Amazofonia

Dialeto nortista

Amazofonia
Dialeto do vale amazônico

Falado(a) em:  Amazonas
Pará Pará
 Acre
 Roraima
 Amapá

Região: Região Norte do Brasil
Total de falantes: aprox. 15 milhões de pessoas
Posição: Não se encontra entre os 100 primeiros
Família: Indo-europeia
 Língua portuguesa
  Português brasileiro
   Dialeto nortista
Estatuto oficial
Língua oficial de: sem reconhecimento oficial
Regulado por: sem regulamentação oficial
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ---

A amazofonia, ou dialeto nortista, é uma variação sociolinguística regional (ou geolinguística) do português formal brasileiro (não reconhecido oficialmente), que é empregada por boa parte dos habitantes da região amazônica. A maioria dos habitantes da Região Norte do Brasil,[carece de fontes]? em cinco dos nove estados brasileiros da Amazônia Legal, principalmente nas duas maiores cidades (Manaus e Belém). Apresenta forte influência indígena e portuguesa como a conjugação em segunda pessoa e "s" chiado. Vale ressaltar que o dialeto nortista tem forte influência do português "padrão" europeu sendo até mesmo colocado como o sotaque brasileiro mais próximo ao português falado em Portugal devido ao isolamento do norte com o resto do Brasil e conexão histórica com Portugal

Cabe ressaltar que a Cabeça do Cachorro amazônica é falante de uma língua própria, o nheengatu, e o sul e sudeste da região amazônica o dialeto da serra amazônica (ou arco do desflorestamento ou sotaque dos migrantes).

Regiões

Este dialeto é empregado nas seguintes regiões e estados: Acre; Amazonas; Roraima; Amapá, e; parte do Pará, excluindo-se a região de Carajás.

História

A história peculiar da ocupação da Amazônia pelos indígenas, em seguida portugueses e, depois nordestinos, resultou em uma composição própria sociolinguística (regional), o dialeto nortista ou amazofonia. Essa miscigenação histórica contribui para a existência de muitos termos/expressões amplamente usado na região, que formaram a identidade amazônida e a unidade histórico-cultural. O dialeto nortista também é marcado por forte influência do português Lusitano devido a uma colonização forte portuguesa e o isolamento do resto do Brasil tendo o norte do Brasil uma conexão histórica com Portugal sendo até colocado em pesquisas como a região do Brasil com maior influência portuguesa. Na época a provincia do Grão - Pará foi o último a aderir a independência do Brasil devido a uma idetificação ainda muito presente com Portugal afetando a cultura da região e automaticamente o dialeto nortista. O Grão - Pará era toda a região norte atual do Brasil na época.

Os dialetos regionais, em especial os dialetos amazônidas, não são oficialmente reconhecidos pelo governo do Brasil, pois durante a história tentou combater as variações linguísticas no país, com a imposição de uma "fala correta", fomentando uns preconceitos linguísticos.

Dialeto tradicional

Este dialeto é considerado brando (à exceção da letra "s") pois tem poucos vícios de linguagens comparado aos outros dialetos brasileiros, modo de falar herdado dos portugueses. Dentre as características principais desta variedade, destacam-se:

Para pessoas de outras regiões, esse sotaque pode soar como sotaque carioca, porém existem diferenças primordiais, como:

A explicação para a composição e a formação desse sotaque é histórica: devido a forte colonização portuguesa na região Norte, em diversas vezes ao longo da história, além de um contato muito forte luso-indígena e a pouca influência linguística de outros povos. Sendo um sotaque empregado em quase toda a região amazônica. Unido com o dialeto nordestino, formam a base do português brasileiro setentrional.[carece de fontes]?

Variantes

São seis os principais sub-dialetos da amazofonia:

Léxicos

Alguns termos e expressões, com o respectivo significado:

Ver também

Bibliografia

Referências

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Ligações externas