| Ticketmaster Entertainment, LLC | |
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| Subsidiária | |
| Atividade | Entretenimento |
| Fundação | 2 de outubro de 1976, em Phoenix, Arizona, Estados Unidos |
| Fundador(es) | Albert Leffler
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| Sede | Beverly Hills, Califórnia, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | |
| Pessoas-chave | Michael Rapino (CEO)
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| Empregados | 6.678 |
| Produtos | Tecnologia para venda de ingressos
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| Empresa-mãe | Live Nation Entertainment (desde 2010) |
| Receita | US$ 23,16 bilhões (2024) |
| Website | ticketmaster.com |
Ticketmaster Entertainment, LLC é uma empresa americana de venda e distribuição de ingressos, com sede em Beverly Hills, na Califórnia, e operações em muitos países. Em 2010, fundiu-se com a promotora de eventos e concertos Live Nation, formando a Live Nation Entertainment. As duas marcas continuaram a operar como subsidiárias da Live Nation Entertainment.
A venda de ingressos da empresa é processada digitalmente ou por meio de seus dois principais centros de processamento, em Charleston, na Virgínia Ocidental, e Pharr, no Texas, atendendo aos mercados primário e secundário. Entre os clientes da Ticketmaster estão casas de espetáculos, artistas e promotores. Os clientes controlam seus eventos e definem o preço dos ingressos, que a Ticketmaster vende conforme são disponibilizados. A empresa também possui e opera o TicketWeb, site de venda de ingressos voltado para casas de espetáculos independentes.
A Ticketmaster é alvo de controvérsias e processos judiciais que alegam violações de diferentes leis. A plataforma cobra taxas sobre ingressos comprados e revendidos por seu sistema. Essas cobranças podem corresponder a uma parcela elevada do custo total do ingresso e já foram examinadas por órgãos reguladores, consumidores e músicos. A empresa também foi investigada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por retaliar casas de espetáculos que contrariavam o acordo judicial de dez anos firmado em 2010 como condição para a fusão com a Live Nation. As regras desse acordo foram prorrogadas por mais cinco anos, de 2020 a 2025.
Após as críticas à condução da pré-venda da The Eras Tour, de Taylor Swift, em novembro de 2022, o Departamento de Justiça abriu uma investigação formal sobre a Live Nation Entertainment por possíveis violações relacionadas a monopólio, direito da concorrência e direito do consumidor. A Comissão do Senado dos Estados Unidos sobre o Judiciário examinou a fusão em uma audiência realizada em janeiro de 2023. Em 23 de maio de 2024, o Departamento de Justiça e uma coalizão de 29 estados abriram formalmente um processo antitruste contra a Live Nation e a Ticketmaster. Outros dez estados aderiram ao processo, elevando para 40 o número de copautores da ação. Em abril de 2026, um júri concluiu que a Live Nation Entertainment, controladora da Ticketmaster, mantinha um monopólio ilegal em violação às leis antitruste federais e estaduais, o que permitiu à Ticketmaster cobrar preços excessivos pelos ingressos.
A Ticketmaster foi fundada em Phoenix, no Arizona, em 1976, pelos funcionários universitários Peter Gadwa e Albert Leffler, por Gordon Gunn III e pelo empresário Jerry Nelson. No início, a empresa licenciava programas de computador e vendia equipamentos para sistemas de bilheteria. O primeiro concerto para o qual vendeu ingressos foi uma apresentação da Electric Light Orchestra na Universidade do Novo México.
Em 1982, Fred Rosen foi nomeado diretor executivo da Ticketmaster e transferiu a empresa para Los Angeles, aproximando-a do setor de entretenimento ao vivo. A mudança facilitou a assinatura de contratos com casas de espetáculos conhecidas, entre elas o Los Angeles Forum. Rosen atraiu investimentos para a empresa e conduziu a transição para a venda computadorizada de ingressos. Em 1985, a Ticketmaster já operava nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa. Sob Rosen, entrou também no setor editorial, criou uma agência de viagens e adquiriu a concorrente Ticketron em 1991, tornando-se líder do mercado.
Em novembro de 1993, o cofundador da Microsoft, Paul Allen, adquiriu uma participação de 80% na Ticketmaster por mais de US$ 325 milhões.
Em 1998, a USA Networks Inc., posteriormente chamada InterActiveCorp ou IAC, comprou uma participação majoritária na Ticketmaster. No mesmo ano, a empresa se fundiu com a CitySearch e passou a se chamar Ticketmaster Online-CitySearch. Em maio de 2000, a Ticketmaster Online-CitySearch adquiriu a TicketWeb Inc., que vendia ingressos pela internet e por telefone. Em 2003, a IAC recomprou as ações restantes da Ticketmaster que havia vendido anteriormente.
Em setembro de 2006, Sean Moriarty, presidente da Ticketmaster, afirmou à NPR que a empresa havia feito lobby em estados americanos pela aprovação de leis que limitassem o mercado de revenda de ingressos a empresas autorizadas. Economistas temiam que essas leis prejudicassem a concorrência, enquanto Moriarty defendia a necessidade de reduzir a atividade de cambistas desonestos e a circulação de ingressos falsificados.
Em janeiro de 2008, a Ticketmaster adquiriu a Paciolan Inc., desenvolvedora de aplicativos e sistemas hospedados para venda de ingressos, após uma disputa judicial sobre uma possível violação das leis antitruste. Ainda naquele mês, adquiriu o mercado britânico de revenda de ingressos Getmein.com. Também em janeiro, comprou a TicketsNow, revendedora de ingressos nos Estados Unidos, por US$ 265 milhões.
A IAC separou a Ticketmaster como empresa independente durante o verão de 2008. Ainda naquele ano, a Ticketmaster adquiriu a Front Line Management, empresa de gerenciamento de artistas que trabalhava com nomes como Aerosmith, Christina Aguilera e Jimmy Buffett. Irving Azoff, diretor executivo da Front Line, tornou-se diretor executivo da nova companhia, que recebeu o nome Ticketmaster Entertainment.
Em fevereiro de 2009, a Ticketmaster fechou um acordo de fusão com a promotora de eventos Live Nation, criando a Live Nation Entertainment. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou o negócio em janeiro de 2010 sob a condição de que a empresa vendesse a Paciolan para a Comcast Spectacor ou outra companhia e licenciasse seu software para a Anschutz Entertainment Group (AEG), sua maior concorrente. A nova empresa também ficou sujeita, durante dez anos, a regras que a impediam de retaliar casas de espetáculos que trabalhassem com empresas concorrentes de venda de ingressos. Quando o Departamento de Justiça preparou uma ação judicial em 2020 por seis violações dessas regras, a Live Nation aceitou um acordo que as prorrogou por mais cinco anos, até 2025. Michael Rapino, diretor executivo da Live Nation, tornou-se diretor executivo da empresa resultante da fusão.
Um ano depois da fusão, a Live Nation encerrou por acordo uma ação coletiva anterior contra a Ticketmaster que acusava a empresa de induzir os autores ao erro na forma como apresentava suas taxas de entrega e processamento.
Em 2015, a Ticketmaster adquiriu a Front Gate Tickets, serviço de venda de ingressos para festivais de música que atendia eventos como Lollapalooza e Austin City Limits Music Festival. No mesmo ano, comprou a Universe, uma plataforma que permitia aos próprios organizadores administrar a venda de ingressos, e a Two Toasters, desenvolvedora de aplicativos móveis. Em 2017, a TicketWeb, plataforma de autosserviço da Ticketmaster, adquiriu a Strobe Labs, uma plataforma de marketing que permitia aos usuários divulgar eventos a fãs por meio das redes sociais. Em 2018, a Ticketmaster adquiriu a UPGRADED, empresa que convertia ingressos físicos em digitais utilizando blockchain. Em 2020, comprou a Tixcraft, de Taiwan, cujo nome em chinês é 拓元售票, como parte de sua entrada no mercado asiático.

A Ticketmaster vende os ingressos disponibilizados por seus clientes. Em 2009, lançou um sistema de ingressos digitais que exigia que os clientes comprovassem sua identidade antes da compra. A empresa acreditava que o sistema ajudaria a contornar corretores e cambistas de ingressos.
Em 2016, a Ticketmaster divulgou uma declaração favorável à Better Online Ticket Sales Act, ou BOTS Act, lei que proibiu o uso de robôs para comprar grandes quantidades de ingressos pela internet e revendê-los por preços inflacionados. No ano seguinte, a empresa processou a corretora Prestige Entertainment depois que ela utilizou robôs para comprar mais de 30.000 ingressos para o musical da Broadway Hamilton.
A empresa informou ter vendido quase 500 milhões de ingressos para 400.000 eventos em 2018.
Em novembro de 2020, a Ticketmaster anunciou que verificaria a situação de vacinação contra a COVID-19 dos compradores antes de emitir ingressos para a retomada dos eventos presenciais em 2021. Fãs que não conseguissem comprovar a vacinação ou tivessem resultado positivo para COVID-19 teriam a entrada negada.
O valor nominal dos ingressos vendidos pela Ticketmaster é determinado pelo artista ou pelo cliente da empresa. Além do valor nominal, a casa de espetáculos e a Ticketmaster acrescentam cobranças destinadas a remunerar seus serviços.
Entre as cobranças tradicionalmente acrescentadas ao valor nominal estão:
O Los Angeles Times explicou que a "taxa de serviço" é deliberadamente mantida separada do preço anunciado por duas razões, para fazer com que o preço-base pareça mais acessível e para criar a impressão de que somente a Ticketmaster fica com a taxa. Na prática, a Ticketmaster é paga para absorver parte da irritação dos consumidores com cobranças adicionais pouco transparentes, enquanto uma parcela dessas taxas retorna ao artista ou à casa de espetáculos. Esse arranjo tornou-se mais atraente para artistas que buscavam aumentar a receita sem receber diretamente a reação negativa dos fãs. Com a queda nas vendas de álbuns após 2000, cerca de 95% da renda dos artistas na década de 2020 vinha de turnês de concertos.
O valor das taxas varia conforme o evento, a casa de espetáculos, os métodos de entrega disponíveis e as preferências do artista. Economistas e grupos ativistas atribuíram os altos preços dos ingressos à falta de concorrência no setor musical.
Em 2013, a jam band The String Cheese Incident deu dinheiro aos fãs para que comprassem 400 ingressos de uma de suas apresentações e depois os revendessem no site do próprio grupo com taxas menores. A banda afirmou que protestava contra as cobranças da Ticketmaster, enquanto a empresa respondeu que o grupo estava retirando receita das casas de espetáculos e dos promotores.
Em 2016, a revenda de ingressos era a área de crescimento mais rápido da Ticketmaster.
Em 2022, a Ticketmaster fazia testes com um sistema de preços dinâmicos baseado na demanda, no qual o preço dos ingressos variava conforme a procura. O sistema foi apresentado como uma forma de destinar aos artistas uma parcela maior da receita que, de outra forma, iria para a revenda. Em maio de 2025, a Ticketmaster anunciou que passaria a mostrar, antes do pagamento, o valor total que os compradores pagariam pelos ingressos, incluindo as taxas. A empresa chamou a iniciativa de "All In Prices" e a apresentou como parte de sua adequação à proibição de taxas ocultas pela Comissão Federal do Comércio, que entrou em vigor em 12 de maio de 2025.

Em maio de 1994, a banda de grunge Pearl Jam apresentou uma queixa ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, afirmando que a Ticketmaster havia impedido o grupo de contratar casas de espetáculos durante uma disputa sobre taxas. A investigação foi encerrada sem medidas em 1995, embora o Departamento de Justiça tenha informado que continuaria acompanhando os acontecimentos no setor de ingressos. O jornalista Chuck Philips, que acompanhou o caso, recebeu de pessoas próximas à investigação a informação de que ela havia sido encerrada por uma combinação de falta de recursos, dificuldade do caso e perspectivas incertas de sucesso.
Em uma reportagem da CBC News de 2009, a Ticketmaster defendeu mudanças na legislação de Ontário para proteger fãs de cambistas e corretores de ingressos não autorizados. A empresa afirmou: "Você e eu sabemos que existe uma próspera indústria de corretores de ingressos [...] então a lei é, na verdade, uma ficção. [...] Acreditamos firmemente que a lei precisa ser modernizada para refletir a realidade do comércio pela internet. Ao manter um limite de preço, você está apenas empurrando o negócio [de revenda] para as sombras."
No mesmo ano, Bruce Springsteen reclamou de um conflito de interesses entre a Ticketmaster e a TicketsNow depois que fãs foram direcionados para a TicketsNow assim que os ingressos de seu concerto se esgotaram no Ticketmaster.com. Irving Azoff, então diretor executivo da Ticketmaster, pediu desculpas e afirmou que o link da TicketsNow deixaria de ser exibido nas vendas para concertos de Springsteen.
Em 2018, o Departamento de Justiça começou a examinar queixas da AEG que acusavam a empresa de práticas anticompetitivas. Até abril de 2018, o órgão não havia comentado publicamente a investigação.
Em 2020, o Departamento de Justiça multou a Ticketmaster em US$ 3 milhões por descumprir o acordo judicial resultante da fusão com a Live Nation. O acordo foi prorrogado até 2025 e passou a prever uma multa de US$ 1 milhão por qualquer nova violação.
Em 23 de maio de 2024, o Departamento de Justiça e uma coalizão de 29 estados abriram formalmente um processo antitruste contra a Live Nation e a Ticketmaster. A ação afirma que a Live Nation, proprietária da Ticketmaster, abusou de seu poder no setor de concertos e ingressos para eliminar a concorrência, reduzir as opções para os consumidores e elevar os preços.
Em 15 de abril de 2026, um júri concluiu, no processo iniciado em maio de 2024 pelo Departamento de Justiça e por quase 40 estados, que a Live Nation Entertainment havia usado um monopólio ilegal que permitiu à Ticketmaster cobrar preços excessivos pelos ingressos.
Em maio de 2013, a Ticketmaster concordou em pagar até US$ 23 milhões por ter inscrito clientes em um programa de recompensas que cobrava US$ 9 por mês. A empresa arrecadou US$ 85 milhões em taxas de clientes que demoraram, em média, cerca de oito meses para cancelar a adesão ao programa. Cerca de 1,12 milhão de clientes puderam solicitar reembolsos de até US$ 30.
A Ticketmaster manteve uma parceria não divulgada com cambistas de ingressos que elevava os preços pagos pelos consumidores. Economistas caracterizam o mercado secundário de ingressos como uma forma socialmente improdutiva de busca de renda. Na metade da década de 2000, a Ticketmaster realizou leilões no mercado primário que reduziram os ganhos obtidos por cambistas no mercado secundário. A empresa encerrou esses leilões e passou a atuar diretamente no mercado secundário.
Em setembro de 2018, o Toronto Star informou que a Ticketmaster não estava aplicando os limites de compra de ingressos em sua plataforma de revenda TradeDesk. A Ticketmaster negou as acusações, afirmou que examinaria suas políticas de revenda no TradeDesk e declarou que "nunca permite que cambistas de ingressos comprem ingressos antes dos fãs". Um mês depois, um grupo de clientes apresentou uma ação coletiva contra a empresa.
Em julho de 2019, uma reportagem da Billboard expôs uma estratégia da Live Nation, controladora da Ticketmaster, para retirar certos ingressos do mercado primário e colocá-los diretamente em sites de revenda, "sem dar aos fãs a oportunidade de comprá-los pelos canais normais pelo valor nominal". A empresa reconheceu que havia "facilitado, ao longo dos anos, a transferência discreta de ingressos de concertos diretamente para revendedores", mas disse que fazia isso somente a pedido dos artistas envolvidos.
Em setembro de 2025, a Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos e sete estados acusaram a Ticketmaster e a Live Nation de permitir que revendedores ignorassem os limites de compra fixados pelos artistas. Isso permitia que os revendedores comprassem ingressos em quantidade e os revendessem com ágio, enquanto a Ticketmaster arrecadou US$ 3,7 bilhões em taxas de revenda entre 2019 e 2024.
Em junho de 2018, a Ticketmaster notificou 40.000 clientes no Reino Unido de que havia detectado uma invasão causada por malware em um produto de atendimento ao cliente fornecido por uma empresa terceirizada. A Ticketmaster afirmou que clientes que compraram ingressos entre fevereiro e junho de 2018 poderiam ter tido seus dados comprometidos.
Entre 2 de abril e 18 de maio de 2024, um "terceiro não autorizado obteve informações de um banco de dados em nuvem hospedado por um provedor terceirizado de serviços de dados", expondo informações pessoais que incluíam dados de cartões de pagamento. A Ticketmaster identificou em 23 de maio os clientes cujos dados poderiam ter sido afetados, mas só os notificou um mês depois, por meio de uma carta de 22 de junho.
Em 20 de maio de 2024, o banco de dados da Ticketmaster hospedado pela Snowflake foi violado como parte de uma invasão em massa de dados de clientes da plataforma. A controladora Live Nation revelou o incidente em 31 de maio, quando autoridades australianas confirmaram que trabalhavam com a empresa na investigação. Investigações posteriores apontaram que os invasores conseguiram acessar o banco de dados da Ticketmaster na Snowflake usando credenciais roubadas da EPAM, empresa terceirizada de terceirização de processos empresariais.
Em 31 de maio de 2024, o Procon-SP notificou a Ticketmaster para saber se o possível vazamento de dados de 560 milhões de clientes da empresa havia atingido consumidores brasileiros.
Entre os dados roubados, os invasores divulgaram informações de clientes e códigos de barras de ingressos de mais de 70.000 eventos da Ticketmaster, entre eles apresentações da The Eras Tour, de Taylor Swift, e centenas de outros eventos.
Uma ação coletiva foi apresentada contra a Ticketmaster em 2003, sob a alegação de que a empresa não informava integralmente as taxas da UPS e de processamento acrescentadas aos ingressos vendidos pela internet. O acordo do processo foi aprovado em 2015, e a Ticketmaster distribuiu vales e códigos de desconto a fãs que haviam comprado ingressos pela internet entre 1999 e 2013. Em um caso relacionado, a Ticketmaster processou em 2010 sua seguradora de responsabilidade civil, Illinois Union Insurance Company, subsidiária da ACE, por não auxiliá-la na defesa da ação de 2003.
Em junho de 2019, o órgão canadense Competition Bureau multou a Ticketmaster em C$ 4,5 milhões, equivalentes então a US$ 3,44 milhões, após constatar que os valores finais cobrados pela empresa superavam os preços anunciados em mais de 20% e, em alguns casos, em até 65%. Além do pagamento, a Ticketmaster assinou um acordo para adequar suas políticas publicitárias às leis canadenses.
Em dezembro de 2020, a Ticketmaster firmou um acordo judicial com promotores federais e aceitou pagar uma multa de US$ 10 milhões após ser acusada de acessar ilegalmente os sistemas de computador de uma concorrente. Williams Sweeney, diretor assistente responsável pelo escritório do FBI, afirmou que "a Ticketmaster usou informações roubadas para obter vantagem sobre sua concorrência e depois promoveu os funcionários que infringiram a lei". As acusações haviam sido divulgadas pela primeira vez em 2017, quando um ex-executivo da CrowdSurge contratado pela Ticketmaster invadiu o banco de dados de sua antiga empregadora.
A Ticketmaster e a Live Nation receberam críticas por seu sistema de preços dinâmicos e pelos ingressos "platinum" quando foram colocados à venda, em julho e outubro de 2022, os ingressos das turnês de 2023 de Bruce Springsteen e Blink-182. Fãs dos dois artistas criticaram preços de centenas ou milhares de dólares para assentos espalhados pelas casas de espetáculos durante as pré-vendas e logo após o início da venda ao público em geral.
Em março de 2023, Robert Smith, vocalista do The Cure, criticou o modelo e anunciou que a banda não permitiria à Ticketmaster vender ingressos com preços dinâmicos ou na categoria "platinum" para sua próxima turnê norte-americana. Smith fixou preços a partir de US$ 20 para os concertos da banda, mas a Ticketmaster cobrou taxas que superavam o valor-base de alguns ingressos. Depois das críticas de Smith, a empresa reembolsou parte das taxas aos compradores.
Em 15 de novembro de 2022, primeiro dia da pré-venda para fãs verificados da etapa americana da The Eras Tour, da cantora e compositora Taylor Swift, o site oficial da Ticketmaster saiu do ar após uma "demanda historicamente sem precedentes, com milhões de pessoas acessando", interrompendo a pré-venda. Menos de uma hora após o início da operação, os servidores da plataforma já não conseguiam responder adequadamente. Usuários eram desconectados ou colocados em filas com mais de 2.000 pessoas que pareciam não avançar. A Ticketmaster publicou uma declaração dizendo que trabalhava para corrigir os problemas, pois o site não estava preparado para receber a intensidade do acesso de centenas de milhares de fãs de Swift. A empresa informou depois que "centenas de milhares de ingressos" já haviam sido vendidos e remarcou as vendas restantes, incluindo a da Capital One, para 16 de novembro.
Fãs e clientes criticaram amplamente pela internet o modelo de venda da Ticketmaster, que havia dificultado a compra dos ingressos. "Ticketmaster" chegou ao primeiro lugar entre os assuntos mais comentados no mundo em plataformas como Twitter e TikTok. Parlamentares americanos também se manifestaram. A deputada Alexandria Ocasio-Cortez escreveu no Twitter que a Ticketmaster era um monopólio e deveria ser separada da Live Nation Entertainment. O deputado Bill Pascrell, que antes havia pedido ao procurador-geral Merrick Garland uma aplicação rigorosa das leis antitruste pela administração Biden e criticado a fusão entre a Ticketmaster e a Live Nation, afirmou que tentou comprar ingressos, mas foi colocado na lista de espera.
O procurador-geral do Tennessee, Jonathan Skrmetti, abriu uma investigação sobre "reclamações de consumidores a respeito do caos durante a pré-venda de ingressos" da turnê. Em uma entrevista coletiva em 16 de novembro, declarou que "a falta de concorrência [para a Ticketmaster] resultou em uma experiência ruim e preços mais altos para os consumidores". Depois das investigações abertas pelos procuradores-gerais do Tennessee e da Carolina do Norte por possíveis violações dos direitos dos consumidores, o Departamento de Justiça federal abriu uma investigação sobre a Live Nation Entertainment e a Ticketmaster em 18 de novembro.
Swift divulgou uma declaração em 18 de novembro de 2022, por meio de uma história no Instagram. Disse que era muito protetora com os fãs e queria garantir-lhes uma boa experiência, mas que considerava difícil "confiar essas relações e lealdades a uma entidade externa". Acrescentou que não iria "dar desculpas para ninguém porque perguntamos [à Ticketmaster], diversas vezes, se eles conseguiriam lidar com esse tipo de demanda e nos garantiram que conseguiriam". A cantora disse ainda que estava tomando as medidas necessárias para resolver a situação e retomar a venda.
Em dezembro, um grupo de fãs de Swift, os "Swifties", processou a Ticketmaster e sua controladora Live Nation, acusando-as de fraude, violações antitruste e manipulação de preços. Os fãs pediram US$ 2.500 por cada violação, valor que poderia chegar a milhões de dólares no total.
Em 9 de dezembro de 2022, dia do primeiro concerto de Bad Bunny de sua World's Hottest Tour na Cidade do México, uma quantidade sem precedentes de ingressos foi cancelada. Um grande grupo de espectadores foi afetado e teve os ingressos confiscados e destruídos. A Ticketmaster recebeu críticas porque muitas pessoas impedidas de entrar foram acusadas de portar ingressos falsificados ou clonados, mesmo quando apresentaram comprovantes de pagamento ou quando seus ingressos ainda não haviam sido escaneados.
O titular da Procuraduría Federal del Consumidor, a PROFECO, informou pelo Twitter que o órgão já havia solicitado à Ticketmaster México um relatório sobre o ocorrido no Estádio Azteca e pediu aos consumidores afetados que formalizassem suas reclamações. A Ticketmaster México pediu desculpas em suas redes sociais e afirmou que "os inconvenientes nos acessos foram consequência da apresentação de uma quantidade sem precedentes de ingressos falsos, o que provocou uma aglomeração incomum de pessoas e o funcionamento intermitente de nosso sistema". A empresa ofereceu reembolso integral dos ingressos. A PROFECO determinou, porém, que os consumidores afetados recebessem também uma compensação adicional de 20%.
Em 24 de janeiro de 2023, a Comissão do Senado dos Estados Unidos sobre o Judiciário realizou uma audiência de três horas intitulada "That's the Ticket: Promoting Competition and Protecting Consumers in Live Entertainment". O encontro examinou a insatisfação acumulada com o acordo judicial de 2010 que regulava a fusão entre a Ticketmaster e a Live Nation. A sessão começou às 10 horas, no horário da costa leste dos Estados Unidos, no Hart Senate Office Building, em Washington, D.C.
A audiência foi transmitida ao vivo. Senadores do Partido Democrata e do Partido Republicano interrogaram Joe Berchtold, diretor financeiro da empresa, sobre práticas monopolistas, políticas comerciais, preço dos ingressos, falta de transparência, falhas no combate a robôs e tratamento dado aos artistas. Berchtold pediu desculpas pelo episódio com a turnê de Taylor Swift e negou acusações de monopólio e fraude. Admitiu, porém, que "havia coisas que poderíamos ter feito melhor, incluindo distribuir as vendas por um período mais longo e administrar melhor as expectativas dos fãs quanto à obtenção de ingressos". Ele responsabilizou a revenda de ingressos "em escala industrial" e uma "quantidade sem precedentes de robôs" pelos problemas.
Entre as testemunhas críticas à Ticketmaster estavam Jerry Mickelson, presidente da JAM Creative Productions, e Jack Groetzinger, cofundador da SeatGeek. A Live Nation incluiu em seu depoimento cartas de apoio, entre elas uma do cantor americano de música country Garth Brooks. A organização Free Britney America, de Washington, ligada ao movimento Free Britney, protestou diante do Capitólio dos Estados Unidos durante a audiência em defesa do fim do monopólio atribuído à Ticketmaster e à Live Nation no setor de eventos ao vivo e venda de ingressos.
Em 26 de dezembro de 2022, o cantor americano de música country Zach Bryan criticou a Ticketmaster em relação a sua turnê Burn Burn Burn, de 2023, e adotou ingressos intransferíveis para dificultar a atuação de cambistas. Depois, lançou um álbum ao vivo intitulado All My Homies Hate Ticketmaster.
Em março de 2023, fãs do rapper canadense Drake também apresentaram uma ação coletiva contra a Ticketmaster no Tribunal Superior de Quebec, alegando fraude e engano deliberado. Os autores afirmaram que a venda de ingressos da It's All a Blur Tour, turnê conjunta de Drake e 21 Savage, "engana intencionalmente os consumidores para benefício financeiro [da Ticketmaster]" ao ocultar informações sobre datas adicionais de apresentações para aumentar a demanda e os preços dos ingressos. A ação pede US$ 300 por cliente a título de danos punitivos, além de indenização correspondente à diferença entre os valores dos ingressos "Official Platinum" e o preço normal daqueles assentos.
Para o Festival Eurovisão da Canção 2023, realizado em Liverpool em maio de 2023, a União Europeia de Radiodifusão e a emissora anfitriã BBC trabalharam com a Ticketmaster. Antes mesmo da abertura da plataforma de reservas, muitos usuários reclamaram que o site da Ticketmaster havia saído do ar com um erro 500. Os ingressos para a final se esgotaram em 36 minutos. Os das outras apresentações disponíveis terminaram cerca de uma hora depois. Ingressos passaram então a ser oferecidos em plataformas terceirizadas de revenda, como a Viagogo. Um ingresso de pista para a final, vendido originalmente por £ 380, chegou a ser oferecido por até £ 11.800.
A Ticketmaster recebeu fortes críticas pela distribuição dos ingressos do concerto ligado à coroação de Carlos III e Camila. Depois de duas rodadas de sorteio de ingressos garantidos, os ingressos não reivindicados foram disponibilizados por ordem de chegada às pessoas que haviam participado anteriormente do sorteio. Mesmo depois de todos os ingressos terem sido reivindicados, milhares de mensagens foram enviadas a candidatos que não haviam sido selecionados, informando incorretamente que tinham ganhado ingressos. Muitas dessas pessoas começaram a reservar transporte, hospedagem e folgas no trabalho para comparecer ao evento. A Ticketmaster foi criticada, e a mensagem enviada foi qualificada como "enganosa".
Muitos fãs criticaram o processo de venda e os preços da turnê de reunião Oasis Live '25, da banda Oasis. Compradores relataram filas de várias horas e quedas do site ao tentar adquirir ingressos. Alguns afirmaram ter sido colocados em uma fila apenas para entrar em outra fila de compra. Quando conseguiam chegar à página de pagamento, os preços podiam mudar bruscamente. Houve relatos de ingressos que passaram de £ 135 para mais de £ 350.
O aumento foi atribuído ao sistema de preços dinâmicos da Ticketmaster. Jonathan Brown, diretor executivo da Society of Ticket Agents and Retailers, afirmou que a própria banda tinha a opção de autorizar o uso desse sistema. O Oasis respondeu que deixava "as decisões sobre ingressos e preços inteiramente para seus promotores e empresários" e que "em nenhum momento teve conhecimento de que preços dinâmicos seriam usados". Em 2023, Robert Smith, do The Cure, havia confirmado que o uso de preços dinâmicos pela Ticketmaster podia ser aceito ou recusado pelos artistas.
Em 5 de setembro de 2024, a Competition and Markets Authority, autoridade britânica de concorrência e mercados, anunciou uma investigação sobre a Ticketmaster relacionada às vendas dos concertos do Oasis. O órgão examinaria o possível uso de preços dinâmicos e se a comercialização dos ingressos poderia ter violado as leis de proteção ao consumidor. A investigação abrangia possíveis práticas comerciais desleais, a clareza e antecedência das informações dadas aos consumidores sobre a possibilidade de alteração dinâmica dos preços e se compradores haviam sido pressionados a adquirir ingressos rapidamente por valores superiores aos que esperavam pagar.
No segundo semestre de 2024, clientes da Ticketmaster começaram a perceber que ingressos estavam sendo removidos indevidamente de suas contas. Apesar de milhares de consumidores reclamarem nas contas da empresa em redes sociais por vários meses, a plataforma inicialmente não respondeu às queixas. Em outubro de 2024, divulgou uma declaração afirmando que os clientes afetados eram "vítimas de hackers" que exploravam o recurso de transferência de ingressos.
A Ticketmaster não substituiu os ingressos desaparecidos nem suspendeu a função de transferência enquanto investigava as invasões. O problema continuou em novembro de 2024 entre fãs que iriam a um concerto de Usher. Os ingressos só foram reembolsados após reclamações a uma entidade americana de defesa e avaliação de empresas. Diante da falta de informações e providências da Ticketmaster, usuários de redes sociais e fãs chegaram a questionar se a própria empresa tinha envolvimento no golpe.
Em janeiro de 2026, o Tribunal Superior de Quebec autorizou uma ação coletiva canadense que acusava a Ticketmaster de cobrar taxas de serviço abusivas em violação à lei provincial de proteção ao consumidor e ao Código Civil de Quebec. A ação sustenta que as cobranças variavam em função do preço do ingresso, e não do custo real do serviço prestado.
A Ticketmaster mantém parcerias com casas de espetáculos, ligas e equipes esportivas profissionais, faculdades e universidades, artistas musicais, turnês teatrais e outras organizações nos Estados Unidos e no exterior. Entre os artistas com os quais trabalhou estão Taylor Swift e a Trans-Siberian Orchestra. A empresa também trabalhou com produções teatrais como Hamilton e Harry Potter and the Cursed Child.
A Ticketmaster já foi fornecedora de ingressos da National Football League (NFL), da National Hockey League (NHL) e da National Basketball Association (NBA). Em 2008, firmou um acordo com a NFL para administrar seu mercado de revenda na NFL TicketExchange. A Ticketmaster também trabalha com as organizações de luta profissional WWE, desde 1994, e All Elite Wrestling (AEW), desde 2019.
Em 2017, a Ticketmaster anunciou que abriria a plataforma TicketExchange para permitir a venda e validação de ingressos em sites de terceiros, entre eles o StubHub. A empresa também mantém parcerias com a United States Tennis Association, a Tennis Canada e o PGA Tour.