| Wilson Vieira | |
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| Nascimento | 28 de agosto de 1949 São Paulo |
| Cidadania | Brasil |
| Ocupação | desenhista de banda desenhada |
| Página oficial | |
| https://wilsonvieiraquadrinhos.blogspot.com/, https://brawvhqs.blogspot.com/ | |
Wilson Vieira (São Paulo, Brasil, 28 de agosto de 1949) é um autor brasileiro de banda desenhada, comics, fumetti ou quadrinhos mais conhecido, pelos seus trabalhos em Itália nos anos 70.
No ano de 1973 foi para Itália continuar os seus estudos em História e Arqueologia, mas acabou a estudar Artes no Istituto d´Arte Lorenzo de Medici di Firenze, começando também nessa época a trabalhar como desenhista aprendiz e, mais tarde, profissional de banda desenhada no Studio Staff di If em Génova, onde desenhou episódios completos de La Furia del West, L´Uomo-Ragno, Ff Quattro, Tarzan, Diabolik, Hondo, Davy Crockett, El Tigre, Il Corsaro Nero, Jackie, Coyote e dezenas de outros personagens. Também desenhou episódios para o Piccolo Ranger, tornando-se oficialmente assim, um desenhista brasileiro a trabalhar na Sergio Bonelli Editore. Os seus trabalhos também foram publicados pelas revistas de maior tiragem do género como a Il Monello (Qui Commissario Norton) e Intrepido (Paris Jour).
Entre 1978/80, colaborou com a Editora Epierre, com trabalhos para as revistas Kiwi, Amok, Pecos Bill, Dusty e Collana Telefumetto, nesse período, também participou nas mais importantes Feiras, Salões e Exposições da Nona Arte Italiana. É citado no Dossier Staff di IF de publicação da IF Immagini e Fumetti, revista trimestral n.o 13/14 janeiro-junho de 1980 Génova.
Ainda nos anos 80, o desenhista foi o primeiro brasileiro a ilustrar profissionalmente personagem Homem-Aranha da Marvel, (Álbum: Octopus desafia o Homem-Aranha - publicado pela Editora Arnoldo Mondadori - 1981) . No final de 1980, depois de participar do Lucca 14, onde conheceu o jornalista Wagner Augusto (editor do CLUQ- Clube dos Quadrinhos), retornou ao Brasil. No ano seguinte, em 1981, leccionou no Estúdio de Arte Iara de Marchi, como professor de desenho artístico, na mesma época, leccionou banda desenhada e desenho artístico no Studio Renovart e realizou uma série de ilustrações para a Sociedade Ornitológica Bandeirante, em São Paulo. Também neste mesmo ano, desenhou para a revista Sexy West #2 da editora Grafipar (Curitiba-PR), a história O Carrasco, com argumento de Franco de Rosa. Em 1982, o Centro de Desenvolvimento Profissional José Papa Júnior (Senac-SP), convidou-o para leccionar banda desenhada e desenho, para o Curso Básico de Publicidade. Em 1983 decidiu abandonar os desenhos e passou para os argumentos/roteiros de banda desenhada, quadrinhos, colocando então em prática um velho projecto, elaborado ainda durante a sua "fase Italiana" e iniciou a criação do personagem de sua autoria, Gringo, com desenhos de Aloísio de Castro, em conjunto com uma animação do personagem feita e produzida por Clóvis Vieira. Em 1985, colaborou com a Editora D-Arte (São Paulo-SP) do Mecenas da banda desenhada brasileira, o artista Rodolfo Zalla, na revista Calafrio #26, com o argumento da história Censurado, desenhos de Aloísio de Castro e apresentado ao leitor brasileiro com uma biografia escrita por Wagner Augusto. Leccionou também banda desenhada na Academia de Artes Plásticas do consagrado pintor uruguaio Pedro Alzaga.
Foi citado no Almanaque Tex de 1994, como autor desenhista bonelliano, no opúsculo Foto de Famiglia do autor Gianni Bono. É também citado no Dictionnaire Encyclopédique des Héros et Auteurs de BD - França - volume 2 - 1999. Em 2004, publica um álbum através do CLUQ - Clube dos Quadrinhos: Cangaceiros - Homens de Couro #1, com capa de Mozart Couto e desenhos de Eugênio Colonnese - o primeiro projeto de banda desenhada, aprovado pela Lei Rouanet em 1997 - uma série da saga nordestina, sobre o cangaço. Citado por esse trabalho pelo acadêmico Denis Basílio de Oliveira da Fig-Unimesp, em sua matéria: O retrato do cangaceiro nos quadrinhos. Foi também tradutor, de vários episódios da série Italiana Ken Parker, publicada no Brasil pela Editora Tapejara. Em dezembro de 2004 também é citado pela revista de banda desenhada Italiana Mister No #355, pelo editor Sergio Bonelli, bem como o seu álbum. Em 2006, editou o álbum western Gringo - O Escolhido através da Nomad Editora Ltda., com capa de Renato Guedes e desenhos de Aloísio de Castro. Em junho de 2007 é também citado na reedição de Mister No #2 - Edições IF. É citado em dezembro de 2009 pelo Guida Bonelli - Tutte le edizioni straniere de Antonio Mondillo - Itália e, em 2009, no editorial escrito por Sergio Bonelli da nova reedição Tex #223. Os seus trabalhos são mencionados na mais actual e completa Enciclopédia Italiana sobre banda desenhada - La Guida al Fumetto Italiano de Gianni Bono e também é recordado no Museo Virtuale del Fumetto - Comic Art Visual Museum, como colaborador do Staff di If.
Actualmente desenvolve projectos para o Brasil, Portugal e Itália, publicando-os como roteirista, argumentista, juntamente com vários desenhadores, desenhistas Nacionais e Internacionais.
Em 2018, publicou o primeiro de quatro romances de Gringo pela editora brasileira Red Dragon Publisher.