Amicacina | |||||||||||||
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| Nomes | |||||||||||||
| Nome IUPAC | 6-O-(3-amino-3-desoxi-alfa-D-glucopiranosil)-4-O-(6-amino-6-
desoxi-alfa-D-glucopiranosil)-N[-[(2S)-4-amino-2- -hidroxibutanoil]-2-desoxi-D-estreptamina. | ||||||||||||
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| Página de dados suplementares | |||||||||||||
| Estrutura e propriedades | n, εr, etc. | ||||||||||||
| Dados termodinâmicos | Phase behaviour Solid, liquid, gas | ||||||||||||
| Dados espectrais | UV, IV, RMN, EM | ||||||||||||
| Exceto onde denotado, os dados referem-se a materiais sob condições normais de temperatura e pressão. Referências e avisos gerais sobre esta caixa. Alerta sobre risco à saúde. | |||||||||||||
A amicacina é um fármaco antibiótico da classe dos aminoglicosídeos. Tem maior atuação sobre bactérias gram-negativas e é bactericida. Pode produzir oto e nefroxidade.
Quimicamente, é um derivado semi-sintético da canamicina.
Estudos clínicos demonstraram que a injeção de sulfato de amicacina é eficaz na septicemia bacteriana (incluindo sepse neonatal); em infecções graves do trato respiratório, ossos e articulações, sistema nervoso central (incluindo meningite) e pele e tecidos moles; infecções intra-abdominais (incluindo peritonite); e em queimaduras e infecções pós-operatórias (incluindo cirurgia pós-vascular). Estudos clínicos demonstraram que a amicacina também é eficaz em infecções graves complicadas e recorrentes do trato urinário causadas por esses organismos. Os aminoglicosídeos, incluindo a injeção de sulfato de amicacina, não são indicados em episódios iniciais não complicados de infecções do trato urinário, a menos que os organismos causadores não sejam suscetíveis a antibióticos com menor toxicidade potencial.
Todos os aminoglicosídeos têm o potencial de induzir toxicidade auditiva, vestibular e renal e bloqueio neuromuscular. Ocorrem com maior frequência em pacientes com história corrente ou pregressa de insuficiência renal, de tratamento com outras drogas ototóxicas ou nefrotóxicas e em pacientes tratados por períodos mais longos e/ou com doses superiores às recomendadas.
Neurotoxicidade, nefrotoxicidade e/ou ototoxicidade pode acometer de 1 à 10% dos pacientes tratados com amicacina. Os demais efeitos colaterais (menos de 1%) são: hipotensão, dor de cabeça, febre medicamentosa, erupção cutânea, náusea, vômito, eosinofilia, parestesia, tremor, artralgia, fraqueza e reação alérgica.
Os efeitos tóxicos no oitavo nervo craniano podem resultar em perda de audição, perda de equilíbrio ou ambos. A amicacina afeta principalmente a função auditiva. O dano coclear inclui surdez de alta frequência e geralmente ocorre antes que a perda auditiva clínica possa ser detectada.
Paralisia muscular aguda e apnéia podem ocorrer após o tratamento com medicamentos aminoglicosídeos.
Elevação da creatinina sérica, albuminúria, presença de glóbulos vermelhos e brancos, cilindros, azotemia e oligúria foram relatados. As alterações da função renal geralmente são reversíveis quando o medicamento é descontinuado. Como seria de se esperar com qualquer aminoglicosídeo, notificações de nefropatia tóxica e insuficiência renal aguda foram recebidas durante a vigilância pós-comercialização.
Diuréticos de alça (intravenoso) podem resultar em aumento da ototoxicidade.