O dólar dos Estados Unidos, chamado em inglês de United States dollar e também conhecido como dólar americano, é a moeda oficial dos Estados Unidos e de outros países. Seu símbolo é $, frequentemente escrito US$ para distingui-lo de outras moedas chamadas dólar, e seu código na norma ISO 4217 é USD. A Lei da Moeda de 1792 estabeleceu o dólar como unidade monetária básica, dividida em cem cents, ou centavos, representados pelo símbolo ¢. As cédulas são emitidas como Notas da Reserva Federal, chamadas Federal Reserve Notes em inglês e conhecidas informalmente como greenbacks, devido à cor predominantemente verde.
Originalmente, o dólar era definido por um padrão bimetálico correspondente a 24,057 g de prata pura ou, a partir de 1834, a 1,505 g de ouro puro, equivalentes a US$ 20,67 por aproximadamente 31,103 g de ouro. A Lei do Padrão-Ouro de 1900 vinculou a moeda exclusivamente ao ouro. Em 1934, a paridade foi alterada para US$ 35 por aproximadamente 31,103 g de ouro, até que a conversibilidade em ouro fosse definitivamente encerrada em 1971. Após a Primeira Guerra Mundial, o dólar passou a ser mantido como moeda de reserva internacional e ultrapassou a libra esterlina como principal moeda de reserva mundial no período dos acordos de Bretton Woods, ao final da Segunda Guerra Mundial. É usado em transações internacionais e tem taxa de câmbio flutuante. Fora dos Estados Unidos, é moeda oficial em alguns países e utilizada de facto em outros.
A política monetária dos Estados Unidos é conduzida pelo Sistema de Reserva Federal, o banco central do país. Em 10 de fevereiro de 2021, havia aproximadamente US$ 2,10 trilhões em dinheiro físico em circulação, dos quais US$ 2,05 trilhões correspondiam a cédulas da Reserva Federal e os US$ 50 bilhões restantes, a moedas metálicas e cédulas de emissões anteriores. Em 1.º de janeiro de 2025, o valor total estimado em circulação era de aproximadamente US$ 2,37 trilhões.
A seção 9 do mesmo artigo determina a publicação periódica das receitas e despesas públicas. Esses valores são contabilizados em dólares, que funcionam como unidade de conta do governo federal. A própria Constituição emprega a palavra dollar em referência ao dólar espanhol, moeda de oito reales que circulava no país antes da criação do dólar estadunidense.
Lei da Moeda
O Congresso aprovou, em 1792, a lei que autorizou a cunhagem de moedas de diferentes valores. A seção 9 determinava que o dólar teria o mesmo valor do dólar espanhol então em circulação e conteria 24,057 g de prata pura, em uma moeda de prata de liga com aproximadamente 26,96 g. A seção 20 determinava que os valores das contas públicas e dos processos judiciais federais fossem expressos em dólares ou unidades equivalentes.
Subdivisões decimais
Diferentemente do dólar espanhol, subdividido em oito reales, o Congresso Continental e a legislação de 1792 adotaram o sistema decimal. O mill era a milésima parte do dólar, o cent equivalia à centésima parte e o disme, depois chamado de dime, correspondia a um décimo.
O centavo ou cent (¢) é a divisão efetivamente usada nas transações cotidianas, com exceção de alguns preços, sobretudo de combustíveis.
O dime designa principalmente a moeda de dez centavos, embora tenha sido definido originalmente como unidade monetária.
O mill (₥) é pouco conhecido atualmente, mas foi empregado em cálculos de imposto sobre vendas e ainda aparece na indicação de preços de combustíveis, por exemplo US$ 3,599 por unidade de volume.
Na época colonial, a divisão do dólar espanhol em oito reales favorecia a contagem em partes de 12,5 centavos, chamadas bits. O costume persistiu após a adoção do sistema decimal. Nas bolsas de valores dos Estados Unidos, inclusive na Bolsa de Valores de Nova Iorque, as cotações em frações de dólar persistiram até a transição para preços decimais, concluída em 2001.
Em 1854, o secretário do Tesouro James Guthrie propôs moedas de ouro de 100, 50 e 25 dólares, designadas, respectivamente, union, half union e quarter union. As três denominações não chegaram a ser produzidas, mas foram feitos protótipos da half union de cinquenta dólares.
Os valores inferiores a um dólar são normalmente pagos com moedas metálicas, e as cédulas da Reserva Federal começam na denominação de um dólar. Entre as exceções históricas estão as moedas de ouro de até vinte dólares, cunhadas para uso cotidiano até a década de 1930, as moedas comemorativas ou de investimento feitas de ouro, prata, platina e paládio, com valor facial de até cem dólares, e o papel-moeda fracionário de menos de um dólar emitido durante a Guerra de Secessão, às vezes denominado depreciativamente shinplaster em inglês.
No século XVI, o conde Hieronymus Schlick, da Boêmia, começou a cunhar moedas chamadas joachimsthaler, denominação derivada de Joachimsthal, vale de onde se extraía prata e onde fica a atual cidade de Jáchymov. O nome do vale, associado a São Joaquim, incorporava a palavra alemã Tal ou Thal, que significa "vale". Joachimsthaler foi abreviado para táler, termo do qual derivaram nomes de moedas em outros idiomas, entre os quais tolar em tcheco, eslovaco e esloveno, daler em dinamarquês e sueco, talar em polonês, dalar ou daler em norueguês, daler ou daalder em neerlandês, talari na Etiópia, tallér em húngaro, tallero em italiano e dollar em inglês.
Os neerlandeses introduziram na região da atual Nova Iorque, durante o século XVII, a contagem de valores em moedas de prata como o reichsthaler germano-neerlandês e o leeuwendaalder, conhecido como dólar do leão. No século XVIII, porém, dollar era usado sobretudo para a moeda hispano-americana de oito reales, aceita em transações comerciais de diferentes regiões.
Apelidos
O termo coloquial buck, empregado para designar dólares de diferentes países, já era usado nesse sentido em meados do século XIX. Sua origem é incerta. Uma hipótese o relaciona às peles de cervídeos, chamadas buckskins, utilizadas em transações comerciais na América do Norte colonial. Outra associa o nome a marcadores empregados no pôquer, embora essa explicação seja especialmente ligada à expressão inglesa pass the buck. O termo tem sentido semelhante ao de quid para a libra esterlina no Reino Unido.
Greenback era inicialmente um apelido das cédulas de demanda do século XIX, impressas em verde e preto no verso. Essas cédulas foram emitidas pelo governo de Abraham Lincoln para financiar as forças da União durante a Guerra de Secessão. O apelido passou a designar o dólar em geral e é usado também no noticiário financeiro da Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e Índia. Outras expressões coloquiais incluem green, greenmail, dead presidents, ou "presidentes mortos", em referência aos retratos nas cédulas, bones, bigface e Monopoly money. No francês usado em partes da Luisiana, da Nova Inglaterra, do Haiti e do Caribe, a moeda também pode ser chamada de piastra.
Os apelidos variam conforme o valor da moeda ou cédula:
25 centavos: two bits, referência à antiga divisão do dólar espanhol em oito partes.
1 dólar: buck ou single.
2 dólares: deuce, Tom ou Jefferson, em alusão a Thomas Jefferson.
5 dólares: Lincoln, fin, fiver ou five-spot, em referência a Abraham Lincoln.
10 dólares: sawbuck, ten-spot ou Hamilton, em referência a Alexander Hamilton.
20 dólares: double sawbuck, Jackson ou double eagle, em referência a Andrew Jackson.
50 dólares: yardstick ou Grant, em referência a Ulysses S. Grant.
100 dólares: Benjamin, Benji, Ben, Franklin, C-note ou century note, em referência a Benjamin Franklin.
1.000 dólares ou seus múltiplos: grand, large ou stack. A abreviação 10k, por exemplo, pode representar dez mil dólares.
O símbolo $ é escrito, em geral, antes do valor numérico e também aparece em muitas outras moedas. Uma explicação para sua origem é a evolução, no fim do século XVIII, da abreviação manuscrita ps, utilizada para o peso espanhol. As letras p e s acabaram sobrepostas, formando o cifrão.
Outra explicação relaciona o símbolo às Colunas de Hércules representadas nas moedas espanholas, com duas barras verticais envolvidas por uma faixa ondulante semelhante à letra S. A terceira hipótese, divulgada por Ayn Rand no romance A Revolta de Atlas, deriva o cifrão das letras U e S sobrepostas, embora o símbolo já fosse empregado antes da independência dos Estados Unidos.
Na criação da moeda estadunidense, o dólar recebeu valor equivalente ao dólar espanhol de prata, também conhecido como peso espanhol, peso de oito reales ou peça de oito. Essas moedas eram produzidas a partir da prata extraída nas colônias espanholas da América e cunhadas na Cidade do México, em Potosí, Lima e em outras cidades. Entre os séculos XVI e XIX, circularam amplamente nas Américas, na Ásia e na Europa. A cunhagem mecanizada do dólar espanhol, iniciada em 1732, ampliou seu uso no comércio internacional e fez dele uma referência para a criação da moeda dos Estados Unidos.
Alexander Hamilton participou da definição da Lei da Moeda de 1792 e da criação da Casa da Moeda.
Em 6 de julho de 1785, o Congresso Continental decidiu que a unidade monetária dos Estados Unidos seria o dólar, contendo aproximadamente 24,34 g de prata pura. Em 8 de agosto de 1786, confirmou a definição e aprovou a divisão decimal em milésimos, centésimos e décimos, respectivamente chamados de mills, cents e dimes.
Após a adoção da Constituição, a Lei da Moeda de 1792 definiu o dólar pelo conteúdo de prata do dólar espanhol, com 24,057 g de prata pura ou 26,957 g de prata de liga com teor de 89,24%. A lei também criou a moeda de ouro denominada eagle, com 16,038 g de ouro puro, ou 17,496 g de liga de 22 quilates, com pureza de 91,67%. Hamilton baseou os valores em análises feitas pelo Tesouro do conteúdo de prata de moedas espanholas já desgastadas, que apresentaram média próxima de 24,04 g de metal fino. Com a relação de 15 partes de prata para uma de ouro, calculou-se o equivalente em ouro de 1,602 g de ouro puro, ou aproximadamente 1,748 g de liga de 22 quilates. O arredondamento para aproximadamente 1,750 g de ouro de liga resultou em um padrão de cerca de 1,604 g de ouro puro por dólar, equivalentes a 24,057 g de prata fina.
A mesma lei fixou o valor de um eagle em dez dólares, criando moedas de prata de um dólar, meio dólar, um quarto, um décimo e um vigésimo de dólar, além de moedas de ouro de um eagle, meio eagle e um quarto de eagle. O conteúdo fixo de metal precioso procurava manter o valor dessas moedas, mas a oferta de ouro e prata ainda afetava seus preços e a quantidade de peças em uso.
Um dólar espanhol recém-cunhado depois de 1772 continha, em teoria, 27,067 g de prata com pureza de 130/144, ou 24,436 g de prata fina. As análises da época, porém, apontavam cerca de 24,037 g de prata pura nas moedas efetivamente em circulação, valor próximo ao padrão estadunidense. O dólar de prata estadunidense, com 24,057 g de metal puro, passou a ter paridade com a moeda espanhola. Depois de 1803, a Casa da Moeda suspendeu sua produção por insuficiência de recursos e pela saída das peças para o comércio externo. Com a independência do México, em 1821, o peso mexicano manteve teor de 24,436 g de prata fina, e os Estados Unidos mais tarde cunharam o dólar comercial mais pesado, com cerca de 24,49 g de prata pura.
Desenho
As primeiras moedas estadunidenses não traziam retratos de presidentes, ao contrário do que se tornou habitual no século XX. O governo do novo país rejeitava a reprodução de governantes em moedas por associar essa prática às monarquias europeias. As moedas traziam, em seu lugar, personagens alegóricos da Antiguidade greco-romana e figuras que representavam povos indígenas. A legislação federal só permite retratar pessoas falecidas no papel-moeda. Entre as últimas moedas de circulação a receber retratos de figuras históricas americanas estavam as de dez centavos, em 1946, meio dólar, em 1948, e um dólar, em 1971.
Moeda continental
Anverso de uma cédula continental de um terço de dólar.
Durante a Revolução Americana, as Treze Colônias passaram a emitir papel-moeda denominado em libras, xelins e pence, para financiar despesas militares. O Congresso Continental também emitiu a chamada Continental Currency, denominada em dólares espanhóis. As cédulas perderam muito valor durante a guerra, num episódio de depreciação monetária do qual surgiu a expressão inglesa not worth a continental, ou "não vale um continental".
A desvalorização foi agravada pela falta de coordenação entre a política monetária do Congresso e as emissões dos governos estaduais. Nem o Congresso nem os estados possuíam recursos suficientes para retirar o excesso de cédulas de circulação por meio de impostos ou venda de títulos públicos. A moeda continental acabou substituída por dólares de prata, à razão de um dólar de prata para mil dólares continentais. A experiência influenciou a inclusão, no artigo I, seção 10, da Constituição, de uma proibição aos estados de declarar moeda de curso legal, para pagamento de dívidas, qualquer coisa que não fosse moeda de ouro ou prata.
Padrões de prata e ouro no século XIX
Da Lei da Moeda de 1792 até a implantação do padrão-ouro em 1900, o dólar permaneceu vinculado a um padrão bimetálico, correspondendo a 24,057 g de prata pura ou 1,604 g de ouro puro, numa proporção de quinze para um entre os dois metais.
A Lei da Moeda de 1834 reduziu o conteúdo equivalente em ouro para 1,503 g e, em 1837, o fixou em 1,505 g, elevando a proporção entre prata e ouro para aproximadamente dezesseis para um. A legislação de 1837 também ajustou a liga das moedas de prata para 26,73 g e teor de 90%, preservando os 24,057 g de prata fina. As moedas de ouro passaram a ter 90% de pureza, com 1,672 g de massa total e 1,505 g de ouro puro.
A Corrida do ouro na Califórnia e a valorização da prata fizeram com que moedas desse metal deixassem de ser usadas nas transações. A Lei da Moeda de 1853 reduziu a massa padrão das moedas de prata de valor inferior a um dólar, que passou de 26,73 g para cerca de 24,88 g por dólar nominal, mantendo pureza de 90%. A medida foi revista para 25 g em 1873. A lei também restringiu a conversão livre de prata em moedas metálicas ao dólar de prata padrão de 26,73 g. As moedas de menor valor somente poderiam ser produzidas pela Casa da Moeda com seu próprio metal.
As moedas produzidas no século XIX incluíam:
Metais comuns: meio centavo, um centavo e cinco centavos.
Prata: meio dime, dime, quarto de dólar, meio dólar e dólar de prata.
Ouro: dólar de ouro, quarter eagle de US$ 2,50, half eagle de US$ 5, eagle de US$ 10 e double eagle de US$ 20.
Denominações menos comuns: dois centavos de bronze, três centavos de níquel, três centavos de prata, vinte centavos de prata e três dólares de ouro.
Emissões de papel-moeda no século XIX
Cédula de um dólar da série de 1917, emitida como United States Note.
Para financiar a Guerra Anglo-Americana de 1812, o Congresso autorizou a emissão de títulos do Tesouro de curto prazo, remunerados com juros e aceitos no pagamento de tributos. Esses títulos eram instrumentos da dívida pública, mas também eram aceitos em pagamentos. Novas emissões ocorreram durante as crises financeiras de 1837 e 1857, a Guerra Mexicano-Americana e a Guerra de Secessão.
Em 1861, o Congresso autorizou o Tesouro a obter empréstimos de US$ 50 milhões por meio de Demand Notes, títulos sem juros que podiam ser resgatados por metais preciosos a pedido do portador. Em dezembro de 1861, os pedidos de resgate superaram as reservas em moeda metálica do governo da União, e a conversibilidade foi temporariamente suspensa. Em fevereiro de 1862, a Lei de Curso Legal permitiu a emissão das chamadas United States Notes, não remuneradas e não resgatáveis à vista, mas de aceitação obrigatória na quitação de dívidas, com exceções para tarifas de importação e juros da dívida pública. A circulação simultânea de moedas de ouro e prata favoreceu a desvalorização do papel-moeda, fenômeno relacionado à lei de Gresham.
Em 1869, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, no caso Hepburn v. Griswold, que o Congresso não poderia obrigar credores a aceitar essas cédulas. No ano seguinte, a decisão foi revertida nos chamados Legal Tender Cases. Em 1875, o Congresso aprovou a lei de retomada dos pagamentos em espécie, determinando que o Tesouro permitisse trocar as United States Notes por ouro a partir de 1.º de janeiro de 1879.
Padrão-ouro no século XX
Moeda de ouro de vinte dólares, conhecida como double eagle, de 1907.
Embora o dólar só tenha sido formalmente vinculado exclusivamente ao ouro em 1900, a era do bimetalismo terminou, na prática, com a Lei da Moeda de 1873, que suspendeu a cunhagem livre do dólar de prata de 26,73 g. A produção de prata no Comstock Lode crescia naquele período, e os opositores da lei a chamaram de "crime de 1873". O dólar comercial, de 27,216 g, podia ser cunhado com prata fornecida por particulares, mas era destinado sobretudo à exportação e tinha limitações como moeda de curso legal nos Estados Unidos.
A Lei do Padrão-Ouro de 1900 fixou a unidade monetária em 1,505 g de ouro fino, equivalentes a US$ 20,67 por aproximadamente 31,103 g de ouro. Em 1933, o presidente Franklin D. Roosevelt determinou o recolhimento de moedas de ouro por meio da Ordem Executiva 6102. Em 1934, a equivalência passou a ser de US$ 35 por aproximadamente 31,103 g de ouro, o que representava cerca de 0,889 g de ouro por dólar.
Em março de 1968, após o colapso do consórcio de bancos centrais que defendia o preço do ouro no mercado londrino, foi criado um sistema de dois mercados: as transações oficiais continuaram à paridade de US$ 35 por aproximadamente 31,103 g de ouro, enquanto a cotação nas operações privadas passou a flutuar. Os dois mercados funcionaram até o Choque Nixon, em 15 de agosto de 1971, quando os Estados Unidos suspenderam a conversibilidade do dólar em ouro para as autoridades monetárias estrangeiras. As paridades cambiais de Bretton Woods entraram em colapso nos anos seguintes, e o valor do dólar em relação a outras moedas passou a ser determinado sobretudo nos mercados de câmbio. O preço oficial do ouro para fins contábeis, sem a volta da conversibilidade do dólar, subiu para US$ 38 em 1972 e US$ 42,22 em 1973.
Cédulas da Reserva Federal do século XX à atualidade
Anverso de uma cédula de quinhentos dólares da série de 1934, com retrato do presidente William McKinley.Verso da mesma cédula de quinhentos dólares.
Após a Guerra de Secessão, o Congresso continuou a autorizar emissões de papel-moeda, até que predominassem as Federal Reserve Notes, criadas pela Lei da Reserva Federal de 1913. Com o encerramento das outras modalidades, entre elas os certificados de ouro em 1933, os certificados de prata em 1963 e as United States Notes em 1971, as cédulas em dólares passaram a ser emitidas exclusivamente como notas da Reserva Federal.
Na década de 1920, bancos centrais passaram a guardar dólares como moeda de reserva internacional. Os Estados Unidos saíram da Primeira Guerra Mundial relativamente preservados e receberam grandes fluxos de ouro durante o conflito, enquanto a libra esterlina perdia espaço. Com o fortalecimento dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, o Acordo de Bretton Woods de 1944 consolidou o dólar como principal moeda de reserva mundial e única moeda do sistema internacional do pós-guerra diretamente conversível em ouro. Depois de 1971, bancos centrais continuaram a manter reservas em dólares, e a moeda permaneceu em uso no comércio internacional.
O acordo de Bretton Woods também estabeleceu as regras do sistema monetário internacional do pós-guerra, criou o Fundo Monetário Internacional e as instituições que deram origem ao Grupo Banco Mundial. As instituições estabeleceram mecanismos de pagamentos internacionais e ampliaram o acesso aos mercados de capitais denominados em dólares.
A Reserva Federal havia sido criada em 1913 para fornecer ao país uma moeda de oferta mais flexível e supervisionar o sistema bancário, em particular após o Pânico de 1907. Durante boa parte do pós-guerra, o governo federal pôde financiar despesas tomando empréstimos em sua própria moeda nos mercados internacionais, a juros relativamente baixos. A capacidade de contrair dívidas sem enfrentar uma crise expressiva no balanço de pagamentos é conhecida como privilégio exorbitante.
Moedas metálicas
A Casa da Moeda dos Estados Unidos produz moedas de curso legal desde 1792. A partir de 1934, as denominações destinadas à circulação foram o centavo, chamado penny, cinco centavos, chamados nickel, dez centavos, chamados dime, 25 centavos, chamados quarter, meio dólar e um dólar. Em 2025, terminou a produção de moedas de um centavo para circulação, mas elas continuam tendo curso legal. Em 2026, nos 250 anos da independência estadunidense, as moedas de dez, 25 e 50 centavos receberam desenhos comemorativos temporários. O desenho de Roosevelt retorna à moeda de dez centavos em 2027. A tabela reúne imagens de moedas de anos anteriores e informa, nas descrições, as mudanças de 2026.
Moedas metálicas de circulação e desenhos de referência
Retrato e ano do desenho:Abraham Lincoln (1909)
Motivo do reverso: Escudo da União (2010)
Massa: 2,50 g
Diâmetro: 19,05 mm
Composição: 97,5% zinco, revestido de 2,5% cobre Borda: Lisa
Circulação: Ampla, embora a produção para circulação tenha terminado em 2025
5¢ Nickel
Anverso e reverso, respectivamente.
Retrato e ano do desenho:Thomas Jefferson (2006)
Motivo do reverso:Monticello (1938)
Massa: 5,00 g
Diâmetro: 21,21 mm
Composição: 75% cobre e 25% níquel Borda: Lisa
Circulação: Ampla
10¢ Dime
Anverso e reverso, respectivamente.
Retrato e ano do desenho:Franklin D. Roosevelt (1946–2025); representação alegórica da Liberdade em 2026
Motivo do reverso: Ramo de oliveira, tocha e ramo de carvalho (1946–2025); águia em voo no desenho comemorativo de 2026
Massa: 2,27 g
Diâmetro: 17,91 mm
Composição: 91,67% cobre e 8,33% níquel
Borda: 118 serrilhas
Circulação: Ampla
25¢ Quarter
Anverso e reverso, respectivamente.
Retrato e ano do desenho:George Washington (a partir de 1932, com alterações de desenho); motivos históricos especiais em 2026
Motivo do reverso: Vários desenhos, incluindo a série dedicada às mulheres americanas e os cinco motivos dos 250 anos da independência em 2026
Massa: 5,67 g
Diâmetro: 24,26 mm
Composição: 91,67% cobre e 8,33% níquel
Borda: 119 serrilhas
Circulação: Ampla
50¢ Half dollar
Anverso e reverso, respectivamente.
Retrato e ano do desenho:John F. Kennedy (1964–2025); Estátua da Liberdade no desenho comemorativo de 2026
Motivo do reverso:Selo do presidente dos Estados Unidos no desenho tradicional; a Liberdade passando sua tocha a uma nova geração no desenho comemorativo de 2026
Massa: 11,34 g
Diâmetro: 30,61 mm
Composição: 91,67% cobre e 8,33% níquel
Borda: 150 serrilhas
Circulação: Limitada
Retrato e ano do desenho:Sacagawea (2000)
Motivo do reverso: Vários desenhos, incluindo a série American Innovation Massa: 8,10 g
Diâmetro: 26,49 mm
Composição: 88,5% cobre, 6% zinco, 3,5% manganês e 2% níquel
Borda: Lisa (2000–2006); inscrita (desde 2007)
Circulação: Limitada
Entre os séculos XVIII e XX, moedas de ouro e prata foram cunhadas para circulação, mas as peças de ouro deixaram de ser produzidas para esse fim em 1933. A produção de moedas com 90% de prata terminou em 1964, e a de meios dólares com 40% de prata, em 1970. As moedas destinadas ao uso cotidiano são fabricadas nas casas da moeda de Filadélfia e Denver, enquanto São Francisco e West Point produzem moedas comemorativas e especiais para colecionadores.
Desde a década de 1970, houve tentativas de ampliar o uso da moeda metálica de um dólar, mas a cédula de mesmo valor continuou sendo preferida. A fabricação dessa moeda para circulação terminou em 2012. As moedas de meio dólar eram usadas desde 1794, mas tornaram-se menos comuns nas transações da década de 1960, quando as peças de prata começaram a ser guardadas pelo valor do metal. Em 2026, a Casa da Moeda também produziu moedas de meio dólar com o desenho comemorativo Enduring Liberty. A moeda de cinco centavos conserva, salvo a produção excepcional de 1942 a 1945, a mesma massa e composição básica de 75% de cobre e 25% de níquel desde o século XIX.
Antes da interrupção da produção, em 2025, o baixo poder de compra da moeda de um centavo já havia levado a propostas para retirá-la de circulação. As peças já emitidas continuam válidas, pois sua eliminação como denominação monetária dependeria de lei do Congresso.
Moedas para colecionadores
Moedas especiais possuem curso legal pelo valor facial, mas geralmente são negociadas por quantias maiores, devido à raridade, ao valor numismático ou ao teor de metal precioso. Entre elas estão:
American Eagle, moedas de investimento:
American Silver Eagle: prata de 31,103 g, valor facial de US$ 1, cunhada desde 1986.
American Gold Eagle: ouro em peças de aproximadamente 3,110 g, 7,776 g, 15,552 g e 31,103 g, com valores faciais de US$ 5, US$ 10, US$ 25 e US$ 50, desde 1986.
American Platinum Eagle: platina em peças de aproximadamente 3,110 g, 7,776 g, 15,552 g e 31,103 g, com valores de US$ 10, US$ 25, US$ 50 e US$ 100, desde 1997.
American Palladium Eagle: paládio de aproximadamente 31,103 g, com valor facial de US$ 25, desde 2017.
A Constituição atribui ao Congresso o poder de tomar empréstimos em nome dos Estados Unidos. O Congresso exerceu essa competência ao autorizar os bancos integrantes do Sistema de Reserva Federal a emitir cédulas. Elas são obrigações dos Estados Unidos e podem, conforme a legislação, ser resgatadas em moeda de curso legal no Departamento do Tesouro, em Washington, ou em qualquer banco da Reserva Federal. A legislação federal também reconhece expressamente as Federal Reserve Notes como moeda de curso legal para o pagamento de dívidas. O Congresso autorizou historicamente mais de dez modalidades de papel-moeda, entre elas as United States Notes e as Federal Reserve Bank Notes.
Desde a década de 1970, as notas da Reserva Federal são a única modalidade produzida para circulação corrente. Elas são impressas pelo Departamento de Gravura e Impressão em papel feito predominantemente de fibras de algodão, diferentemente do papel comum, produzido com fibras de madeira. As cédulas anteriores a 1928 mediam cerca de 188,5 por 79,4 mm. As de formato menor, introduzidas naquele ano e ainda utilizadas, medem aproximadamente 156 por 66,3 mm, com espessura em torno de 0,11 mm. O formato menor correspondia ao das cédulas do peso filipino emitidas durante a administração dos Estados Unidos nas Filipinas desde 1903. As antigas cédulas de grande formato receberam os apelidos de horse blankets e saddle blankets.
As denominações produzidas são US$ 1, US$ 2, US$ 5, US$ 10, US$ 20, US$ 50 e US$ 100. As cédulas acima de cem dólares deixaram de ser impressas em 1946 e foram formalmente retiradas de circulação em 1969. Seu uso concentrava-se em transações interbancárias e, por vezes, em atividades do crime organizado. O presidente Richard Nixon determinou o fim de sua emissão, numa época em que a expansão dos serviços bancários eletrônicos reduzia sua necessidade. Existiram cédulas de US$ 500, US$ 1.000, US$ 5.000, US$ 10.000 e US$ 100.000. As quatro primeiras deixaram de ser emitidas, mas continuam sendo de curso legal. A cédula de cem mil dólares, emitida apenas como certificado de ouro na série de 1934, destinava-se a operações entre instituições e nunca circulou entre o público. Essas cédulas antigas são procuradas por colecionadores e, geralmente, valem mais do que seu valor facial.
As cédulas mantiveram o verde como cor predominante, mas os desenhos introduzidos desde 2004 usam outras cores para diferenciar as denominações. Após uma decisão judicial de 2008 em uma ação movida pelo American Council of the Blind, o Departamento de Gravura e Impressão planejou incorporar elementos táteis em relevo nos futuros redesenhos das cédulas, com exceção da de um dólar e da versão então corrente da nota de cem dólares. Os planos também incluíam algarismos maiores e mais contrastantes, diferenças adicionais de cor e a distribuição de leitores de cédulas a pessoas com deficiência visual.
Países e territórios que utilizam o dólar dos Estados Unidos
Utilização oficial
O dólar dos Estados Unidos é moeda oficial ou legalmente autorizada nos países e territórios abaixo nos termos indicados:
Zimbábue, onde o dólar circula legalmente junto com o ZiG em um sistema multimoedas. Embora haja planos oficiais de transição para uma moeda única no futuro, o dólar continua sendo o principal meio de troca e unidade de conta.
A Lei da Reserva Federal criou, em 1913, o Sistema de Reserva Federal como banco central dos Estados Unidos. A instituição conduz a política monetária com os objetivos de alcançar o máximo emprego, manter os preços estáveis e assegurar taxas de juros moderadas no longo prazo. Também atua na estabilidade financeira, regulamenta instituições financeiras e funciona como emprestador de última instância.
A política monetária é definida pelo Comitê Federal de Mercado Aberto, conhecido pela sigla FOMC e composto pelos membros do Conselho de Governadores da Reserva Federal e por cinco dos doze presidentes dos bancos regionais, sendo implementada pelos doze bancos da Reserva Federal. As decisões do banco central afetam o crescimento da oferta de moeda e são tomadas com metas de inflação baixa, desemprego reduzido e estabilidade do sistema financeiro.
A oferta monetária pode ser acompanhada por medidas que abrangem diferentes formas de dinheiro:
Base monetária (por vezes chamada de M0): moeda física em circulação e reservas mantidas pelas instituições financeiras no banco central. Trata-se de uma medida distinta dos agregados M1 e M2, e não de uma promessa de conversibilidade da moeda em ativos específicos.
M1 e M2: agregados monetários que incluem, em diferentes graus, dinheiro em poder do público, depósitos bancários e outros ativos monetários. A medida mais ampla M3 também foi publicada, mas deixou de ser divulgada pela Reserva Federal em março de 2006, por não acrescentar informações consideradas úteis à política monetária.
O FOMC dispõe dos instrumentos abaixo para alterar as condições monetárias e financeiras. Alguns seguem em uso, enquanto outros tiveram aplicação sobretudo no passado:
Exigências de reservas: historicamente, fixavam uma parcela dos depósitos bancários que deveria permanecer em reserva. Desde 26 de março de 2020, porém, a Reserva Federal mantém em zero as alíquotas dessas exigências para todas as instituições depositárias. A remuneração das reservas bancárias, a taxa de fundos federais e outros juros administrados são usados para transmitir as decisões de política monetária.
Operações de mercado aberto: compras e vendas de títulos do Tesouro dos Estados Unidos e de outros papéis financeiros, mediante crédito ou débito nas reservas bancárias. A elevação das reservas pode ampliar a capacidade de concessão de empréstimos.
Empréstimos pela janela de redesconto: acesso dos bancos a empréstimos concedidos diretamente pela Reserva Federal.
Por meio dos juros, do preço dos ativos financeiros, do patrimônio das famílias e das taxas de câmbio, a política monetária influencia o consumo, o investimento, a produção, o emprego e a inflação. A política fiscal também atua sobre a atividade econômica.
A base monetária ajustada cresceu de aproximadamente US$ 400 bilhões em 1994 para US$ 800 bilhões em 2005 e superou US$ 3 trilhões em 2013. Quando o banco central compra títulos, credita o valor na conta de reservas do vendedor, criando moeda de alta potência, sem transferir recursos previamente depositados em outra conta. Os bancos comerciais decidem quanto manter como reservas e quanto disponibilizar em moeda física. Para obter papel-moeda, a Reserva Federal encomenda a impressão das cédulas ao Tesouro, que encaminha a produção ao Departamento de Gravura e Impressão, enquanto a Casa da Moeda cunha as peças metálicas.
A busca simultânea por estabilidade dos preços e baixo desemprego é chamada de duplo mandato da Reserva Federal. No padrão-ouro, o valor da moeda era fixado em relação ao ouro. Mais tarde, o sistema de Bretton Woods estabeleceu taxas fixas entre outras moedas e o dólar, então conversível em ouro. O duplo mandato orienta a Reserva Federal por metas econômicas diferentes dessas regras monetárias anteriores.
Utilização internacional como moeda de reserva
Mapa histórico, elaborado originalmente em 2007, do uso internacional do dólar e do euro. Em verde, países e territórios que usavam o dólar ou mantinham moedas a ele vinculadas; em azul e violeta, a zona do euro e outros regimes cambiais relacionados ao euro. A situação retratada não corresponde necessariamente aos regimes atuais.
Ascensão
Entre os séculos XVI e XIX, o dólar espanhol de prata foi uma das principais moedas utilizadas no comércio entre a Europa, a Ásia e as Américas. A prata extraída da América espanhola abastecia o comércio internacional que utilizava essas moedas. O dólar dos Estados Unidos surgiu a partir desse padrão monetário. No último quartel do século XIX, com a disseminação do padrão-ouro internacional, o dólar espanhol foi superado pela libra esterlina britânica.
A partir da década de 1920, o dólar estadunidense também começou a substituir a libra como moeda de reserva internacional. Os Estados Unidos sofreram perdas relativamente menores na Primeira Guerra Mundial e receberam grandes quantidades de ouro durante o conflito. O Acordo de Bretton Woods, de 1944, estabeleceu a ordem monetária internacional do pós-guerra e fez do dólar a principal moeda de reserva para o comércio entre países, com conversibilidade em ouro à razão de US$ 35 por aproximadamente 31,103 g de ouro.
Reservas internacionais
O dólar integra, ao lado do euro, da libra esterlina, do iene japonês e do renminbi chinês, a cesta monetária dos direitos especiais de saque do Fundo Monetário Internacional. Bancos centrais estrangeiros mantêm reservas em dólares e compram títulos do Tesouro dos Estados Unidos. No segundo trimestre de 2026, o dólar correspondia a 56,70% das reservas cambiais oficiais mundiais, em um total global de US$ 13,22 trilhões. A participação percentual refere-se apenas às reservas cambiais, sem incluir o ouro e outros ativos de reserva.
Empresas, instituições e particulares também mantêm dólares em contas bancárias fora dos Estados Unidos, denominadas eurodólares, que não se confundem com a moeda euro e estão fora da jurisdição direta da Reserva Federal. As cédulas de cem dólares compõem uma parcela elevada do papel-moeda estadunidense mantido no exterior. Em 2018, o Banco da Reserva Federal de Chicago estimou que quase 80% dessas cédulas estavam fora dos Estados Unidos. Como não é possível acompanhar a localização de cada cédula, o percentual era uma estimativa. Em julho de 2025, o Conselho da Reserva Federal estimou que havia mais de US$ 1 trilhão em cédulas no exterior no primeiro trimestre daquele ano, aproximadamente metade de todo o papel-moeda em circulação. As duas estimativas abrangem conjuntos diferentes de cédulas e períodos distintos.
A rede de mensagens financeiras SWIFT é supervisionada cooperativamente por bancos centrais, sob coordenação do Banco Nacional da Bélgica, e não pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. O Tesouro estadunidense, no âmbito do programa de rastreamento de financiamento ao terrorismo, pode requisitar dados específicos de mensagens da rede mediante procedimentos legais e salvaguardas. O uso internacional do dólar e a jurisdição dos Estados Unidos sobre instituições e operações financeiras também permitem que o governo aplique sanções econômicas a entidades e pessoas no exterior.
O governo dos Estados Unidos consegue captar recursos em dólares nos mercados internacionais, emitindo dívida denominada em sua própria moeda. Governos e empresas que não obtêm financiamento externo em sua moeda nacional podem contrair dívidas em dólares e ficar mais expostos à variação cambial e ao risco de inadimplência. A possibilidade de tomar empréstimos internacionais na própria moeda, sem provocar necessariamente uma crise grave de balanço de pagamentos, recebe o nome de privilégio exorbitante.
A chamada política de dólar forte provoca discussões sobre seus efeitos para a economia dos Estados Unidos e para a economia mundial.
Países que utilizam o dólar e moedas vinculadas a ele
Gráfico da variação histórica do poder de compra do dólar.
O artigo I, seção 8, da Constituição atribui ao Congresso o poder de cunhar moeda e regular seu valor, assim como o das moedas estrangeiras. A Lei da Moeda de 1792 exerceu essa competência ao determinar a cunhagem dos primeiros dólares, com valor equivalente ao dólar espanhol então em circulação.
Os valores da tabela estimam quanto um dólar de cada ano podia comprar em relação ao poder aquisitivo de um dólar de 1775. Como não existiam índices de preços modernos durante boa parte do período, os números dependem de reconstruções históricas. Nessa série, um dólar de 2012 tinha cerca de 3% do poder de compra de um dólar de 1775.
Poder de compra equivalente do dólar em relação a 1775
Ano
Valor em US$
Ano
Valor em US$
Ano
Valor em US$
1775
1,00
1870
0,62
1970
0,20
1780
0,59
1880
0,79
1980
0,10
1790
0,89
1890
0,89
1990
0,06
1800
0,64
1900
0,96
2000
0,05
1810
0,66
1910
0,85
2007
0,04
1820
0,69
1920
0,39
2008
0,04
1830
0,88
1930
0,47
2009
0,04
1840
0,94
1940
0,56
2010
0,035
1850
1,03
1950
0,33
2011
0,034
1860
0,97
1960
0,26
2012
0,03
A inflação, o aumento geral dos preços de bens e serviços, reduz o poder de compra do dólar quando persiste ao longo dos anos. O índice de preços ao consumidor mede a evolução do preço médio dos produtos e serviços adquiridos pelas famílias. Nos Estados Unidos, o Bureau of Labor Statistics, conhecido pela sigla BLS, publica esse índice para acompanhar a mudança nos gastos das famílias.
O dólar perdeu poder de compra em períodos de guerra, sobretudo na Guerra de Secessão, na Primeira Guerra Mundial e na Segunda Guerra Mundial. A Reserva Federal, instituída em 1913, foi concebida para oferecer uma moeda com quantidade ajustável às necessidades econômicas, ao contrário de regimes anteriores baseados em ouro, moedas de prata e papel-moeda de bancos nacionais. No longo prazo, o padrão-ouro havia proporcionado relativa estabilidade de preços. O nível geral de preços de 1914, por exemplo, não era muito diferente daquele observado na década de 1880.
A atuação inicial da Reserva Federal conteve a inflação da Primeira Guerra Mundial e estabilizou os preços na década de 1920. Nos anos 1930, o país passou por uma deflação de aproximadamente 30%.
Pelo Sistema de Bretton Woods, estabelecido depois da Segunda Guerra Mundial, o ouro permaneceu cotado em US$ 35 por aproximadamente 31,103 g de ouro, vinculando indiretamente a ele o valor do dólar. O aumento dos gastos federais na década de 1960 levantou dúvidas sobre a capacidade dos Estados Unidos de sustentar a conversibilidade. Bancos e investidores estrangeiros passaram a trocar dólares por ouro, reduzindo os estoques do país. Diante do risco de uma crise cambial, o presidente Nixon encerrou a conversibilidade em 1971, no episódio conhecido como Choque Nixon.
Depois de 1971, a estabilidade do dólar passou a depender mais diretamente da política da Reserva Federal. A expansão da oferta de moeda na década de 1970 coincidiu com estagflação e rápida perda de poder aquisitivo. Na época, a curva de Phillips fundamentava uma interpretação econômica que relacionava inflação ao crescimento real e favorecia maior tolerância a taxas elevadas de inflação. Entre 1965 e 1981, o dólar perdeu aproximadamente dois terços do poder de compra.
Em 1979, o presidente Jimmy Carter nomeou Paul Volcker presidente da Reserva Federal. A política monetária restritiva dos anos seguintes reduziu a inflação na década de 1980 e estabilizou o valor da moeda. Entre 1981 e 2009, porém, o dólar perdeu mais de metade do poder aquisitivo. A política visava uma inflação baixa e estável, não uma taxa nula. A inflação anual ficou próxima de 3,5% entre 1987 e 1997 e de 2% entre 1997 e 2007. A fase conhecida como Grande Moderação teve oscilações menores nos indicadores econômicos. Entre as explicações propostas para isso estão as políticas voltadas à estabilidade de preços.
Uma inflação nula manteria, em princípio, o poder de compra da moeda ao longo do tempo. Uma taxa baixa e contínua provocaria uma perda gradual desse poder de compra. O desacordo envolve a escolha entre preservar integralmente o poder de compra do dólar e dar ao banco central maior margem para ajustar as taxas de juros e responder às mudanças da atividade econômica.
Moedas vinculadas ao dólar
As moedas relacionadas a seguir têm ou tiveram regimes de paridade fixa, bandas de oscilação ou outros mecanismos de administração cambial em relação ao dólar. A lista abrange ainda moedas que mantiveram cotações estáveis diante do dólar sem necessariamente ter paridade oficial. As indicações de valor superior, inferior ou equivalente comparam quantos dólares valia uma unidade da moeda local. Os regimes podem mudar e não devem ser inferidos apenas da proximidade entre taxas de câmbio.
Trindade e Tobago: dólar de Trindade e Tobago, de menor valor; oficialmente flutuante, mas mantido relativamente estável em relação ao dólar em sua classificação cambial de fato.
Kuwait: dinar kuwaitiano, de maior valor; sua cotação é vinculada a uma cesta de moedas, e não exclusivamente ao dólar.
Líbano: libra libanesa, de menor valor; passou por forte desvalorização e mudanças de regime desde 2019, não sendo comparável à antiga paridade fixa.
Macau: pataca de Macau, de menor valor; vinculada ao dólar de Hong Kong, que, por sua vez, mantém uma banda cambial estreita diante do dólar estadunidense.
A lista abaixo reúne exemplos de antigos regimes de câmbio vinculados ao dólar, sem abranger todos os casos.
Argentina: austral argentino, de 1985 a 1991, em diferentes regimes de estabilização e câmbio administrado, e peso argentino, de 1992 até o início de 2002, com paridade de um peso por dólar.
México: peso mexicano, com paridade de 8,65 pesos por dólar entre 1933 e 1948, seguida por outros regimes até a taxa fixa de 12,50 pesos por dólar entre 19 de abril de 1954 e 31 de agosto de 1976. Os valores históricos até 1992 estão expressos em pesos anteriores à reforma monetária de 1993, quando mil pesos antigos passaram a equivaler a um novo peso.
Nigéria: naira, com taxas de 22 nairas por dólar entre 1993 e 1998, 197 nairas por dólar entre 2015 e 2016 e até 487 nairas por dólar entre 2017 e 2023.
Polônia: zlóti, com taxa de aproximadamente 9.500 zlotys por dólar entre 1990 e 1991.
Os números da tabela mostram quantas unidades de cada moeda estrangeira equivaliam a um dólar dos Estados Unidos em cada ano. De 1981 em diante, os valores são, quando disponíveis, médias anuais de taxas à vista da Reserva Federal, também presentes nas séries do Federal Reserve Bank of St. Louis. Para os anos e moedas sem esses dados, foram usadas estatísticas históricas oficiais e séries do Banco Mundial e do Penn World Table. Os valores das libras e dos euros foram obtidos pela inversão aproximada das médias anuais oficiais expressas em dólares por unidade dessas moedas, e não correspondem necessariamente à média das cotações diárias invertidas.
As cotações anteriores a reformas monetárias usam a unidade monetária que vigorava em cada ano. Na linha mexicana, os valores de 1970 a 1990 estão em pesos antigos e os de 1993 em diante, em pesos novos. Na linha russa, as cotações soviéticas eram taxas oficiais e não necessariamente de mercado. Os valores russos do início da década de 1990 já estão ajustados à redenominação de mil para um ocorrida em 1998. Os valores de 2024 não representam cotações atuais.
Unidades de moeda estrangeira por dólar estadunidense, cotações anuais de referência
Como as taxas de câmbio mudam nos mercados internacionais, bancos centrais e outras instituições divulgam cotações de referência e séries históricas. Esses valores podem ser diferentes das taxas de compra e venda efetivamente cobradas nas operações de câmbio. No Brasil, a taxa de referência PTAX é divulgada pelo Banco Central do Brasil, enquanto, em Portugal, as taxas de referência são publicadas pelo Banco de Portugal com base nas cotações do Banco Central Europeu.
Mapa ilustrativo originalmente elaborado em 2007, mostrando países que utilizavam o dólar dos Estados Unidos ou o euro e regimes cambiais então relacionados a essas moedas. A distribuição histórica pode diferir da situação atual.
Em 1995, havia mais de US$ 380 bilhões em moeda estadunidense em circulação. Estimava-se que cerca de dois terços desse montante estavam fora dos Estados Unidos. Em abril de 2004, o total havia aumentado para aproximadamente US$ 700 bilhões, com uma parcela estimada entre metade e dois terços mantida no exterior. Em 31 de dezembro de 2022, havia aproximadamente US$ 2,26 trilhões em cédulas estadunidenses em circulação. As moedas metálicas correspondiam a uma parcela adicional do dinheiro físico.
Dolarização no Brasil
Nas décadas de 1980 e 1990, durante a inflação elevada e persistente no Brasil, foram discutidas propostas de usar a taxa de câmbio ou vincular a moeda nacional ao dólar para estabilizar os preços. As propostas de âncora cambial levantavam preocupações sobre a perda de autonomia monetária e a vulnerabilidade a crises externas. O economista Paulo Nogueira Batista Jr., crítico da dolarização, argumentava que seus efeitos favoráveis de curto prazo poderiam ser acompanhados de graves dificuldades no médio e longo prazos, especialmente no Brasil.
Em 1994, o Plano Real introduziu a Unidade real de valor, chamada URV, para separar a unidade em que os preços eram expressos da moeda então usada nos pagamentos. Embora o valor da URV acompanhasse o do dólar como referência cambial no lançamento do plano, a implementação do programa não significou a adoção da moeda dos Estados Unidos. A legislação do Plano Real previu a relação de um real por dólar para o lastreamento inicial da nova moeda. O real foi inicialmente administrado por meio de um regime de bandas cambiais e, após a crise cambial de janeiro de 1999, passou a flutuar diante de outras moedas, inclusive do dólar.
Em dezembro de 2024, num período de turbulência no mercado financeiro, o dólar atingiu R$ 6,24. Em abril de 2011, a cotação chegou a aproximadamente R$ 1,58.
↑Cunhar é fabricar uma moeda metálica, normalmente pressionando o metal entre peças gravadas que deixam as imagens e inscrições em sua superfície.
↑Unidade de conta é a medida em que preços, receitas, despesas e dívidas são expressos. Esses valores podem ser registrados sem que exista a mesma quantia em cédulas ou moedas.
↑Uma liga metálica contém dois ou mais elementos. Parte do peso de uma moeda de prata pode vir de outros metais.
↑Um mill representa um décimo de centavo. Ele pode aparecer em preços e cálculos, mas não existe uma moeda corrente de um mill para entregar no caixa.
↑Disme foi uma das primeiras grafias adotadas para a unidade de um décimo do dólar. O nome depois se consolidou em inglês como dime.
↑A lei de 1792 definia o dime e o mill como subdivisões do dólar. Nas contas e nos pagamentos comuns, os valores passaram a ser expressos em dólares e centavos.
↑A expressão two bits, ainda conhecida em inglês, designa 25 centavos. Ela vem da divisão de uma antiga moeda espanhola em oito partes de valor igual.
↑Uma ação podia ser anunciada, por exemplo, por 10 dólares e um oitavo, em vez de 10 dólares e 12,5 centavos. Era assim que se escreviam muitas cotações nas bolsas de valores.
↑Um protótipo é uma peça experimental. Ele permite testar o desenho ou o tamanho de uma moeda, mas não significa que ela tenha sido distribuída ao público.
↑Uma moeda de investimento é comprada principalmente pelo metal precioso que contém. Seu preço de venda pode superar muito o valor gravado na peça.
↑Valor facial é a quantia inscrita na moeda ou cédula. Moedas raras ou feitas de ouro podem custar muito mais que a quantia gravada nelas.
↑Shinplaster era um apelido depreciativo para pequenos papéis usados como dinheiro. A palavra combina termos ingleses para canela da perna e emplastro, uma referência irônica ao papel de pouco valor.
↑Na conversa cotidiana, twenty bucks significa vinte dólares. Buck é uma gíria informal para o dinheiro, não o nome oficial de uma cédula.
↑A expressão significa transferir uma responsabilidade para outra pessoa. Seu sentido atual não depende de haver dinheiro envolvido.
↑Quid é uma gíria britânica para libra esterlina. Ten quid significa dez libras, como ten bucks significa dez dólares.
↑O nome junta as palavras inglesas green, verde, e back, verso. Surgiu por causa da cor das cédulas e mais tarde passou a ser usado para o dólar em geral.
↑O apelido não é literal. Benjamin Franklin e Alexander Hamilton aparecem em cédulas em circulação, mas nenhum dos dois foi presidente dos Estados Unidos.
↑Monopoly é um jogo de tabuleiro em que se compram propriedades com cédulas fictícias. No Brasil, a comparação lembra o Banco Imobiliário e a ideia de dinheiro sem valor fora do jogo.
↑Sawbuck também pode significar um cavalete de serrar madeira. O formato cruzado de alguns desses cavaletes lembra o X romano, que representa dez.
↑A letra C representa cem nos algarismos romanos. C-note é um apelido informal para a cédula de cem dólares.
↑Na linguagem informal dos Estados Unidos, a grand equivale a mil dólares. Dizer five grand é o mesmo que dizer cinco mil dólares.
↑A forma US$ distingue o dólar estadunidense de outras moedas também chamadas dólar.
↑O cifrão pode ser desenhado com uma ou duas barras verticais. As duas formas representam o mesmo símbolo, embora o traçado varie conforme a fonte usada.
↑O nome vem do valor de oito reales da moeda inteira. Não quer dizer que ela fosse sempre dividida fisicamente em oito pedaços.
↑A fabricação por máquinas permitiu produzir moedas com peso e formato mais uniformes do que as peças feitas manualmente. Isso facilitava seu reconhecimento no comércio.
↑O quilate mede a proporção de ouro numa liga. Uma peça de 24 quilates é feita de ouro puro. Uma peça de 22 quilates contém também uma pequena parcela de outros metais.
↑Em documentos sobre moedas, metal fino é apenas a parte de ouro ou prata pura, descontados os outros metais usados na liga.
↑Duas moedas em paridade têm, pela regra adotada, o mesmo valor de troca. Isso não significa que sejam idênticas na aparência ou na composição.
↑Uma figura alegórica representa uma ideia, como a liberdade ou a justiça, em vez de retratar necessariamente uma pessoa que existiu.
↑Continental Currency quer dizer moeda continental. O Congresso emitiu essas cédulas durante a luta pela independência, antes da criação do sistema monetário dos Estados Unidos.
↑A expressão tornou-se uma forma irônica de dizer que algo não vale quase nada. Ela lembra a forte perda de valor dessas cédulas durante a guerra.
↑Nesse sistema, a lei define o valor da moeda em relação a dois metais, geralmente ouro e prata. Quando os preços desses metais mudam no mercado, um deles pode deixar de circular com facilidade.
↑A proporção legal indicava quantas partes de prata correspondiam a uma parte de ouro em valor. Ela não precisava coincidir com o preço dos metais no mercado.
↑A cunhagem livre permitia levar metal à Casa da Moeda para transformá-lo em moedas segundo padrões fixados em lei. As restrições posteriores limitaram quem podia levar o metal para cunhagem.
↑Eagle quer dizer águia em inglês. No sistema monetário histórico dos Estados Unidos, também era o nome de uma moeda de ouro de dez dólares.
↑Um título do Tesouro é uma promessa de pagamento feita pelo governo a quem lhe empresta dinheiro. Num título de curto prazo, o governo deve devolver o dinheiro depois de pouco tempo.
↑Demand significa a pedido. O nome indicava que o portador podia solicitar o resgate dessas notas, nas condições previstas na época.
↑Conversibilidade é o direito de trocar uma forma de dinheiro por outra, como cédulas por ouro, pelas condições estabelecidas na lei. Suspender a conversibilidade interrompe essa troca garantida.
↑Esse nome reúne decisões judiciais dos Estados Unidos sobre o poder do governo federal de determinar que seu papel-moeda fosse aceito no pagamento de dívidas.
↑Nesse contexto histórico, pagamento em espécie não significa receber mercadorias. Nesse caso, o pagamento era feito em moeda metálica, especialmente ouro, em vez de papel-moeda.
↑Essa massa era usada como referência nas cotações internacionais do ouro. O preço indicava quanto dinheiro correspondia àquela quantidade de metal, não a uma moeda de ouro em particular.
↑Uma cotação contábil serve para registrar o valor do ouro nos balanços públicos. Ela não significa, por si só, que qualquer pessoa possa trocar dólares por ouro a esse preço.
↑O nome identifica as cédulas emitidas sob o sistema da Reserva Federal. Apesar do nome, elas não dão ao público o direito de trocá-las por uma quantidade fixa de ouro.
↑Os certificados de ouro e de prata eram formas de papel-moeda ligadas a reservas desses metais, segundo as regras de cada época. Esses certificados eram diferentes das cédulas que a Reserva Federal emite.
↑Bancos centrais guardam ativos em moedas estrangeiras para pagamentos internacionais, momentos de crise e intervenções cambiais. Quando bancos centrais de muitos países mantêm uma moeda em suas reservas, ela pode ser usada em pagamentos internacionais além das fronteiras do país emissor.
↑Nesses mercados, governos, empresas e investidores podem tomar emprestado ou aplicar dinheiro em contratos cujo valor é expresso em dólares, mesmo estando em outros países.
↑Penny é o apelido cotidiano da moeda de um centavo nos Estados Unidos. A palavra também é usada para moedas de outros países, como a britânica, mas os valores são diferentes.
↑Nickel é o nome informal da moeda de cinco centavos. A palavra também significa níquel, mas a moeda tradicional contém mais cobre do que níquel.
↑Quarter quer dizer um quarto. Como um dólar tem cem centavos, um quarto de dólar corresponde a 25 centavos.
↑A independência foi declarada em 1776. Em 2026, a Casa da Moeda adotou desenhos especiais para marcar os 250 anos desse acontecimento.
↑Anverso é a face considerada principal da moeda, geralmente com um retrato ou símbolo. Reverso é o outro lado.
↑Serrilhas são pequenos sulcos na borda de uma moeda. Além de ajudar a distingui-la pelo tato, historicamente dificultavam a retirada discreta de metal precioso das bordas.
↑A expressão significa dólar dourado. A cor vem da liga metálica usada na moeda, não de uma camada de ouro.
↑O Tesouro emitiu ainda moedas de investimento e comemorativas com valores faciais de US$ 25, US$ 50 e US$ 100, que não se destinam à circulação cotidiana.
↑Valor numismático é o preço que colecionadores pagam por uma moeda por causa de sua raridade, conservação, idade ou trajetória, mesmo que o metal nela contido valha menos.
↑As moedas de prova são fabricadas com cuidado especial para destacar seus detalhes. Costumam ser vendidas a colecionadores, e não distribuídas para o uso diário.
↑A série identifica uma versão de uma cédula. O ano indicado na série não é necessariamente o ano em que cada exemplar foi impresso.
↑Essas notas históricas, emitidas por bancos regionais sob regras próprias, não devem ser confundidas com as Federal Reserve Notes atuais, apesar da semelhança dos nomes.
↑Horse blanket significa cobertor de cavalo. Era uma brincadeira com o tamanho das antigas cédulas, maiores que as emitidas desde 1928.
↑Essas notas eram usadas apenas em operações financeiras institucionais. Nunca foram distribuídas para compras ou pagamentos cotidianos.
↑Adotar o dólar não dá ao país controle sobre sua emissão ou sobre a taxa de juros dos Estados Unidos. O dinheiro pode circular ali mesmo sendo produzido em outro país.
↑O Equador utiliza cédulas de dólar dos Estados Unidos e também emite moedas próprias de centavos, de valor correspondente ao das moedas estadunidenses.
↑Num sistema multimoedas, duas ou mais moedas podem ser usadas legalmente no mesmo país. Isso é diferente de apenas aceitar dólares informalmente em algumas lojas.
↑Uma loja pode aceitar pagamentos em dólares por escolha própria, sem que a moeda seja oficial. Nesse caso, a taxa de conversão usada na venda pode não coincidir com a publicada pelo banco central.
↑O sistema tem bancos regionais que executam funções bancárias e operacionais. As decisões gerais de política monetária são tomadas para o país inteiro.
↑A base monetária não é formada apenas pelas notas na carteira das pessoas. Ela inclui também reservas que os bancos mantêm no banco central.
↑Essas siglas agrupam diferentes formas de dinheiro. M1 reúne valores mais disponíveis para pagamentos. M2 acrescenta outras modalidades de depósitos e aplicações que podem ser convertidos em dinheiro com facilidade.
↑Alíquota zero significa que a regra não obriga o banco a manter um percentual mínimo de determinados depósitos como reserva. Isso não quer dizer que os bancos tenham deixado de manter reservas.
↑Quando o banco central compra ou vende títulos no mercado, altera a quantidade de reservas disponível no sistema bancário. Não é necessário imprimir novas cédulas a cada operação.
↑Janela de redesconto é o nome tradicional do canal pelo qual instituições qualificadas obtêm empréstimos diretamente do banco central. Não se trata de um balcão aberto ao público.
↑Moeda de alta potência é o dinheiro criado pelo banco central e usado nos pagamentos entre bancos e na emissão de papel-moeda. Seu crescimento não leva automaticamente ao mesmo aumento dos empréstimos.
↑COFER é a sigla inglesa da série estatística do FMI sobre a composição das reservas cambiais oficiais. Ela separa as reservas por moeda e não inclui o ouro mantido pelos bancos centrais.
↑Um depósito em dólares feito em um banco estrangeiro continua denominado em dólares. O nome eurodólar não significa que o saldo esteja em euros.
↑O programa busca identificar movimentações financeiras ligadas a atividades terroristas. O acesso a mensagens da rede envolve regras legais e não equivale a controlar toda a rede SWIFT.
↑Commodities são produtos negociados em grandes quantidades, como petróleo, trigo e metais. Os contratos internacionais desses produtos muitas vezes têm preços em dólares, mesmo quando os Estados Unidos não participam da negociação.
↑Uma cesta cambial combina várias moedas para acompanhar o valor de outra. A mudança do índice depende da variação de todas as moedas incluídas, não de uma cotação isolada.
↑Inadimplência ocorre quando alguém deixa de pagar uma dívida nas condições combinadas. Uma dívida em dólar pode ficar mais pesada para quem ganha em uma moeda que se desvaloriza.
↑Em uma banda cambial, a cotação pode variar dentro de determinados limites. O banco central pode intervir quando o preço se aproxima das bordas desse intervalo.
↑Uma taxa à vista é usada para uma operação cambial de liquidação próxima à data da negociação. A média anual resume muitas cotações e não representa o preço de todos os dias daquele ano.
↑Em 1970, o valor de um dólar também podia ser expresso, no sistema pré-decimal britânico, como oito xelins e quatro pênis, equivalentes a 0,4167 libra.
↑Se uma unidade de moeda estrangeira vale dois dólares, um dólar vale meia unidade dessa moeda. Para dados diários variáveis, inverter a média pode dar resultado um pouco diferente de tirar a média dos valores invertidos.
↑O México modificou a unidade monetária em 1993, quando mil pesos antigos passaram a valer um novo peso. Os valores entre 1970 e 1990 estão em pesos antigos. Os de 1993 em diante estão em pesos novos. Em 1985 e 1990, o valor de referência corresponde à média de uma taxa oficial administrada, não necessariamente à média do mercado livre.
↑Até 1991, a linha usa as taxas oficiais do rublo soviético, que não provinham de um mercado de câmbio livre. A partir de 1992, os valores são da moeda russa. Em 1998, mil rublos antigos passaram a equivaler a um rublo novo. Série histórica do Banco Central da Rússia (em inglês).
↑Na compra e venda de dinheiro estrangeiro, o estabelecimento pode usar preços diferentes para comprar dólares do cliente e para vendê-los a ele. Taxas e outros custos também influenciam o valor final.
↑A PTAX é uma taxa de referência calculada pelo Banco Central do Brasil a partir de consultas ao mercado. Não é necessariamente a cotação que uma pessoa consegue ao comprar dólares no banco ou numa casa de câmbio.
↑Dinheiro em circulação é o total de cédulas e moedas emitidas que ainda estão fora dos cofres do órgão emissor. Não significa que todo esse valor esteja sendo gasto a cada dia.
↑Uma âncora cambial procura usar o valor de uma moeda estrangeira como referência para estabilizar preços e expectativas. O país pode usar essa referência sem substituir sua moeda pelo dólar.
↑Dolarizar pode significar adotar oficialmente uma moeda estrangeira ou ampliar muito seu uso na economia. Ter uma conta ou uma reserva em dólares, por si só, não torna um país dolarizado.
↑Durante a transição do Plano Real, muitos preços eram expressos em URV, mas pagos na moeda que ainda circulava. Os preços ficavam mais fáceis de comparar, mesmo com as rápidas mudanças no valor da moeda.
↑Lastro é a referência ou garantia prevista para sustentar o valor de uma moeda. A regra inicial do Plano Real não significava que cada nota de real pudesse ser trocada livremente por um dólar.
↑Florian Cajori (1929). A History of Mathematical Notations. 2. Nova Iorque: Dover. pp.15–29. ISBN0-486-67766-4
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