| Nação Zumbi | |
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Nação Zumbi durante apresentação ao vivo em Belo Horizonte no ano de 2020. | |
| Informações gerais | |
| Origem | Recife, Pernambuco |
| País | Brasil |
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| Período em atividade |
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| Página oficial | nacaozumbi |
Nação Zumbi (originalmente Chico Science e Nação Zumbi) é uma banda brasileira de rock, nascida no início da década de 1990 na cidade do Recife. Surgiu da união do Loustal, banda de pós-punk, com o bloco de samba-reggae Lamento Negro, liderada pelo vocalista e compositor Chico Science. Ao lado da banda Mundo Livre S/A, foi responsável pela criação do movimento cultural manguebeat. Com Chico Science, gravou apenas dois álbuns, Da Lama ao Caos e Afrociberdelia, ambos discos de ouro, que contaram com participações especiais de grandes nomes da música brasileira, como Gilberto Gil e Jorge Ben Jor, e renderam turnês pelo Brasil, Europa e Estados Unidos. Ambos os álbuns figuram na lista dos cem melhores álbuns brasileiros de todos os tempos da revista Rolling Stone Brasil, em 13° e 18° lugar. Foi eleito pela Associação de Críticos Musicais de São Paulo como o melhor grupo musical brasileiro de 1996. Com sua mistura original de gêneros musicais, é uma das bandas mais influentes da história brasileira.
Em 1997, aos 30 anos, o líder Chico Science faleceu em um acidente de carro. Desde então, a banda é conhecida apenas por Nação Zumbi. Os vocais de Science foram substituídos pelos de Jorge Du Peixe, outro membro da banda. Após o incidente, a Nação Zumbi não obteve mais tanto sucesso comercial, mas mantém uma dedicada base de fãs, lotando shows no Brasil e exterior. Em 2006, apresentou-se no programa de TV britânico Later with Jools Holland, que convida destaques da música de todos os cantos do globo.
No ano de 1991, em Olinda, aconteceu o primeiro show da banda, com o nome provisório de "Loustal & Lamento Negro", numa festa chamada "Black Planet". Neste mesmo ano, Chico Science e Fred Zero Quatro (do grupo Mundo Livre S/A) escreveram um Release, que acabou virando um manifesto do movimento Manguebeat, o "Manifesto dos Caranguejos com Cérebro", que tem como símbolo, uma antena parabólica colocada na lama, tornando-se assim um dos principais movimentos e banda dos anos 90 no Brasil, lutando por melhorias sociais na vida da população, não só do Recife e do Estado de Pernambuco, mas como de todo país.
A presença da tecnologia é uma marca do movimento, que engajava-se para a melhor exploração do mangue, alertando a todos que ali encontra-se os Caranguejos com cérebro, sempre antenados. O grupo se identifica com o movimento estético afrofuturismo, que une elementos africanos e ficção científica.
Em julho de 1993, a banda assinou um contrato de 40 mil dólares com o selo Chaos, uma subsidiária da Sony Music, tendo feito apenas dois shows fora do seu estado natal (um show em Belo Horizonte e outro em São Paulo), e logo em seguida entra em estúdio para gravar seu álbum de estreia, Da Lama ao Caos, lançado em Abril de 1994. O pensamento multiestético de Nação Zumbi e Chico Science pode ser analisada na faixa de abertura (Monólogo ao pé do ouvido) do álbum citado anteriormente: o pensamento mangue: musicalidades, discursos e ideologias. Cuja representação de Recife aparece nas canções como elemento estilístico. De início, as vendas foram modestas, mas com o tempo o disco emplacou, chegando a disco de ouro (100 000 cópias na época) em 1995. O disco seguinte, Afrociberdelia, também conquistou disco de ouro. No trabalho a cultura africana (com influências indígenas e europeias) com tecnologia valorizam a identidade étnica e cultural brasileira.
Chico Science morreu no final da tarde de um domingo do dia 2 de fevereiro de 1997, em um acidente de automóvel quando dirigia o carro de sua irmã do Recife a Olinda. Às 18h30, ele estava sozinho ao volante na estrada quando seu carro se chocou com um poste depois que um outro veículo teria fechado a passagem de seu Uno. Chico ainda foi socorrido por um policial que estava passando num ônibus e o levou ao Hospital da Restauração, mas o jovem cantor e compositor não resistiu e chegou ao hospital morto. O enterro aconteceu na segunda-feira do dia 3 de fevereiro de 1997, no Cemitério de Santo Amaro, localizado no Recife.
No início o grupo tinha vários membros temporários, principalmente percussionistas (inclusive Otto já tocou com a banda) e não há informações detalhadas. A formação considerada "original" consistia em Chico Science nos vocais, Lúcio Maia na guitarra e Dengue no baixo (trio da Loustal); Toca Ogan na percussão, Gilmar Bola 8 e Gira nas alfaias (tambores maiores), junto a Canhoto na caixa, eram o coração percussivo do Lamento Negro/Daruê Malungo. Por fim, Jorge completou o time que se consolidou e gravou o primeiro álbum.
Depois da turnê internacional do álbum Da Lama ao Caos em 1995, Canhoto deixou a banda e em seu lugar entrou o baterista Pupillo. Com esse line-up o grupo gravou o seu segundo álbum Afrociberdelia. Dois anos depois, já sem Chico, mas mantendo os membros remanescentes do álbum anterior, sai o CSNZ. Em 2000 o quarto álbum mostra Jorge Du Peixe assumindo integralmente os vocais e Marcos Matias (que já estava presente nos shows desde 1998 e participado do clipe "Malungo") o substitui oficialmente na alfaia. Pouco depois Gustavo da Lua (ex-percussionista do Sheik Tosado) ocupa a vaga de Gira, que havia deixado o grupo.
Foi a composição que mais durou no conjunto, aproximadamente 8 anos.
Em 2011 Marcos Matias sai do grupo sendo sucedido temporariamente por Ramon Lira, filho de Du Peixe. Já em 2014, ano em que a Nação Zumbi retorna de um hiato de dois anos e lança um novo álbum (o segundo autointitulado Nação Zumbi), Walace 'Tom' Rocha integra a alfaia e a percussão. O álbum incluiu na canção "A melhor hora da praia" a participação de Marisa Monte, que havia levado Lúcio, Pupilo e Dengue para sua banda na turnê Verdade, Uma Ilusão.
Quase 7 anos após o fim de sua primeira passagem, Marcos Matias volta a fazer parte do grupo.
Entre a saída de Bola 8 e volta de Marcos (pouco mais de dois anos), a banda se apresentou com apenas dois membros nas alfaias. Com o afastamento de Pupillo, Tom Rocha assume a bateria e o fato volta a acontecer. tí
No final de 2015, ao sair na imprensa recifense a notícia de que Gilmar Bola 8 estava deixando o Nação Zumbi, ambos trocaram acusações pelas Redes Sociais. O músico afirmou que tinha sido expulso sem motivo aparente e o grupo, por sua vez, alegou, por Nota Oficial no Facebook, problemas internos com o músico.
José Givanildo Viana Dos Santos, o Gira, faleceu no dia 14 de junho de 2017 no Hospital Metropolitano Norte Miguel Arraes (HMA) em Paulista (Cidade-Satélite da Região Metropolitana Do Recife) por uma parada cardíaca que teve enquanto estava internado. O músico se encontrava numa situação tanto financeiramente quanto neurologicamente muito difícil e nos últimos meses estava morando em um fiteiro (espécie de barraca de venda de produtos como doces e tabágicos bastante comum na RMR). Em entrevista para o Viver, Gilmar, que era um dos poucos que ainda tinham contato com Gira, disse que soube do falecimento de Gira por telefone.
"Eu gostava muito dele. Eu falava 'Bora tocar, Gira', e ele parecia sempre desanimado. [...] Da última vez que vi Gira, ele tava largado no chão e com feridas no corpo. Eu falava sobre fazer música, mas ele só dizia que não tinha dinheiro. [...] Gira morava em uma espécie de fiteiro. Eu ficava muito chateado com isso, eu até dizia para as pessoas, mas ninguém me ouvia."
Pupillo deixou a Nação Zumbi para dedicar-se a carreira de produtor em setembro de 2018.
Em Abril de 2022, o Nação Zumbi anunciou uma pausa por tempo indeterminado.
Em Abril de 2023, Dengue, em entrevista ao Jornal Do Commercio (Recife), comunicou que o Nação Zumbi está voltando às atividades e focando na produção de novos Singles, porém sem Lúcio Maia.
A importância do Nação Zumbi para a musica brasileira e outras ramificações do rock foram comentadas por vários críticos e músicos famosos, entre muitas bandas que citam a influência da banda, como por exemplo Planet Hemp, O Rappa, Charlie Brown Jr, Cordel do Fogo Encantado, Os Paralamas do Sucesso, Mombojó e Otto. Outras bandas influenciadas por Chico Science, são Sepultura (mais especificamente o álbum Roots), Soulfly (Lúcio Maia gravou o primeiro disco da banda), Cássia Eller (intérprete de músicas como Corpo de Lama e Quando a Maré Encher), Fernanda Abreu (álbum Raio X) e Arnaldo Antunes (álbum O Silêncio), Forfun, e muitos outros.
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| Ano | Single | Álbum |
|---|---|---|
| 1994 | "Da lama ao caos" | Da lama ao Caos |
| 1994 | "A Cidade" | Da lama ao Caos |
| 1994 | "A Praiera" | Da lama ao Caos |
| 1994 | "Samba Makossa" | Da lama ao Caos |
| 1996 | "Manguetown" | Afrociberdelia |
| 1996 | "Maracatu Atômico" | Afrociberdelia |
| 1998 | "Malungo" | CSNZ |
| 1998 | "CSNZ" | CSNZ |
| 2000 | "Quando a maré Encher" | Radio S.Amb.A |
| 2002 | "Blunt of Judah" | Nação Zumbi |
| 2002 | "Meu Maracatu pesa Uma Tonelada" | Nação Zumbi |
| 2005 | "Hoje, Amanhã e Depois" | Futura |
| 2007 | "Bossa Nostra" | Fome de Tudo |
| 2011 | "Fome de Tudo (compacto)" | Fome de Tudo |
| 2014 | "Cicatriz" | Nação Zumbi |
| 2014 | "Novas Auroras" | Nação Zumbi |
(Nota: Por volta de 1993 foram feitos dois clipes amadores, "A Cidade" e "Maracatu de Tiro Certeiro", com as versões demo das respectivas canções.)