pela coletivização em massa da agricultura e pela rápida urbanização, que transformou muitas pequenas aldeias em cidades industriais. Para acelerar o desenvolvimento da industrialização, Stalin importou materiais, ideias, conhecimentos técnicos e trabalhadores da Europa Ocidental e dos Estados Unidos, estabelecendo pragmaticamente contratos de joint venture com grandes empresas privadas norte-americanas, como a Ford Motor Company, que, sob supervisão estatal, ajudaram a desenvolver a base da indústria da economia soviética do fim da década de 1920 à década de 1930. Depois que as empresas privadas norte-americanas concluíram suas tarefas, empresas estatais soviéticas assumiram suas funções.
Fredric Jameson afirmou que "o stalinismo foi [...] um sucesso e cumpriu sua missão histórica, tanto social quanto economicamente", pois "modernizou a União Soviética, transformando uma sociedade camponesa em um Estado industrial com uma população alfabetizada e uma notável superestrutura científica". Robert Conquest contesta essa conclusão, escrevendo que "a Rússia já ocupava a quarta ou quinta posição entre as economias industriais antes da Primeira Guerra Mundial" e que os avanços industriais russos poderiam ter sido alcançados sem coletivização, fome ou terror. Segundo Conquest, os sucessos industriais foram muito menores do que se alegava e a industrialização de estilo soviético foi "um beco sem saída anti-inovador". Stephen Kotkin afirmou que aqueles que argumentam que a coletivização era necessária estão "completamente errados", escrevendo que ela "só parecia necessária dentro da camisa de força da ideologia comunista e de sua rejeição ao capitalismo. E, economicamente, a coletivização fracassou em produzir resultados". Kotkin sustentou ainda que ela reduziu as colheitas, em vez de aumentá-las, pois os camponeses tendiam a resistir à tributação pesada produzindo menos bens e preocupando-se apenas com a própria subsistência.
Segundo vários historiadores ocidentais, as políticas agrícolas stalinistas foram um fator central na fome soviética de 1930–1933; alguns estudiosos acreditam que o Holodomor, iniciado próximo ao fim de 1932, foi o momento em que a fome se transformou em instrumento de genocídio; o governo ucraniano atualmente o reconhece dessa forma. Alguns estudiosos contestam a intencionalidade da fome.
A era stalinista foi, em grande medida, regressiva em questões sociais. Apesar de um breve período de descriminalização sob Lenin, o Código Penal de 1934 voltou a criminalizar a homossexualidade. O aborto tornou-se novamente ilegal em 1936, após debate controverso entre os cidadãos, e as questões relativas às mulheres foram em grande parte ignoradas.

Stalin considerava o sistema político e econômico sob seu governo como Marxismo-leninismo, que julgava ser o único sucessor legítimo do marxismo e do leninismo. A historiografia sobre Stalin é diversificada, com muitos aspectos distintos de continuidade e descontinuidade entre os regimes propostos por Stalin e Lenin.
Os defensores da continuidade, chamados de historiadores "tradicionalistas", "escola totalitária" e também historiadores da "Guerra Fria", devido à origem de seu pensamento nos primeiros anos da Guerra Fria, citam vários fatores contribuintes, como o fato de Lenin, e não Stalin, ter introduzido o Terror Vermelho, com tomada de reféns e campos de internamento, e de Lenin ter desenvolvido o infame Artigo 58 e estabelecido o sistema autocrático no Partido Comunista. Também observam que Lenin proibiu facções dentro do Partido Comunista Russo e introduziu o Estado de partido único em 1921 — medida que permitiu a Stalin eliminar facilmente seus rivais após a morte de Lenin — e citam Félix Dzerjinski, que, durante a luta dos bolcheviques contra seus adversários na Guerra Civil Russa, exclamou: "Defendemos o terror organizado — isso deve ser declarado francamente." Por exemplo, Richard Pipes considera o stalinismo uma consequência natural do leninismo: Stalin "implementou fielmente os programas de política interna e externa de Lenin". Robert Service escreve que "institucional e ideologicamente, Lenin lançou as bases para um Stalin [...] mas a passagem do leninismo para os terrores piores do stalinismo não foi suave nem inevitável". Da mesma forma, o historiador e biógrafo de Stalin Edvard Radzinsky acredita que Stalin foi um seguidor genuíno de Lenin, exatamente como afirmava. Outro biógrafo de Stalin, Stephen Kotkin, escreveu que "sua violência não era produto de seu subconsciente, mas do compromisso bolchevique com a ideologia marxista-leninista". Dmitri Volkogonov, autor de biografias de Lenin e Stalin, escreveu que, das décadas de 1960 a 1980, uma visão soviética oficial, patriótica e desestalinizada da relação Lenin–Stalin, durante o Degelo de Kruschev e posteriormente, sustentava que o excessivamente autocrático Stalin havia distorcido o leninismo do sábio [[Avós|dedushka]] Lenin. Volkogonov, porém, lamentou que essa visão acabasse se dissolvendo para pessoas como ele, que tiveram as "escamas retiradas dos olhos" imediatamente antes e depois da dissolução da União Soviética. Depois de pesquisar as biografias nos arquivos soviéticos, chegou à mesma conclusão que Radzinsky e Kotkin: Lenin havia construído uma cultura de totalitarismo autocrático violento da qual o stalinismo era uma extensão lógica.
Os opositores dessa interpretação incluem historiadores revisionistas e muitos historiadores do período pós-Guerra Fria e dissidentes soviéticos, entre eles Roy Medvedev, que argumenta que, embora "se pudesse listar as diversas medidas executadas por Stalin que eram de fato uma continuação de tendências e medidas antidemocráticas implementadas sob Lenin [...] em muitos aspectos, Stalin agiu não de acordo com as instruções claras de Lenin, mas em desafio a elas". Ao fazê-lo, alguns historiadores procuraram distanciar o stalinismo do leninismo para enfraquecer a visão totalitária de que os métodos de Stalin seriam inerentes ao comunismo desde o início. Outros historiadores revisionistas, como Orlando Figes, embora críticos da era soviética, reconhecem que Lenin procurou ativamente conter a crescente influência de Stalin, aliando-se a Trotsky em 1922–23, opondo-se a Stalin em questões de comércio exterior e propondo reformas partidárias que incluíam a democratização do Comitê Central e o recrutamento de 50 a 100 trabalhadores comuns para os órgãos inferiores do partido.
Entre os críticos estavam comunistas antistalinistas como Trotsky, que destacou que Lenin tentou convencer o Partido Comunista a remover Stalin do cargo de secretário-geral. Trotsky também argumentou que ele e Lenin pretendiam suspender a proibição dos partidos de oposição, como os mencheviques e o Partido Socialista Revolucionário, assim que as condições econômicas e sociais da Rússia Soviética melhorassem. O Testamento de Lenin, documento que continha essa orientação, foi suprimido após sua morte. Diversos historiadores citaram a proposta de Lenin de nomear Trotsky vice-presidente do governo soviético como evidência de que pretendia que Trotsky fosse seu sucessor na chefia do governo. Em sua biografia de Trotsky, o historiador britânico Isaac Deutscher escreve que, diante das evidências, "somente os cegos e surdos poderiam ignorar o contraste entre stalinismo e leninismo". Da mesma forma, o historiador Moshe Lewin escreve: "O regime soviético passou por um longo período de 'stalinismo', que em suas características básicas era diametralmente oposto às recomendações do testamento [de Lenin]." O historiador francês Pierre Broué contesta as avaliações históricas sobre o início da União Soviética feitas por historiadores modernos como Dmitri Volkogonov, que, segundo Broué, equiparam falsamente leninismo, stalinismo e trotskismo para apresentar uma noção de continuidade ideológica e reforçar a posição do anticomunismo.
Alguns estudiosos atribuíram o estabelecimento do sistema de partido único na União Soviética às condições de guerra impostas ao governo de Lenin; outros destacaram as tentativas iniciais de formar um governo de coalizão com os Socialistas Revolucionários de Esquerda. Segundo o historiador Marcel Liebman, as medidas de guerra adotadas por Lenin, como a proibição de partidos de oposição, foram motivadas pelo fato de vários partidos políticos terem pegado em armas contra o novo governo soviético, participado de sabotagens, colaborado com os czaristas depostos ou realizado tentativas de assassinato contra Lenin e outros dirigentes bolcheviques. Liebman também argumenta que a proibição de partidos sob Lenin não possuía o mesmo caráter repressivo que as proibições posteriores impostas pelo regime de Stalin. Vários estudiosos destacaram o caráter socialmente progressista das políticas de Lenin, como a educação universal, a assistência de saúde universal e a igualdade de direitos para as mulheres. Em contrapartida, o regime de Stalin reverteu políticas de Lenin em questões sociais como igualdade entre os sexos, restrições legais ao casamento, direitos de minorias sexuais e legislação protetiva sobre aborto. O historiador Robert Vincent Daniels também vê o período stalinista como uma contrarrevolução na vida cultural soviética que reviveu o patriotismo propagandístico, o programa czarista de russificação e as tradicionais patentes militares que Lenin havia criticado como expressões do "chauvinismo grão-russo". Daniels também considera o stalinismo uma ruptura abrupta com o período leninista em termos de política econômica: um sistema deliberado e científico de planejamento econômico, que incluía antigos economistas mencheviques no Gosplan, foi substituído por uma versão apressada de planejamento com metas irrealistas, desperdício burocrático, gargalos e escassez.

Em seu "Discurso Secreto", pronunciado em 1956, Nikita Khrushchov, sucessor de Stalin, argumentou que o regime de Stalin diferia profundamente da liderança de Lenin. Criticou o culto ao indivíduo construído em torno de Stalin, enquanto Lenin enfatizava "o papel do povo como criador da história". Também ressaltou que Lenin favorecia uma liderança coletiva baseada na persuasão pessoal e recomendara a remoção de Stalin do cargo de secretário-geral. Khrushchov contrastou isso com o "despotismo" de Stalin, que exigia submissão absoluta à sua posição, e destacou que muitas das pessoas posteriormente aniquiladas como "inimigos do partido [...] haviam trabalhado com Lenin durante sua vida". Também contrapôs os "métodos severos" utilizados por Lenin nos "casos mais necessários", como uma "luta pela sobrevivência" durante a Guerra Civil, aos métodos extremos e às repressões em massa usados por Stalin mesmo quando a revolução "já havia triunfado". Em suas memórias, Khrushchov argumentou que os amplos expurgos promovidos por Stalin contra o "núcleo mais avançado de pessoas" entre os velhos bolcheviques e figuras de destaque nas áreas militar e científica haviam "indubitavelmente" enfraquecido a nação. Segundo o secretário de Stalin, Boris Bazhanov, Stalin ficou exultante com a morte de Lenin enquanto "publicamente vestia a máscara do luto".
Alguns teóricos marxistas contestaram a visão de que a ditadura de Stalin fosse um desdobramento natural das ações dos bolcheviques, pois Stalin eliminou a maioria dos integrantes do Comitê Central original de 1917. George Novack ressaltou os esforços iniciais dos bolcheviques para formar um governo com os Socialistas Revolucionários de Esquerda e trazer outros partidos, como os mencheviques, para a legalidade política. Tony Cliff argumentou que o governo de coalizão bolchevique-socialista revolucionário de esquerda dissolveu a Assembleia Constituinte por diversas razões. Citou as listas eleitorais desatualizadas, que não reconheciam a cisão no Partido Socialista Revolucionário, e o conflito da Assembleia com o Congresso dos Sovietes como estrutura democrática alternativa.
Uma análise semelhante aparece em trabalhos mais recentes, como os de Graeme Gill, que argumenta que o stalinismo "não foi um desdobramento natural de desenvolvimentos anteriores; [constituiu uma] ruptura brusca resultante de decisões conscientes dos principais atores políticos". Gill acrescenta, porém, que "as dificuldades no uso do termo refletem problemas com o próprio conceito de stalinismo. A principal dificuldade é a falta de acordo sobre o que deve constituir stalinismo". Historiadores revisionistas como Sheila Fitzpatrick criticaram o foco nos níveis superiores da sociedade e o uso de conceitos da Guerra Fria, como totalitarismo, que teriam obscurecido a realidade do sistema.
O historiador russo Vadim Rogovin escreve: "Sob Lenin, a liberdade de expressar uma verdadeira variedade de opiniões existia no partido e, na execução das decisões políticas, levavam-se em consideração as posições não apenas da maioria, mas também de uma minoria no partido." Ele comparou essa prática aos blocos de liderança posteriores, que violaram a tradição partidária, ignoraram as propostas dos opositores e expulsaram a Oposição do partido sob acusações falsificadas, culminando nos Processos de Moscou de 1936–1938. Segundo Rogovin, entre 80% e 90% dos integrantes do Comitê Central eleitos do Sexto ao Décimo Sétimo Congressos foram mortos. Alguns estudiosos consideram as Oposições de Direita e de Esquerda alternativas políticas ao stalinismo, apesar de compartilharem crenças no leninismo, em razão de plataformas políticas divergentes das de Stalin. Essas divergências abrangiam áreas relacionadas à economia socialista, política externa e questões culturais.


Na historiografia ocidental, Stalin é considerado uma das piores e mais notórias figuras da história moderna. O biógrafo e historiador Isaac Deutscher destacou o caráter totalitário do stalinismo e sua supressão da inspiração "socialista".
Vários estudiosos criticaram o stalinismo por fomentar atitudes anti-intelectuais, antissemitas e chauvinistas na União Soviética. Segundo a filósofa marxista Helena Sheehan, seu legado filosófico é avaliado de forma quase universalmente negativa, e a maioria das fontes soviéticas considera que sua influência prejudicou o desenvolvimento criativo da filosofia soviética. Sheehan discutiu omissões nas opiniões de Stalin sobre a dialética e observou que a maioria dos filósofos soviéticos rejeitava sua caracterização da filosofia de Hegel.
Pierre du Bois argumenta que o culto de personalidade em torno de Stalin foi construído de forma elaborada para legitimar seu governo. Foram utilizadas muitas distorções deliberadas e falsidades. O Kremlin recusava acesso a registros de arquivo que pudessem revelar a verdade, e documentos críticos foram destruídos. Fotografias foram alteradas e documentos, inventados. Pessoas que conheciam Stalin foram obrigadas a fornecer relatos "oficiais" para atender às exigências ideológicas do culto, especialmente conforme Stalin o apresentou em 1938 no Curso breve de história do Partido Comunista de Toda a União (Bolcheviques), que se tornou a história oficial. O historiador David L. Hoffmann resume o consenso acadêmico: "O culto a Stalin foi um elemento central do stalinismo e, como tal, uma das características mais marcantes do domínio soviético. [...] Muitos estudiosos do stalinismo citam o culto como parte integrante do poder de Stalin ou como evidência da megalomania de Stalin."
Após a morte de Stalin, em 1953, Khrushchev repudiou suas políticas e condenou seu culto de personalidade no Discurso Secreto ao XX Congresso do Partido Comunista, em 1956, instituindo a desestalinização e uma relativa liberalização dentro do mesmo quadro político. Consequentemente, os partidos comunistas do mundo que anteriormente aderiam ao stalinismo — com exceção da Alemanha Oriental e da República Socialista da Romênia — abandonaram-no e, em maior ou menor grau, adotaram as posições de Khrushchev. O Partido Comunista da China optou por romper com a União Soviética, resultando na Ruptura sino-soviética.
Mao Tsé-Tung declarou notoriamente que Stalin era 70% bom e 30% mau. Os maoistas criticavam Stalin sobretudo por sua visão de que a influência burguesa dentro da União Soviética era principalmente resultado de forças externas, com exclusão quase completa das forças internas, e por sua opinião de que as contradições de classe haviam terminado após a construção básica do socialismo. Mao também criticou o culto de personalidade de Stalin e os excessos do Grande Expurgo. Os maoistas, porém, elogiavam Stalin por liderar a União Soviética e o proletariado internacional, derrotar o fascismo na Alemanha e por seu antirrevisionismo.
Tomando o lado do Partido Comunista da China na Ruptura sino-soviética, a República Popular Socialista da Albânia permaneceu comprometida, ao menos em teoria, com sua forma de stalinismo — o hoxhaísmo — durante décadas sob a liderança de Enver Hoxha. Apesar da cooperação inicial contra o "revisionismo", Hoxha denunciou Mao como revisionista, juntamente com praticamente todas as demais organizações autodeclaradas comunistas do mundo, resultando na Ruptura sino-albanesa. Isso isolou efetivamente a Albânia do restante do mundo, pois Hoxha era hostil tanto às esferas de influência pró-americana e pró-soviética quanto ao Movimento dos Países Não Alinhados sob a liderança de Josip Broz Tito, que Hoxha também havia denunciado anteriormente.

Leon Trotsky sempre considerou Stalin o "candidato a coveiro de nosso partido e da revolução" durante a luta pela sucessão. O historiador norte-americano Robert Vincent Daniels considerava Trotsky e a Oposição de Esquerda uma alternativa crítica à maioria Stalin–Bukharin em diversas áreas. Daniels afirmou que a Oposição de Esquerda teria priorizado a industrialização, mas jamais contemplara o "desenraizamento violento" empregado por Stalin e contrastava mais diretamente com o stalinismo na questão da democratização partidária e da burocratização.
Trotsky e os trotskistas da Quarta Internacional diferiam marcadamente dos marxistas-leninistas — stalinistas — por seu apoio ao pluralismo político, à participação dos trabalhadores e a um grau maior de descentralização no planejamento econômico. Trotsky também se opunha à política de coletivização forçada sob Stalin e favorecia uma abordagem voluntária e gradual para a produção agrícola, com maior tolerância aos direitos dos ucranianos soviéticos.
Os trotskistas argumentam que a União Soviética stalinista não era socialista nem comunista, mas um Estado operário degenerado burocratizado — isto é, um Estado não capitalista no qual a exploração é controlada por uma casta governante que, embora não seja proprietária dos meios de produção nem constitua por si só uma classe social, acumula benefícios e privilégios às custas da classe trabalhadora. Trotsky acreditava que a Revolução Bolchevique deveria ser difundida por toda a classe trabalhadora mundial, o proletariado, para promover a revolução mundial. Após o fracasso da revolução na Alemanha, porém, Stalin concluiu que industrializar e consolidar o bolchevismo na Rússia serviria melhor ao proletariado no longo prazo. A disputa só terminou quando Trotsky foi assassinado em sua residência no México, em 1940, pelo agente stalinista Ramón Mercader. Max Shachtman, importante teórico trotskista nos Estados Unidos, argumentou que a União Soviética havia evoluído de um Estado operário degenerado para um novo modo de produção chamado coletivismo burocrático, enquanto trotskistas ortodoxos consideravam a União Soviética um aliado que havia se desviado. Shachtman e seus seguidores defendiam, assim, a formação de um "Terceiro Campo" igualmente oposto aos blocos soviético e capitalista. Em meados do século XX, Shachtman e muitos de seus associados passaram a se identificar como social-democratas, e não como trotskistas, enquanto alguns acabaram abandonando inteiramente o socialismo e adotando o neoconservadorismo. No Reino Unido, Tony Cliff desenvolveu de modo independente uma crítica ao capitalismo de Estado que se assemelhava à de Shachtman em alguns aspectos, mas preservava o compromisso com o comunismo revolucionário. De modo semelhante, o trotskista norte-americano David North chamou atenção para o fato de que a geração de burocratas que chegou ao poder sob a tutela de Stalin presidiu a estagnação e a dissolução da União Soviética.
Em uma época em que centenas de milhares e milhões de trabalhadores, sobretudo na Alemanha, estão abandonando o comunismo, em parte em direção ao fascismo e principalmente ao campo da indiferença, milhares e dezenas de milhares de trabalhadores social-democratas, sob o impacto da mesma derrota, estão evoluindo para a esquerda, para o lado do comunismo. Não se pode, porém, sequer falar em sua aceitação da irremediavelmente desacreditada liderança stalinista.
— Escritos de Trotsky sobre stalinismo e fascismo em 1933
O historiador trotskista Vadim Rogovin acreditava que o stalinismo havia "desacreditado a ideia de socialismo aos olhos de milhões de pessoas em todo o mundo". Rogovin também argumentou que a Oposição de Esquerda, liderada por Trotsky, foi um movimento político que "oferecia uma alternativa real ao stalinismo, e que esmagar esse movimento era a função principal do terror stalinista". Segundo Rogovin, Stalin destruiu milhares de comunistas estrangeiros capazes de liderar mudanças socialistas em seus respectivos países. Citou 600 comunistas búlgaros que morreram em seus campos de prisão, juntamente com milhares de comunistas alemães que Stalin entregou à Gestapo após a assinatura do pacto germano-soviético. Rogovin observou ainda que dezesseis integrantes do Comitê Central do Partido Comunista da Alemanha tornaram-se vítimas do terror stalinista. Medidas repressivas também foram impostas ao Partido Comunista Húngaro, à organização comunista iugoslava e ao partido comunista polonês. O historiador britânico Terence Brotherstone argumentou que a era Stalin teve efeito profundo sobre aqueles atraídos pelas ideias de Trotsky. Brotherstone descreveu figuras oriundas de partidos marxistas-leninistas como malformadas intelectualmente, o que, segundo ele, ajudou a impedir o desenvolvimento do marxismo.

Alguns historiadores e escritores, como Dietrich Schwanitz, traçam paralelos entre o stalinismo e a política econômica do czar Pedro, o Grande; Schwanitz, em particular, considera Stalin "uma reencarnação monstruosa" dele. Ambos queriam que a Rússia deixasse os Estados da Europa Ocidental muito para trás em termos de desenvolvimento. Alguns analistas consideraram o stalinismo uma forma de fascismo vermelho. Outros regimes fascistas se opunham ideologicamente à União Soviética, mas alguns avaliavam o stalinismo favoravelmente por ter transformado o bolchevismo em uma forma de fascismo. Benito Mussolini considerava que o stalinismo havia transformado o bolchevismo soviético em um fascismo pan-eslavo.
O historiador britânico Michael Ellman escreve que mortes em massa decorrentes de fomes não são um "mal exclusivamente stalinista", observando que fomes e secas constituíram ocorrência comum na história russa, inclusive na fome russa de 1921–22, que ocorreu antes de Stalin chegar ao poder. Também observa que fomes foram disseminadas pelo mundo nos séculos XIX e XX em países como Índia, Irlanda, Rússia e China. Ellman compara o comportamento do regime stalinista diante do Holodomor ao do governo britânico em relação à Grande Fome irlandesa e à fome de Bengala de 1943, bem como ao G8 na contemporaneidade, argumentando que o G8 "é culpado de homicídio em massa ou mortes em massa por negligência criminosa por não tomar medidas óbvias para reduzir as mortes em massa" e que o "comportamento [de Stalin] não foi pior do que o de muitos governantes dos séculos XIX e XX".

David L. Hoffmann questiona se as práticas stalinistas de violência estatal derivam da ideologia socialista. Situando o stalinismo em um contexto internacional, argumenta que muitas formas de intervencionismo estatal utilizadas pelo governo stalinista — incluindo classificação social, vigilância e campos de concentração — antecedem o regime soviético e se originaram fora da Rússia. Sustenta ainda que tecnologias de intervenção social se desenvolveram juntamente com o trabalho de reformadores europeus do século XIX e se expandiram enormemente durante a Primeira Guerra Mundial, quando agentes estatais em todos os países combatentes aumentaram drasticamente seus esforços para mobilizar e controlar suas populações. Segundo Hoffmann, o Estado soviético nasceu nesse momento de guerra total e institucionalizou práticas de intervenção estatal como características permanentes.
Em The Mortal Danger: Misconceptions about Soviet Russia and the Threat to America, o anticomunista e dissidente soviético Alexander Soljenítsin argumenta que o uso do termo stalinismo oculta os efeitos inevitáveis do comunismo como um todo sobre a liberdade humana. Escreve que o conceito de stalinismo foi desenvolvido depois de 1956 por intelectuais ocidentais para manter vivo o ideal comunista. Contudo, "stalinismo" já era usado em 1937, quando Trotsky escreveu seu panfleto Stalinism and Bolshevism.
Em dois artigos do Guardian, publicados em 2002 e 2006, o jornalista britânico Seumas Milne escreveu que o impacto da narrativa do pós-Guerra Fria de que Stalin e Hitler constituíam males gêmeos, equiparando os males do comunismo aos do nazismo, "foi relativizar os crimes únicos do nazismo, enterrar os do colonialismo e alimentar a ideia de que qualquer tentativa de mudança social radical sempre levará a sofrimento, mortes e fracasso".
Segundo o historiador Eric D. Weitz, 60% dos exilados alemães na União Soviética foram eliminados durante o terror stalinista e uma proporção maior dos integrantes do Politburo do Partido Comunista da Alemanha morreu na União Soviética do que na Alemanha nazista. Weitz também observou que centenas de cidadãos alemães, a maioria comunistas, foram entregues à Gestapo pela administração de Stalin.

Na Rússia contemporânea, a opinião pública sobre Stalin e a antiga União Soviética melhorou nos últimos anos. O Centro Levada constatou que a avaliação favorável da era stalinista aumentou de 18% em 1996 para 40% em 2016, coincidindo com sua reabilitação pelo governo Putin para fins de patriotismo social e esforços de militarização. Segundo uma pesquisa de 2015 do Centro Levada, 34% dos entrevistados — contra 28% em 2007 — disseram que conduzir o povo soviético à vitória na Segunda Guerra Mundial foi uma realização tão extraordinária que superava os erros de Stalin. Uma pesquisa de 2019 do Centro Levada mostrou que o apoio a Stalin, visto por muitos russos como o vencedor da Grande Guerra Patriótica, atingiu recorde na era pós-soviética, com 51% considerando-o uma figura positiva e 70% afirmando que seu governo foi bom para o país.
Lev Gudkov, sociólogo do Centro Levada, afirmou: "A Rússia de Vladimir Putin de 2012 precisa de símbolos de autoridade e força nacional, por mais controversos que sejam, para validar a nova ordem política autoritária. Stalin, um líder despótico responsável por derramamento de sangue em massa, mas ainda identificado com a vitória na guerra e a unidade nacional, atende a essa necessidade de símbolos que reforcem a ideologia política atual."
Sentimentos positivos também podem ser encontrados em outras partes da antiga União Soviética. Uma pesquisa de 2012 encomendada pelo Fundo Carnegie Para a Paz Internacional constatou que 38% dos armênios concordavam que seu país "sempre precisará de um líder como Stalin". Uma pesquisa de 2013 da Universidade Estatal de Tiblíssi constatou que 45% dos georgianos expressavam "atitude positiva" em relação a Stalin.
Scholars also disagree over what role the Soviet Union played in the tragedy. Some scholars point to Stalin as the mastermind behind the famine, due to his hatred of Ukrainians (Hosking, 1987). Others assert that Stalin did not actively cause the famine, but he knew about it and did nothing to stop it (Moore, 2012). Still other scholars argue that the famine was just an effect of the Soviet Union's push for rapid industrialization and a by-product of that was the destruction of the peasant way of life (Fischer, 1935). The final school of thought argues that the Holodomor was caused by factors beyond the control of the Soviet Union and Stalin took measures to reduce the effects of the famine on the Ukrainian people (Davies & Wheatcroft, 2006).
... vast sums were spent on importing foreign technical 'ideas' and on securing the services of alien experts. Foreign countries, again – American and Germany in particular – lent the U.S.S.R. active aid in drafting the plans for all the undertakings to be constructed. They supplied the Soviet Union with tens of thousands of engineers, mechanics, and supervisors. During the first Five-Year Plan, not a single plant was erected, nor was a new industry launched without the direct help of foreigners working on the spot. Without the importation of Western European and American objects, ideas, and men, the 'miracle in the East' would not have been realized, or, at least, not in so short a time.
Academician Schmalhausen, Professors Formozov and Sabinin, and 3,000 other biologists, victims of the August 1948 Session, lost their professional jobs because of their integrity and moral principles [...]
We are all inclined to accept the Zemskov totals (even if not as complete) with their 14 million intake to Gulag 'camps' alone, to which must be added 4–5 million going to Gulag 'colonies', to say nothing of the 3.5 million already in, or sent to, 'labour settlements'. However taken, these are surely 'high' figures.
... vast sums were spent on importing foreign technical 'ideas' and on securing the services of alien experts. Foreign countries, again – American and Germany in particular – lent the U.S.S.R. active aid in drafting the plans for all the undertakings to be constructed. They supplied the Soviet Union with tens of thousands of engineers, mechanics, and supervisors. During the first Five-Year Plan, not a single plant was erected, nor was a new industry launched without the direct help of foreigners working on the spot. Without the importation of Western European and American objects, ideas, and men, the 'miracle in the East' would not have been realized, or, at least, not in so short a time.
In a 1949 portrait, the Soviet leader Joseph Stalin is seen as a young man with Lenin. Stalin and Lenin were close friends, judging from this photograph. But it is doctored, of course. Two portraits have been sutured to sentimentalise Stalin's life and closeness to Lenin.
Livros
Fontes primárias