Capa da edição do The Times de 4 de dezembro de 1788 | |
| Periodicidade | Diário |
|---|---|
| Tipo | Jornal nacional diário |
| Formato | Compacto |
| Sede | The News Building, 1 London Bridge Place, Londres |
| País | Reino Unido |
| Fundação | 1 de janeiro de 1785, como The Daily Universal Register |
| Proprietário | News UK |
| Editor | Tony Gallagher |
| Idioma | Inglês |
| Circulação | 365.880, em março de 2020 |
| Publicações irmãs | The Sunday Times |
| ISSN | 0140-0460 |
| OCLC | OCLC 61565875 |
| Website | thetimes.com |
The Times é um jornal nacional diário britânico com sede em Londres. Começou a circular em 1785 com o título The Daily Universal Register, adotando o nome atual em 1 de janeiro de 1788. The Times e seu jornal irmão, The Sunday Times, fundado em 1821, são publicados pela Times Media, subsidiária da News UK desde 1981, por sua vez integralmente controlada pela News Corp. The Times e The Sunday Times foram fundados de forma independente e têm o mesmo proprietário desde 1966. No Reino Unido, The Times é um jornal de referência.
The Times foi o primeiro jornal a usar esse nome e inspirou muitos outros periódicos em diferentes países. Em lugares onde esses outros títulos têm ampla circulação, o jornal britânico também é chamado de The London Times ou The Times of London, embora tenha alcance e distribuição nacionais.
Em março de 2020, The Times tinha circulação média diária de 365.880 exemplares. No mesmo período, The Sunday Times tinha circulação média semanal de 647.622. Em junho de 2025, os dois jornais tinham 640.000 assinantes digitais pagantes, número que chegava a 740.000 com a inclusão dos assinantes da edição impressa. No exercício de junho de 2024 a junho de 2025, a Times Media, empresa controladora de The Times e The Sunday Times, registrou aumento de 13% no lucro antes dos impostos, para £ 69,2 milhões (US$ 92,7 milhões), lucro operacional de £ 73,3 milhões (US$ 102,2 milhões) e crescimento de 2% na receita, para £ 390,7 milhões (US$ 523,5 milhões). Uma edição norte-americana de The Times é publicada desde 6 de junho de 2006 e circula principalmente nas regiões metropolitanas de Nova Iorque e Washington, D.C.. Um arquivo histórico completo do jornal digitalizado, até 2019, está disponível on-line pela Gale Cengage Learning. The Times e The Sunday Times lançaram em 2020 sua própria estação de rádio, a Times Radio. A programação cobre notícias e política do Reino Unido e do exterior e, no fim de 2024, tinha alcance médio semanal de 604.000 ouvintes.

The Times foi fundado por John Walter (1738–1812) em 1 de janeiro de 1785 com o nome de The Daily Universal Register, e Walter atuou como editor. Walter havia perdido o emprego no fim de 1784 depois que a seguradora onde trabalhava faliu em razão das perdas causadas por um furacão na Jamaica. Desempregado, iniciou um novo empreendimento. Nessa época, Henry Johnson inventou a logografia, sistema de composição tipográfica que prometia ser mais rápido e preciso por incluir tipos para palavras comuns e grupos de letras. Três anos depois, porém, o método se mostrou menos eficiente do que o anunciado. Walter comprou a patente e abriu uma gráfica para produzir livros por esse processo. A primeira edição de The Daily Universal Register saiu em 1 de janeiro de 1785. Depois de 940 edições, Walter mudou o título para The Times, em 1 de janeiro de 1788. Em 1803, Walter transferiu a propriedade e a editoria ao filho, também chamado John Walter. Os esforços pioneiros do Walter mais velho para obter notícias do continente europeu, em especial da França, ajudaram a construir a reputação do jornal entre formuladores de políticas e financistas, apesar de ele ter passado dezesseis meses na Prisão de Newgate por difamações publicadas em The Times.
The Times recorreu a colaborações de figuras da política, ciência, literatura e artes para ampliar sua reputação. Em grande parte de seus primeiros anos, os lucros eram muito altos e a concorrência, pequena, o que permitia pagar muito mais do que os rivais por informações e colaboradores. A partir de 1814, o jornal passou a ser impresso na nova prensa cilíndrica movida a vapor desenvolvida por Friedrich Koenig (1774–1833). Em 1815, The Times tinha circulação de 5.000 exemplares. A tiragem chegou a 9.800 em 1837 e a 51.200 em 1854.
Thomas Barnes foi nomeado editor-geral em 1817. No mesmo ano, o impressor do jornal, James Lawson, morreu e deixou a empresa para o filho, John Joseph Lawson (1802–1852). Sob Barnes e seu sucessor, John Thadeus Delane, que assumiu em 1841, a projeção de The Times cresceu muito, sobretudo na política e na Cidade de Londres. Peter Fraser e Edward Sterling foram dois de seus jornalistas conhecidos e renderam ao jornal o apelido pomposo e satírico de "The Thunderer", derivado da frase "We thundered out the other day an article on social and political reform". O aumento da circulação e do peso do jornal deveu-se em parte à adoção precoce da prensa rotativa a vapor. A distribuição por trens a vapor para centros urbanos em rápido crescimento ajudou a sustentar sua rentabilidade e sua expansão.

The Times esteve entre os primeiros jornais a enviar correspondentes de guerra para cobrir conflitos específicos. William Howard Russell, correspondente do jornal junto ao Exército durante a Guerra da Crimeia, teve grande repercussão com os despachos enviados à Inglaterra.
The Times enfrentou dificuldades financeiras em 1890 sob Arthur Fraser Walter, mas foi recuperado pelo enérgico editor Charles Frederic Moberly Bell. Durante sua gestão, de 1890 a 1911, o jornal participou da venda da Encyclopædia Britannica por meio de métodos agressivos de marketing norte-americano introduzidos por Horace Everett Hooper e seu executivo de publicidade, Henry Haxton. Litígios entre os dois proprietários da Britannica, Hooper e Walter Montgomery Jackson, levaram The Times a romper essa ligação em 1908. O jornal foi então comprado pelo magnata da imprensa Alfred Harmsworth, mais tarde lorde Northcliffe.
Em editoriais publicados em 29 e 31 de julho de 1914, Wickham Steed, editor-chefe de The Times, defendeu a entrada do Império Britânico na Primeira Guerra Mundial. Em 8 de maio de 1920, ainda sob a editoria de Steed, The Times tratou em editorial a falsificação antissemita Protocolos dos Sábios de Sião como documento autêntico e chamou os judeus de maior perigo do mundo. No texto intitulado "The Jewish Peril, a Disturbing Pamphlet: Call for Inquiry", Steed escreveu sobre os Protocolos dos Sábios de Sião:
"O que são esses 'Protocolos'? São autênticos? Se são, que assembleia malévola concebeu esses planos e se comprazia em expô-los? São uma falsificação? Se são, de onde vem essa inquietante nota de profecia, profecia em parte cumprida e, em parte, até agora em caminho de se cumprir?"
No ano seguinte, Philip Graves, correspondente de The Times em Constantinopla, atual Istambul, demonstrou que os Protocolos eram uma falsificação, e The Times retratou o editorial do ano anterior.
Em 1922, John Jacob Astor, filho do 1.º Visconde Astor, comprou The Times do espólio de Northcliffe. O jornal ganhou certa notoriedade na década de 1930 por defender a política de apaziguamento com a Alemanha. O editor Geoffrey Dawson mantinha relações estreitas com defensores governistas do apaziguamento, em especial Neville Chamberlain. Relatos francos enviados de Berlim por Norman Ebbutt, nos quais ele alertava para o belicismo nazista, eram reescritos em Londres para sustentar essa política.
Kim Philby, agente duplo cuja principal lealdade era à União Soviética, foi correspondente do jornal na Espanha durante a Guerra Civil Espanhola, no fim da década de 1930. Philby era admirado pela coragem em obter reportagens de alta qualidade na linha de frente do conflito. Mais tarde, ingressou no Serviço Secreto de Inteligência britânico, o MI6, durante a Segunda Guerra Mundial, foi promovido a cargos superiores depois da guerra e desertou para a União Soviética em 1963, quando sua descoberta se tornou inevitável.

Entre 1941 e 1946, o historiador britânico de esquerda E. H. Carr foi editor-assistente. Carr ficou conhecido pelo tom fortemente pró-soviético de seus editoriais. Em dezembro de 1944, quando houve combates em Atenas entre a organização comunista grega ELAS e o Exército Britânico, Carr tomou partido dos comunistas em um editorial de The Times. Winston Churchill condenou Carr e o texto em discurso na Câmara dos Comuns do Reino Unido. Em razão do editorial de Carr, The Times passou a ser chamado popularmente, nessa fase da Segunda Guerra Mundial, de "Daily Worker de três pence", pois o Daily Worker, do Partido Comunista, custava um penny.

Em 3 de maio de 1966, o jornal voltou a imprimir notícias na primeira página. Antes disso, a capa era dedicada a pequenos anúncios, em geral voltados às classes mais abastadas da sociedade britânica. Também em 1966, o brasão real, presente no cabeçalho do jornal desde sua fundação, foi abandonado. No mesmo ano, membros da Família Astor venderam o jornal ao magnata editorial canadense Roy Thomson. A Thomson Corporation colocou The Times e The Sunday Times sob o mesmo controle, formando a Times Newspapers Limited.
Uma disputa trabalhista levou a administração a suspender a publicação do jornal por quase um ano, de 1 de dezembro de 1978 a 12 de novembro de 1979.
A administração da Thomson Corporation tinha dificuldades para manter a empresa em meio à crise energética de 1979 e às reivindicações sindicais. Procurou então um comprador capaz de garantir a continuidade dos dois títulos, com recursos e compromisso para financiar a adoção de métodos modernos de impressão.
Entre os interessados estavam Robert Maxwell, Tiny Rowland e Lord Rothermere. Apenas um comprador, porém, tinha condições de atender a todas as exigências da Thomson: o empresário australiano Rupert Murdoch. Robert Holmes à Court, outro empresário australiano, já havia tentado comprar The Times em 1980.
Em 1981, Murdoch, por meio da News International, comprou The Times e The Sunday Times da Thomson. A aquisição ocorreu depois de três semanas de negociações intensas com os sindicatos, conduzidas pela empresa por John Collier e Bill O'Neill. Murdoch assumiu compromissos legais de manter recursos jornalísticos separados para os dois títulos. O brasão real voltou ao cabeçalho por volta dessa época. Antes, o jornal usava as armas do monarca reinante. A partir de então, passou a usar as da Casa de Hanôver, dinastia que ocupava o trono quando o jornal foi fundado.
Depois de 14 anos como editor, William Rees-Mogg renunciou quando a mudança de propriedade foi concluída. Murdoch nomeou Harold Evans como substituto e começou a alterar o jornal. Entre as mudanças estavam a introdução de nova tecnologia e medidas de eficiência. Entre março de 1981 e maio de 1982, após um acordo com os sindicatos gráficos, o processo de composição a quente por linotipo, usado na impressão de The Times desde o século XIX, foi gradualmente abandonado e substituído por entrada de texto em computador e fotocomposição. Com isso, The Times e The Sunday Times conseguiram reduzir pela metade o número de funcionários nas oficinas de impressão. A digitação direta dos textos pelos jornalistas, porém, ainda não havia sido implantada. A solução continuou provisória até a disputa de Wapping, em 1986, quando The Times deixou New Printing House Square, em Gray's Inn Road, perto de Fleet Street, e se transferiu para novos escritórios em Wapping.
Robert Fisk, eleito sete vezes Jornalista Internacional Britânico do Ano, renunciou ao cargo de correspondente estrangeiro em 1988 por considerar que seu artigo sobre o abatimento do Voo Iran Air 655, em julho daquele ano, sofrera "censura política". Mais tarde, escreveu detalhadamente sobre os motivos de sua saída, citando interferências em suas reportagens e a posição pró-Israel do jornal.
Em junho de 1990, The Times abandonou a prática de empregar títulos de cortesia, como "Mr", "Mrs" ou "Miss", antes do nome completo de pessoas vivas na primeira menção, embora continuasse a usá-los antes do sobrenome nas menções seguintes. Em 1992, passou a aceitar "Ms" para mulheres solteiras "se elas expressarem preferência".
Em novembro de 2003, a News International começou a produzir o jornal nos formatos standard e tabloide. No ano seguinte, a edição standard foi retirada da Irlanda do Norte, da Escócia e do sudoeste da Inglaterra. Desde 1 de novembro de 2004, o jornal é impresso exclusivamente no formato tabloide.
Em 6 de junho de 2005, The Times reformulou sua página de cartas e deixou de imprimir o endereço postal completo dos correspondentes. As cartas publicadas eram havia muito tratadas como um dos componentes centrais do jornal. No editorial "From Our Own Correspondents", a mudança foi justificada pela necessidade de abrir espaço para mais cartas na página.
Em uma reunião de 2007 com o comitê de comunicações da Câmara dos Lordes, que investigava a propriedade dos meios de comunicação e as notícias, Murdoch afirmou que a lei e o conselho independente o impediam de exercer controle editorial.
Em maio de 2008, a impressão de The Times foi transferida de Wapping para novas instalações em Waltham Cross, no condado de Hertfordshire, e em Merseyside e Glasgow. A mudança permitiu, pela primeira vez, a impressão de todas as páginas em cores.
Em 26 de julho de 2012, para coincidir com o início oficial dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012 e com a publicação de capas comemorativas, The Times acrescentou o sufixo "of London" ao cabeçalho.[carece de fontes]
Em março de 2016, o jornal abandonou a cobertura digital contínua e passou a publicar "edições" às 9h, ao meio-dia e às 17h nos dias úteis. A mudança também trouxe uma reformulação do aplicativo para smartphones e tablets.
Em abril de 2018, a Independent Press Standards Organisation (IPSO) acolheu uma reclamação contra The Times por sua cobertura de uma audiência judicial em um caso de acolhimento familiar em Tower Hamlets.
Em abril de 2019, o secretário da Cultura Jeremy Wright afirmou estar inclinado a aceitar um pedido da News UK para flexibilizar os compromissos legais assumidos em 1981, que determinavam a manutenção de recursos jornalísticos separados para The Times e The Sunday Times.
Em 2019, a IPSO acolheu reclamações contra The Times pelo artigo "GPS data shows container visited trafficking hotspot" e por três matérias de uma série sobre a poluição nos cursos d'água britânicos, "No river safe for bathing", "Filthy Business" e "Behind the story". A organização também acolheu reclamações em 2019 contra os textos intitulados "Funding secret of scientists against hunt trophy ban" e "Britons lose out to rush of foreign medical students".
Também em 2019, The Times publicou uma matéria sobre o imã Abdullah Patel que afirmava, de forma incorreta, que Patel havia responsabilizado Israel pelo assassinato, em 2003, de um policial britânico por um suspeito de terrorismo em Manchester. O texto também dizia, erroneamente, que Patel dirigia uma escola primária criticada pela Ofsted por separar os pais em eventos, prática que a agência teria considerado contrária aos "princípios democráticos britânicos". The Times encerrou a ação por difamação movida por Patel ao publicar um pedido de desculpas e oferecer indenização e pagamento das despesas jurídicas. O advogado de Patel, Zillur Rahman, disse que o caso "evidencia o nível chocante de jornalismo ao qual a comunidade muçulmana é frequentemente submetida".
Em 2019, The Times publicou o artigo "Female Circumcision is like clipping a nail, claimed speaker". A matéria trazia uma fotografia de Sultan Choudhury ao lado da manchete, levando alguns leitores a concluir incorretamente que Choudhury fizera a declaração. Ele apresentou uma reclamação à IPSO e processou The Times por difamação. Em 2020, o jornal pediu desculpas, alterou o artigo e concordou em pagar a Choudhury indenização e custos jurídicos. O advogado Nishtar Saleem afirmou: "Este é outro exemplo de jornalismo irresponsável. Publicar trechos sensacionalistas em um 'site gratuito' enquanto se esconde o artigo completo atrás de uma barreira de pagamento é um jogo perigoso".
Em dezembro de 2020, o grupo de defesa dos direitos humanos Cage e Moazzam Begg, ex-detento de Guantánamo, receberam £ 30.000, além das despesas, em uma ação por difamação movida contra The Times. Em junho daquele ano, uma reportagem do jornal havia dado a entender que Cage e Begg apoiavam um homem preso em relação a um ataque com faca em Reading, no condado de Berkshire, no qual três homens foram assassinados. O texto também sugeria que Cage e Begg desculpavam as ações do acusado ao mencionar erros cometidos pela polícia e por outras pessoas. Além de pagar a indenização, The Times publicou um pedido de desculpas. Cage declarou que o valor seria usado para "expor a islamofobia patrocinada pelo Estado e aqueles na imprensa que são cúmplices dela. [...] O império de imprensa de Murdoch apoiou ativamente elementos xenófobos e enfraqueceu princípios de sociedade aberta e responsabilização. [...] Continuaremos a lançar luz sobre criminosos de guerra, apologistas da tortura e magnatas da imprensa que atiçam as chamas do ódio".
Em janeiro de 2025, The Times foi obrigado a corrigir uma matéria falsa sobre vendas de veículos elétricos depois que uma reclamação à IPSO foi acolhida.
Em 28 de outubro de 2025, The Times publicou uma matéria que afirmava falsamente trazer declarações do ex-prefeito da cidade de Nova Iorque Bill de Blasio sobre o candidato à prefeitura Zohran Mamdani. O artigo foi excluído duas horas depois da publicação. Mais tarde, descobriu-se que o entrevistado era Bill DeBlasio, importador de vinhos residente em Huntington Station, no estado de Nova Iorque. DeBlasio usou o ChatGPT para gerar uma resposta ao primeiro e-mail do repórter e concedeu a entrevista pelo interfone com câmera Ring de sua casa. Em 30 de outubro, a revista The Nation publicou um artigo do ex-prefeito de Blasio sobre o episódio. Ele deu algum crédito ao repórter por ter se desculpado diretamente, mas manifestou preocupação com o estado do jornalismo "em uma era hiperpartidária na qual os padrões de objetividade e decência estão se deteriorando semana após semana".
Em maio de 2026, um relatório da Anistia Internacional concluiu que The Times, ao lado de outros grandes jornais diários, The Daily Telegraph, The Guardian e The Sun, havia ampliado de forma substancial o movimento antitransgênero britânico. A análise apontou que, do fim da década de 2010 em diante, a cobertura se tornou cada vez mais negativa, apresentando pessoas transgênero como "envolvidas em controvérsias, exigentes ou agressivas e propensas a se ofender". A pesquisa também concluiu que vozes transgênero estavam em grande parte ausentes das reportagens, enquanto o peso dado a figuras e grupos antitransgênero era ampliado. O relatório concluiu que houve uma campanha coordenada, prolongada por anos, para influenciar os meios de comunicação e produzir sentimento antitransgênero.
The Times dedica a primeira metade do jornal às notícias. A seção Opinion/Comment começa depois do primeiro bloco de notícias, seguida normalmente pelas notícias internacionais. The Register, que reúne obituários, a seção Court & Social e material relacionado, vem depois das páginas de negócios, na abertura central. A seção de esportes fica no fim do caderno principal.
O principal suplemento diário de The Times é o times2, que reúne diferentes colunas. Ele foi encerrado no começo de março de 2010, mas voltou em 12 de outubro daquele ano após a recepção negativa ao fim do suplemento. Entre suas seções regulares está a página de passatempos Mind Games. A encarnação anterior do suplemento havia começado em 5 de setembro de 2005. Antes, ele se chamava T2 e, anteriormente, Times 2. O suplemento traz matérias sobre artes e estilo de vida, programação de televisão e rádio e críticas de teatro. The Times emprega Richard Morrison como crítico de música clássica.
The Game acompanha o jornal às segundas-feiras e detalha o futebol do fim de semana, cobrindo a Premier League, a EFL Championship, a League One e a League Two. A edição escocesa de The Game também traz resultados e análises das partidas da Scottish Premiership. Durante a Copa do Mundo FIFA e o Campeonato Europeu de Futebol, o suplemento é publicado diariamente.
A edição de sábado de The Times reúne diferentes suplementos.
De 5 de julho de 2003, edição 67.807, até depois de 17 de janeiro de 2009, edição 69.535, as edições de sábado vinham com a revista semanal TheKnowledge. Ela apresentava a programação da semana seguinte, do sábado até a sexta-feira, compilada pela PA Arts & Leisure, parte da Press Association Ltd. Entre os slogans e chamadas de capa estavam "Your pocket guide to what's on in London", "The World's Greatest City, Cut Down To Size" e "Your critical guide to the cultural week". O suplemento foi definido como "um guia semanal de entretenimento sobre o que ver e o que deixar passar".
Os suplementos foram relançados em 24 de janeiro de 2009 com os títulos Sport, Saturday Review, dedicado a artes, livros, programação de televisão e ideias, Weekend, com viagens e estilo de vida, Playlist, guia de entretenimento, e The Times Magazine, com colunas sobre diferentes temas.
The Times Magazine publica colunas sobre temas como celebridades, moda e beleza, comida e bebida, casas e jardins ou relatos dos próprios autores. Entre os colaboradores estão Giles Coren, escolhido Food and Drink Writer of the Year em 2005, e Nadiya Hussain, vencedora de The Great British Bake Off.
The Times e The Sunday Times lançaram em março de 2020 o podcast diário de notícias Stories of Our Times, produzido em parceria com a Wireless Studios. O programa aprofunda notícias e reportagens publicadas pelos dois jornais e teve Manveen Rana como sua apresentadora principal desde o lançamento. Em 19 de março de 2024, o podcast passou a se chamar The Story, com Manveen Rana e Luke Jones como apresentadores. O programa é publicado sete dias por semana.
The Times e The Sunday Times mantêm presença on-line desde 1996. No início, os endereços eram the-times.co.uk e sunday-times.co.uk. Depois passaram a timesonline.co.uk e thetimes.co.uk. Os dois jornais são hospedados em thetimes.com. Há versões para iOS e Android no mesmo aplicativo, The Times: UK & World News. Os dois títulos também estão disponíveis no aplicativo Classic, criado apenas para tablets. Desde julho de 2010, a News UK exige que leitores sem assinatura da edição impressa paguem £ 2 por semana para acessar The Times e The Sunday Times on-line.
As visitas aos sites caíram 87% depois da implantação da barreira de pagamento, em outubro de 2010. O número de usuários únicos por mês passou de 21 milhões para 2,7 milhões um mês depois. Em novembro de 2024, thetimes.com teve 103 milhões de leitores. Em outubro de 2011, havia cerca de 111.000 assinantes dos produtos digitais de The Times. Em setembro de 2024, eram 600.000 assinantes digitais. Uma pesquisa do Reuters Institute de 2024 colocou The Times na nona posição em confiança entre os 15 veículos pesquisados.
O Times Digital Archive está disponível mediante assinatura.
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The Times teve os oito proprietários seguintes desde sua fundação, em 1785:
The Times teve circulação de 70.405 exemplares em 5 de setembro de 1870, depois de uma redução de preço e em meio à Guerra Franco-Prussiana. Em março de 1914, após outra redução de preço, a circulação chegou a 150.000. A tiragem foi de 248.338 em 1958, 408.300 em 1968 e 295.863 em 1978. Quando Harold Evans foi nomeado editor, em 1981, The Times vendia em média 282.000 exemplares por dia, ante 1,4 milhão do rival tradicional The Daily Telegraph. Em 1988, a circulação de The Times era de 443.462 exemplares.
Em novembro de 2005, The Times vendeu em média 691.283 exemplares por dia, a segunda maior circulação entre os jornais britânicos de qualidade, atrás de The Daily Telegraph, com 903.405 exemplares, e a maior em vendas pelo preço integral. Em março de 2014, a circulação média diária de The Times havia caído para 394.448 exemplares, frente a 523.048 do The Daily Telegraph. Eles mantinham, respectivamente, a segunda e a primeira maiores circulações entre os jornais britânicos de qualidade. No mesmo mês, The Sun, o tabloide diário mais vendido do Reino Unido, comercializou em média 2.069.809 exemplares, enquanto o Daily Mail, o diário britânico de "mercado intermediário" mais vendido, chegou a uma média de 1.708.006 exemplares.
The Sunday Times tem circulação bem maior que The Times e, em alguns períodos, supera também The Sunday Telegraph. Em janeiro de 2019, The Times tinha circulação de 417.298 exemplares, e The Sunday Times, 712.291.
Uma pesquisa nacional de leitores de 2009 concluiu que The Times tinha o maior número de leitores ABC1 entre 25 e 44 anos e o maior número de leitores em Londres entre os jornais de qualidade.
The Times deu origem à família tipográfica Times New Roman, desenvolvida inicialmente por Stanley Morison, do jornal, em colaboração com a Monotype Corporation, para melhorar a legibilidade em processos de impressão de baixa tecnologia. Em novembro de 2006, The Times começou a imprimir manchetes em uma nova fonte, Times Modern. O jornal foi impresso em formato standard por 219 anos, mas passou ao formato compacto em 2004, numa tentativa de atrair mais leitores jovens e usuários de transporte público. The Sunday Times permaneceu no formato standard.
"A... fonte, The Times New Roman, estreou em 3 de outubro de 1932... O desenho ficou disponível exclusivamente para The Times por um ano e foi liberado para outros clientes em 3 de outubro de 1933. Isso está documentado em alguns lugares, mas a referência que tenho à minha frente é The Monotype Recorder, vol. XXXI, n.º 247, de setembro-outubro de 1932. Para complicar, ele foi impresso por engano como vol. XXI, n.º 246.
Este é o ponto central: a fonte anterior não era chamada Times Old Roman. Ora. Basta pensar: por que algo seria chamado de 'old' antes de haver uma versão nova? Na verdade, e isso está documentado em Printing in the Twentieth Century, publicado por The Times, em The Monotype Recorder e em outros lugares, as fontes usadas antes da introdução da The Times New Roman não tinham realmente um nome formal.
Elas formavam um conjunto de tipos criado originalmente por Miller and Co., mais tarde Miller & Richards, em Edimburgo, por volta de 1813, geralmente chamado de 'modern'. Quando The Times começou a usar a Monotype e outras máquinas de metal quente, em 1908, esse desenho foi refeito pela Monotype para seus equipamentos. Pelo que consigo determinar, parece que a Monotype Series n.º 1, Modern, baseada em uma fonte de Miller & Richards, foi usada até 1932."
Dan Rhatigan, diretor de tipografia

The Times começou a usar a fonte Monotype Modern em 1908.
Em 1931, The Times encomendou à filial inglesa da Monotype a fonte com serifa Times New Roman, desenhada por Victor Lardent. A encomenda veio depois de Stanley Morison publicar um artigo criticando The Times pela má qualidade de impressão e pela tipografia antiquada. Victor Lardent, artista do departamento de publicidade do jornal, criou a fonte sob supervisão de Morison. Morison tomou como base uma fonte mais antiga chamada Plantin e fez alterações para melhorar a legibilidade e economizar espaço. Times New Roman estreou na edição de 3 de outubro de 1932. Um ano depois, o desenho foi liberado para venda comercial. The Times usou Times New Roman durante 40 anos. Desde 1972, novas técnicas de produção e a mudança do formato standard para tabloide, em 2004, levaram o jornal a trocar de fonte cinco vezes. Todas as novas famílias, porém, eram variantes da New Roman original:
Historicamente, o jornal não foi abertamente favorável aos tories nem aos Whigs, mas esteve integrado ao establishment britânico e ao Império Britânico. Em 1959, o historiador do jornalismo Allan Nevins analisou a presença de The Times na formação da visão que a elite londrina tinha dos acontecimentos:
"Por muito mais de um século, The Times tem sido parte integrante e relevante da estrutura política da Grã-Bretanha. Suas notícias e seus comentários editoriais foram, em geral, cuidadosamente coordenados e, na maior parte do tempo, tratados com um sério senso de responsabilidade. Embora o jornal tenha admitido algumas trivialidades em suas colunas, toda a sua ênfase recaiu sobre assuntos públicos de peso, tratados tendo em vista os melhores interesses da Grã-Bretanha. Para orientar esse tratamento, os editores mantiveram durante longos períodos contato próximo com 10 Downing Street."
The Times adotou uma postura qualificada como "peculiarmente distanciada" na eleição geral britânica de 1945. Embora se mostrasse cada vez mais crítico à campanha do Partido Conservador, não pediu votos para nenhum partido. Na eleição seguinte, em 1950, voltou a apoiar os conservadores. Manteve esse apoio nas três eleições seguintes e, nas cinco posteriores, apoiou os conservadores e o Partido Liberal, defendendo expressamente uma coalizão conservadora-liberal em 1974. Em seguida, apoiou firmemente os conservadores até 1997, quando se recusou a endossar qualquer partido, mas manifestou apoio a candidatos individuais, sobretudo eurocéticos.
Na eleição geral de 2001, The Times declarou apoio ao governo do Partido Trabalhista de Tony Blair, que foi reconduzido com ampla maioria, embora menor que a de 1997. O jornal voltou a apoiar os trabalhistas em 2005, quando o partido obteve a terceira vitória consecutiva, com maioria reduzida. Em 2004, uma pesquisa da Ipsos MORI mostrou que as intenções de voto entre os leitores de The Times eram de 40% para os conservadores, 29% para os liberal-democratas e 26% para o Partido Trabalhista. Na eleição geral de 2010, The Times voltou a declarar apoio aos conservadores. O partido obteve o maior número de votos e cadeiras, mas precisou formar uma coalizão com os liberal-democratas para governar, pois não alcançou maioria absoluta.
As mudanças de posição fizeram de The Times o jornal britânico com a maior variação no apoio partidário. Alguns colunistas do jornal têm vínculos com o Partido Conservador, entre eles Daniel Finkelstein, Tim Montgomerie, Matthew Parris e Matt Ridley. Outros têm vínculos com o Partido Trabalhista, como David Aaronovitch e Jenni Russell.
The Times também endossa ocasionalmente candidatos em outros países. Em novembro de 2012, apoiou um segundo mandato de Barack Obama como Presidente dos Estados Unidos na eleição presidencial norte-americana daquele ano, embora tenha manifestado ressalvas sobre sua política externa.
Na eleição para a liderança do Partido Conservador em 2019, The Times apoiou Boris Johnson e, depois, os conservadores na eleição geral do mesmo ano.
Em 2022, Tony Gallagher foi nomeado editor no lugar de John Witherow, que ocupara o cargo por nove anos. Ex-editor de The Sun, Gallagher apoiara entusiasticamente a saída do Reino Unido da União Europeia no referendo de 2016. The Guardian escreveu que o público de The Times estava politicamente dividido e que jornalistas do veículo discutiam como Gallagher moldaria a linha editorial diante da possibilidade crescente de um governo trabalhista em 2024.
The Times não apoiou nenhum partido na eleição geral britânica de 2024. Em editorial, afirmou que o Partido Trabalhista "não pode esperar um endosso", pois "ainda precisa conquistar a confiança do povo britânico" e havia sido "parcimonioso com a verdade sobre o que fará no governo".
The Times, ao lado do British Film Institute, patrocinou o BFI London Film Festival de 2003 a 2009. Também patrocina o Cheltenham Literature Festival e o Asia House Festival of Asian Literature, realizado na Asia House, em Londres.
Uma edição digital irlandesa do jornal foi lançada em setembro de 2015 em TheTimes.ie. Uma edição impressa foi lançada em junho de 2017, substituindo a edição internacional que até então circulava na Irlanda. O encerramento da edição irlandesa estava previsto para junho de 2019, com a perda de 20 postos de trabalho.
The Times Literary Supplement (TLS) surgiu em 1902 como suplemento de The Times. Em 1914, tornou-se uma revista semanal de literatura e sociedade vendida separadamente. O TLS pertence à News International, que também o publica, e mantém estreita cooperação com The Times. Sua versão on-line fica hospedada no site de The Times, e a redação funciona no número 1 da London Bridge Street, em Londres.
Entre 1951 e 1966, The Times publicou uma revista científica trimestral vendida separadamente, The Times Science Review. Em outubro de 2009, lançou uma nova revista científica mensal gratuita, Eureka. A revista foi encerrada em outubro de 2012.
The Times Review of Industry, iniciada em 1947, e Technology, iniciada em 1957, foram unidas em março de 1963 sob o título The Times Review of Industry & Technology. A partir de 1952, The Times Review of Industry passou a incluir o London and Cambridge Economic Bulletin.
Os atlas Times são produzidos desde 1895. O selo Collins Bartholomew, da HarperCollins Publishers, é responsável por sua produção. O principal título é The Times Comprehensive Atlas of the World.
Em 1971, The Times começou a publicar o Times Higher Education Supplement, posteriormente rebatizado Times Higher Education, voltado à cobertura do ensino superior.
Em 1915, R. P. Farley escreveu que os arquivos de The Times "devem ser estudados constantemente" como uma autoridade para a história política e social do povo inglês no período entre a Reform Act de 1832 e a Elementary Education Act de 1870, de 1832 a 1870. Entre 1971 e 1973, John Joseph Bagley classificou The Times como uma fonte "valiosa" para a história inglesa do século XIX e afirmou que o índice anual de The Times é útil para o século XX. Em 2003, Richard Krzys afirmou que The Times é muito confiável como fonte histórica. Em 2016, Denise Bates chamou o jornal de "indispensável" como fonte sobre acontecimentos históricos de alcance nacional.
Em 2019, James Oldham incluiu The Times entre as fontes para julgamentos de nisi prius. Em 2015, Roy Johnston e Declan Plummer incluíram o jornal entre as fontes para críticas musicais.
No futuro distópico de 1984, de George Orwell, The Times foi transformado em um órgão do partido totalitário que governa o país. O protagonista, Winston Smith, trabalha reescrevendo edições antigas do jornal para o Ministério da Verdade.
O detetive fictício Nero Wolfe, de Rex Stout, é retratado como apreciador das palavras cruzadas de The Times, que prefere às dos jornais norte-americanos quando está em sua casa em Nova Iorque.
Na série James Bond, de Ian Fleming, James Bond lê The Times. Em From Russia, with Love, Fleming escreveu que The Times era "o único jornal que Bond lia".
LONDON–The weighty editorial page of The Times of London doesn't make a habit of devoting thought to the travails of pop singers, whose exploits now more than ever keep the red-top British tabloids afroth.
Koenig had plans to develop a double-feeding printing machine that would increase production, and the publisher of The Times in London ordered two of the double- feeder machines to be built.
the circulation of The Times rose from 5,000 in 1815 to 50,000 in the 1850s.
The Times and The Sunday Times were first held under common ownership by Lord Thomson in 1966 as Times Media Limited and were bought by Rupert Murdoch in 1981. Times Media is now part of News UK. Both papers introduced digital subscriptions in 2010 to help ensure a sustainable future for their journalism.