Ted Koppel

Ted Koppel
Koppel em 2017
Conhecido(a) porNightline (1980–2005)
Nascimento
Edward James Martin Koppel

8 de fevereiro de 1940 (86 anos)

Nelson, Lancashire, Inglaterra
Nacionalidade Estados Unidos
CônjugeGrace Anne Dorney
Filho(a)(s)4, incluindo Andrea Koppel
Alma materUniversidade de Syracuse (Bacharelado em Ciências)
Universidade Stanford (Mestrado em Artes)
OcupaçãoJornalista, âncora de telejornal e escritor
Período de atividade1963–presente

Edward James Martin Koppel (nascido em 8 de fevereiro de 1940) é um jornalista de televisão norte-americano, mais conhecido por ter sido o apresentador do Nightline desde a estreia do programa, em 1980, até 2005.

Antes do Nightline, passou 20 anos como jornalista e apresentador de telejornais da ABC. Após assumir a apresentação do Nightline, passou a ser considerado um dos mais destacados entrevistadores do jornalismo televisivo dos Estados Unidos. Cinco anos após sua estreia, em 1980, o programa alcançava uma audiência noturna de aproximadamente 7,5 milhões de telespectadores.

Após deixar o Nightline, Koppel atuou como editor-chefe do Discovery Channel, analista de notícias da NPR e do BBC World News America, além de colaborador do Rock Center with Brian Williams. Desde 2016, atua como colaborador sênior do CBS News Sunday Morning. Sua carreira como correspondente internacional e diplomático lhe rendeu inúmeros prêmios, incluindo nove concedidos pelo Overseas Press Club e mais de 50 Emmy Awards.

Primeiros anos e educação

Edward James Martin Koppel, filho único, nasceu em Nelson, Lancashire, na Inglaterra. Seus pais eram judeus alemães que fugiram da Alemanha após a ascensão de Adolf Hitler e do nazismo. Na Alemanha, seu pai, Erwin Koppel, era diretor-gerente da Gummi-Peter, uma fabricante de pneus. Com o objetivo de estimular a economia britânica, o Home Secretary convidou-o a estabelecer uma fábrica em Lancashire, na Inglaterra. Quando a guerra eclodiu na Europa em 1939, o pai de Koppel foi declarado um estrangeiro inimigo e permaneceu internado na Ilha de Man por aproximadamente um ano.

Koppel nasceu em 1940, pouco antes da internação de seu pai. Para sustentar o filho recém-nascido, sua mãe vendeu suas joias pessoais. Após ser libertado do internamento, o pai de Koppel não recebeu autorização para voltar a trabalhar na Inglaterra.[carece de fontes]? No final da década de 1940 e no início da década de 1950, Erwin Koppel moveu ações na Justiça alemã para obter reparações, recuperando parte dos bens confiscados pelos nazistas. Após o fim da guerra, a família decidiu emigrar para os Estados Unidos.

Enquanto viveu na Inglaterra, Ted Koppel estudou na Abbotsholme School, em Derbyshire. Em 1953, aos 13 anos de idade, imigrou com a família para os Estados Unidos, onde sua mãe, Alice, tornou-se cantora e pianista, enquanto seu pai, Erwin, abriu uma fábrica de pneus. O herói de infância de Koppel foi o radialista Edward R. Murrow, cujas reportagens factuais durante a Blitz em Londres o inspiraram a seguir a carreira de jornalista. Os bombardeios de Londres terminaram quando Koppel tinha apenas 16 meses de idade.

Após estudar na McBurney School, uma instituição preparatória privada de Nova Iorque, Koppel ingressou na Universidade de Syracuse, graduando-se aos 20 anos com um Bacharelado em Ciências. Foi membro do capítulo Alpha Chi da fraternidade Pi Kappa Alpha. Um de seus colegas de quarto recordou que Koppel "era incrivelmente focado e tinha memória fotográfica. Ele se lembra de praticamente todas as conversas que já teve com qualquer pessoa. E o homem nunca precisa dormir".

Posteriormente, ingressou na Universidade Stanford, onde obteve o grau de Master of Arts em pesquisa em comunicação de massa e ciência política. Durante seus estudos em Stanford, conheceu sua futura esposa, Grace Anne Dorney.

Carreira

Início da carreira

Koppel como correspondente diplomático da ABC News, em 1976

Koppel teve uma breve passagem como professor antes de ser contratado como copyboy do The New York Times e redator da WMCA Radio, em Nova Iorque. Em junho de 1963, tornou-se o mais jovem correspondente já contratado pela ABC Radio News, trabalhando no programa diário Flair Reports. Sua cobertura do assassinato de John F. Kennedy em 1963, ao lado de Charles Osgood, chamou a atenção da audiência nacional de notícias. Estava escalado para apresentar uma breve reportagem, mas um atraso durante a crise o obrigou a improvisar no ar durante uma hora e meia.

Em 1964, cobriu a primeira de várias convenções nacionais de indicação presidencial. Também passou a acompanhar o movimento dos direitos civis em Selma, Alabama. Os dirigentes da ABC ficaram impressionados com sua capacidade de explicar temas complexos em linguagem simples. Em 1966, tornou-se correspondente da ABC News na Guerra do Vietnã, transferindo-se do rádio para a televisão nacional. Aceitou a missão somente depois que a emissora concordou em enviar sua esposa e os dois filhos do casal para Hong Kong, permitindo que permanecessem próximos. Antes da viagem, fez um curso para aprender a língua vietnamita.

Retornou em 1968 para cobrir a campanha presidencial de Richard Nixon, tornando-se posteriormente chefe do escritório da ABC em Hong Kong e correspondente junto ao Departamento de Estado dos Estados Unidos, período em que desenvolveu uma amizade com Henry Kissinger. Segundo o assessor presidencial John Ehrlichman, a amizade entre Koppel e Kissinger devia-se, em parte, às semelhanças entre suas trajetórias pessoais, já que ambos eram filhos de refugiados judeus e emigraram para os Estados Unidos ainda jovens.

Koppel integrou a comitiva que acompanhou o presidente Richard Nixon à China em 1972. Posteriormente, comentou a viagem na série documental Assignment: China, produzida pelo Instituto EUA–China da Universidade do Sul da Califórnia, dedicada à cobertura da China pela imprensa norte-americana. Koppel comparou a viagem a uma "jornada ao lado oculto da Lua". Em 1975, passou a apresentar a edição de sábado do ABC Evening News, mantendo simultaneamente suas reportagens para a ABC Radio.

Koppel frequentemente cobria conferências internacionais promovidas pelo Departamento de Estado, como as viagens que fez com Kissinger ao Egito e a Israel em 1975. Sobre Kissinger, declarou: "Tenho grande admiração por Henry. Ele possui uma inteligência extraordinária. Meia hora com ele me proporciona uma compreensão melhor de uma questão de política externa do que horas de conversa com outras pessoas."

Em meados da década de 1970, Koppel interrompeu sua carreira por um ano para permanecer em casa com os filhos enquanto sua esposa concluía seus estudos na Faculdade de Direito da Universidade de Georgetown. A decisão desagradou ao presidente da ABC News, Roone Arledge, que o rebaixou do cargo de apresentador quando retornou à emissora.

Em abril de 1979, foi o principal repórter da série especial em onze partes Second to None?, dedicada a explicar os perigos de uma guerra nuclear. Koppel realizou sua própria pesquisa e pretendia apresentar "um tema complexo a um público que no passado não lhe deu muita atenção, mas que precisará fazê-lo no futuro... caso exista um futuro". Pela série, recebeu o Alfred I. duPont–Columbia University Award.

Apresentador do Nightline

Em 1980, Koppel tornou-se conhecido por seu trabalho como apresentador do telejornal noturno Nightline. O programa teve origem como uma série de reportagens especiais sobre a Crise dos reféns no Irã, que durou 444 dias, durante a qual militantes iranianos mantiveram 52 norte-americanos em cativeiro a partir do início de novembro de 1979. Inicialmente, o programa chamava-se The Iran Crisis: America Held Hostage e era apresentado por Frank Reynolds. Posteriormente, Koppel passou a dividir a apresentação com Reynolds. Em março de 1980, o programa foi reformulado e passou a se chamar Nightline, tendo Koppel como seu apresentador. Koppel permaneceu à frente do programa por 25 anos, deixando a ABC e o Nightline no final de novembro de 2005.

Enquanto apresentava o Nightline, Koppel também comandou uma série de programas especiais intitulada Viewpoint, iniciada em 1981 e dedicada à crítica e à análise da mídia.O programa foi idealizado pelo vice-presidente da ABC News, George Watson, como uma forma de discutir possíveis percepções de parcialidade na cobertura jornalística da emissora. Transmitido diante de uma plateia, oferecia ao público a oportunidade de questionar a forma como as notícias eram apresentadas e de criticar o jornalismo televisivo. O Viewpoint foi exibido de forma esporádica entre 1981 e 1997.

Alguns grupos liberais afirmaram que Koppel servia como porta-voz do ponto de vista do governo e o acusaram de favorecer convidados conservadores ao selecionar os participantes do programa. No final da década de 1980, a organização progressista de crítica da mídia Fairness and Accuracy in Reporting (FAIR) alegou que formuladores de políticas públicas e ex-integrantes do governo dominavam a lista de convidados do Nightline, enquanto críticos da política externa recebiam menos espaço. Em 1987, a revista Newsweek descreveu Koppel como o "jornalista por excelência do establishment". Koppel respondeu: "Somos governados pelo presidente, seu gabinete e sua equipe. São eles os responsáveis por nossa política externa, e são eles com quem quero conversar".

Em 1990, Koppel entrevistou Nelson Mandela em um programa realizado no formato de uma reunião pública (town hall meeting) norte-americana. Ainda em 1990, a ABC News exibiu o especial de uma hora The Best of Nightline with Ted Koppel.

Em 1997, Nate Thayer, jornalista da Far Eastern Economic Review que entrevistou Pol Pot pouco antes da morte deste, afirmou que Koppel e a ABC News haviam firmado um contrato verbal garantindo à emissora os direitos exclusivos para a América do Norte sobre o uso das imagens do julgamento-espetáculo de Pol Pot, gravadas por Thayer e pelo cinegrafista David McKaige, da Asiaworks Television, para o Nightline. Segundo Thayer, a ABC violou o acordo ao publicar capturas de tela das imagens no ABCNews.com, uma vez que o site era acessível em todo o mundo, embora o vídeo completo não tenha sido disponibilizado.

Ted Koppel na 62.ª edição dos Prêmios Peabody

Em 22 de novembro de 2005, Koppel deixou a apresentação do Nightline após 25 anos no programa e encerrou sua trajetória de 42 anos na ABC. Sua última edição do Nightline não exibiu uma retrospectiva com entrevistas marcantes e momentos memoráveis de sua carreira, como costuma ocorrer quando um apresentador se aposenta. Em vez disso, reapresentou uma edição de 1995 do programa contendo as entrevistas de Koppel com o professor aposentado de sociologia da Universidade Brandeis, Morrie Schwartz, que estava morrendo de esclerose lateral amiotrófica.

Em 24 de março de 2020, Koppel participou como convidado do Nightline para comemorar o 40.º aniversário do programa, ocasião em que falou sobre como ele e sua esposa estavam enfrentando a pandemia de COVID-19.

Carreira após a ABC

Koppel em 2008

Após deixar o Nightline, Koppel passou a desempenhar diversas funções em diferentes meios de comunicação:

Honrarias e prêmios

Koppel retorna regularmente à Universidade de Syracuse como palestrante convidado. Foi integrante da WAER, emissora de rádio administrada por estudantes, e mantém contato com os veículos de comunicação estudantis da universidade. Também é membro da fraternidade Pi Kappa Alpha.

Prêmios Emmy

Koppel recebeu 53 Prêmios Emmy, entre eles:

Vida pessoal

Koppel é casado com Grace Anne (nascida Dorney). Tornou-se cidadão norte-americano naturalizado em 1963. O casal tem quatro filhos: Andrea (ex-jornalista), Deirdre, Andrew e Tara.Andrew Koppel foi encontrado morto em um apartamento na cidade de Nova Iorque em 31 de maio de 2010, supostamente após um dia inteiro de consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Um exame toxicológico realizado após sua morte identificou a presença de drogas ilícitas. Além do inglês, sua língua materna, Koppel fala alemão e francês.

Koppel é amigo de longa data do ex-secretário de Estado Henry Kissinger. Ambos emigraram para os Estados Unidos ainda na infância. Ao lado do também ex-secretário de Estado Alexander Haig, Kissinger foi o convidado mais frequente do Nightline. Em uma entrevista concedida em 1989, Koppel afirmou: "Henry Kissinger é, pura e simplesmente, o melhor secretário de Estado que tivemos nos últimos 20, talvez 30 anos — certamente um dos dois ou três maiores secretários de Estado do nosso século". Acrescentou ainda: "Tenho orgulho de ser amigo de Henry Kissinger. Ele é um homem extraordinário. Este país perdeu muito por não tê-lo em uma posição de influência e autoridade".

Em 1993, Koppel e sua esposa pagaram US$ 2,7 milhões por uma propriedade de 16 acres com vista para o Rio Potomac, em Potomac, Maryland. Posteriormente, o casal moveu uma ação judicial para obrigar os vizinhos a cumprir um acordo que limitava a área das residências do bairro a 3.048 metros quadrados.

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Ligações externas