| Fundação |
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| Tipo | |
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| Estado legal | |
| Domínios de atividade | |
| Sede social | |
| País |
| Fundador |
Roz Rothstein (en) |
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| Afiliação | |
| Orientação política | |
| Posicionamento político | |
| Receita líquida |
6 848 165 $ () 6 359 783 $ () 8 716 377 $ () 7 399 446 $ () 10 021 372 $ () 11 027 836 $ () 11 417 387 $ () 12 204 044 $ () 14 216 002 $ () 17 848 945 $ () 17 800 876 $ () 23 212 771 $ () 22 857 506 $ () 26 846 259 $ () |
| Website |
(en) www.standwithus.com |
| IRS |
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StandWithUs (SWU), também conhecida como Israel Emergency Alliance, é uma organização estadunidense sem fins lucrativos e um grupo de interesse de Israel, fundada em Los Angeles em 2001 por Roz Rothstein, Jerry Rothstein e Esther Renzer.

A StandWithUs ganhou destaque como um dos principais grupos de defesa de Israel. Ela mantém uma presença significativa em campi universitários nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, África do Sul, Austrália e Brasil. A organização tem como objetivo combater o que considera antissemitismo e desinformação relacionados a Israel, ao mesmo tempo que promove uma imagem positiva do país. A organização capacita estudantes em defesa de Israel, organiza protestos, realiza campanhas publicitárias e em outdoors e apresenta queixas em nome dos estudantes. A StandWithUs trabalha ativamente para combater as campanhas de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) em campi universitários e noutros locais. Também colabora com o governo israelense em diversas iniciativas.
No Brasil, a entidade está presente desde 2018, e tem sua sede em São Paulo, além de uma filial em Porto Alegre e um centro de pesquisas, o Laboratório de Estudos do Oriente Médio (LEOM). É presidida pelo cientista político André Lajst.
A StandWithUs foi fundada em 2001 por Roz Rothstein, uma terapeuta familiar nascida em Los Angeles, cujos pais foram sobreviventes do Holocausto, juntamente com seu marido Jerry Rothstein e Esther Renzer. Ela afirmou que o ponto de virada para ela ocorreu durante a Segunda Intifada, quando observou o que percebeu como uma imagem distorcida do conflito na mídia. Especificamente, após os assassinatos de Koby Mandell e Yosef Ishran, dois adolescentes que foram mortos nos arredores do assentamento israelense de Tekoa, na Cisjordânia. Após se reunir com dezenas de líderes judeus locais, Rothstein concluiu que não havia nenhuma organização com os recursos necessários para fazer o que ela considera "explicar Israel", então decidiu criar a sua própria.
Rothstein continua sendo a diretora executiva da SWU. Devido à sua liderança, ela foi nomeada duas vezes uma das 50 pessoas judias mais influentes dos Estados Unidos pelo The Forward e, em 2016, o The Jerusalem Post a nomeou uma das 50 pessoas judias mais influentes do mundo. Em 2015, seu conselho administrativo também incluía os empresários Naty Saidoff e Adam Milstein. A organização conta com uma equipe de 80 advogados que prestam serviços jurídicos gratuitos a estudantes e professores que enfrentam antissemitismo ou "antissemitismo disfarçado de antissionismo". A falecida historiadora Roberta P. Seid foi diretora de educação e pesquisa da entidade.
Em 2022, a SWU possuía 18 escritórios nos Estados Unidos e filiais em Israel, França, Reino Unido, Austrália, Canadá, América do Sul e África do Sul.
Embora a SWU seja frequentemente descrita como de direita, Rothstein nega esse rótulo e afirma que a organização é apartidária. Em relação à sua posição dentro de uma ampla gama de movimentos pró-Israel estadunidenses, o sociólogo Dov Waxman afirma que a SWU se situa na extrema direita do espectro de grupos judaicos estadunidenses, ao lado de grupos como The David Project, a Organização Sionista da América, o Projeto Israel e o Jewish Institute for National Security of America ("Instituto Judaico para a Segurança Nacional da América").
Rothstein afirma que a SWU não defende posições políticas específicas e que seu objetivo é meramente informar. De acordo com os autores Cronin, Marusek e David Miller, a SWU não acredita que a Cisjordânia esteja ocupada e apoia os assentamentos israelenses.
Em entrevista ao Haaretz, Rothstein reconheceu ter uma ligação emocional com o que chamou de "Judeia e Samaria", por ser o berço do povo judeu. Ela afirmou que os líderes palestinos têm usado os assentamentos como pretexto para "adiar as negociações e rejeitar todas as possíveis ofertas de paz de Israel" e que ceder partes do território para um futuro Estado palestino exigiria "negociações sérias". A SWU considera o conflito israelo-palestino como sendo de natureza territorial, e não existencial. As palestras da SWU enfatizam que os refugiados palestinos "não foram resultado da fundação de Israel, mas da guerra que as nações árabes lançaram contra Israel", uma posição contestada inclusive por historiadores israelenses.
A SWU se opõe à J Street, um grupo de lobby liberal pró-Israel que se autodenomina "pomba" (por ter uma postura mais pacifista). Num debate com o presidente da J Street, Jeremy Ben-Ami, Rothstein o acusou de achar que sabe "melhor do que os israelenses" como alcançar a paz com os palestinos. Ele também reclamou que a J Street pressiona e critica principalmente Israel, e não os palestinos. Ben-Ami o repreendeu por enquadrar o conflito em termos absolutos e concluiu que havia pouco terreno comum entre eles. Rothstein também se opõe ao Breaking the Silence, uma organização de ex-soldados israelenses contrários à ocupação. Ele classificou como desonestos os grupos que professam amor por Israel, mas o culpam pela falta de paz, enquanto se recusam a abordar o comportamento palestino contra a paz. Rothstein acredita que os apoiadores de Israel devem apoiar qualquer governo eleito em Israel e que os sionistas que criticam publicamente o Estado de Israel pelo tratamento dado aos palestinos não apoiam o país.
A SWU se opõe ativamente ao movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), que considera antissemita. A SWU apoia leis anti-BDS, que visam desencorajar boicotes a Israel, exigindo que contratados do governo dos EUA se comprometam a não boicotar Israel — leis que, em sua opinião, não infringem a liberdade de expressão. A SWU afirma que o verdadeiro objetivo do BDS é "a eliminação de Israel e o fim da autodeterminação judaica" e descreve o movimento como uma "nova e perigosa frente que se abriu na guerra contra Israel". De acordo com Peggy Shapiro, diretora executiva da SWU para o Meio-Oeste, a organização acredita que as visões anti-Israel, que consideram estar disfarçadas sob a "linguagem dos direitos humanos", correm o risco de ganhar influência no sistema político estadunidense e são mais fáceis de identificar na extrema direita do que na extrema esquerda.
A SWU é amplamente percebida como de direita. Ela tem sido descrita como um dos principais grupos de defesa de Israel nos Estados Unidos e no mundo. Também é considerada uma força proeminente e eficaz nos campi universitários estadunidenses, com uma presença "difícil de ignorar". A jornalista Judy Maltz, do Haaretz, observou que "de todas as forças pró-Israel atuantes nos campi universitários americanos, nenhuma investiu tanta energia, recursos e audácia na batalha pelos corações e mentes dos jovens americanos quanto a StandWithUs". Diz-se que a organização tem "influência significativa tanto no Congresso quanto entre o público americano".
Em 2017, a colunista conservadora Bethany Mandel elogiou a SWU por ser o único grupo judaico nacional a expressar descontentamento com a decisão da JVP de apresentar Leila Khaled como palestrante em uma de suas conferências, e sugeriu que outros grupos seguissem o exemplo da SWU se quisessem manter a credibilidade.
A SWU tem uma forte presença nas redes sociais e seu conteúdo é amplamente compartilhado por contas pró-Israel. Ela tem sido elogiada por "lutar pelos direitos legais dos estudantes pró-Israel e municiá-los com fatos para se defenderem do antissemitismo, mantendo-se fiel aos seus valores liberais e continuando a defender a relação entre os EUA e Israel".
Steven M. Cohen, sociólogo e professor de política social judaica no Hebrew Union College, expressou preocupação com o impacto negativo da postura da SWU em relação a Israel. Ele acredita que, ao aderir a uma posição que apoia incondicionalmente tudo o que Israel diz, a organização corre o risco de impedir que Israel se beneficie de contribuições construtivas e de desencorajar os judeus estadunidenses de participarem em debates relacionados a Israel. Cohen enfatiza a importância de ter sionistas que façam ouvir suas vozes, vindos de diversas origens ideológicas, incluindo a extrema esquerda, bem como grupos de direita como o grupo extremista Hilltop Youth ("Juventude das Colinas"), para que se tenha sucesso na batalha de relações públicas. David Biale afirmou que uma abordagem paternalista piora a situação, pois impede que os alunos aprendam a se defender e os faz sentir como se estivessem sendo manipulados.
Em sua publicação de 2009, The Trial of Israel's Campus Critics ("O Julgamento dos Críticos de Israel nos Campus"), os acadêmicos David Theo Goldberg e Saree Makdisi afirmam que as trinta e três organizações que compõem a Israel on Campus Coalition (Coalizão Israel no Campus), incluindo a SWU, juntamente com o AIPAC, a Organização Sionista da América, o Congresso Judaico Americano e o Fundo Nacional Judaico, não estão interessadas nas "sutilezas da troca intelectual e do processo acadêmico" e que priorizam táticas como insinuações, acusações e difamação em vez de promover o diálogo intelectual e os processos acadêmicos ao responder a argumentos e críticas relacionados às políticas israelenses. A organização tem sido associada a uma tendência observada em várias organizações de direita e pró-Israel, que alguns percebem como uma tentativa de silenciar a dissidência nos campi universitários dos Estados Unidos.
Em 2014, o colunista israelense Bradley Burston, da revista Hartez, criticou a SWU pelo que considerou afirmações enganosas apresentadas como fatos em materiais usados pela organização para ensinar estudantes universitários sobre Israel. Na opinião dele, as alegações do grupo sobre a legalidade dos assentamentos e os motivos pelos quais Israel se recusa a ceder espaço aos palestinos para sua capital em Jerusalém eram, em sua visão, mentiras.
Segundo uma investigação da Inter Press Service em outubro de 2009, a SWU recebeu financiamento de uma "rede de financiadores que apoiam organizações acusadas de propaganda anti-muçulmana e de promover uma política externa israelense e estadunidense militante no Oriente Médio".
Em 2018, a Organização Sionista da América (ZOA) criticou a SWU por afirmar que Israel "apoia oficialmente a solução de dois Estados". A ZOA afirmou que Israel se opõe a um Estado palestino e classificou a alegação da SWU como "extremamente prejudicial" e uma "grave mentira".
O diplomata israelense Alon Pinkas classificou a abordagem da SWU como "excessivamente apologética", afirmando que "apresentar Israel como vítima da agressão árabe é impossível".
A SWU utilizou a política israelense de direitos LGBT para promover Israel entre os antissionistas, inclusive em uma turnê de 2005 que supostamente fazia parte de uma campanha governamental Brand Israel, o que levou a acusações de que Israel estaria praticando pinkwashing para desviar a atenção de suas violações de direitos humanos.
O cientista político Ian Lustick afirmou que a StandWithUs manipula estatísticas sobre a demografia palestina para apoiar a ocupação israelense e os assentamentos na Cisjordânia. O grupo também foi acusado de desumanizar os palestinos e retratá-los como terroristas.
A SWU concedeu o prêmio "Guardiões de Israel" a um indivíduo que, segundo relatos, interveio para defender clientes judeus de um ataque antissemita. Os dois homens acusados foram julgados e condenados a uma visita obrigatória ao Museu da Tolerância e a 80 horas de treinamento em sensibilidade cultural. Segundo um editor sênior do The Forward, não houve ataques antissemitas por parte dos ativistas pró-Palestina. Roz Rothstein expressou sua decepção com o veredito, afirmando que os dois homens mereciam pena de prisão.
A StandWithUs (SWU) tem atuado para construir uma opinião favorável ao estado de Israel junto a instituições de ensino superior, imprensa, formadores de opinião e autoridades brasileiras. Em seu primeiro ano de atividades no Brasil, seu diretor executivo, André Lajst, informou que a entidade havia promovido 111 palestras e aulas em 7 estados brasileiros, com um público total de 4341 pessoas.
Em 2023, a SWU firmou uma parceria com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), para discutir a questão do antissemitismo em escolas do ensino médio. Na divulgação da iniciativa, a Seduc-SP apresentou a StandWithUs Brasil como "instituição educacional sem fins lucrativos dedicada ao ensino de pessoas de todas as idades sobre Israel e o Oriente Médio, além do combate ao extremismo". A Seduc-SP enfatizou que as "atividades propostas pela parceria foram planejadas de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)" e que após "o piloto nas primeiras 100 escolas, a expectativa é ampliar e promover a extensão do projeto para que todas as escolas da rede paulista possam compartilhar dessa experiência".
Em 2024, a SWU promoveu, justamente com a Confederação Israelita do Brasil (CONIB) e a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), uma visita a Israel por parte de oito jornalistas de vários órgãos da mídia corporativa (CBN, TV Cultura, Canal Meio, Metrópoles, RedeTV, Valor Econômico e SBT), com o objetivo de "conhecer de perto a sociedade israelense e se inteirar da situação no país durante a guerra contra o Hamas".
Ainda em 2024, a SWU e a CONIB financiaram a viagem ("em caráter privado") de sete magistrados a Israel, incluindo o ministro André Mendonça do STF, 5 juízes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e um do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF-RJ). Segundo informaram as entidades, a realização destas viagens seria para "promover um melhor entendimento da realidade na região. Já levamos nesse programa dezenas de personalidades de vários setores do Brasil". Durante sua estadia em Israel, André Mendonça fez uma postagem na rede social X, com uma imagem alusiva aos reféns israelenses em poder do Hamas. A visita dos magistrados foi criticada pela Articulação Judaica de Esquerda, que declarou ser "inacreditável que uma ONG americana, conhecida no mundo todo pelo funcionamento agressivo, antidemocrático, e pelo seu próprio financiamento ser feito pelo governo israelense, esteja abertamente assediando os ministros da Suprema Corte do Brasil".
Em 2025, financiou uma viagem de 15 acadêmicos de diversas instituições (incluindo USP, UnB, Mackenzie, PUC-Minas, IBMEC-RJ, UFPB, UFABC, UEA, Unilab, UniBH, UERR, Unisinos, FMU, ECEME e UFPel) a Israel, o que foi motivo de críticas de entidades ligadas ao âmbito universitário e de defesa da causa palestina.
Também em 2025, a SWU repudiou uma fala do assessor especial da presidência, Celso Amorim, justificando a saída do Brasil da Aliança Internacional de Memória do Holocausto (IHRA) por "dificultar os esforços pela criação de um estado palestino e o reconhecimento de dois Estados em fronteiras seguras". Segundo a SWU, a "saída da IHRA, pelas razões expressadas, ignora a urgência de enfrentar o antissemitismo e de promover o ensino sobre o Holocausto em um país que vivencia um ressurgimento preocupante de ideologias extremistas". A SWU defende a definição de antissemitismo da IHRA.
Tarcísio de Freitas (que visitou Israel em 2024, juntamente com Ronaldo Caiado), participou em janeiro de 2026 de uma cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, a qual foi realizada na Congregação Israelita Paulista (CIP) e teve organização da própria CIP, da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e da StandWithUs Brasil. Na ocasião, Tarcísio declarou que "o Estado de São Paulo aderiu ao conceito de combate ao antissemitismo" e elogiou "jovens que defenderam o Estado judaico em conflitos armados".
o grupo de direita pró-Israel StandWithUs
firmou parceria com a StandWithUs, um grupo amplamente considerado como estando na extrema direita do espectro pró-Israel.
o grupo sionista de direita StandWithUs
O StandWithUs, um grupo de direita e pró-Israel que celebrou seu 10º aniversário em janeiro...
StandWithUS é um grupo de direita de apoio a Israel, com sede nos EUA.
In stark contract the right-wing lobby—which includes...StandWithUs...is very hawkish, skeptical of the value of diplomacy and negotiation, suspicious of engagement, and opposed to Israeli concessions to its enemies. It embraces the use of military force and believes that it should be applied ruthlessly and devastatingly when necessary. Above all, it supports Israel's control of the West Bank and opposes a division of Jerusalem and the establishment of a Palestinian state. The right-wing lobby tends to regard the Palestinians not as potential partners for peace, but as implacable foes of Israel.