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| Biblioteconomia e ciência da informação |
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A bibliometria é um campo dos estudos métricos da informação que utiliza métodos quantitativos para analisar a produção, a comunicação e a disseminação da informação registrada em documentos. Suas aplicações incluem o estudo da produção científica, das publicações, das citações, dos autores, dos periódicos, das instituições e das relações existentes entre documentos. Segundo Pritchard bibliometria significa “todos os estudos que tentam quantificar os processos de comunicação escrita”. A bibliometria tem abrangência interdisciplinar ou multidisciplinar e pode ser aplicada a diversas áreas do conhecimento. A bibliometria possui estreitas relações com as áreas de cienciometria (ou cientometria), infometria, webometria, patentometria, altmetria dentre outros.
Dentre as diversas possibilidades de aplicação do uso da bibliometria, podem-se destacar as seguintes:
O termo bibliometria possui antecedentes na obra de Paul Otlet, que utilizou o termo francês bibliométrie em 1934.
Na literatura de língua inglesa, o termo bibliometrics foi apresentado por Alan Pritchard em 1969, no artigo "Statistical Bibliography or Bibliometrics?", publicado no Journal of Documentation. O trabalho propôs o uso de bibliometrics em substituição à expressão statistical bibliography.
Assim, Pritchard é uma referência fundamental para a consolidação do termo bibliometrics na literatura científica de língua inglesa.
A bibliometria pode ser utilizada para analisar quantitativamente diferentes elementos da produção e comunicação científica, entre eles:
As análises bibliométricas podem ser utilizadas para identificar padrões de publicação, colaboração científica, citações e relações entre diferentes áreas ou temas de pesquisa.
As principais leis bibliométrica são: a Lei de Lotka (ou Lei do Quadrado Inverso), a Lei de Bradford e a Lei de Zipf.
Verifica-se na Lei de Bradford, que permite estimar o grau de relevância de periódicos em dada área do conhecimento, que os periódicos que produzem o maior número de artigos sobre dado assunto formam um núcleo de periódicos, supostamente de maior qualidade ou relevância para aquela área. A Lei de Lotka considera que alguns pesquisadores, supostamente de maior prestígio em uma determinada área do conhecimento, produzem muito e muitos pesquisadores, supostamente de menor prestígio, produzem pouco. Nas Leis de Zipf, que permitem estimar as freqüências de ocorrência das palavras de um determinado texto científico e tecnológico e a região de concentração de termos de indexação, ou palavras-chave, que um pequeno grupo de palavras ocorre muitas vezes e um grande número de palavras é de pequena freqüência de ocorrência.
A bibliometria utiliza diferentes indicadores e métodos quantitativos para estudar a produção e a comunicação científica. Entre eles estão a contagem de publicações e citações, análises de produtividade, coautoria, cocitação, acoplamento bibliográfico e coocorrência de termos.
O índice h também é utilizado para avaliar conjuntamente a produção e as citações de um pesquisador. Entretanto, trata-se de um indicador específico e não de uma definição da bibliometria como campo.
Entre os softwares utilizados para análises bibliométricas está o VOSviewer, desenvolvido para construir e visualizar redes bibliométricas. O programa permite analisar redes de citações, acoplamento bibliográfico, cocitação e coautoria, além de possibilitar a construção de redes de coocorrência de termos.
Outra ferramenta é o bibliometrix, um pacote de código aberto para a linguagem R destinado à realização de análises bibliométricas e de mapeamento científico. O pacote permite trabalhar com diferentes tipos de análises bibliométricas e visualizar estruturas relacionadas à produção científica.
O Biblioshiny fornece uma interface gráfica para utilização das funcionalidades do bibliometrix.