| Tipo de sítio | Tecnologia e informação |
|---|---|
| Proprietário(s) | Condé Nast |
| Fundador(es) | Ken Fisher Jon Stokes |
| Cadastro | Opcional |
| Idioma(s) | inglês |
| Lançamento | 1998 |
| Endereço eletrônico | arstechnica |
| Estado atual | Ativo |
Ars Technica é um site de notícias e opiniões sobre tecnologia, ciência, política e sociedade, criado por Ken Fisher e Jon Stokes em 1998. Publica notícias, análises e guias sobre temas como hardware, software, ciência, políticas de tecnologia e jogos eletrônicos.
A Ars Technica permaneceu em mãos privadas até maio de 2008, quando foi vendida à Condé Nast Digital, divisão on-line da Condé Nast Publications. A Condé Nast comprou o site, junto com outros dois, por 25 milhões de dólares e o incorporou ao grupo Wired Digital, que também reúne a Wired e, anteriormente, o Reddit. A equipe trabalha principalmente de casa e mantém escritórios em Boston, Chicago, Londres, Nova Iorque e São Francisco.
A Ars Technica é um site comercial, financiado principalmente por publicidade, e oferece um serviço de assinatura paga desde 2001.
Ken Fisher, editor-chefe do site, e Jon Stokes criaram a Ars Technica em 1998. A proposta era publicar notícias e guias sobre hardware e software de computadores. Nas palavras dos fundadores, buscavam oferecer "a melhor cobertura possível de vários sistemas operacionais, hardware de PCs e tecnologia, enquanto nos divertimos, somos produtivos e procuramos ser o mais informativos e precisos possível". "Ars technica" é uma expressão latina que pode ser traduzida como "arte da tecnologia". O site publicava notícias, análises, guias e outros conteúdos voltados a entusiastas de informática. Seus redatores estavam espalhados pelos Estados Unidos. Fisher morava na casa dos pais, em Boston, Stokes vivia em Chicago, e os demais redatores trabalhavam nas cidades onde residiam.
Em 19 de maio de 2008, a Ars Technica foi vendida à Condé Nast Digital, divisão on-line da Condé Nast Publications. A venda fez parte da compra, pela Condé Nast Digital, de três sites sem vínculos entre si por um total de 25 milhões de dólares: Ars Technica, Webmonkey e HotWired. A Ars Technica passou a integrar o grupo Wired Digital, que incluía a Wired e o Reddit. Em entrevista ao The New York Times, Fisher disse que outras empresas haviam se oferecido para comprar a Ars Technica, e os redatores aceitaram a proposta da Condé Nast por entender que ela lhes dava a melhor oportunidade de transformar seu "hobby" em um negócio. Fisher, Stokes e os outros oito redatores foram contratados pela Condé Nast. Os cortes de pessoal feitos pela Condé Nast em novembro de 2008 atingiram sites da empresa em todas as áreas, entre eles a Ars Technica.
Em 5 de maio de 2015, a Ars Technica lançou uma edição no Reino Unido para ampliar a cobertura de assuntos ligados ao país e à Europa. A edição britânica estreou com cerca de 500 mil leitores e chegou a aproximadamente 1,4 milhão um ano depois. Em setembro de 2017, a Condé Nast anunciou uma redução acentuada da operação britânica da Ars Technica e demitiu todos os integrantes da equipe editorial permanente, com exceção de um.
Desde 2024, a Condé Nast, empresa controladora da Ars Technica, mantém um acordo bilateral com a OpenAI. Os termos não foram divulgados publicamente, mas o The Guardian informou que o acordo vai além do acesso às publicações da Condé Nast e abrange o uso de inteligência artificial no ciclo de notícias para "garantir que, à medida que a IA assuma um papel maior na descoberta e distribuição de notícias, mantenha a precisão, a integridade e o respeito pelo jornalismo de qualidade".
Em 13 de fevereiro de 2026, a Ars Technica publicou um artigo sobre um agente de inteligência artificial que aparentemente havia escrito um texto de ataque contra um mantenedor de software depois que ele rejeitou o código produzido pelo agente. O artigo foi retirado no mesmo dia depois que se descobriu que trechos apresentados como falas do mantenedor haviam sido fabricados por IA, um caso de alucinação de inteligência artificial. Um dos jornalistas que escreveram o artigo foi demitido da Ars Technica depois do episódio.
A organização do conteúdo publicado pela Ars Technica permaneceu, em linhas gerais, a mesma desde sua criação em 1998. Os artigos se dividem em quatro tipos: notícias, guias, análises e reportagens especiais. As notícias tratam de acontecimentos recentes. A Ars Technica também mantém o OpenForum, um fórum de discussão gratuito na internet.
Nos primeiros anos, a maioria das notícias publicadas pelo site era agregada de outros sites de tecnologia. A Ars Technica acrescentava comentários curtos, em geral de poucos parágrafos, e um link para a fonte original. Depois da compra pela Condé Nast, o site passou a publicar mais material próprio, com apuração e entrevistas. Em 2012, uma reformulação da página inicial separou os "reports", destinados principalmente a reportagens originais pautadas pelas notícias do dia, de "On the Radar", uma sequência de atualizações rápidas sobre assuntos nos quais a equipe não faria apuração adicional.
As reportagens especiais da Ars Technica são textos longos que examinam seus temas em profundidade. Em 1998, por exemplo, o site publicou um guia sobre arquitetura de CPU intitulado "Understanding CPU caching and performance". Um artigo de 2009 discutiu em detalhe a teoria científica, a física, as provas matemáticas e as aplicações dos computadores quânticos. A análise de 18 mil palavras sobre o primeiro iPad da Apple abordou desde a embalagem do produto até o tipo específico de circuito integrado usado no aparelho.
A Ars Technica adota um tom menos formal do que o de uma revista tradicional. Muitos redatores regulares têm pós-graduação, e muitos trabalham em instituições acadêmicas ou privadas de pesquisa. O cofundador Jon Stokes publicou em 2007 o livro de arquitetura de computadores Inside The Machine. John Timmer fez pesquisa de pós-doutorado em neurobiologia do desenvolvimento. Até 2013, Timothy Lee foi pesquisador do Cato Institute, um laboratório de ideias voltado a políticas públicas que republicava artigos seus da Ars Technica. Em 2008, a revista de biologia Disease Models & Mechanisms chamou a Ars Technica de "canal entre pesquisadores e o público".
Em 12 de setembro de 2012, a Ars Technica registrou seu maior tráfego diário até então com a cobertura do evento de lançamento do iPhone 5. Foram 15,3 milhões de visualizações de página, das quais 13,2 milhões vieram da plataforma de blog ao vivo usada para o evento.
Jennifer Ouellette, ex-editora de ciência do Gizmodo, escreve sobre ciência e cultura. Beth Mole, doutora em microbiologia, é responsável pela cobertura de saúde da Ars. Antes disso, trabalhou na Science News. Eric Berger, ex-jornalista do Houston Chronicle, cobre exploração espacial.
John Timmer é o editor de ciência da Ars. Antes, ensinou redação científica e jornalismo científico na Universidade Stony Brook e no Weill Cornell Medical College. Formou-se pela Universidade Columbia, obteve o doutorado na Universidade da Califórnia em Berkeley e fez pós-doutorado no Memorial Sloan Kettering.
Benj Edwards trabalhou na Ars como repórter sênior de inteligência artificial até março de 2026, quando foi demitido por sua participação na publicação de um artigo depois retirado do ar, que continha citações geradas por IA.
O custo de operação da Ars Technica sempre foi financiado principalmente por publicidade. A venda de espaço publicitário no site, inicialmente administrada pela Federated Media Publishing, passou para a Condé Nast. Além da publicidade on-line, a Ars Technica vende assinaturas desde 2001. Elas se chamam Ars Pro e Ars Pro++, e antes eram conhecidas como Ars Premier. Os assinantes não veem anúncios e recebem benefícios como acesso a artigos exclusivos, permissão para publicar em certas áreas do fórum da Ars Technica e participação em salas de bate-papo ao vivo com figuras do setor de informática. Uma parcela menor da receita vem de conteúdo patrocinado. Uma sequência de artigos sobre o futuro da colaboração foi patrocinada pela IBM, e a seção Exploring Datacenters, sobre centros de processamento de dados, é patrocinada pela empresa de gestão de dados NetApp. A Ars Technica também obtém receita com marketing de afiliados, por meio da divulgação de ofertas e descontos de varejistas on-line, e com a venda de produtos com a marca Ars Technica.
Em 5 de março de 2010, a Ars Technica impediu, em caráter experimental, que leitores que usavam o Adblock Plus, um dos programas que impedem a exibição de anúncios no navegador, acessassem o site. Fisher estimou que 40% dos leitores tinham o programa instalado. O bloqueio foi retirado no dia seguinte, quando a Ars Technica publicou o artigo "Why Ad Blocking is devastating to the sites you love", pedindo aos leitores que não usassem o programa nos sites de que gostavam.
"... bloquear anúncios pode ser devastador para os sites de que você gosta. Não estou argumentando que bloquear anúncios seja uma forma de roubo, nem que seja imoral ou antiético ... Isso pode fazer com que pessoas percam o emprego, pode reduzir a quantidade de conteúdo de qualquer site e, sem dúvida, pode afetar a qualidade do conteúdo. Também pode colocar sites em uma verdadeira espiral mortal de publicidade."
O bloqueio e o artigo provocaram controvérsia. Outros sites publicaram textos sobre o episódio e sobre a questão mais ampla da ética da publicidade. Muitos leitores da Ars Technica atenderam ao pedido de Fisher. No dia seguinte à publicação, 25 mil usuários do software haviam permitido anúncios da Ars Technica no navegador, e 200 haviam assinado o Ars Premier.
Em fevereiro de 2016, Fisher disse: "Aquele artigo reduziu a taxa de bloqueio de anúncios em 12%, e descobrimos que a maioria das pessoas que bloqueava anúncios em nosso site fazia isso porque outros sites as irritavam". Diante do aumento do uso de bloqueadores, a Ars Technica pretendia identificar leitores que filtravam anúncios e pedir que apoiassem o site por outros meios.