Trivia Trens

Trivia Trens
Razão socialTrivia Trens S.A.
Empresa de capital fechado
AtividadeTransporte ferroviário
Fundação14 de abril de 2025 (2025-04-14)
SedeSão Paulo, SP, Brasil
Área(s) servida(s)São Paulo
Ferraz de Vasconcelos
Poá
Suzano
Mogi das Cruzes
Itaquaquecetuba
Guarulhos
ProdutosTransporte de Passageiros
Serviços Coral
Safira
Jade
Expresso Aeroporto
Empresa-mãeGrupo Comporte
Antecessora(s)CPTM
Websitetriviatrens.com.br

Trivia Trens S.A. é uma empresa de transporte ferroviário do estado de São Paulo pertencente ao Grupo Comporte, vencedora da concessão das linhas 11, 12 e 13 do sistema de trens metropolitanos. Constituiu-se em 14 de abril de 2025 com registro na Junta Comercial do Estado de São Paulo.

História

Antecedentes e leilão

Após a ocorrência de duas greves em curto período na CPTM (em julho e agosto de 2021), a gestão João Dória decidiu acelerar o processo de concessão de todas as linhas da estatal. O plano foi anunciado pelo secretario de transportes metropolitanos Alexandre Baldy em agosto de 2021, no rescaldo da greve de agosto ocorrida dias antes (e que afetou as linhas 11,12 e 13)

A efetiva contratação dos estudos para a concessão se deu apenas em fevereiro de 2023, já na gestão Tarcísio de Freitas, quando o estado contratou a Corporação Financeira Internacional para elaborar o plano de concessão das linhas 10,11,12 e 13 da CPTM. Com os estudos concluídos, entre janeiro e fevereiro de 2024 o governo Tarcísio enviou comissões oficiais do estado para a China e Europa em busca de investidores estrangeiros para participação nas concessões programadas.

A comissão enviada para a China foi liderada pelo vice-governador Felício Ramuth. Posteriormente se revelou a mais promissora das três, atraindo o grupo chinês CRRC para a concessão da Linha 7/Trem Intercidades SP -Campinas. A comissão oficial para a Europa foi liderada pelo próprio governador e passou por Espanha, Itália e França, tendo sido realizadas reuniões com bancos, construtoras e empresas de engenharia para as quais foram oferecidas oportunidades de investimento nas concessões paulistas (incluindo a das linhas da CPTM). Em maio de 2024 uma terceira comissão liderada pelo governador Tarcísio viajou aos Estados Unidos tentando atrair investidores para as concessões paulistas de transporte.

Apesar da expectativa da atração das empresas estrangeiras CRRC, Transdev e Perfin e do governo do estado cortando investimentos em material rodante e prometendo aportar 10 bilhões de reais em recursos públicos nas linhas (em conjunto com os 4 bilhões previstos de responsabilidade da futura concessionária), as comissões fracassaram. Para o leilão das Linhas 11,12 e 13 se apresentaram apenas os grupos CCR/Motiva e Comporte.

O grupo CCR/Motiva demonstrava certa reticência na concessão e condicionava sua participação a uma análise das condições de rentabilidade da concessão.No momento da concessão os passageiros da Linha 11 reclamavam da superlotação dos trens e da infraestrutura ruim das estações localizadas em Mogi das Cruzes. Na Linha 12 os serviços da CPTM eram reprovados por cerca de 25% dos passageiros.

Índice de reprovação dos serviços da Linha 12 - Safira nas pesquisas de Avaliação de Imagem da CPTM
2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 Média
30,4% 31,5% 20,3% 25,7% 25,4% 23,1% 25,7% 26,0%
Fontes: Pesquisas de Avaliação dos Serviços da CPTM (2018-2024)

Em 28 de março de 2025 o Grupo Comporte venceu a concorrência internacional de concessão das linhas 11, 12 e 13 da CPTM, denominado pela secretaria de parcerias e investimentos do estado de São Paulo como Lote Alto Tietê, a cerimônia foi realizada na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), e contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A concessão se dá por um período de 25 anos com previsão de R$ 14,3 bilhões de investimentos da Trivia, além de R$ 10 bilhões de aportes provenientes do governo do estado de São Paulo, para a construção de 10 novas estações, reforma das 24 existentes além de eliminação de todas as passagens em nível, substituindo por novos acessos alternativos.

O Grupo Comporte Participações S.A. é uma holding formada em 2002 pelo empresário Nenê Constantino em 2002 para gerir todas as suas empresas. Com a vitória no leilão, a Comporte passou a deter o controle operacional de 57% da malha do Trem Metropolitano de São Paulo. Para administrar a concessão das Linhas 11, 12 e 13, a Comporte criou a Sociedade de Propósito Específico Trivia Trens S.A. em 8 de abril de 2025 e detém 100% de suas ações.

Linhas Operadoras Controle Acionário % da Malha do Trem Metropolitano de São Paulo
8 - Diamante e 9 - Esmeralda ViaMobilidade Linhas 8 e 9
  • 80%: Motiva
  • 20: Ruas Invest
Motiva 29,00
7 - Rubi TIC Trens
  • 60%: Comporte
  • 40%: CRRC
Comporte
57,00
11 - Coral, 12 - Safira e 13 - Jade Trvia Trens
  • 100%: Comporte
10 - Turquesa CPTM
  • 100%: estatal
Governo do Estado de São Paulo 14%
Total: 100,00

De acordo com o contrato de concessão, os investimentos da Trivia Trens na malha concedida possuem três níveis:

Investimento Descrição
Obrigatório Construção de 8 novas estações: Bom Retiro, Lajeado, Cesar de Souza, Cangaíba, Jardim dos Eucaliptos, São João, Presidente Dutra e Bonsucesso;
Reconstrução de 4 estações existentes: Estudantes, Mogi das Cruzes, Jundiapeba e Itaquaquecetuba;
Ampliação de 5 estações (Brás, Calmon Viana, Guaianases, Braz Cubas, Aracaré) ;
Reforma das demais estações;
Modernização das Oficinas da Luz e Engenheiro São Paulo;
Investimentos em via permanente, rede aérea e sistemas de sinalização para diminuição do intervalo entre trens para até 3 minutos em trechos de maior demanda
Adicional Investimentos determinados pelo estado com limite máximo de 5% em relação ao valor estimado do contrato de concessão
Contingente Expansão da Linha 13 e construção de estações: Guaiaúna, Serra de Botucatu, Itapura, Demétrio Ribeiro, Sapucaia e Parque da Mooca;
Ampliação da estação Bom Retiro (Linha 11)
Construção da estação União de Vila Nova (Linha 12)
Modernização do sistema de arrecadação tarifária

Operação

O contrato de concessão do governo paulista com a Trivia Trens previu a transferência das linhas 11, 12 e 13 ao concessionário de forma gradual, abrangendo três fases:

Fase Período Tempo máximo previsto Tempo real Situação atual
Pré Operacional 21 de Julho de 2025 - 21 de maio de 2026 12 meses 10 meses Concluída
Operação Assistida
  • 21 de maio de 2026 - 21 de julho de 2026 (1º período)
  • 23 de julho de 2026 - 21 de outubro de 2026 (2º período) previsão
12 meses 5 meses previsão
  • 2 meses (1º período)
  • 3 meses (2º período) previsão
Em andamento
Operação Plena
  • 21 de julho de 2026 - 23 de julho de 2026 (1º período)
  • 21 de outubro de 2026 - 21 de julho de 2050 (previsão)
25 anos Suspensa

Fase Pré-Operacional

Durante a fase pré-operacional, a Trivia Trens realizou convênio com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos para treinamento de seus funcionários. Foram capcitados 2400 funcionários em diversos cursos, totalizando cerca de 4 mil horas de treinamento.

Foram firmados contratos visando a instalação do sistema de sinalização ETCS nas linhas 11, 12 e 13 com a Siemens e Hitachi para a modernização do sistema elétrico das Linhas 11 e 12 e ampliação da Linha 13. Apesar da contratação do sistema ETCS pela Trivia Trens, a CPTM manteve a instalação do sistema de sinalização CBTC na linha 11 Coral. Em instalação desde 2009 o CBTC tem previsão de conclusão na Linha 11 para novembro de 2028, quando o projeto completará 19 anos. Apesar da instalação do CBTC, não há garantia de que o sistema seja efetivamente utilizado. Um contrato para a terceirização da manutenção da frota chegou a ser assinado entre a Trivia e a CAF, porém o negócio foi barrado pela Artesp.

Segundo o contrato de concessão, a Trivia terá de substituir 290 mil dormentes e 309 mil metros cúbicos de brita, além da manutenção de 173 quilômetros de trilhos. Para realizar esses serviços foram adquiridos 163 veículos de manutenção, parte fabricada pelas empresas Plasser & Theurer e CBFA. Ao mesmo tempo, a Trivia iniciou pequenas obras em 23 das 29 estações de sua concessão.

A fase pré-operacional foi concluída em 21 de maio de 2026, com dez meses ao todo (dois meses a menos que o previsto pelo Governo do Estado de São Paulo).

Operação Assistida

A Trivia Trens iniciou sua operação assistida em 21 de maio de 2026. Após dois meses sem incidentes, a concessionária solicitou autorização da Artesp para iniciar a Operação Plena das linhas 11, 12 e 13. Em 17 julho de 2026 o Superintendente da Área Metroferroviária da Artesp Jelson Antonio Sayeg de Siqueira autorizou a Trivia Trens a iniciar a fase de Operação Plena em 21 de julho de 2026.

Naquele momento a Trivia havia concluído apenas dois meses de operação assistida, enquanto o contrato com o estado previa até doze meses de operação assistida caso a concessionária julgasse necessário.

Operação Plena

O início da operação plena da Trivia Trens ocorreu em 21 de julho de 2026, tendo antes um período de transição da companhia estatal (CPTM) para a equipe da nova operadora, para garantir a seguridade e a eficácia da qualidade do sistema.

A frota é composta pelos trens das séries 2500, 7000, 7500, 8000, 8500 e 9000, adquiridos pela CPTM que foram repassadas para a nova operadora durante o período da concessão. Será realizado uma compra no futuro de 23 novos trens para as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13 Jade, pois após as reclamações dos usuários do ABC, a Linha 10-Turquesa permanecerá com 23 trens da série 8500 em definitivo, enquanto a Trivia ficará com 12 trens destas unidades.

A Linha 11-Coral roda com trens das séries 8000 e 8500 (com a série 8000 sendo a majoritária), a Linha 12-Safira com trens das séries 7000, 7500, 8500 e 9000 (com a série majoritária sendo a 7000), e a Linha 13-Jade rodando apenas com a série 2500.

Em 23 de julho de 2026, por conta de problemas nas operações desde o inicio das operações, a ARTESP decidiu suspender as operações, retornando para a CPTM pelo prazo de 90 dias.

Incêndio em trem da Trivia Trens em São Paulo em 2026

Em 23 de julho de 2026, um trem com passageiros que estava na Linha 12 - Safira teve uma pane elétrica, seguida de um incêndio, nas proximidades da estação Brás, na região central da cidade de São Paulo. Um vagão da concessionária Trivia Trens pegou fogo durante a operação, interrompendo temporariamente a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira, 13-Jade e no serviço Expresso Aeroporto, sobrecarregando o transporte coletivo na zona leste de São Paulo e a linha 3-Vermelha. O incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros e não houve vítimas. Impactos significativos na mobilidade da capital paulista foram registrados após o ocorrido, levando à suspensão temporária do rodízio municipal de veículos na zona leste e ao acionamento do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE), com a disponibilização de 36 ônibus para atendimento aos passageiros afetados.

A ocorrência ganhou ampla repercussão pública por ter acontecido apenas três dias após o início da operação da Trivia Trens. O episódio reacendeu o debate sobre a concessão das linhas ferroviárias à iniciativa privada, promovida pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), levando parlamentares da oposição, entidades representativas dos trabalhadores ferroviários e usuários do sistema a questionarem o processo de transição, a preparação da nova concessionária e a confiabilidade da operação. Também foram levantados questionamentos sobre a necessidade da privatização das linhas anteriormente operadas pela CPTM, tendo em vista que a empresa estatal havia recebido, ao longo dos anos, reconhecimentos por sua gestão e obtido elevados índices de satisfação dos usuários em pesquisas de opinião. O Governo do Estado de São Paulo informou que as causas do incêndio seriam apuradas e defenderam que qualquer avaliação sobre o modelo de concessão deveria ser feita somente após a conclusão das investigações.

Contexto

A concessionária Trivia Trens, que assumiu o controle total das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade no dia 21 de julho de 2026, deixando de contar com o apoio da CPTM na operação comercial, apresentou dezenas de problemas operacionais registrados em todos os dias de operação total das linhas.

Na noite da quarta-feira, 22 de julho de 2026, passageiros relataram atrasos na circulação de trens das linhas 11-Coral e 12-Safira, com o problema da linha 12 tendo seu início registrado ainda pela manhã, às 8h52, com este sendo resolvido apenas na madrugada do dia 23 de julho de 2026. Durante o período de atrasos, a concessionária informou que operava com velocidade reduzida entre as estações Tatuapé e Engenheiro Goulart, na linha 12-Safira, devido a "uma falha pontual em equipamento da via". Para que o impacto fosse minimizado ao passageiro, a Trivia Trens adicionou dois trens para o atendimento dos passageiros.

Durante os 60 dias que antecederam o controle total das linhas pela Trivia Trens, a transferência da concessão estava na fase de operação assistida, onde a concessionária operava as três linhas com apoio parcial da CPTM. Após o término deste prazo, ocorrido em 21 de julho de 2026, a Trivia Trens assumiu a operação integral de 92 trens das três linhas, com o compromisso de incorporar 15 outros novos trens à frota, até o término da concessão em 2051.

Os dois meses de operação assistida foram caracterizados por um aumento no número de falhas na linha 11-Coral, a linha mais movimentada da rede de trilhos metropolitanos de São Paulo e a que atende o maior número de municípios da Grande São Paulo. Neste período, foram ao menos 11 falhas registradas na linha, que teve alta de 275% no número de falhas no primeiro semestre de 2026, comparado com o mesmo período, em 2025, quando apenas operada pela CPTM.

Ocorrência

Segundo o Corpo de Bombeiros, a ocorrência teve início às 5h25 de 23 de julho de 2026, na altura da Rua Bresser, na região do Brás, na altura das estações Brás e Tatuapé, quando ocorreu uma explosão em um dos vagões de um trem da série 7000 da Trivia Trens, em operação pela 12-Safira, que logo em seguida, apresentou uma chama do lado de fora da composição.

Durante a ocorrência, passageiros precisaram abandonar as composições e caminhar pelos trilhos até locais seguros. Vídeos registrados por usuários e divulgados pela imprensa mostraram o teto de um dos vagões em chamas, uma intensa coluna de fumaça e passageiros deixando os trens pelas portas e seguindo a pé pela via férrea em direção às estações mais próximas.

Com a composição parada e tomada pela fumaça, passageiros relataram momentos de tensão e desespero, marcados por gritos e choro enquanto aguardavam a abertura das portas. Após a abertura manual dos acessos de emergência, os ocupantes iniciaram a evacuação do trem e caminharam pelos trilhos até serem conduzidos a locais seguros por equipes da concessionária e de emergência. Um dos passageiros relatou, em entrevista ao programa Bom Dia SP, que o botão de emergência existente na composição não funcionou durante a ocorrência. Segundo ele, a primeira reação dos ocupantes foi tentar acionar o dispositivo de alarme, sem sucesso. Em resposta, o diretor de operações da Trivia Trens explicou que o sistema é alimentado eletricamente e, devido ao desligamento da energia no trecho afetado, o equipamento ficou inoperante. Nesses casos, segundo a concessionária, a abertura das portas deve ser realizada por meio da alavanca manual de emergência.

A comunicação da concessionária durante a ocorrência também fora alvo de críticas no interim da ocasião. Uma moradora do Itaim Paulista, afirmou que não havia informações claras sobre a interrupção do serviço e que o acesso às plataformas continuava sendo permitido mesmo sem circulação de trens. Segundo ela, "não davam atenção para a gente. Deixavam todo mundo passar pela catraca, mesmo sem ter trem".

Imagens que circularam na internet após o controle do incêndio mostraram que um dos vagões ficou completamente carbonizado, com grande parte de seu interior destruído pelas chamas.

De acordo com a concessionária, as operações começaram a ser normalizadas por volta das 10h24. Nas horas seguintes ao início da normalização, os trens da linha 11-Coral começaram a circular entre as estações Guaianases e Barra Funda, enquanto a linha 12-Safira começou a operar parcialmente entre as estações Engenheiro Goulart e Calmon Viana. Já a operação da linha 13-Jade seguiu interrompida por questões de segurança e ainda não teve suas operações normalizadas.

Repercussão

O incêndio e a paralisação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade provocaram ampla repercussão política e institucional no estado de São Paulo. No mesmo dia da ocorrência, o governador, que estava em agenda oficial na cidade de Ourinhos, afirmou que a concessionária poderá perder a concessão caso deixe de cumprir as obrigações previstas em contrato, afirmando ainda que o estado instauraria uma apuração para identificar as causas da ocorrência e avaliar a atuação da empresa. Segundo Tarcísio, caso seja constatada incapacidade da concessionária para prestar o serviço conforme estabelecido no contrato, o governo poderá aplicar sanções, incluindo a rescisão da concessão.

Na ocasião, o governador também anunciou o retorno temporário da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos à operação das linhas concedidas por um período de 90 dias prorrogáveis, enquanto fossem realizadas as investigações e acompanhado o desempenho da nova operadora. A decisão de Tarcísio é inédita, sendo a primeira vez que o governador determinou o retorno temporário da CPTM para assumir a operação de linhas concedidas à iniciativa privada, diante do vasto histórico de falhas na rede e ausência de medidas drásticas. Segundo ele, a medida já estava prevista contratualmente como mecanismo de contingência, incorporado após a experiência insatisfatória das concessões das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda no governo João Doria.

Tarcísio classificou como "inaceitáveis" os problemas registrados nos primeiros dias de operação da Trivia Trens e afirmou que a concessionária deveria ter se preparado melhor para assumir o serviço. Ao mesmo tempo, argumentou que as falhas verificadas na malha ferroviária não tiveram origem com a entrada da empresa, atribuindo parte dos problemas ao histórico de investimentos e manutenção da infraestrutura. Em declaração à imprensa, afirmou que "esse não é um problema que começou há três dias" e que as linhas já apresentavam dificuldades antes da transferência da operação para a iniciativa privada.

A ocorrência também ampliou o debate sobre a concessão das linhas da CPTM à iniciativa privada. Houve um questionamento geral sobre o processo de transição da operação, a preparação da Trivia Trens e a própria política de concessões adotada pelo Governo do Estado. As críticas foram intensificadas pelo fato de o incêndio ocorrer no terceiro dia de operação da concessionária, após dois dias consecutivos marcados por falhas operacionais, atrasos e interrupções na circulação.

Galeria da frota

Notas

  1. ↑ O superintendente Siqueira está recorrendo de condenação judicial por improbidade no processo TJSP 0009559-70.2010.8.26.0053 sobre o desabamento das obras da estação Pinheiros do Metrô em 2007 (no qual figura como um dos fiscais da obra representando a Companhia do Metropolitano de São Paulo). Caso a condenação judicial seja confirmada, Siqueira será obrigado a deixar o cargo.

Referências

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