A teaflavina é um polifenol antioxidante de tonalidade vermelho-alaranjada gerado exclusivamente através da oxidação enzimática das catequinas presentes nas folhas da Camellia sinensis, atuando como o principal determinante da cor, do corpo adstringente e do perfil aromático que definem o chá preto de alta qualidade. Do ponto de vista químico, esta classe de flavonoides com estrutura de benzotropolona — que engloba compostos como a teaflavina-3-galato e a teaflavina-3,3'-digalato — resulta da dimerização oxidativa entre a epicatequina e a epigalocatequina sob a ação direta da enzima oxidase de polifenol durante a fase de secagem e maturação. No âmbito biomédico e nutracêutico, as teaflavinas destacam-se pela sua elevadíssima bioatividade celular, demonstrando uma capacidade superior na neutralização de espécies reativas de oxigénio, no combate ao stress oxidativo e na inibição da oxidação de lipoproteínas de baixa densidade (LDL), o que previne a formação de placas ateroscleróticas e otimiza a função endotelial e a saúde cardiovascular sistémica. Adicionalmente, investigações clínicas e farmacológicas recentes associam o consumo regular e a suplementação deste composto à modulação positiva de vias inflamatórias, à regulação da absorção lipídica e da homeostase da glicose no trato gastrointestinal — conferindo propriedades antiobesogénicas e antidiabéticas —, bem como a um potencial efeito neuroprotetor e antiviral, consolidando o extrato padronizado de teaflavina como uma matéria-prima de eleição no desenvolvimento de alimentos funcionais e terapias naturais preventivas.