| Communications Satellite Corporation | |
|---|---|
| Atividade | Telecomunicações |
| Fundação | 1962 |
| Fundador(es) | Congresso dos Estados Unidos, por meio da Lei de Comunicações por Satélite de 1962 |
| Sede | Washington, D.C., Estados Unidos |
| Pessoas-chave | Leo D. Welch, Joseph V. Charyk, David M. Kennedy, George Killion, Leonard H. Marks e Bruce Sundlun |
| Produtos | satélites de comunicação |
| Website | www |
A Communications Satellite Corporation, conhecida pela sigla COMSAT, foi uma empresa internacional de telecomunicações com sede nos Estados Unidos.
Em 2007, mantinha filiais no Brasil, na Argentina, na Colômbia, no México, no Peru, na Venezuela e em outros países das Américas. Embora trabalhasse com diferentes tecnologias de comunicação de dados, sua atividade mais conhecida era a prestação de serviços de comunicação por satélite.

A COMSAT foi criada pela Lei de Comunicações por Satélite de 1962 e constituída como empresa de capital aberto em 1 de fevereiro de 1963. Seu objetivo inicial era operar como uma empresa de interesse público financiada pelo governo federal e desenvolver um sistema comercial e internacional de comunicações por satélite. A empresa estava sujeita à regulamentação governamental, mas seu capital pertencia, em partes iguais, a grandes companhias de comunicação e a investidores independentes. A COMSAT começou a funcionar em 1962, com sede em Washington, D.C. Seu conselho fundador foi nomeado pelo presidente John F. Kennedy e reunia Phil Graham, que o presidiu até renunciar em janeiro de 1963, Leo D. Welch, Joseph V. Charyk, David M. Kennedy, George Killion, Leonard H. Marks e Bruce Sundlun.
Em agosto de 1964, a COMSAT participou da criação do International Telecommunications Satellite Consortium, ou Intelsat, uma organização internacional formada para cobrir o planeta com serviços por satélite e que chegou a reunir 143 países membros e signatários. A empresa ficou encarregada de lançar o satélite de comunicações Intelsat I, também chamado Early Bird, em 6 de abril de 1965.

Para desenvolver a tecnologia de satélites, a empresa abriu em setembro de 1969 os Laboratórios COMSAT, seu braço de pesquisa e desenvolvimento, em Clarksburg, Maryland. Bill Pritchard foi o primeiro diretor, de 1969 a 1973. Burton Edelson ocupou o cargo de 1973 a 1982, John V. Evans de 1982 a 1995 e Ramesh K. Gupta de 1995 a 2000.
Depois de abrir consultas públicas sobre as divergências entre grandes emissoras e a COMSAT, a Comissão Federal de Comunicações adotou a política Open Skies em junho de 1972. A medida autorizou o uso de satélites em transmissões nacionais e incentivou a concorrência entre sistemas. Em 1976, a COMSAT implantou o Marisat, um sistema de três satélites geossíncronos que atendia à Marinha dos Estados Unidos e a outros clientes marítimos, e o Comstar, destinado às comunicações dentro do país. Para separar essas operações dos negócios com a Intelsat, como exigia a Comissão Federal de Comunicações, foi criada a subsidiária Comsat General. Em 1982, os satélites Marisat e três estações terrenas passaram a formar o sistema operacional inicial da International Maritime Satellite Organization, ou INMARSAT. Duas estações ficavam nos Estados Unidos, em Southbury, no estado de Connecticut, e Santa Paula, na Califórnia, e a terceira ficava no Japão.
A COMSAT forneceu comunicação bidirecional por satélite geoestacionário a navios de cruzeiro no Caribe e a outras operações marítimas. O equipamento de bordo usava uma antena estabilizada por suportes cardã em três eixos, um receptor de sinal de baliza e um sistema de controle ativo. Esse conjunto procurava o satélite e mantinha a antena apontada para ele durante as manobras do navio e sob ondas fortes. O sistema, chamado Startrack, foi desenvolvido pela empresa canadense Techwest Data Systems. Em 1995, a britânica Marine Data Systems o adquiriu para uso em plataformas flutuantes no Mar do Norte. A fabricação foi transferida para Aberdeen, na Escócia, em 1996.
Entre 1998 e 2000, a COMSAT fundiu-se com a Lockheed Martin em uma operação avaliada em US$ 2,7 bilhões e passou a integrar a subsidiária Lockheed Martin Global Telecommunications, ou LMGT. O código de negociação CQ, usado pela COMSAT, foi retirado da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 2 de agosto de 2000.
Nos dois anos em que a operação aguardou aprovação, os acionistas da COMSAT perderam cerca de US$ 300 milhões no valor da compra. As ações da Lockheed Martin caíram enquanto as duas empresas enfrentavam obstáculos no Congresso e nos órgãos reguladores.
Com a incorporação da COMSAT, a LMGT tornou-se a proprietária norte-americana e a maior acionista dos sistemas Intelsat e Inmarsat. A Inmarsat havia sido privatizada em 15 de abril de 1999. A COMSAT permaneceu como signatária dos Estados Unidos na Intelsat até a privatização desta, em 2001, quando passou a ser acionista.
Em 27 de março de 2001, a LMGT anunciou a venda da unidade COMSAT Mobile Communications, então subordinada ao negócio de serviços por satélite, para a Telenor, da Noruega, por US$ 116,5 milhões. A venda foi concluída em 11 de janeiro de 2002 e transferiu à Telenor as estações terrenas de Southbury e Santa Paula.
A ViaSat adquiriu os Laboratórios COMSAT da Lockheed Martin em 2001.
Em 7 de dezembro de 2001, a Lockheed Martin anunciou que deixaria o setor de serviços globais de telecomunicações. A empresa extinguiu a subsidiária integral LMGT e começou a transferir alguns dos negócios e investimentos para outros segmentos da Lockheed Martin, vender as operações restantes, preparar investimentos para venda e eliminar a estrutura administrativa da LMGT. A unidade de telecomunicações COMSAT General foi transferida para a área de Sistemas Espaciais.
Em 2002, a COMSAT International Holdings, ou CIH, que antes se chamava World Data Consortium, acertou a compra de 81% da COMSAT International da Lockheed Martin. A COMSAT International era a antiga Enterprise Solutions-International, uma fornecedora de serviços de rede para o mercado empresarial sul-americano.
Em 11 de maio de 2004, a Lockheed Martin anunciou que a Intelsat Ltd. compraria a COMSAT General por US$ 90 milhões. A unidade oferecia serviços e equipamentos de telecomunicações por satélite, com foco em sistemas internacionais fixos e móveis.
No segundo trimestre de 2007, o BT Group, do Reino Unido, anunciou a compra da COMSAT International da CIH. A Lockheed Martin vendeu a participação restante de 20% que mantinha na COMSAT International.
A COMSAT administrou o Denver Nuggets, da National Basketball Association, de 1989 a 2000. Em 1995, ampliou seus negócios esportivos ao comprar o Quebec Nordiques e transferi-lo para Denver com o nome Colorado Avalanche. A compra dos Nuggets foi uma das primeiras tentativas no esporte profissional de incluir afro-americanos em grupos proprietários. O grupo tinha o advogado de Chicago Peter Bynoe e seu sócio Bertram Lee, que juntos detinham 37,5% da equipe. A COMSAT comprou a participação dos demais acionistas em 1992.
Depois de comprar o Avalanche, a COMSAT reuniu as franquias esportivas de Denver em uma subsidiária separada, a Ascent Entertainment Group Inc.. A Ascent abriu seu capital em 1995. A COMSAT conservou uma participação de controle de 80%, e os outros 20% foram negociados na NASDAQ. As franquias seguiram rumos muito diferentes nas quadras e no gelo. Os Nuggets ficaram com frequência entre as piores equipes da NBA e chegaram à campanha de 11 vitórias e 71 derrotas na temporada de 1997-98. O Avalanche venceu a Copa Stanley em sua primeira temporada no Colorado, em 1996, e conquistou cinco títulos consecutivos de divisão enquanto esteve sob o controle da Ascent. A COMSAT e a Ascent também construíram o Pepsi Center, inaugurado em 1999, onde as duas equipes jogavam. O custo da arena começou a pesar sobre os negócios.
Em 1997, a COMSAT fez um acordo preliminar para vender a Ascent à Liberty Media. A Liberty não queria administrar equipes esportivas e condicionou o negócio à venda do Avalanche e dos Nuggets. Anos depois, a empresa comprou o Atlanta Braves, da Major League Baseball.
Quase dois anos depois, a Ascent vendeu o Avalanche e os Nuggets aos herdeiros do Walmart Bill e Nancy Laurie por US$ 400 milhões. Um grupo de acionistas da Ascent entrou na Justiça, alegando que o preço estava milhões de dólares abaixo do valor adequado. A Ascent então aceitou vender as equipes ao banqueiro de Denver Donald Sturm por US$ 461 milhões.
O acordo não foi adiante porque a prefeitura de Denver exigiu que Sturm prometesse manter os Nuggets e o Avalanche na cidade por pelo menos 25 anos antes de transferir o terreno do Pepsi Center. Sturm havia comprado as equipes em seu próprio nome, e as autoridades municipais queriam proteger os contribuintes caso ele morresse ou vendesse os times antes do fim desse prazo. Ele aceitou assumir um compromisso de longo prazo com a cidade, mas não quis responder pelo acordo se morresse ou vendesse as equipes. Quando as negociações fracassaram, a Liberty comprou toda a Ascent, mas manteve os Nuggets e o Avalanche à venda. Em julho de 2000, o empresário do setor imobiliário Stan Kroenke comprou o Avalanche, os Nuggets e o Pepsi Center por US$ 450 milhões. Kroenke é cunhado dos Laurie. Sua esposa, Ann Walton Kroenke, é irmã de Nancy Laurie. A Liberty conservou uma participação de 6,5% nas franquias. Pelo acordo, Kroenke colocou as equipes em um fundo que assegurava sua permanência em Denver pelo menos até 2025. Após a compra, ele reuniu seus negócios esportivos na Kroenke Sports Enterprises.