| Lojas Americanas | |
|---|---|
| Razão social | Americanas S.A. |
| Nome(s) anterior(es) | Lojas Americanas (1929–2021) B2W Digital (2006–2021) |
| empresa de capital aberto | |
| Cotação | B3: AMER3 |
| Atividade | varejo |
| Fundação | 3 de setembro de 1929 (97 anos) em Niterói |
| Fundador(es) |
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| Sede | Rio de Janeiro, RJ, Brasil |
| Área(s) servida(s) | |
| Presidente | Fernando Dias Soares (diretor-presidente) |
| Pessoas-chave | Sébastien Durchon (diretor financeiro) |
| Empregados | 22.797 (abril de 2026) |
| Marcas | Americanas Express Americanas.com Ame Digital Hortifruti Natural da Terra |
| Valor de mercado | R$ 805 milhões (julho de 2026) |
| Ativos | |
| Receita | |
| Lucro | |
| LAJIR | |
| Faturamento | |
| Website | www |
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Lojas Americanas é uma rede brasileira de varejo, fundada em 1929, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. É uma das maiores redes varejistas do país, com mais de 1.400 lojas distribuídas pelo Brasil, e centros de distribuição nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Pará, Pernambuco, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul. A empresa também atua no comércio eletrônico.
Em janeiro de 2023, a companhia comunicou ao mercado inconsistências contábeis superiores a 20 bilhões de reais, posteriormente atribuídas a fraude da diretoria anterior, e entrou com pedido de recuperação judicial. Em março de 2026, a empresa pediu à Justiça o encerramento do processo de recuperação judicial e anunciou a venda do Grupo Uni.co.
A empresa foi fundada em 1929 pelos americanos John Lee, Glen Matson, James Marshall e Batson Borger, que partiram dos Estados Unidos em direção a Buenos Aires com o objetivo de abrir uma loja no estilo Five and Ten Cents (lojas que vendiam mercadorias a 5 e 10 centavos, na moeda americana). A ideia era lançar uma loja com preços baixos, no modelo que já fazia sucesso nos Estados Unidos e na Europa no início do século. No navio em que viajavam, conheceram o brasileiro Aquino Sales e o austríaco Max Landesmann, que os convidaram para conhecer o Rio de Janeiro.
Na visita ao Rio de Janeiro, os americanos perceberam que havia muitos funcionários públicos e militares com renda estável, porém com salários modestos, e a maioria das lojas não eram destinadas a esse público. As lojas existentes, em geral, vendiam mercadorias caras e especializadas, o que obrigava uma dona de casa ir a diferentes estabelecimentos para fazer as compras. Foi assim que decidiram que o Rio de Janeiro era a cidade perfeita para lançar o sonhado empreendimento – uma loja de preços baixos para atender àquela população "esquecida" e que vendesse vários tipos de mercadorias. Eles desejavam oferecer uma maior variedade de produtos a preços mais acessíveis.
Assim, no ano de 1929, inauguraram a primeira Americanas, em Niterói com o slogan "Nada além de 2 mil réis". No fim do primeiro ano, já eram quatro lojas: três no Rio e uma em São Paulo.
Em 1940, a Americanas tornou-se uma sociedade anônima, abrindo seu capital. Em 1982, os principais acionistas do Banco Garantia, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, entraram na composição acionária de Americanas como controladores. Com a combinação de negócios entre Lojas Americanas e B2W Digital, em 2021, os três deixaram a posição de controladores e passaram a ser chamados de acionistas de referência. Em 2024, ao subscreverem ações no aumento de capital previsto no plano de recuperação judicial, passaram a deter mais de 50% do capital da companhia.
No primeiro semestre de 1994, concretizou a formação de uma joint venture com o nome de Wal Mart Brasil, com participação de 40% da Americanas, e 60% por parte da Wal Mart Store na composição do capital.
Em dezembro de 1997, por decisão do Conselho de Administração da empresa, foi aprovada a venda total da participação de 40% na joint venture para o Walmart Inc. Essa decisão foi tomada após a conclusão de que seria necessário a total concentração de recursos no próprio negócio da companhia.
Em agosto de 1998, o Conselho de Administração aprovou a venda total da participação acionária da Americanas na empresa 5239 Comércio e Participações, subsidiária que detinha o controle acionário de suas 23 lojas de supermercado, para a empresa francesa Comptoirs Modernes (pertencente ao Grupo Carrefour). A decisão pela saída do segmento supermercadista deveu-se ao processo de consolidação pelo qual passa este setor no Brasil com a entrada de grandes concorrentes internacionais, o que exigiria expressivos investimentos para a manutenção da posição de mercado da Companhia. Desta forma, a Americanas decidiu novamente focar em seu principal negócio: lojas de descontos.
Em julho de 1999, a companhia decidiu pela segregação de seu negócio imobiliário, tendo o seu capital social reduzido em R$ 493.387 mil, valor correspondente ao investimento possuído pela São Carlos Empreendimentos e Participações.
O ano de 2003 teve como principal característica a aceleração do programa de expansão. Com o objetivo de expandir a rede de lojas, foram inauguradas 13 lojas convencionais, fortalecendo a presença da companhia em mercados importantes das regiões Sudeste e Sul do país. Duas outras lojas foram reformadas para possibilitar um melhor atendimento aos clientes. O conjunto de inaugurações contemplou também a abertura das três primeiras lojas "Americanas Express", concebidas segundo o "conceito de vizinhança" no Rio de Janeiro.
Em 2004, deram continuidade ao processo de expansão através da abertura de 35 lojas e da conclusão do novo Centro de distribuição em Barueri, na grande São Paulo, visando suportar numa primeira fase, o crescimento orgânico da companhia, tanto das lojas físicas como da loja virtual.
O ano de 2005 foi um ano de importantes realizações para maximizar o valor de Americanas: foram inauguradas 37 novas lojas, foi adquirido o canal de TV e site de comércio eletrônico Shoptime e foi realizada uma joint venture com o Banco Itaú, criando a Financeira Americanas Itaú, ou Americanas Taií.
Em 2006 prosseguiram com a expansão, inaugurando 45 novas lojas, e criaram uma nova empresa, a B2W, companhia Global de Varejo, produto da fusão Americanas.com e do Submarino.
A nova empresa tinha valor de mercado de cerca de 6,5 bilhões de reais, tornando-se a terceira maior do setor no mundo. A B2W Digital é líder em comércio eletrônico na América Latina. A Companhia opera por meio de uma plataforma digital, com negócios que apresentam forte sinergia e um modelo único, multicanal, multimarca e multinegócios.
A B2W Digital possuía um portfólio com as marcas Americanas Empresas, Americanas.com, Submarino, Shoptime, Submarino Finance, Sou Barato e Supermercado Now, que oferecem mais de 38 categorias de produtos e serviços por meio dos canais de distribuição internet, televendas, catálogos, TV e quiosques. Em 2017, possuíam 10 mil vendedores registrados, com um crescimento de cerca de 2 mil novos lojistas por trimestre.
Em janeiro de 2007, Americanas anunciou a aquisição da BWU, empresa detentora da marca Blockbuster Inc. no Brasil por R$ 186,2 milhões e adaptou as lojas ao modelo Americanas Express, somando assim mais 127 lojas à sua rede.
No ano de 2013, a B2W realizou a aquisição de três empresas de tecnologia especializadas em desenvolvimento de sistemas e soluções para comércio eletrônico e criou o BIT - B2W Inovação e Tecnologia. Com isso, a Companhia dobrou seu time de tecnologia/internet, que é o maior da América Latina e conta atualmente com mais de 600 engenheiros em escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.
Em novembro de 2011, a B2W lançou o site Sou Barato.
Foram adquiridas as empresas Uniconsult, especializada em otimização de controle de pedidos (expedição e reversa), de sistemas para operação de múltiplos centros de distribuição e desenvolvimento de sistemas específicos para operação de marketplace, em maio de 2013; Ideais Tecnologia, voltada para desenvolvimento e otimização das plataformas de venda online, B2B/B2B2C e sistemas mobile, e Tarkena, focada em otimização de sistemas de busca e algoritmos para gerenciamento de frete, ambas em outubro de 2013. Em outubro de 2013, a B2W lançou seu marketplace, aberto a vendedores terceiros.
Em setembro de 2013, a rede Americanas foi condenada a pagar 250 mil reais para entidades assistenciais sem fins lucrativos devido ao uso de mão-de-obra em condições trabalhistas análogas às de escravidão. A fiscalização ocorreu em janeiro de 2013 na empresa BASIC+ que vende sua mercadoria para a Americanas e encontrou nessa situação um grupo de bolivianos na cidade de Americana que fornecia roupas infantis para a Americanas.
Em janeiro de 2014, a B2W Digital anunciou um aumento de capital no valor de R$ 2,38 bilhões que tem por objetivo melhorar a estrutura de capital da Companhia, utilizando os recursos para amortizar parte da dívida, permitindo que a empresa siga investindo nos pilares do seu negócio, acelerando o seu crescimento e consolidando sua posição de liderança no mercado. A operação contou ainda com a participação do investidor de tecnologia/internet Tiger Global, que entre outras possui participação na Amazon.
A B2W anunciou em 14 de Junho de 2014 a aquisição da Direct, maior operadora logística de e-commerce no Brasil, especializada em entregas de itens pequenos. Em 2013, a Companhia já havia realizado a aquisição da Click – Rodo, operadora logística também especializada em entregas para o comércio eletrônico, com foco em itens grandes.
Em junho de 2015, a B2W comprou o Sieve Group, grupo de empresas especializadas na prestação de serviços para o e-commerce, entre elas a Sieve, especializada em monitoramento e inteligência de preços online, a InfoPrice focada em monitoramento e inteligência de preços no mercado offline (varejo físico), a Admatic, de gerenciamento de mídias digitais, Skyhub, integradora de Marketplace e o Site Blindado, focado em soluções de segurança.
Em setembro de 2015 a companhia vende a Ingresso.com por 280 milhões de reais e também finaliza a venda do Submarino Viagens para a CVC.
Ao longo de 2016 e 2017 a B2W Digital lançou seus dois primeiros projetos de código aberto, o Marvin-AI, plataforma de inteligência artificial e o restQL, uma linguagem de consulta para micro serviços.
No ano de 2018 teve o lançamento da Ame, fintech da Americanas. No mesmo ano, Lojas Americanas e B2W criaram a Let's, empresa para a gestão compartilhada dos ativos de logística e distribuição das duas companhias.
No final de 2019, a B2W Digital anunciou novas empreitadas, como a abertura de mais sete centros de distribuição, além dos 15 atuais, até 2022; parcerias da Ame com a Stone, a Cielo e o Banco do Brasil; e abertura de um escritório na China, para operar vendas on-line de produtos estrangeiros no país asiático, com base na atividade "Americanas no Mundo".
Em dezembro de 2020, a Ame anunciou a compra da BitCapital, plataforma de open banking, e da Parati, sociedade de crédito, por cerca de 34 milhões de reais, negócio sujeito à aprovação do Banco Central. Em maio de 2021, a Ame comprou a Nexoos, fintech de crédito para pequenas e médias empresas.
Em fevereiro de 2021, a Lojas Americanas e a BR Distribuidora (atual Vibra Energia) anunciaram a criação da Vem Conveniência, joint venture com participação igual das duas empresas para integrar as lojas de conveniência BR Mania e Americanas Local; a operação foi concluída em fevereiro de 2022, após aprovação do CADE. Em abril de 2021, a SuperNow, subsidiária da B2W, comprou a Shipp, aplicativo de entregas do Espírito Santo, e a Lojas Americanas comprou 70% do Grupo Uni.co, dono das marcas Imaginarium, Puket, MinD e Lovebrands.
Em julho de 2021, a Americanas e a B2W Digital se fundiram em uma única empresa, chamada de Americanas. Em agosto de 2021, a companhia comprou a rede Hortifruti Natural da Terra, com 73 lojas, por 2,1 bilhões de reais.
Em setembro de 2021, a Americanas anunciou a aquisição da plataforma digital literária Skoob Books, maior plataforma digital de conteúdo para leitores do país.
Em outubro de 2022 Ame recebe autorização do Banco Central para operar como instituição de pagamento. No mesmo período a Americanas conquista o Prêmio Great Place To Work como uma das 10 melhores empresas para se trabalhar no Brasil, na categoria + de 10 mil funcionários. Em agosto de 2022, a companhia anunciou que Sergio Rial, ex-presidente do Santander Brasil, substituiria Miguel Gutierrez na presidência a partir de janeiro de 2023.
Em abril de 2023, a empresa tem resultado histórico na Páscoa em meio à crise: a Americanas vendeu mais de 150 milhões de produtos, volume 10% superior ao mesmo período de 2022.
Em setembro de 2023, a Americanas conquistou pela segunda vez consecutiva a primeira colocação no Ranking Varejo Conveniência do Prêmio Experience Awards. Além do Ranking Conveniência, as marcas Americanas, Submarino e Shoptime também receberam certificações de empresas referência em NPS no Brasil na categoria Marketplace.
Em 11 de janeiro de 2023, a Americanas comunicou ao mercado a descoberta de inconsistências contábeis superiores a 20 bilhões de reais. A divulgação foi feita pelo então diretor-presidente Sergio Rial, empossado dias antes, que renunciou ao cargo na mesma data, assim como o diretor financeiro André Covre. No mesmo dia, o conselho de administração nomeou João Guerra como diretor-presidente interino e criou um comitê independente para apurar as inconsistências. Camille Loyo Faria foi anunciada como diretora financeira em 17 de janeiro, e Leonardo Coelho Pereira foi eleito diretor-presidente em 15 de fevereiro de 2023. Em junho daquele ano, a companhia declarou que as demonstrações financeiras haviam sido fraudadas pela diretoria anterior.
A companhia entrou com pedido de recuperação judicial em janeiro de 2023. O plano de recuperação foi aprovado em assembleia de credores em 19 de dezembro de 2023, por credores que somavam 97,19% dos créditos, e homologado pela Justiça em 26 de fevereiro de 2024. O acordo com os bancos credores previu um aporte de 12 bilhões de reais pelos acionistas de referência e a capitalização de até 12 bilhões de reais em créditos. Em maio de 2024, os acionistas aprovaram um aumento de capital de até 40,7 bilhões de reais, com subscrição mínima de 12,27 bilhões. O pagamento de credores começou em março de 2024. Durante a reestruturação, a parceria com a Vibra Energia na Vem Conveniência foi encerrada, em agosto de 2023.
O caso foi investigado pela Comissão de Valores Mobiliários, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. A Comissão Parlamentar de Inquérito das Americanas, instalada pela Câmara dos Deputados, concluiu seus trabalhos em setembro de 2023 sem apontar responsáveis. Em junho de 2024, a Polícia Federal deflagrou a Operação Disclosure, com mandados de prisão preventiva contra Miguel Gutierrez e Anna Saicali, que foram incluídos na difusão vermelha da Interpol; Gutierrez foi preso em Madri e solto no dia seguinte. Em março de 2025, a Americanas iniciou um procedimento arbitral contra quatro ex-diretores estatutários (Gutierrez, Saicali, José Timótheo de Barros e Márcio Cruz Meirelles) para buscar sua responsabilização. No fim do mesmo mês, após indiciamento pela Polícia Federal, o Ministério Público Federal denunciou 13 ex-executivos por associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado; nove deles também foram denunciados por uso de informação privilegiada.
Em julho de 2024, a companhia anunciou o fim dos sites Submarino e Shoptime e concentrou a operação digital na marca Americanas. No mesmo ano, a Ame deixou de funcionar como carteira digital e passou a ser um programa de fidelidade; em novembro de 2025, o Banco Central cancelou, a pedido da empresa, a autorização da Ame para operar como instituição de pagamento.
Em maio de 2025, a Americanas lançou o cartão de crédito cliente•a, em parceria com a BrasilCard e a Visa, e, em outubro, um programa de pontos com o mesmo nome. Em agosto daquele ano, o conselho de administração elegeu Fernando Dias Soares, então vice-presidente de operações, como diretor-presidente, com mandato a partir de 1.º de outubro de 2025. Em dezembro, Sébastien Durchon substituiu Camille Faria como diretor financeiro. No fim de 2025, a empresa anunciou parcerias com o Magazine Luiza, para venda cruzada nos sites das duas empresas, e com o iFood, que passou a oferecer produtos de 500 lojas da rede. Em 2025, a companhia teve receita líquida de 12,3 bilhões de reais e prejuízo líquido de 271 milhões de reais, e encerrou o ano com cerca de 40,8 milhões de clientes ativos. No fim de 2025, o caixa e os recebíveis de cartão superavam a dívida financeira em 488 milhões de reais; descontadas as obrigações remanescentes da recuperação judicial, o caixa líquido era de cerca de 46 milhões de reais.
Em março de 2026, a companhia protocolou na 4.ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro um pedido de encerramento da recuperação judicial e anunciou a venda do Grupo Uni.co ao grupo BandUP! por 152,9 milhões de reais. No primeiro trimestre de 2026, a Americanas registrou prejuízo líquido de 329 milhões de reais, 34% menor que no mesmo período do ano anterior, e alta de 20,2% na receita líquida, que chegou a 3,08 bilhões de reais.
Em março de 2026, a marca de cosméticos WePink passou a ocupar espaços em lojas de rua da rede, no modelo store in store. Segundo a empresa, a estratégia para 2026–2029, período que termina no centenário da companhia, tem foco em "performance e transformação", com a renovação das lojas físicas e o uso de dados, do programa de fidelidade e de serviços financeiros para fortalecer o relacionamento com os clientes. Em agosto de 2026, cerca de 200 lojas tinham caixas exclusivos para a retirada de pedidos feitos on-line.
Atualmente a Americanas opera em dois segmentos: lojas físicas e e-commerce.
| Ano | Organização | Recipiente(s) | Categoria | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2022 | Prêmio iBest | Americanas | Marketplace | TOP3 |
| Experiência de Compra | TOP3 | |||
| Inovação em E-commerce | TOP3 | |||
| Americanas e Hortifruti | Supermercados | TOP3 | ||
| Ame Digital | Fintech | TOP3 | ||
| 2022 | Prêmio CIEE Melhores Programas de Estágio | Lojas Americanas | Comércio (51 a 300 estagiários) | 1.º lugar |
| 2022 | Most Influential Brands (Ipsos) | Lojas Americanas | Ranking geral | 5.º lugar |
| 2022 | Prêmio Reclame Aqui | Americanas (lojas online) | E-commerce – Grandes Operações | 1.º lugar |
| Americanas (lojas físicas) | Rede de Varejo – Grande Porte | 1.º lugar | ||
| Submarino | E-commerce – Médias Operações | 1.º lugar | ||
| 2023 | Prêmio Experience Awards | Americanas | Varejo Conveniência | TOP3 |
2023:
Após a fusão, o número de queixas de consumidores insatisfeitos com a Americanas.com aumentou consideravelmente. Em 2006, o Ministério Público abriu uma ação contra a B2W, que foi acusada de demora na entrega das encomendas, dificuldades no ressarcimento de valores e de não trocar produtos com defeito. A empresa assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em 2008, comprometendo-se a sanar os problemas. Isso, no entanto, não aconteceu, e a B2W voltou a ser alvo da justiça em 2010, quando foi multada em 1,4 milhões de reais por descumprimento do TAC.
Em fevereiro de 2011, a 7.ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro perpetrou uma ação[necessário esclarecer] especificamente contra a Americanas.com devido ao alto número de reclamações a respeito de atrasos em entregas (reclamações essas que atingiram níveis expressivos após as compras de final de ano em 2010). Ficou decidido que o site de compras estabelecesse e respeitasse os prazos para efetuar a entrega dos produtos aos consumidores, sob pena de pagar multa no valor de 500 reais para cada nova reclamação comprovada.
Em maio de 2011, atendendo a uma solicitação do Ministério Público, a 15ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) proibiu a Americanas.com de registrar novas vendas para o estado do Rio. A proibição se deu devido à alta reincidência de atraso na entrega de pedidos e de queixas dos consumidores — à época da decisão, a coluna "Defesa do Consumidor" do jornal O Globo, por exemplo, registrava 500 novas reclamações por dia contra a loja, enquanto que no Reclame Aqui a empresa era considerada recordista de queixas, com cerca de 20 mil reclamações. A Americanas, no entanto, descumpriu a ordem judicial, e em junho do mesmo ano foi multada em 860 mil reais. No final do mesmo mês a justiça liberou as vendas, mantendo contudo o bloqueio nas contas bancárias da empresa do valor relativo à multa.
Enfrentando problemas de logística, a B2W, união da Americanas.com, Shoptime e do Submarino, informou que sofreu prejuízo de R$ 37,9 milhões no terceiro trimestre, ante o lucro de R$ 15,9 milhões apurado um ano antes. [...] No acumulado de janeiro a setembro, a B2W apresenta um prejuízo de R$ 60,4 milhões, ante o ganho líquido de R$ 47,8 milhões obtido em 2010.
Nesta manhã, a companhia responsável por Americanas.com, Shoptime e Submarino recebeu multa de R$ 1,7 milhão do Procon-SP e pode ter suas atividades suspensas por três dias em represália ao atraso nas entregas.