| VIA Technologies, Inc. | |
|---|---|
Chipset da VIA para placas-mãe | |
| Nome nativo | 威盛電子 |
| Nome romanizado | Wēishèng Diànzǐ |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | Bolsa de Valores de Taiwan: 2388 |
| Atividade | Hardware e eletrônica para sistemas embarcados |
| Fundação | 1987, em Fremont, nos Estados Unidos |
| Sede | Nova Taipé, Taiwan |
| Empregados | Cerca de 2.000, em 2015 |
| Produtos | Chipsets, placas-mãe e processadores |
| Subsidiárias | VIA Labs |
| Website | viatech.com |
VIA Technologies, Inc. é uma fabricante de circuitos integrados de Taiwan, com produtos como Chipsets para placas-mãe, processadores e componentes de memória. A empresa desenvolve seus chips e contrata outras fabricantes, como a TSMC, para produzi-los. Essa forma de organização é chamada de Manufatura integrada sem fábrica.
A VIA também controla a VIA Labs Inc., ou VLI, subsidiária com ações negociadas separadamente em bolsa. A VLI desenvolve controladores USB 3.0, USB4, USB-C e USB Power Delivery para periféricos e dispositivos móveis.
A empresa foi fundada por Cher Wang em 1987, em Fremont, na Califórnia. Em 1992, transferiu a sede para Taipé para aproximar-se das fabricantes de equipamentos de informática de Taiwan e da China.
Em 1999, a VIA comprou a maior parte da Cyrix, então uma divisão da National Semiconductor, e adquiriu a Centaur Technology da Integrated Device Technology. As duas operações permitiram sua entrada no mercado de microprocessadores X86. A plataforma MediaGX, da Cyrix, permaneceu com a National Semiconductor. A VIA passou a comercializar os processadores VIA C3, VIA C7 e VIA Nano, além da plataforma EPIA.
Em 2001, criou a empresa conjunta S3 Graphics. Em janeiro de 2005, lançou a iniciativa VIA pc-1, destinada a desenvolver equipamentos e serviços de informática para pessoas sem acesso a computadores e à internet. Em fevereiro do mesmo ano, anunciou a produção de seu centésimo milionésimo chipset para processadores AMD.
A VIA Labs foi fundada em julho de 2008 como subsidiária integral, dedicada inicialmente a circuitos integrados para USB 3.0. A estrutura separada procurava tornar a divisão menor e mais rápida nas decisões de desenvolvimento. Suas ações passaram a ser negociadas separadamente em bolsa em 2020.
Em agosto de 2008, a VIA anunciou que deixaria o mercado de chipsets para processadores da Intel e da AMD para concentrar-se nos próprios processadores x86 e em placas-mãe integradas. A empresa justificou a decisão pelo recuo do mercado de chipsets independentes e pela necessidade de oferecer uma plataforma completa. Em 29 de agosto, anunciou a disponibilização de drivers oficiais para Linux com aceleração gráfica 2D e a intenção de oferecer drivers com aceleração 3D.
Em 2013, a VIA firmou um acordo com o governo municipal de Xangai para criar a Zhaoxin, uma empresa de projetos de semicondutores sem fábricas próprias. A sociedade passou a desenvolver processadores compatíveis com x86 para o mercado chinês.
Em novembro de 2021, a Intel anunciou a contratação de parte dos funcionários da Centaur, em uma operação de US$ 125 milhões que transferiu profissionais e conhecimentos de desenvolvimento de processadores. A VIA manteve sua licença x86 e as patentes relacionadas, assim como a participação na Zhaoxin.



Na metade da década de 1990, a VIA concentrava suas atividades em chipsets integrados para computadores pessoais. Além dos componentes que coordenavam o funcionamento da placa-mãe, desenvolveu controladores de áudio, interfaces de rede, processadores de baixo consumo e controladores para gravadores de CDs e DVDs. Fabricantes como a Asus compravam esses componentes para incorporá-los aos próprios equipamentos.
As aquisições feitas no fim daquela década deram origem a divisões de processadores, gráficos e áudio. Essa diversificação acompanhou a integração de mais funções em um mesmo chipset e permitiu à empresa oferecer conjuntos completos de componentes para placas-mãe.
A compra da Cyrix e da Centaur resultou no desenvolvimento de processadores compatíveis com x86, atividade que a VIA também passou a exercer por meio da Zhaoxin. Parte dos chips utiliza encapsulamento BGA, soldado diretamente à placa-mãe. O pesquisador Christopher Domas encontrou em alguns processadores VIA C3 um conjunto alternativo de instruções, cuja ativação permitia contornar proteções de segurança do sistema.
Em 1996, a VIA já fornecia chipsets para a plataforma Soquete 7. No ano seguinte, o Apollo VP3 levou o barramento AGP a computadores com processadores para esse soquete. Sua posição entre 1998 e 2000 foi favorecida pela comercialização de chipsets para o Pentium III.
Nas primeiras plataformas para o Pentium 4, o chipset Intel 850 usava memória RDRAM. A VIA ofereceu uma alternativa com o Apollo P4X266, compatível com memória DDR SDRAM.
A compra da S3 Graphics, em 2001, permitiu integrar os circuitos gráficos S3 Savage aos chipsets da VIA. Embora esses produtos tivessem dificuldades para competir como placas gráficas dedicadas, o custo de fabricação favorecia seu uso em soluções integradas. A empresa também incorporou áudio de 24 bits VIA Envy às placas-mãe. Seus chipsets para o Pentium 4 enfrentaram disputas de patentes com a Intel, enquanto o K8T800 foi destinado à plataforma Athlon 64.
Em 2008, a empresa deixou de desenvolver novos chipsets para processadores Intel e AMD e voltou-se aos próprios produtos. Desenvolveu os processadores C3, C7 e outros modelos x86 e x86-64 para equipamentos compactos e de baixo consumo. O Nano, apresentado em 2008, acrescentou execução de 64 bits e recursos de virtualização, com encapsulamento de 21 mm por 21 mm para computadores portáteis pequenos. A partir de 2013, a Zhaoxin também passou a desenvolver projetos x86-64, enquanto os circuitos gráficos aproveitavam a experiência adquirida com a S3.
A compra da Centaur deu à VIA patentes que foram utilizadas em ações judiciais contra a Intel. Em abril de 2003, as empresas encerraram onze processos, relativos a 27 patentes em cinco países, e assinaram um acordo de licenciamento cruzado por dez anos. A VIA recebeu licença para desenvolver processadores compatíveis com as instruções x86, mas sem compatibilidade elétrica ou de barramento com os processadores Intel. Por três anos, a Intel também se comprometeu a não invocar suas patentes contra os processadores da VIA que ainda utilizassem seus barramentos e pinagem.
"One of the main reasons we originally moved into the x86 processor business was because we believed that ultimately the third party chipset market would disappear, and we would need to have the capability to provide a complete platform. That has indeed come to pass [and] Intel provides the vast majority of chipsets for its processors [and] AMD is also moving very quickly in the same direction" [quote from Richard Brown of VIA]