Ume Aimane (em árabe: أمّ أيمن; romaniz.: Umm Ayman), nascida Baraca binte Talaba ibne Anre Alabaxia (em árabe: بَرَكَة بِنْت ثَعْلَبَة بْن عَمْر الْحَبَشِيَّة; romaniz.: Baraka bint Thaʿlaba ibn ʿAmr al-Ḥabashiyya; m. 645, segundo uma das cronologias), também conhecida pelas cunhas Ume Zabá e Ume Uçama, foi uma companheira do profeta islâmico Maomé. De origem abissínia, serviu sucessivamente à família de Abede Almotalibe, Abedalá ibne Abede Almotalibe, Amina binte Uabe e, por fim, a Maomé, a quem criou desde o nascimento e acompanhou durante a infância. Libertada após o casamento do profeta com Cadija, casou-se primeiro com Ubaide ibne Zaíde Alcazeraji, de quem teve Aimane, e depois com Zaíde ibne Harita, tornando-se mãe de Uçama ibne Zaíde. Entre os primeiros integrantes da casa de Maomé a abraçar o islão, participou de diversas campanhas militares ao lado do profeta, entre elas as batalhas de Uude, Caibar e Hunaine. Era tratada por Maomé como "minha mãe depois de minha mãe", em reconhecimento aos cuidados que lhe dispensara desde o nascimento. Após a morte do profeta, continuou a ser visitada por Abu Becre e Omar, permanecendo figura respeitada entre os primeiros muçulmanos.
Baraca binte Talaba ibne Anre Alabaxia era de origem abissínia e, segundo a tradição mais aceita, pertencia inicialmente a Abede Almotalibe, passando por herança para seu filho Abedalá ibne Abede Almotalibe ou para Amina binte Uabe. Após a morte de ambos, tornou-se serva de Maomé. Outra tradição afirma que teria sido presenteada ao profeta por uma irmã de Cadija, embora Bünyamin Erul considere mais plausível a transmissão por herança, uma vez que Baraca já cuidava de Maomé desde seu nascimento e permaneceu continuamente ao seu lado durante a infância. As fontes islâmicas atribuem a Ume Aimane a criação de Maomé durante seus primeiros anos de vida. Segundo essa tradição, ela atuou como sua ama e também o amamentou. Quando Amina binte Uabe viajou com o filho para Medina a fim de visitar parentes maternos, Baraca acompanhou ambos na viagem. Durante o retorno, Amina morreu em Alabuá, cabendo a Baraca conduzir o menino de volta a Meca, onde continuou responsável por sua criação até a idade adulta.
Depois do casamento de Maomé com Cadija, Baraca recebeu a liberdade. Casou-se então com Ubaide ibne Zaíde Alcazeraji, união da qual nasceu seu primeiro filho, Aimane, origem da cunha pela qual se tornaria conhecida. Após a morte do marido, voltou a casar-se, poucos anos depois do início da missão profética de Maomé, com Zaíde ibne Harita, antigo escravo libertado do profeta. Desse casamento nasceu Uçama ibne Zaíde. Ume Aimane esteve entre os primeiros integrantes da casa de Maomé a abraçar o islão. O profeta a considerava uma lembrança de seu avô e de seus pais, tratando-a com profundo respeito e afeto e referindo-se a ela como "minha mãe depois de minha mãe". Visitava-a com frequência e preservou essa relação mesmo após seu casamento. Quando realizou a Hégira, determinou que Zaíde ibne Harita e Abu Rafi conduzissem de Meca para Medina seus familiares e pessoas próximas, entre as quais estavam Ume Aimane e seu filho Uçama.