
O Império Bizantino tinha um sistema complexo de títulos nobiliárquicos stricto sensu e outros que correspondiam a cargos na administração. A maior parte dos cargos e dos títulos era meramente honorífica, uma vez que só o imperador governava. Ao longo dos mais de mil anos de existência do império, diversos títulos foram criados enquanto outros caíam em desuso, consoante as variações no prestígio de cada um ou as decisões de cada imperador. Inicialmente os diversos títulos eram os mesmo do Império Romano tardio, uma vez que o Império Bizantino não se distinguia de Roma. Já na época de Heráclio, no século VII, muitos dos títulos nobiliárquicos se tinham tornado obsoletos; na altura de Aleixo I Comneno muitos dos cargos ou eram novos ou tinham sido radicalmente redefinidos, conservando-se desse modo até à queda de Constantinopla em 1453.
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| Império Bizantino |
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Heráclio usou ainda os títulos de autocrator (αυτοκράτωρ — "autocrata," "governante único") e kyrios (κύριος — "senhor"). Os bizantinos reservavam o título de "basileu", entre os governantes cristãos, para o imperador em Constantinopla, e referiam-se aos reis da Europa Ocidental como "rigas", uma forma helenizada da palavra latina "rex" (=rei). O feminino basilissa identificava a imperatriz reinante. As imperatrizes eram apelidadas "Eusebestati Augusta" (=Augusta muito piedosa), e também Kyria (=Senhora) ou despoina (o feminino de "déspota", ver infra).
Basileopátor era um título honorífico atribuído ao "pai" de um imperador, embora o basileopátor não tivesse de ser de facto o pai do imperador. O primeiro basileopátor foi Zautzes, um aristocrata da época de Leão VI, o Sábio; Romano I Lecapeno também usou o título quando era regente em nome de Constantino VII.
O direito de primogenitura, ou sequer de hereditariedade, nunca foi claramente estabelecido para a sucessão imperial bizantina, porque em princípio o imperador romano era escolhido pelo senado, pelo Povo e pelo exército. Era algo profundamente arreigado na tradição "republicana" de Roma, segundo a qual se rejeitava a monarquia hereditária e o imperador encarnava os diversos cargos da república em uma só pessoa. Muitos imperadores, desejosos de assegurar o direito dos seus primogénitos ao trono, faziam-nos coroar coimperadores ainda na infância, garantindo assim que por sua morte o trono não ficaria momentaneamente vago. Quando isto sucedia não se levantava a questão da sucessão. Outras ocasiões houve em que um imperador ascendia ao trono por se casar com a viúva do antecessor, ou depois de obrigar o antecessor a abdicar e a tomar votos monásticos. Outros imperadores foram depostos por terem demonstrado inépcia, como depois de uma derrota militar, ou simplesmente assassinados. São estas as razões por que o basileopator podia não ter sido ele próprio um imperador.
Déspota, sebastocrator, césar, panipersebasto e protosebasto eram títulos normalmente reservados a elementos da família imperial, e distinguiam-se através da indumentária e das coroas. Podiam, no entanto, ser concedidos a estrangeiros. O primeiro déspota foi precisamente um não-grego, Béla III da Hungria, com o significado que o império considerava o Reino da Hungria um tributário seu. O primeiro estrangeiro a ser chamado sebastocrator foi Estêvão Nêmania da Sérvia, quando o título lhe foi concedido em 1191. Joanitzes da Bulgária também o tinha. Justiniano II designou Tervel, cã dos Búlgaros, césar em 705; o título está na base da palavra "czar", que nas línguas eslavas significa rei. Andrónico II Paleólogo também designou Rogério de Flor, comandante da Companhia Catalã, césar em 1304. protosebasto foi concedido a Enrico Dandolo, Doge de Veneza, antes do seu envolvimento na Quarta Cruzada.
Nos séculos finais do império, os imperadores bizantinos eram também apelidados de cronocrator (kronokrator; χρονοκράτωρ) e de cosmocrator (Kosmokrator; κοσμοκράτωρ) — literalmente, "Senhor do Tempo" e "Senhor do Universo".

Os bizantinos também atribuiam títulos nobiliárquicos a membros secundários da família imperial e da aristocracia, adoptados a partir de palavras em latim e mais ou menos equivalentes às formas ocidentais com origens nessas mesmas palavras:
Havia também:
Os títulos para os nobres que desempenhavam funções na residência imperial eram:
A vasta burocracia bizantina tinha diversos cargos e títulos, mais variados ainda que os títulos nobiliárquicos ou militares. Em Constantinopla havia, permanentemente, centenas, se não milhares, de funcionários. os cargos que se seguem eram os mais comuns, incluindo-se cargos de plebeus que serviam directamente o imperador.
Os logótetas gozavam de muita influência junto do imperador, mas foram perdendo poder até se tornarem postos honoríficos. No império tardio o grande logóteta tornou-se o mesazonte ("gerente" ou, literalmente, "intermediário").
Outros administradores incluíam:
Os protoasecretas, logótetas, prefeitos, pretores, questores, mestres e sacelários, entre outros, eram membros do senado, até que a própria instituição caiu em desuso sob o reinado de Heráclio.