ViaSat

Viasat, Inc.
Empresa de capital aberto
CotaçãoNASDAQ: VSAT
AtividadeComunicações por satélite
Fundaçãomaio de 1986 (1986-05)
Fundador(es)Mark Dankberg
Mark Miller
Steve Hart
SedeCarlsbad, Califórnia, Estados Unidos
Pessoas-chaveMark Dankberg, presidente do conselho e diretor executivo
Garrett Chase, diretor financeiro
EmpregadosCerca de 7.000 (2026)
AtivosUS$ 15,227 bilhões (2026)
ReceitaUS$ 4,640 bilhões (2026)
LucroLucro operacional de US$ 108,1 milhões (2026)
Renda líquidaPrejuízo líquido de US$ 34,1 milhões (2026)
Websiteviasat.com

Viasat, Inc. é uma empresa estadunidense de comunicações por satélite com sede em Carlsbad, na Califórnia. A empresa fornece conectividade de banda larga e banda estreita por satélite e equipamentos de comunicação para a aviação comercial, o setor marítimo, empresas, consumidores, forças armadas e governos. Opera satélites nas bandas Ka, L e S e também usa capacidade de redes satelitais parceiras.

A Viasat foi fundada em 1986 por Mark Dankberg, Mark Miller e Steve Hart e abriu seu capital em 1996. Depois de começar com equipamentos de comunicação, ampliou suas atividades para os serviços por satélite por meio de aquisições, entre elas a WildBlue Communications, em 2009, e a Inmarsat, em 2023. Seus negócios são divididos em dois segmentos, Serviços de Comunicação e Defesa e Tecnologias Avançadas.

História

Sede da Viasat em Carlsbad, Califórnia, em 2017

A Viasat foi fundada em maio de 1986 por Mark Dankberg, Mark Miller e Steve Hart, que haviam trabalhado na empresa de comunicações por satélite Linkabit. No começo, dedicava-se a equipamentos de comunicação para clientes da área de defesa. A oferta pública inicial ocorreu em dezembro de 1996, quando suas ações começaram a ser negociadas na NASDAQ sob o código VSAT.

Entre 2000 e 2002, a Viasat comprou a área de redes por satélite da Scientific Atlanta, as operações de terminais de rede por satélite que haviam pertencido à Comsat Laboratories e a US Monolithics. As compras ampliaram seus negócios comerciais de comunicações por satélite.

Em 2009, a Viasat fechou um acordo para comprar a provedora de internet por satélite WildBlue Communications por cerca de US$ 568 milhões em dinheiro e ações. A aquisição foi concluída em dezembro daquele ano. Com ela, a Viasat passou a ter uma operação de internet residencial por satélite antes do lançamento do ViaSat 1.

A Viasat anunciou em novembro de 2021 um acordo para comprar a operadora britânica de satélites Inmarsat. A transação passou por análises de concorrência e segurança nacional em diferentes jurisdições, e a compra foi concluída em 30 de maio de 2023. A Viasat pagou cerca de US$ 550,7 milhões em dinheiro e emitiu 46,36 milhões de ações pela Inmarsat.

Antes de concluir essa transação, a Viasat vendeu à L3Harris sua área de enlaces táticos de dados Link 16 por cerca de US$ 1,96 bilhão, em janeiro de 2023.

Operações

Para fins contábeis, a Viasat divide suas operações em dois segmentos, Serviços de Comunicação e Defesa e Tecnologias Avançadas. No ano fiscal de 2026, o primeiro gerou receita de US$ 3,30 bilhões e o segundo, US$ 1,34 bilhão. Ao fim do período, a empresa tinha patrimônio líquido de US$ 4,729 bilhões.

Serviços de comunicação

O serviço Fly-Fi da JetBlue usa a conectividade por satélite da Viasat

O segmento de Serviços de Comunicação fornece serviços de banda larga e banda estreita por satélite e os equipamentos relacionados. Suas atividades principais abrangem aviação, comunicações governamentais por satélite, serviços marítimos, conexões fixas e serviços empresariais.

Em 31 de março de 2026, os sistemas de conectividade a bordo da Viasat estavam instalados e em funcionamento em cerca de 4.580 aeronaves comerciais e 2.100 jatos executivos. A empresa também fornecia serviços de comunicação em banda Ka a cerca de 13.200 embarcações. O serviço de banda larga fixa nos Estados Unidos tinha cerca de 130.000 assinantes.

A Viasat também oferece serviços móveis de banda estreita por satélite, entre eles comunicações operacionais e de segurança para usuários da aviação e do setor marítimo, pela rede de banda L adquirida com a Inmarsat.

Defesa e tecnologias avançadas

O segmento de Defesa e Tecnologias Avançadas desenvolve produtos de comunicação e cibersegurança para clientes governamentais e comerciais. Suas áreas de negócio abrangem segurança da informação e defesa cibernética, sistemas espaciais e de missão, redes táticas e outras tecnologias avançadas de comunicação. O segmento produz sistemas de criptografia, terminais e modems de comunicação por satélite, equipamentos de redes táticas, antenas e tecnologias para cargas úteis de satélites.

No ano fiscal de 2026, o segmento gerou receita de US$ 1,34 bilhão.

Frota de satélites

Estação terrestre de satélites da Viasat e da Inmarsat em Burum, nos Países Baixos

A Viasat opera uma frota multibanda formada por seus próprios programas de satélites e pela aquisição da Inmarsat. Em 31 de março de 2026, tinha 23 satélites em serviço ou operacionais nas bandas Ka, L e S. Eram 13 satélites de banda Ka, oito de banda L, um de banda S e um satélite híbrido de bandas Ka e L. A Viasat também compra capacidade em satélites operados por outras empresas.

Os satélites de alta capacidade em banda Ka da empresa abrangem o ViaSat 1, o ViaSat 2 e a série ViaSat-3. O primeiro satélite da série, destinado às Américas, entrou na frota operacional depois de concluir os testes em órbita, em julho de 2024. O segundo, ViaSat-3 F2, foi lançado em novembro de 2025, e o ViaSat-3 F3 foi lançado em abril de 2026.

A frota da Viasat também contém satélites adquiridos com a Inmarsat, entre eles satélites de banda L usados em serviços móveis por satélite e serviços de segurança. A empresa também estava desenvolvendo os satélites de banda Ka GX7, GX8 e GX9 e quatro satélites Inmarsat-8 de banda L.

Incidentes de cibersegurança

Em 24 de fevereiro de 2022, um ataque cibernético interrompeu a rede de satélites KA-SAT, operada pela Viasat, no início da invasão da Ucrânia pela Rússia. O ataque causou interrupções nas comunicações na Ucrânia e em outras partes da Europa. Em maio de 2022, a União Europeia atribuiu a operação à Federação Russa.

Em junho de 2025, a campanha chinesa de ciberespionagem Salt Typhoon atingiu a Viasat. Uma investigação feita com uma empresa independente de cibersegurança encontrou acesso não autorizado por meio de um dispositivo comprometido, sem sinal de que clientes tivessem sido afetados. A Viasat afirmou que a invasão havia sido contida e que não detectara atividade posterior relacionada ao incidente.

Ver também

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 «Viasat, Inc. Annual Report on Form 10-K for the fiscal year ended March 31, 2026» (em inglês). U.S. Securities and Exchange Commission. 29 de maio de 2026. Consultado em 12 de agosto de 2026
  2. ↑ «Shareholder Letter: Q4 Fiscal Year 2026» (em inglês). Viasat. 28 de maio de 2026. Consultado em 12 de agosto de 2026
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  6. ↑ «ViaSat Completes Acquisition of WildBlue Communications» (em inglês). Viasat. 15 de dezembro de 2009. Consultado em 12 de agosto de 2026
  7. 1 2 «Viasat, Inc. Quarterly Report on Form 10-Q for the quarter ended June 30, 2023» (em inglês). U.S. Securities and Exchange Commission. Consultado em 12 de agosto de 2026
  8. ↑ «Viasat, Inc. Current Report on Form 8-K» (em inglês). U.S. Securities and Exchange Commission. 3 de janeiro de 2023. Consultado em 12 de agosto de 2026
  9. ↑ «Russian cyber operations against Ukraine: Declaration by the High Representative on behalf of the European Union» (em inglês). Conselho da União Europeia. 10 de maio de 2022. Consultado em 12 de agosto de 2026
  10. ↑ «Viasat identified as victim in Chinese Salt Typhoon cyberespionage, Bloomberg News reports» (em inglês). Reuters. 17 de junho de 2025. Consultado em 12 de agosto de 2026