| Aptiv PLC | |
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| Nome(s) anterior(es) | Delphi Automotive plc (2011–2017) |
| Capital aberto | |
| Cotação | NYSE: APTV Componente do S&P 500 ISIN: JE00B783TY65 |
| Atividade | Indústria automobilística |
| Fundação | 1994 |
| Sede | Schaffhausen, Suíça |
| Pessoas-chave | Kevin P. Clark (presidente do conselho e diretor-executivo) |
| Empregados | 140.000 (2025) |
| Produtos | Eletrônica veicular, sistemas, módulos e componentes |
| Ativos | |
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| Renda líquida | |
| Website | aptiv |
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Aptiv PLC é uma fornecedora de tecnologia e componentes automotivos. A empresa é constituída em Jersey e tem residência fiscal em Schaffhausen, na Suíça. Opera 139 grandes instalações fabris e 11 grandes centros técnicos, com presença em 50 países.
Em 2025, seus produtos eram usados em 18 dos 20 modelos de veículos mais vendidos nos Estados Unidos. No mesmo ano, 36% da receita da empresa veio dos Estados Unidos, 32% da Europa, Oriente Médio e África e 29% da Ásia-Pacífico.
As origens da empresa remontam à Delphi Automotive, subsidiária da General Motors até maio de 1999.
A empresa foi criada em 1994 como Automotive Components Group da General Motors (GM). Em 1995, passou a se chamar Delphi Automotive Systems. A GM também mudou os nomes das divisões que passaram a formar a Delphi. A Packard Electric tornou-se Delphi Packard Electric Systems. A Delco Chassis passou a ser Delphi Chassis Systems. A Inland Fisher-Guide tornou-se Delphi Interior and Lighting Systems. A Saginaw passou a ser Delphi Saginaw Steering Systems. A Harrison Radiator tornou-se Delphi Harrison Thermal Systems. A divisão AC Delco passou a se chamar Delphi Energy and Engine Management Systems. Em maio de 1999, a GM concluiu a separação societária da empresa.
Em 2003, depois de anos transferindo trabalho fabril dos Estados Unidos para países com custos menores, a Delphi começou a transferir também funções administrativas e técnicas, como engenharia e contabilidade, para países de menor custo.
Em março de 2005, a Delphi divulgou práticas contábeis irregulares que remontavam a 1999. Executivos teriam usado transações paralelas e manipulado reservas para fazer os resultados financeiros parecerem melhores do que eram. Muitos executivos, entre eles o diretor financeiro Alan Dawes e o presidente do conselho J. T. Battenberg, foram demitidos ou renunciaram. Em outubro de 2006, os executivos e a empresa fizeram um acordo para encerrar acusações apresentadas pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos. A Delphi declarou prejuízos de US$ 4,8 bilhões em 2004 e US$ 2,4 bilhões em 2005. Em outubro de 2005, a Delphi pediu proteção contra falência pelo Capítulo 11, devido aos custos trabalhistas herdados considerados insustentáveis, às grandes obrigações com pensões e à perda de contratos da GM.
Em fevereiro de 2007, a empresa fechou suas fábricas em Puerto Real, na província de Cádis, Espanha. O fechamento eliminou 1.600 empregos diretos e mais de 2.500 indiretos. A decisão ocorreu apesar de acordos pelos quais a empresa manteria a produção até 2010 em troca de mais de 25 milhões de euros do governo. A Junta da Andaluzia processou a empresa por violação das leis trabalhistas locais. Em julho de 2007, a Delphi concordou em pagar 500 milhões de euros em custos, dos quais 120 milhões seriam destinados aos trabalhadores, para obter permissão para fechar as fábricas. Os trabalhadores receberam 45 dias de indenização por ano trabalhado na empresa.
Em agosto de 2007, um grupo de investidores liderado pelo fundo de cobertura Appaloosa Management concordou em emprestar US$ 2,55 bilhões à Delphi para resgatar a empresa da falência. Em abril de 2008, os investidores abandonaram o plano e afirmaram que a Delphi não havia cumprido seus termos. Em maio de 2008, a Delphi processou os investidores. O processo terminou em acordo em outubro de 2009. A EnerDel começou como um empreendimento conjunto da Ener1 e da Delphi. Em agosto de 2008, a Ener1 adquiriu a participação integral na EnerDel. Em abril de 2009, a CoolIT Systems adquiriu os ativos da Delphi Thermal Liquid Cooling, entre eles propriedade intelectual, máquinas e equipamentos. A Delphi saiu da proteção contra falência em outubro de 2009. Na reorganização, a Delphi Holdings LLP foi adquirida pelos credores seniores Elliott Investment Management e Silver Point Capital. Parte das operações de sistemas de direção que não pertenciam ao núcleo dos negócios foi vendida à General Motors Company, sucessora da falida Motors Liquidation Company, que antes se chamava General Motors Corporation. Com a reorganização, a Delphi transferiu suas obrigações com pensões para a Pension Benefit Guaranty Corporation. Um grupo de cerca de 20.000 empregados assalariados, principalmente em Ohio, Michigan, Nova Iorque e Indiana, entrou na Justiça para recuperar integralmente seus direitos de pensão. A nova Delphi foi constituída no Reino Unido para fins tributários.
Em novembro de 2011, a empresa voltou a ter capital aberto por meio de uma oferta pública inicial, na qual vendeu 24,1 milhões de ações por US$ 22 cada.
Em 2013, a Delphi tornou-se ré em um processo contra a GM porque fabricara os interruptores de ignição defeituosos usados no Chevrolet Cobalt. Em novembro de 2014, a Delphi fez um acordo para entregar provas em troca de sua retirada do processo como ré. A Delphi vendeu sua unidade Thermal Business para a Mahle-Behr GmbH em julho de 2015 por US$ 727 milhões. Em julho de 2015, a Delphi comprou a HellermannTyton por US$ 1,7 bilhão. Em junho de 2016, a Delphi assinou uma parceria com a Carbon para usar a tecnologia e as impressoras Continuous Liquid Interface Production da empresa. A Delphi adquiriu a NuTonomy por US$ 450 milhões em outubro de 2017. Em dezembro de 2017, a empresa concluiu a separação societária da Delphi Technologies, que reuniu seus negócios de sistemas de propulsão e pós-venda, e passou a se chamar Aptiv plc.
Em maio de 2018, a empresa transferiu sua sede do Reino Unido para a Irlanda, citando o ambiente regulatório favorável do país, seu polo tecnológico, o acesso às principais universidades e a infraestrutura pública.
Em agosto de 2019, a Aptiv e o Hyundai Motor Group anunciaram planos de criar um empreendimento conjunto de US$ 4 bilhões dedicado à direção autônoma, com participação de 50% para cada empresa. O negócio foi concluído em março de 2020, e o empreendimento recebeu o nome Motional em agosto daquele ano.
Em janeiro de 2021, a Aptiv apresentou uma nova plataforma para veículos autônomos, aplicável a diferentes veículos e passível de atualização sem fio pelas montadoras.
Em janeiro de 2022, a Aptiv adquiriu da TPG Inc. a Wind River Systems, desenvolvedora de software nativo da nuvem para computação de borda inteligente. Em outubro de 2024, adquiriu uma participação de 18% na Maxieye Automotive Technology, fornecedora chinesa de produtos para veículos autônomos. Em janeiro de 2025, a empresa transferiu sua sede para a Suíça para fins tributários.
Em abril de 2026, a empresa concluiu a separação societária da Versigent.
Empresas predecessoras da Aptiv se estabeleceram em Portugal já em 1965. A General Motors atuou no setor de componentes no país por meio da Cablesa, que ficou responsável pelas fábricas de Carnaxide, Linhó e Guarda. A unidade de Carnaxide fechou em 2002 e a do Linhó em 2005. A fábrica do Seixal começou como Delco Remy em 1993, enquanto a unidade de Braga foi comprada pela Delphi da Grundig em 2003. As operações remanescentes ligadas à General Motors passaram para a Delphi depois da separação dos negócios de componentes da montadora. O fechamento do Linhó, em dezembro de 2005, atingiu 320 trabalhadores.
Em outubro de 2009, a Delphi ainda mantinha fábricas na Guarda, em Ponte de Sor, no Seixal, em Castelo Branco e em Braga. A unidade de Ponte de Sor fechou em 31 de dezembro de 2009, deixando 439 trabalhadores desempregados. A unidade da Guarda encerrou as atividades em 31 de dezembro de 2010, com a perda de 321 empregos. Em 2026, a Aptiv mantinha em Braga um centro técnico, uma unidade fabril e um centro de especialização.