Bernard Fellay | |
|---|---|
| Bispo da Igreja Católica | |
| Bispo da FSSPX | |
Título |
Conselheiro Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X |
| Hierarquia | |
| Papa | Leão XIV |
| Superior Geral | Pe. Davide Pagliarani |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação presbiteral | 29 de junho de 1982 |
| Ordenação episcopal | 30 de junho de 1988 pelo Arcebispo Marcel Lefebvre e Bispo Antônio de Castro Mayer |
| Lema episcopal | SPES NOSTRA Esperança nossa |
| Brasão episcopal | |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Sierre, Suíça 12 de abril de 1958 (68 anos) |
| Nacionalidade | |
| dados em catholic-hierarchy.org Bispos Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Bernard Fellay FSSPX (Sierre, 12 de Abril de 1958) é um Bispo suíço da Igreja Católica Romana, que foi Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X entre 1994 e 11 de Julho de 2018. Antes de sua Sagração Episcopal, o então Padre Bernard Fellay era ecônomo da FSSPX. Em 1988, foi sagrado Bispo pelo arcebispo Marcel Lefebvre, um ato que a Santa Sé descreveu como "ilegal" e "cismático", e foi feita uma declaração de excomunhão, contestada como nula pela FSSPX. Dom Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer alegaram o "estado de necessidade", que justifica ações extraordinárias. Naquela época, ele era o Bispo mais jovem da Igreja Católica Romana aos 29 anos.
Em janeiro de 2009, a pedido de Fellay, a Congregação para os Bispos, por instruções do Papa Bento XVI, rescindiu a excomunhão. No dia 1 de Julho de 2026, foi novamente excomungado , desta feita juntamente com todos os fiéis formalmente ligados à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, devido à sagração sem mandato pontíficio de quatro Bispos, considerada pela Santa Sé como um acto cismático, apesar das alegações de "estado de necessidade" vindas da Fraternidade.
Nascido em Sierre, Suíça no ano de 1958, com dezenove anos, em Outubro de 1977, deu início aos seus estudos no Seminário Internacional da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, em Écône. Recebe as Ordens Sacras em 29 de Junho de 1982 pelas mãos de Dom Marcel Lefebvre. Após a ordenação, é nomeado Ecônomo Geral da Fraternidade e reside em Rickenbach, a Casa Mãe. Manteve-se neste posto pelos 10 anos seguintes.
Bernard Fellay é fluente em francês (sua língua natal), inglês, alemão, latim e fala italiano e espanhol.
Aos 30 de Junho de 1988, Dom Lefebvre decide-se por ordenar o então Pe. Fellay e seus companheiros, o franco-provençal Bernard Tissier de Mallerais, o inglês Richard Williamson e o cântabro Alfonso de Galarreta, Bispos de modo a garantir a manutenção das ordenações conforme o ritual pré-conciliar e impelido pela iminência da morte—como veio a se confirmar aos 25 de Março de 1991. Foram sagrantes o próprio Lefebvre e o Bispo fluminense, D. Antônio de Castro Mayer, invocando o estado de necessidade, alegando penas canônicas inválidas. De acordo com Roma, ambos excomungados latae sententiae juntamente aos quatro ordinandos. A excomunhão foi oficializada dois dias depois com o motu proprio Ecclesia Dei, de João Paulo II.
Em Julho de 1994, o Capítulo Geral da FSSPX reunido em Écône elegeu Fellay Superior Geral em substituição ao Pe. Franz Schmidberger. Aos 12 de Julho de 2006, foi reeleito por mais doze anos de mandato, os quais expiraram em 11 de Julho de 2018, sendo eleito o Pe. Davide Pagliarani.
Em 29 de Agosto de 2005, Fellay foi recebido em audiência pelo Santo Padre Bento XVI em Castel Gandolfo. A audiência teve a participação do Cardeal Castrillón Hoyos e Pe. Schmidberger. Foi discutido o presente estado da Igreja e da FSSPX, a compreensão da Fraternidade concernente ao tema do modernismo na Igreja, a permissão da celebração conforme o missal de 1962 e o possível reconhecimento da Fraternidade por parte da Santa Sé.
Por decreto emitido aos 21 de Janeiro de 2009 (protocolo n.º 126/2009), o Santo Padre Bento XVI revogou as excomunhões através da Congregação para os Bispos.
A situação canônica dos quatro Bispos é igual a do restante do clero da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.
Dom Fellay tem mantido, desde 2009, contatos com a Santa Sé com vistas a uma eventual reconciliação plena entre a FSSPX e o Vaticano, mas não mudando a posição da Fraternidade. Os primeiros contatos tiveram lugar durante o pontificado de Bento XVI, tendo-se revelado inconclusivos. Fellay tem mantido o relacionamento com a Santa Sé durante o pontificado do Papa Francisco, encontrando-se com o cardeal Gerhard Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 23 de Setembro de 2014.
Em julho de 2026, foi feita uma nova declaração de excomunhão, no contexto das Consagrações de Écône de 2026. Esta excomunhão, no entanto, foi considerada ilícita e nula pela FSSPX. Nessa ocasião, Dom Fellay foi co-consagrante de novos Bispos, sem o mandato papal e contra ordem expressa do Papa Leao XIV. Tal ato, porém, é explicado pela FSSPX com o "estado de necessidade".
Nesse contexto, o Dicastério para a Doutrina da Fé declarou a excomunhão automática de Fellay e dos demais envolvidos nas consagrações, afirmando também que a FSSPX e seus membros encontram-se em estado de cisma em relação a Igreja.