| Universal Music Group | |
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Sede operacional em Santa Mônica, Califórnia | |
| Razão social | Universal Music Group N.V. |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | Euronext: UMG; componente do AEX Index; ISIN NL0015000IY2 |
| Atividade | Entretenimento e música |
| Fundação | setembro de 1934 (filial estadunidense da Decca Records) 1989 (como MCA Music Entertainment Group) 9 de dezembro de 1996 (forma atual) |
| Sede | Hilversum, Países Baixos (corporativa) Santa Mônica, Califórnia, Estados Unidos (operacional) |
| Área(s) servida(s) | Mundial (exceto Rússia e Bielorrússia) |
| Proprietário(s) | família Bolloré (28,3%) Tencent Music (11,4%) Outros (60,3%) |
| Pessoas-chave | Sir Lucian Grainge (presidente e CEO) Sherry Lansing (presidente do conselho) |
| Empregados | 8.319 (2018) |
| Divisões | Selos da Universal Music Group |
| Receita | € 11,108 bilhões (US$ 12,428 bilhões) (2023) |
| LAJIR | € 1,418 bilhão (US$ 1,586 bilhão) (2023) |
| Website | universalmusic.com universalmusic.com.br (Brasil) universalmusic.pt (Portugal) |
Universal Music Group N.V., frequentemente abreviada como UMG e também chamada de Universal Music Group ou Universal Music, é uma corporação musical neerlandesa-estadunidense constituída segundo o direito dos Países Baixos. Sua sede corporativa fica em Hilversum, nos Países Baixos, e a sede operacional em Santa Mônica, Califórnia.
É a maior companhia musical do mundo e integra, com a Sony Music e a Warner Music Group, o grupo das três grandes companhias fonográficas globais. A Tencent adquiriu 10% da Universal Music Group em março de 2020 por € 3 bilhões e ampliou a participação em mais 10% em janeiro de 2021. A Pershing Square Holdings adquiriu posteriormente 10% da UMG antes de sua oferta pública inicial na Euronext Amsterdã. A família francesa Bolloré ainda detém cerca de 28% da UMG, 18% diretamente e 10% por meio da Vivendi, anteriormente chamada Vivendi Universal. A empresa abriu seu capital em 21 de setembro de 2021, com valor de mercado de cerca de € 46 bilhões.
Em abril de 2024, o catálogo da UMG reunia mais de três milhões de gravações e quatro milhões de composições.
As origens da empresa remontam à criação da filial estadunidense da Decca Records em setembro de 1934. Seu nome e seu logotipo derivam da Universal Pictures, fundada por Carl Laemmle. Embora o estúdio cinematográfico e a companhia musical tenham uma origem empresarial comum, o primeiro pertence à Comcast, enquanto o negócio musical é uma companhia independente.
Durante a Segunda Guerra Mundial, muitas gravadoras entregaram suas matrizes metálicas para reciclagem ligada ao esforço de guerra. A Universal seguiu caminho diferente e doou mais de 200 mil matrizes históricas à Biblioteca do Congresso. A Decca Record Co. Ltd., do Reino Unido, separou a Decca estadunidense de suas operações em 1939. A MCA Inc. fundiu-se com a Decca estadunidense em 1962.
Em novembro de 1990, o conglomerado japonês Matsushita Electric concordou em adquirir a MCA por US$ 6,59 bilhões. Em 1995, a Seagram adquiriu 80% da MCA da Matsushita. Em 9 de dezembro de 1996, a empresa passou a se chamar Universal Studios, Inc., e sua divisão musical recebeu o nome Universal Music Group. A MCA Records permaneceu como selo da UMG. Em maio de 1998, a Seagram comprou a PolyGram e a incorporou à Universal Music Group no início de 1999. Os ativos de entretenimento da Seagram, entre eles a UMG, foram vendidos em 2000 ao conglomerado francês Vivendi.
Em maio de 2004, a Universal Music Group passou a ter administração separada da Universal Studios quando a Vivendi vendeu 80% da Universal à General Electric, que depois fundiu o negócio com a NBC para formar a NBCUniversal. A mudança ocorreu dois meses após a separação da Warner Music Group da Time Warner. Em fevereiro de 2006, a Vivendi comprou os 20% restantes da UMG da Matsushita Electric. Em 6 de setembro de 2006, a Vivendi anunciou a compra da BMG Music Publishing por € 1,63 bilhão, equivalente então a US$ 2,4 bilhões. Após a aprovação regulatória da União Europeia, a aquisição foi concluída em 25 de junho de 2007.
Em junho de 2007, a UMG adquiriu a Sanctuary, que deu origem à Bravado, divisão de merchandising de entretenimento e gestão de marcas da empresa. Em 2008, a Universal Music Group concordou em disponibilizar seu catálogo ao Spotify, então um novo serviço de streaming, para uso limitado fora dos Estados Unidos.
Doug Morris deixou o cargo de CEO em 1 de janeiro de 2011. O então presidente e CEO da Universal Music International, Lucian Grainge, foi promovido a CEO da empresa. Grainge substituiu Morris também na presidência em 9 de março de 2011. Morris tornou-se presidente da Sony Music em 1 de julho de 2011. Com a nomeação de Grainge como CEO da UMG, Max Hole foi promovido a diretor de operações da UMGI, com efeito em 1 de julho de 2010. Em janeiro de 2011, a UMG anunciou a doação de 200 mil matrizes gravadas entre as décadas de 1920 e 1940 à Biblioteca do Congresso, para preservação.
Em 2011, a EMI concordou em vender suas operações de música gravada à Universal Music Group por £ 1,2 bilhão, equivalentes então a US$ 1,9 bilhão, e sua editora musical a um consórcio liderado pela Sony por US$ 2,2 bilhões. A Warner Music Group, que também disputava a divisão de música gravada, teria feito uma oferta de US$ 2 bilhões. A Independent Music Companies Association, conhecida pela sigla IMPALA, opôs-se à fusão. Em março de 2012, a União Europeia abriu uma investigação sobre a aquisição. A União Europeia consultou concorrentes e grupos de consumidores sobre a possibilidade de o negócio elevar preços e excluir concorrentes.
Em 21 de setembro de 2012, a venda da EMI à UMG foi aprovada na União Europeia e nos Estados Unidos, respectivamente pela Comissão Europeia e pela Comissão Federal do Comércio. A Comissão Europeia condicionou a autorização à venda de um terço das operações totais da companhia resultante para empresas com experiência comprovada no setor musical. A UMG vendeu Mute Records, Parlophone, Roxy Recordings, MPS Records, Cooperative Music, Now That's What I Call Music!, Jazzland, Universal Greece, Sanctuary Records, Chrysalis Records, EMI Classics, Virgin Classics e os selos regionais europeus da EMI. A UMG manteve os Beatles, anteriormente na Parlophone, e Robbie Williams, anteriormente na Chrysalis. O catálogo dos Beatles foi transferido à Calderstone Productions, criada pela UMG, e o de Williams à Island Records.
A Universal Music Group concluiu a aquisição da EMI em 28 de setembro de 2012. Em novembro, Steve Barnett foi nomeado presidente e CEO do Capitol Music Group. Ele havia sido diretor de operações da Columbia Records. Para cumprir as condições impostas pela Comissão Europeia após a compra da EMI, a Universal Music Group vendeu o catálogo da Mute à alemã BMG Rights Management em 22 de dezembro de 2012. Dois meses depois, a BMG adquiriu a Sanctuary Records por € 50 milhões, equivalentes então a US$ 58 milhões.
Em 8 de fevereiro de 2013, a Warner Music Group comprou o Parlophone Label Group, que reunia Parlophone, Chrysalis Records, EMI Classics, Virgin Classics e as divisões belga, tcheca, dinamarquesa, francesa, norueguesa, portuguesa, espanhola, eslovaca e sueca da EMI Records, por US$ 765 milhões, equivalentes a £ 487 milhões. No fim daquele mês, a Sony Music adquiriu a participação europeia da UMG em Now That's What I Call Music! por aproximadamente US$ 60 milhões. A Play It Again Sam adquiriu a Co-Operative Music por £ 500 mil em março de 2013.
Concluída a integração da EMI à Universal Music, as operações britânicas ficaram divididas em cinco unidades de selos: Island, Polydor, Decca, Virgin EMI e Capitol. Na Grécia, como parte das vendas exigidas, a Universal Music manteve a Minos EMI e vendeu a Universal Music Greece a investidores gregos, que a rebatizaram de Cobalt Music. A Edel AG adquiriu da Universal o catálogo da MPS em janeiro de 2014.
Em 20 de março de 2013, a UMG anunciou a ampliação mundial de seu acordo exclusivo de distribuição com o Disney Music Group, exceto no Japão. Pelo acordo, os selos e artistas da Disney Music Group passaram a ter acesso à rede de produtores e compositores da UMG em escala mundial. O acordo também concedeu à UMG acesso amplo aos direitos ligados ao catálogo de 85 anos de trilhas sonoras e álbuns da Disney. Em 2 de abril de 2013, as divisões de música gospel da Motown Records e da EMI foram reunidas em um novo selo, Motown Gospel. Em maio de 2013, a japonesa SoftBank ofereceu US$ 8,5 bilhões à Vivendi pela UMG, mas a proposta foi rejeitada.
Em julho de 2018, o JPMorgan estimou que a UMG poderia valer até US$ 40 bilhões e elevou a estimativa para US$ 50 bilhões em 2019. Em agosto de 2013, a UMG tornou-se a primeira companhia nos Estados Unidos a ter nove das dez músicas mais vendidas no ranking digital da SoundScan. Semanas depois, foi a primeira a ocupar todas as dez primeiras posições da Billboard Hot 100. Em setembro de 2013, a UMG recebeu um American Scene Award da SAG-AFTRA por seu compromisso com a diversidade, exemplificado por seu "catálogo completo e quadro de artistas".
Em 1 de abril de 2014, a Universal Music anunciou a dissolução do Island Def Jam Music Group, um dos quatro grupos operacionais da companhia. Grainge explicou a decisão afirmando: "Por mais que trabalhássemos para construir 'IDJ' como marca, essa marca jamais poderia ser tão forte quanto cada uma das partes que formavam a IDJ". Island Records e Def Jam passaram a operar como gravadoras autônomas. David Massey e Bartels, que trabalhavam respectivamente na Island e na Def Jam, foram nomeados separadamente para dirigir os novos selos. Barry Weiss, que havia deixado a Sony Music para comandar o Island Def Jam em 2012, quando a Motown foi incorporada ao grupo, deixou a Universal Music. Como parte da reorganização, a Motown Records foi transferida para Los Angeles e passou a integrar o Capitol Music Group. Ethiopia Habtemariam, então vice-presidente da gravadora, foi promovida a presidente e CEO. Habtemariam deixou a Motown em 29 de novembro de 2022.
Um mês após a dissolução do Island Def Jam, o então CEO da Interscope Records, Jimmy Iovine, deixou a gravadora, encerrando uma relação de 29 anos com a UMG. A MCA havia adquirido a Interscope por US$ 200 milhões em 1995. A saída de Iovine abriu caminho para uma reorganização da Interscope Geffen A&M, e o diretor de operações John Janick tornou-se seu presidente e CEO. Grainge afirmou sobre Janick: "Desde que chegou à UMG há quase dois anos, ele tem mostrado repetidamente por que é amplamente visto como um dos executivos mais talentosos, inovadores e empreendedores da indústria musical e será um dos nomes da próxima geração de líderes do setor. John é o executivo ideal para escrever o próximo capítulo da história da IGA".
Em 2024, a UMG reorganizou seus selos em grupos das costas leste e oeste dos Estados Unidos. Island, Def Jam, Republic e Mercury Records passaram para o Republic Corps., sediado em Nova Iorque, enquanto Interscope, Geffen e Capitol Records ficaram sob o Interscope Capitol Labels Group, sediado em Santa Mônica.
A Universal Music Group entrou na produção de cinema e televisão ao comprar a Eagle Rock Entertainment em 2014. Sua primeira produção cinematográfica de grande porte foi Amy, vencedora do Oscar de melhor documentário, e a empresa também participou dos documentários Kurt Cobain: Montage of Heck e The Beatles: Eight Days a Week. Em janeiro de 2016, a UMG contratou David Blackman, então presidente de produção da Laurence Mark Production, para comandar o desenvolvimento e a produção de cinema e televisão, e o produtor teatral Scott Landis como consultor especial de desenvolvimento e produção teatral. A vice-presidente executiva da UMG Michele Anthony e a presidente e CEO do Universal Music Publishing Group, Jody Gerson, passaram a supervisionar a dupla. Em 11 de fevereiro de 2017, a PolyGram Entertainment foi relançada como unidade de cinema e televisão da Universal Music Group sob o comando de Blackman.
Em 2015, a Capitol Records obteve os principais Grammy Awards daquele ano. Sam Smith recebeu os prêmios de artista revelação, gravação do ano e canção do ano, enquanto Beck venceu o álbum do ano. Em março de 2016, a Universal Music Canada doou os arquivos da EMI Music Canada à Universidade de Calgary. Em maio de 2016, a UMG comprou a agência de marketing digital Famehouse. No mesmo ano, Paul McCartney e os Bee Gees assinaram com a Capitol Records, incluindo contratos para seus catálogos.
Em abril de 2017, a UMG assinou um novo acordo plurianual de licenciamento com o Spotify, e no mês seguinte fechou um acordo com a Tencent. Em julho de 2017, "Despacito", de Luis Fonsi e Daddy Yankee, com participação de Justin Bieber, tornou-se a faixa com mais reproduções por streaming até então. Em 2018, a canção já havia estabelecido recordes do Guinness World Records, entre eles o maior número de semanas na primeira posição da Billboard Hot Latin Songs e o vídeo mais visto na internet.
Em agosto de 2017, a UMG e a Grace/Beyond acertaram o desenvolvimento de três séries televisivas baseadas em música: 27, Melody Island e Mixtape. 27 teria como tema músicos aos 27 anos, idade em que morreram integrantes do chamado Clube dos 27. Melody Island seria uma série animada inspirada em música de ilhas tropicais, acompanhada por segmentos de artesanato ao vivo. Mixtape teria doze episódios, cada um relacionado a uma música.
Em outubro de 2017, a UMG anunciou a Accelerator Engagement Network, iniciativa voltada ao desenvolvimento de empresas emergentes ligadas à música em diferentes países. Em novembro, a USC Annenberg anunciou a participação da UMG na Annenberg Inclusion Initiative. A empresa foi a primeira companhia musical a participar do projeto, voltado a ampliar a presença de mulheres e de grupos raciais e étnicos sub-representados na indústria de mídia.
Em dezembro de 2017, a Universal Music Group adquiriu os selos Stiff e ZTT, além da Perfect Songs Publishing, do SPZ Group de Trevor Horn. A BMG Rights Management, por meio da subsidiária Union Square Music, manteve os catálogos anteriores. No mesmo mês, a UMG assinou um acordo global plurianual com o Facebook, tornando-se a primeira das três grandes companhias fonográficas a licenciar seus catálogos de gravações e edição musical para vídeos e outras experiências sociais no Facebook, Instagram e Oculus. Sony e Warner firmaram contratos semelhantes com o Facebook no ano seguinte. Em 19 de dezembro de 2017, a UMG também assinou um acordo plurianual de licenciamento com o YouTube.
Em junho de 2018, a Universal Music Japan anunciou um acordo exclusivo de licenciamento com o Disney Music Group. Com a inclusão do Japão, a UMG passou a distribuir os lançamentos do Disney Music Group em todo o mundo. Em julho, os Rolling Stones assinaram um acordo mundial com a UMG que abrangia seus catálogos de música gravada e audiovisual, apoio a arquivos, merchandising mundial e gestão da marca. Naquele mês, a Vivendi anunciou que avaliaria vender até metade da Universal Music Group a um ou mais investidores.
No relatório semestral de 2018 da Nielsen sobre o mercado musical dos Estados Unidos, a UMG tinha oito dos dez artistas mais bem colocados, entre eles todos os cinco primeiros, e os oito artistas mais bem classificados em reproduções de áudio sob demanda. Em agosto de 2018, a UMG anunciou uma expansão na África. Abriu um escritório em Abidjã para administrar suas operações na África francófona e apresentou a Universal Music Nigeria, em Lagos, voltada à contratação de artistas locais e sua promoção internacional. Em setembro, Elton John assinou um acordo mundial com a UMG para música gravada, edição musical, gestão de marca e direitos de licenciamento.
Em 19 de novembro de 2018, Taylor Swift assinou um novo contrato para vários álbuns com a UMG. Nos Estados Unidos, seus lançamentos futuros seriam promovidos pela Republic Records. Além da propriedade prometida de suas matrizes, a UMG concordou que, caso vendesse parte de sua participação no Spotify, distribuiria parte dos recursos entre seus artistas sem exigir recuperação posterior desses valores.
Em dezembro de 2018, "Bohemian Rhapsody", do Queen, tornou-se a música da era anterior ao streaming com mais reproduções em plataformas digitais e a canção de rock clássico mais reproduzida até então. Em fevereiro de 2019, a UMG adquiriu integralmente a distribuidora musical Ingrooves. Em junho, YouTube e UMG anunciaram a atualização de mais de mil videoclipes populares para alta definição, com lançamentos previstos até 2020. Em agosto de 2019, Tencent e Vivendi iniciaram negociações para a venda de 10% da participação da Vivendi na Universal Music à Tencent. O negócio era estimado em US$ 3,36 bilhões.
Em fevereiro de 2020, a Vivendi anunciou que pretendia abrir o capital da UMG dentro de três anos. Em 16 de junho de 2020, a Universal rebatizou a Virgin EMI Records como EMI Records e nomeou Rebecca Allen, ex-presidente do selo Decca da UMG, presidente da gravadora, retomando a marca EMI. Na mesma data, a UMG anunciou novas afiliadas no Marrocos e em Israel. Em julho de 2020, a UMG assinou um novo acordo plurianual de licenciamento com o Spotify.
Em junho de 2021, a Pershing Square Tontine Holdings, empresa de propósito específico comandada pelo investidor Bill Ackman, anunciou que adquiriria 10% da UMG antes da abertura de capital, em uma transação de US$ 4 bilhões. O acordo foi abandonado em julho de 2021 por questões regulatórias e foi anunciado que a Pershing Square Holdings, de Ackman, faria a compra diretamente.
Em setembro de 2021, a UMG foi admitida à negociação na Euronext Amsterdã. O preço de referência foi fixado em € 18,50 por ação, correspondente a uma capitalização de mercado de € 33,5 bilhões. A Vivendi distribuiu 60% de suas ações da UMG e manteve 10%. A família do empresário francês Vincent Bolloré passou a deter 28% das ações por meio da Bolloré, com 18%, e de sua subsidiária Vivendi, com 10%. A Tencent detinha 20%, e a Pershing Square Holdings, 10%. No primeiro dia de negociação, as ações abriram a € 25,25 e a capitalização chegou a cerca de € 46 bilhões, mais de um terço acima do valor de referência.
Em janeiro de 2022, a UMG, por meio da Ingrooves, adquiriu a gravadora islandesa Alda Music, que possuía os direitos de quase 80% de toda a música lançada na Islândia. Em fevereiro, a Universal Music Group anunciou uma parceria com a Curio, plataforma de NFTs, para criar coleções destinadas a seus selos e artistas. Em 31 de maio de 2022, a Universal Music Group anunciou classificações de crédito de longo prazo Baa1 e BBB atribuídas pela Moody's e pela S&P.
Em outubro de 2022, a Mercedes-Benz lançou uma colaboração de áudio para automóveis com a Apple Music e a Universal Music Group. Com o novo padrão, a UMG passou a permitir que artistas baseassem parte da aprovação final das músicas na maneira como a mixagem soava em um Mercedes-Benz e criou a identificação "Approved in a Mercedes-Benz". Em novembro, a Universal Music Group adquiriu 49% do grupo independente PIAS.
Em janeiro de 2023, Sherry Lansing foi nomeada presidente do conselho de administração da Universal Music Group. Em agosto, a UMG anunciou a aquisição da Chabaka, agência de marketing musical, publicação digital e distribuição sediada nos Emirados Árabes Unidos.
Em 2023, a Universal Music Group e o Deezer anunciaram um projeto para testar modelos de negócios de streaming que remunerassem de maneira diferente a música consumida pelos usuários. Em setembro, as empresas anunciaram o lançamento de um modelo de streaming centrado nos artistas, concebido para mudar a remuneração da música mais consumida pelos fãs. A Universal Music Group também criou em 2023 um programa de bolsas para estudantes de faculdades e universidades historicamente negras que pretendiam seguir a carreira médica.
Em outubro de 2023, a UMG e a BandLab Technologies criaram uma parceria para proteger direitos de artistas e compositores e promover o "uso ético" da inteligência artificial. No mesmo mês, a UMG formou uma parceria com a BMG Rights Management para desenvolver iniciativas conjuntas destinadas aos artistas contratados pela BMG em diferentes países.
Sem chegar a um novo acordo de licenciamento com o TikTok, a UMG retirou sua música da plataforma no fim de janeiro de 2024. Durante a teleconferência de resultados do quarto trimestre, em 29 de fevereiro, Grainge afirmou: "Não pode haver carona gratuita para plataformas globais enormes como o TikTok". A companhia informou que sua receita trimestral havia crescido 9%, para € 3,2 bilhões, equivalentes então a US$ 3,5 bilhões. Após a divulgação dos resultados, a UMG iniciou uma "reformulação organizacional estratégica" que envolveu demissões em toda a companhia.
Em janeiro de 2026, foi anunciada a compra, pela UMG, de uma participação minoritária na plataforma para superfãs Stationhead, após sua fusão com a plataforma de eventos musicais on-line Mellomanic. A companhia resultante continuou a operar sob o nome Stationhead, com a empresa de private equity Sterling Partners mantendo o controle. A UMG também firmou um acordo comercial para utilizar a tecnologia da plataforma.
No início de abril de 2026, a Pershing Square, acionista minoritária da UMG, ofereceu cerca de US$ 60 bilhões para adquirir a companhia, fundi-la com a Pershing Square SPARC Holdings e transferir a listagem das ações da Euronext Amsterdã para a Bolsa de Valores de Nova Iorque.
Em maio de 2026, o CEO da Bolloré, Cyrille Bolloré, pediu que a Universal Music Group rejeitasse a proposta de aquisição de Bill Ackman. Ele afirmou que a oferta subavaliava a gravadora, dependia do próprio caixa da UMG e não correspondia à estratégia de longo prazo da empresa. O conselho de administração da UMG rejeitou a proposta em 29 de maio de 2026.
A Universal Music Group opera por meio de selos e divisões fonográficas distribuídos por diferentes mercados.
A Universal Music Group participou com o Google do desenvolvimento da Vevo, serviço voltado a videoclipes e inspirado no Hulu. O modelo permitia a transmissão gratuita, financiada por publicidade, de vídeos e outros conteúdos musicais.
Em 24 de maio de 2018, a Vevo anunciou que deixaria de distribuir vídeos diretamente pelo Vevo.com e passaria a concentrar sua atividade principalmente na distribuição pelo YouTube.

A sede operacional da UMG fica em Santa Mônica, Califórnia. A Interscope Geffen A&M e a Universal Music Enterprises, divisão responsável por catálogos, também têm sede na cidade. Def Jam, Island e Republic Records mantêm escritórios em Santa Mônica. O presidente e CEO da UMG, Lucian Grainge, trabalha nos escritórios da companhia na cidade. A Universal Music Publishing também tem sua sede em Santa Mônica.

O Capitol Music Group tem sede no Prédio da Capitol Records, em Hollywood. A Universal Music Latin Entertainment também está sediada em Hollywood.
A Universal Music Group mantém um escritório secundário em Woodland Hills que abriga atividades financeiras, de royalties e operacionais.
A Universal Music Latin Entertainment tem sede em Miami, Flórida.
A Universal Music Group Nashville tem sede em Nashville.
A UMG mantém escritórios em Nova Iorque, onde ficam as sedes da Island Records, Def Jam Recordings, Republic Records, Verve Label Group e Spinefarm Records. Até 2027, a UMG deverá transferir seus escritórios nova-iorquinos para o PENN 2, ao lado do Madison Square Garden e sobre a Penn Station.
A Universal Music Spain tem sede em Madrid, Espanha.
A Universal Music Group Global, antes denominada Universal Music Group International ou UMGI, mantém escritórios em Londres.
A Universal Music GmbH, subsidiária alemã, tem sede em Berlim. Em 2002, mudou-se de Hamburgo para Friedrichshain, às margens do Rio Spree. Em fevereiro de 2024, a empresa deixou o edifício conhecido como Eierspeicher e transferiu-se para outro escritório na mesma rua.
A Universal Music Polska, da Universal Music Group, fica em Varsóvia.
A Universal Music Canada, da Universal Music Group, fica em Toronto.
A Universal Music Brasil tem sede no Rio de Janeiro e é presidida por Paulo Lima. Parte de seu catálogo brasileiro veio das operações da PolyGram, incorporadas à Universal após a fusão das duas companhias em 1999. O acervo inclui gravações lançadas originalmente pela PolyGram e por seus selos brasileiros, entre elas obras de artistas como Elis Regina, Cássia Eller e Cazuza.
Em julho de 2021, a UMG lançou a Virgin Music Brasil, voltada a serviços para artistas e selos independentes, em parceria com a Work Show. A dupla Henrique & Juliano foi a primeira contratação anunciada pela nova operação. Em maio de 2026, a HitLab Records passou a operar como hub oficial da Universal Music Brasil no Nordeste. A estrutura, com atividades entre Salvador e São Paulo, trabalha com música urbana, arrocha, forró e brega.
A Universal Music Publishing Group também mantém uma operação brasileira no Rio de Janeiro. Adriana Ramos assumiu a direção-geral da UMPG Brasil em março de 2024, depois de integrar a divisão desde 2013.
A UMG opera em mais de sessenta territórios, entre eles Austrália, América Central, Brasil, França, Índia, China continental, Hong Kong, Taiwan, África subsariana, Europa Central e Oriental, Nova Zelândia, Rússia, Ucrânia, Coreia do Sul, Singapura, Malásia, Indonésia e Filipinas. A sede jurídica da companhia fica nos Países Baixos. A Tencent, maior acionista corporativa da Universal Music Group, tem sede em Shenzhen, China. A Naspers, maior acionista controladora final da Tencent, tem sede na Cidade do Cabo, África do Sul.
Em 8 de março de 2022, a UMG suspendeu todas as suas operações na Rússia após a invasão russa da Ucrânia. O rapper estadunidense Offset anunciou no Instagram, em março de 2025, que faria uma apresentação em Moscou, apesar da suspensão das atividades no país por sua gravadora, a Motown Records, pertencente à Universal Music Group. O rapper DaBaby também se apresentou na Rússia.
Em 2023, a UMG anunciou a ampliação de suas operações no Marrocos com um novo escritório em Casablanca.
Em setembro de 2025, a iniciativa de boicote No Music for Genocide pediu que a UMG suspendesse suas operações em Israel em protesto contra o genocídio na Faixa de Gaza.
Em janeiro de 2022, as ações da companhia estavam distribuídas da seguinte maneira:
Em 2000, companhias musicais, entre elas a UMG, firmaram acordos de consentimento com a Comissão Federal do Comércio, sem admitir responsabilidade. Pelo acordo, deixariam de utilizar programas de preço mínimo anunciado, nos quais publicidade cooperativa subsidiada era oferecida a varejistas que aceitassem respeitar preços mínimos de divulgação.
Em 2002, um acordo semelhante foi firmado por editoras e distribuidoras musicais, entre elas Sony Music, Warner Music, Bertelsmann Music Group, EMI Music e Universal Music Group, além de alguns varejistas, com estados dos Estados Unidos, sem admissão de responsabilidade ou irregularidade. As companhias concordaram em pagar, em conjunto, US$ 67,4 milhões e distribuir US$ 75,7 milhões em CDs a organizações públicas e sem fins lucrativos. Estimou-se que os consumidores haviam pago US$ 500 milhões a mais, em até US$ 5 por álbum.
Em maio de 2006, uma investigação liderada pelo então procurador-geral do estado de Nova Iorque, Eliot Spitzer, concluiu que a Universal Music Group subornou emissoras de rádio para que tocassem músicas de Ashlee Simpson, Brian McKnight, Big Tymers, Nick Lachey, Lindsay Lohan e outros artistas vinculados a selos da Universal. A companhia pagou US$ 12 milhões ao estado em um acordo.
Em 2007, com apoio da Electronic Frontier Foundation, Stephanie Lenz processou a editora musical da UMG, alegando que a companhia havia solicitado indevidamente, com base na Digital Millennium Copyright Act, que o YouTube removesse um vídeo doméstico de 29 segundos em que o filho de Lenz dançava ao som de "Prince", na gravação de "Let's Go Crazy". Após anos de litígio, as partes chegaram a um acordo em 2018, antes de um julgamento sobre se a UMG acreditava subjetivamente que o vídeo infringia direitos autorais e não estava protegido por uso justo quando enviou a solicitação ao YouTube.
Em abril de 2016, a UMG fez com que o áudio de um vídeo em que Katherine Jenkins cantava o hino nacional britânico fosse silenciado. A companhia afirmou possuir direitos sobre a gravação de "God Save the Queen". O YouTube inicialmente atendeu à solicitação, mas depois voltou a disponibilizar o vídeo com a faixa de áudio original.
Em dezembro de 2007, a UMG anunciou um acordo com a Imeem que permitia aos usuários da rede social ouvir gratuitamente qualquer faixa do catálogo da Universal. Parte da receita publicitária gerada pelas músicas era repassada à gravadora. Todo o tráfego foi redirecionado para o Myspace depois que a empresa adquiriu a Imeem em 8 de dezembro de 2009.
Jody Rosen, do The New York Times, chamou o incêndio que atingiu a Universal Studios Hollywood em 1 de junho de 2008 de "o maior desastre da história da indústria musical". Em um espaço alugado da NBCUniversal, um documento oficial marcado como "Confidential" estimou que o fogo destruiu pelo menos 118.230 matrizes, correspondentes a cerca de 500 mil títulos de músicas pertencentes à UMG. O depósito continha matrizes da Decca Records, além de acervos de Chess Records, Impulse! Records, MCA, ABC, A&M, Geffen, Interscope e selos menores. Grande parte dessas matrizes, em alguns casos discografias inteiras de gravadoras, foi perdida no incêndio. Em comunicado de 12 de junho de 2019, a UMG afirmou que a reportagem do New York Times continha "numerosas imprecisões, afirmações enganosas, contradições e equívocos fundamentais sobre a extensão do incidente e os ativos afetados".
Após a publicação da reportagem, Questlove, do The Roots, confirmou que as matrizes de dois álbuns do grupo, entre elas gravações não utilizadas e multipistas, haviam sido perdidas no incêndio. O baixista do Nirvana, Krist Novoselic, disse acreditar que as matrizes do álbum Nevermind, de 1991, haviam "desaparecido para sempre". Representantes do R.E.M. anunciaram que investigariam os efeitos do incêndio sobre os arquivos da banda. Hole, Steely Dan, Rosanne Cash e Geoff Downes também falaram sobre possíveis perdas.
Um representante de Eminem confirmou que as matrizes do rapper haviam sido digitalizadas meses antes do incêndio, mas não soube confirmar se os rolos físicos foram afetados. O arquivista da UMG Patrick Kraus afirmou que as matrizes da Impulse! Records, John Coltrane, Muddy Waters, Ahmad Jamal, Nashboro Records e Chess Records haviam escapado do fogo e permaneciam no arquivo da Universal.
Howard King entrou com uma ação judicial em Los Angeles em 21 de junho de 2019 em nome de Soundgarden, Hole, Steve Earle, do espólio de Tupac Shakur e de uma ex-esposa de Tom Petty. A ação buscava o reconhecimento de uma ação coletiva de artistas cujas matrizes se acreditava terem sido destruídas no incêndio da Universal Studios.
Em 9 de dezembro de 2011, o Megaupload publicou um videoclipe chamado "The Mega Song", no qual artistas como Kanye West, Snoop Dogg, Alicia Keys e will.i.am manifestavam apoio à empresa. O vídeo também foi enviado ao YouTube, mas retirado depois de uma solicitação da UMG. O Megaupload afirmou que não havia conteúdo infrator e declarou: "assinamos acordos com todos os artistas que aparecem nesta campanha". O Megaupload exigiu um pedido de desculpas da UMG e ajuizou uma ação contra a companhia no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia em 12 de dezembro de 2011.
A UMG negou que a remoção tivesse sido determinada pela Digital Millennium Copyright Act. Afirmou que ela ocorrera "nos termos do acordo UMG-YouTube", que concedia à UMG "o direito de bloquear ou remover vídeos publicados por usuários por meio do CMS [sistema de gerenciamento de conteúdo] do YouTube com base em diversos critérios definidos contratualmente". O vídeo voltou ao YouTube e os motivos da solicitação da UMG permaneceram incertos. Advogados de will.i.am inicialmente afirmaram que o músico nunca havia concordado com o projeto. Em 12 de dezembro, ele negou qualquer participação na solicitação de retirada. O Megaupload desistiu do processo em janeiro de 2012, após o fechamento do site pelas autoridades dos Estados Unidos.
Em 5 de fevereiro de 2019, John Waite e Joe Ely ajuizaram uma ação coletiva contra a UMG. Alegaram que a empresa violava o direito dos artistas de encerrar concessões de direitos autorais depois de 35 anos conforme a legislação dos Estados Unidos, ao ignorar notificações de encerramento. Em 3 de maio de 2019, a UMG pediu que o processo fosse extinto, argumentando que as notificações não eram válidas porque as músicas não correspondiam a concessões de direitos autorais, mas a obras produzidas sob contrato de trabalho. O pedido de extinção foi negado.
Em maio de 2025, o grupo Salt-N-Pepa processou a UMG pelos direitos de seu catálogo. A dupla afirmou que a UMG havia retirado suas músicas das plataformas de streaming em represália às tentativas, iniciadas em 2022, de recuperar a propriedade de suas matrizes. A UMG voltou a sustentar que as gravações haviam sido feitas sob contrato de trabalho.
Em 1 de fevereiro de 2024, músicas lançadas pela UMG foram silenciadas ou removidas do TikTok depois que UMG e TikTok não chegaram a um acordo de licenciamento. As empresas chegaram a um novo acordo em maio de 2024 e as músicas da UMG retornaram à plataforma.
Em uma petição pré-processual apresentada em novembro de 2024, o rapper Drake pediu acesso a provas da UMG e do Spotify por suspeitar que as empresas poderiam ter conspirado ilegalmente para usar robôs e payola a fim de aumentar artificialmente as reproduções de "Not Like Us", de Kendrick Lamar, em possível violação da lei federal Racketeer Influenced and Corrupt Organizations Act e das leis do estado de Nova Iorque sobre práticas comerciais enganosas e publicidade falsa. A UMG negou as acusações e chamou os argumentos jurídicos de Drake de "artificiosos e absurdos".