| Sapinhaguá Tivela mactroides | |||||||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||
Tivela mactroides (Born, 1778) | |||||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||||
Venus mactroides Born, 1778 Venus corbicula Gmelin, 1791 Tivela vulgaris Link, 1807 Trigona radiata Megerle von Mühlfeld, 1811 Venus turgens Dillwyn, 1817 Tivela subglobosa Dunker, 1864 Tivela brasiliana Dall, 1902 Tivela mactroides nasuta Dall, 1902 (WoRMS) | |||||||||||||||||||
Tivela mactroides (nomeada, em inglês, trigonal Tivela; em castelhano, na Venezuela, guacuco; em português, no Brasil, sapinhaguá, sapinhauá, sapinhoá, sapinhanguá, cernambi – Segundo o Dicionário Aurélio a denominação "cernambi" é dada especialmente para Anomalocardia flexuosa; ainda citando Amarilladesma mactroides e Erodona mactroides sob tal nome – sernambi, berbigão, marisco-de-areia ou crioulo; aparentada à amêijoa portuguesa. O Dicionário Houaiss ainda cita os seguintes sinônimos: maçambique, maçunim, moçambique, samanguaiá, samanguiá, samongoiá, simanguaiá, simongoiá, simongóia; dando o Dicionário Aurélio tais nomes para Amarilladesma mactroides, em confusão de sinonímia) é uma espécie de molusco Bivalvia, marinha e litorânea, da família Veneridae e gênero Tivela, classificada por Ignaz Edler von Born e denominada Venus mactroides, em 1778, na sua obra Index rerum naturalium Musei Caesarei Vindobonensis. Verzeichniss der Natürlichen Seltenheiten des K.K. Naturalien Kabinets zu Wien. Erster Theil, Schalthiere. Pars 1 Testacea. Habita as costas do oeste do Atlântico, do México e mar do Caribe até a região sul do Brasil, em Santa Catarina, enterrando-se no substrato arenoso-lamoso de águas rasas e na zona entremarés das praias, geralmente a cerca de 20 centímetros de profundidade e variando entre 10 a 30 centímetros, com aumento do número de indivíduos ao se afastar das regiões estuarinas. É usada para a alimentação humana, na Venezuela e Brasil, sendo explorada comercialmente; podendo ser encontrada em sambaquis, do Rio de Janeiro até Santa Catarina, e sendo também utilizada como matéria-prima para o artesanato. Embora seja uma espécie comum, em 2018 a Tivela mactroides foi colocada no Livro Vermelho do ICMBio; considerada uma espécie deficiente de dados (DD).
Tivela mactroides possui concha trigonal, lisa, de valvas espessas e com finas linhas de crescimento e infladas; com coloração e padronagem de faixas variada, indo de indivíduos de concha branca a diversas tonalidades de creme, creme-amarelado, castanho, castanho-alaranjado, cinza ou lilás; dotada de margem anterior arredondada e mais curta do que a posterior; com umbo proeminente e subcentral, de região mais clara do que a da margem ventral; podendo atingir tamanhos de aproximadamente 4.5 centímetros de comprimento, quando bem desenvolvida. Perióstraco fino e castanho-amarelado (como observado no espécime de concha branca, na foto) a castanho-escuro, pouco brilhante e deiscente. O interior das valvas geralmente é branco, mas também pode ser manchado de violeta.
A etimologia do epíteto específico mactroides está relacionada com o gênero Mactra de bivalves e significaria "na forma de Mactra", "parecido com Mactra".
Além da predação por organismos marinhos, como gastrópodes que lhe perfuram a concha, o guia Conchas de Moluscos Marinhos do Paraná afirma que esta espécie é predada por aves marinhas - "ex.: a gaivota Larus dominicanus que alça voo com o molusco na boca, a cerca de 10 metros o solta para quebrar a concha na areia e comer as partes moles".
Tivela mactroides (Born, 1778), Guacuco Selling & Cassis madagascariensis Lamarck, 1822.
É conhecido por “guacuco” (Venezuela), “berbigão”, “marisco-de-areia”, “sapinhauá” e “crioulo”.
O molusco Tivela mactroides, uma concha acinzentada da qual se extrai um marisco comestível.
Mactra é um outro gênero de bivalve; mactroides seria algo "na forma de Mactra", "parecido com Mactra".