| Casa de Edith Farnsworth | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Estilo dominante | Internacional |
| Arquiteto | Ludwig Mies van der Rohe |
| Construção | 1949–1951 |
| Proprietário(a) | Edith Farnsworth (1949–1972) Peter Palumbo (1972–2003) Fundo Nacional para Preservação Histórica (2003–presente) |
| Função inicial | Residência |
| Função atual | Museu-casa |
| Website | edithfarnsworthhouse.org |
| Área | 150 m² |
| Patrimônio nacional | |
| Classificação | Marco Histórico Nacional dos Estados Unidos |
| Data | 17 de fevereiro de 2006 |
| Geografia | |
| País | |
| Cidade | Plano, Illinois |
| Coordenadas | 41° 38′ 06″ N, 88° 32′ 08,6″ O |
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A Casa de Edith Farnsworth é um museu-casa localizado na margem do rio Fox perto de Plano, Illinois, nos Estados Unidos. Foi projetada pelo arquiteto Ludwig Mies van der Rohe no Estilo Internacional originalmente como um retiro de fim de semana para a médica nefrologista Edith Farnsworth. É uma de três residências particulares que Mies projetou nos Estados Unidos e é considerada um grande exemplo de arquitetura moderna. A casa fica elevada em relação ao chão e tem um exterior minimalista com um interior em sua maior parte aberto. A propriedade de 25 hectares ao redor também inclui um centro de visitantes e uma galeria de arte. A casa e o terreno são hoje propriedade do Fundo Nacional para Preservação Histórica.
Farnsworth comprou o terreno na década de 1940 e pediu para que Mies projetasse um casa. A construção começou em 1949 após vários atrasos e Farnsworth se mudou em dezembro de 1950, porém as obras só terminaram em março de 1951. A relação entre Mies e Farnsworth deteriorou pelos custos cada vez maiores do projeto e um processou o outro em 1951, levando a anos de batalhas judiciais. O projeto tinha várias falhas, porém Farnsworth morou na casa até 1972. A residência foi então comprada pelo incorporador britânico Peter Palumbo, que a renovou e a usou como retiro de verão. Palumbo restaurou a casa novamente após duas inundações no final de 1990 e a abriu para o público em 1997. O Fundo Nacional adquiriu a residência em 2003 e ela foi reaberta no ano seguinte. Foi primeiro operada pelo Conselho de Preservação de Marcos de Illinois, que a renovou mais uma vez após outra inundação em setembro de 2008. O Fundo Nacional assumiu as operações em 2010.
A Casa de Edith Farnsworth está elevada em 1,6 metro do chão. Ela é acessada do sul por um terraço travertino externo e que ocupa um nível intermediário entre o chão e a própria casa. O chão de concreto e as lajes do telhado são sustentadas por oito colunas de aço que dividem a residência em três tramos oeste–leste. A fachada é composta por janelas de vidros intercaladas com maineis de aço; o terço ocidental da casa é uma varanda aberta. O interior tem um esquema de cor minimalista e é interrompido apenas por um núcleo utilitário desalinhado do centro e por um guarda-roupa móvel. O núcleo contém os utilitários, uma cozinha e os banheiros, enquanto as áreas de estar, jantar e dormir ficam ao seu redor. Aquecimento radiante, canos e dutos foram embutidos no chão, com tanto Farnsworth quanto Palumbo tendo mobilhado a casa com vários itens.
A Casa de Edith Farnsworth já foi bastante analisada arquitetonicamente pelo passar das décadas, tendo recebido diversas críticas elogiosas quando foi construída. Mesmo assim, ela também foi inicialmente controversa, parcialmente por seu projeto modernista único e também por conta da desavença entre Farnsworth e Mies, porém as críticas diminuíram de intensidade após a morte do arquiteto em 1969. A casa já foi o assunto de diversos livros, filmes, exibições e outras obras midiáticas. Foi designada em outubro de 2004 para o Registro Nacional de Lugares Históricos e em fevereiro de 2006 como um Marco Histórico Nacional dos Estados Unidos. Seu projeto influenciou outras residências e também outras obras de Mies.

A Casa de Edith Farnsworth está localizada no Condado de Kendall perto de Plano, Illinois, nos Estados Unidos, aproximadamente 93 quilômetros ao sudoeste de Chicago. A casa está situada em uma planície de inundação na margem norte do rio Fox e é cercada por árvores em três lados. A Estrada do Rio Fox passa ao oeste da casa, atrás das árvores, enquanto um prado gramado se inclina ligeiramente para o norte. A fachada sul era sombreada por um bordo negro para manter a residência fria durante o verão, mas a árvore foi removida em 2013. Edith Farnsworth, a proprietária original da casa, contratou o arquiteto paisagista Alfred Caldwell para arranjar pomares e jardins pelo terreno. A casa não foi originalmente construída com um acesso para veículos. Uma garagem para dois carros foi construída posteriormente ao norte, já Peter Palumbo, o segundo dono da casa, contratou o arquiteto paisagista Lanning Roper para construir uma entrada de cascalho em ziguezague. Roper e Palumbo plantaram 350 árvores no terreno ao longo dos anos, com Roper também projetando prados e jardins de narcisos no estilo inglês ao redor da casa.
A residência faz parte de um grande terreno que já foi citado como tendo 23 ou 25 hectares. A propriedade inclui a casa principal, uma quadra de tênis, uma piscina e outras construções menores como uma casa de barcos e casa de campo. A propriedade, na época que pertencia a Palumbo, tinha esculturas criadas pelos artistas Harry Bertoia, Alexander Calder, Anthony Caro, Andy Goldsworthy, Ellsworth Kelly, Henry Moore, Claes Oldenburg e Richard Serra. Palumbo também exibia objetos como cabines telefônicas britânicas e um pedaço do Muro de Berlim. A propriedade tinha quatro quilômetros de trilha quando foi aberta como museu no século XXI.
Há um centro de visitantes localizado a aproximadamente oitocentos metros ao leste da casa. Ele foi construído por Palumbo e originalmente era um edifício pré-fabricado com uma fachada de metal. A fachada foi coberta de madeira no início da década de 2000. A Galeria Barnsworth, que contém um espaço de exibição temporário e áreas de armazenamento para o guarda-roupa da casa, fica localizada diretamente ao lado do centro de visitantes. Foi construída por alunos do Instituto de Tecnologia de Illinois em Chicago com uma planta baixa circular. Parte de seus materiais de construção tinham sido recuperados de outros projetos de construção no Illinois.
Edith Farnsworth, uma nefrologista de Chicago, sentia-se sozinha e sobrecarregada com trabalho apesar de sua carreira de sucesso. Era uma mulher solteira e de meia-idade em uma época em que poucas mulheres estadunidenses viviam dessa forma. O arquiteto Ludwig Mies van der Rohe estava há décadas refinando seus projetos, tendo se mudado para os Estados Unidos em 1938. Ele tinha evoluído de usar na década de 1900 estilos arquitetônicos tradicionais para estilos mais modernistas na década de 1930, tendo construído várias estruturas que combinavam fachadas de vidro e pátios mais tradicionais. Mies há anos desejava construir salas de estar com paredes de vidro, fazendo historiadores sugerirem que ele projetou a Casa Farnsworth principalmente para aprimorar seus próprios objetivos de projeto.
Farnsworth comprou na década de 1940 uma fazenda em Plano da família McCormick; as fontes divergem se essa compra inicial foi de 2,8 ou 3,6 hectares. Ela queria construir um retiro de fim de semana no local. Ela e Mies se conheceram em um jantar no final de 1945, quando ela tinha 42 e ele 59 anos de idade. Segundo as lembranças de Farnsworth, Mies permaneceu em silêncio durante a maior parte do jantar; foi apenas após a refeição que ela perguntou se "algum jovem" de seu escritório poderia projetar uma casa em sua propriedade. Farnsworth mencionou um orçamento entre oito e dez mil dólares, e Mies expressou interesse pessoal no projeto.
Pouco depois, Farnsworth levou Mies para conhecer o terreno. O lote ficava na margem norte do rio Fox, cercado por árvores em quase todos os lados, exceto a oeste, com uma entrada de veículos ao norte. O arquiteto recomendou que a casa fosse construída a 23 metros da margem, perto de uma árvore de bordo e sombreada pela vegetação existente. Farnsworth e o empreiteiro local Karl Freund expressaram receio quanto a inundações, mas Mies acreditava que o projeto poderia superar essas questões. Farnsworth e Mies trabalharam próximos no desenvolvimento da casa, revisitando o local com frequência. Esses encontros também ocorriam em Chicago, por vezes na companhia de funcionários ou conhecidos de Mies. Há um rumor infundado de que os dois tiveram um envolvimento romântico.

Edward Duckett, um dos associados de Mies, elaborou planos alternativos para estruturas elevadas e ao nível do solo. Mies acabou decidindo elevar a casa em relação ao solo em 1,5 metro, pois isto justificaria sua decisão de construir a casa na planície de inundação do rio Fox. O projeto inicial previa uma residência simples com estrutura de aço aparafusada, núcleo de madeira compensada e piso de laje de concreto. Mies, ao ser indagado por Farnsworth sobre quais materiais seriam utilizados, respondeu "aço e vidro", explicando que "dessa forma, deixaremos o exterior entrar". Ele ignorou preocupações sociais e sobre privacidade, dizendo: "Se você olhar a natureza pelas paredes de vidro da Casa Farnsworth, ela adquire um significado mais profundo do que se fosse vista de fora. Dessa forma, mais se fala sobre a natureza — ela passa a fazer parte de um todo maior".
A equipe de Mies criou centenas de diagramas. O arquiteto considerou e abandonou planos para divisórias internas de vidro, telas de mosquito e várias escadas. Ele também considerou vários materiais para o chão e o núcleo mecânico da casa, contemplando reposicionar e redimensionar diversos elementos arquitetônicos. Também houve discussões sobre o uso de uma planta aberta, incluindo uma segunda entrada ou janelas móveis. O projeto foi parcialmente finalizado em 1947 e incluído em uma exposição sobre as obras de Mies no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Farnsworth visitou a exposição e considerou que a casa "pode muito bem se tornar o protótipo de novos e importantes elementos da arquitetura americana", embora muitos detalhes arquitetônicos ainda não tivessem sido finalizados. A construção foi adiada porque Mies esperou dois anos após finalizar o modelo e algumas aquarelas; paralelamente, enquanto Farnsworth estava esperando receber o dinheiro de uma herança. Os trabalhos foram retomados após Farnsworth entrar em contato com Alfred Caldwell, um associado de Mies, que concordou em elaborar os planos.
Farnsworth e Mies chegaram a consensos em detalhes como equipamentos de cozinha, tamanho de espelhos e a presença de uma lareira. Os custos cresceram significativamente pela necessidade de elevar a casa, à falta de uma via de acesso e à exigência de Farnsworth de que fios e canos fossem instalados no subsolo. Complicando mais as coisas, materiais e equipamentos precisavam ser trazidos de Plano. A equipe de Mies preparou várias plantas com dimensões distintas, cada uma com um custo diferente; a selecionada foi uma casa com 23,5 por 8,5 por 2,9 metros, e que custaria por volta de sessenta mil dólares. Ninguém questionou a decisão do arquiteto de usar vidros de painel único em vez dos mais caros vidros duplos, mas os empreiteiros questionaram sua escolha de usar travertino em vez de uma rocha mais barata. Mesmo quando Farnsworth estabeleceu um orçamento de quarenta mil dólares, Mies afirmou que seria suficiente apenas para uma "casa barata", apesar de casas semelhantes custarem muito menos.

Os custos tinham crescido para sessenta mil dólares na época que a construção estava prestes a começar. Mies e Farnsworth permaneceram amigos, mas passaram menos tempo juntos a partir de 1948, com Farnsworth começando a duvidar do arquiteto depois de ouvir comentários negativos sobre ele de conhecidos. A construção finalmente começou em 1949, mas as fontes discordam se os trabalhos começaram em maio ou setembro. Os empreiteiros cortaram os materiais em dimensões exatas por conta das exigências exatas de Mies para o projeto. Ele comprou chapas de vidro plano da Pittsburgh Plate Glass Company e vigas de aço da Wendnagel Steel Company, materiais que foram fabricados longe do local de construção. Os trabalhadores esmerilharam o aço setenta vezes a fim de garantir que ficasse liso. A casa usou seiscentas lajes travertinas da Carthage Marble Corporation, com Mies tendo rejeitado 46 por má qualidade. A maioria dos elementos arquitetônicos foram feitos sob encomenda em uma oficina ou no estúdio de Mies. Mies escolheu pessoalmente os painéis de madeira do armazém onde eram fabricados, certa vez demitindo um empreiteiro local que se recusou a avaliar o terreno com uma precisão de 2,5 milímetros.
Farnsworth se envolveu na construção, observando os empreiteiros derramando as fundações da casa. O teto desde o princípio vazava, com Farnsworth reclamando de detalhes como o desenho da lareira. O núcleo arquitetônico estava tão cheio de utilidades que um dos encanadores sugeriu chamar a casa de "Minha Mies-cepção". Inflação relacionada com a Guerra da Coreia as exigências de Mies por materiais de alta qualidade aumentaram significativamente os custos de construção até 1950. Os trabalhos no teto estava em andamento em meados do ano, com estudantes de arquitetura e arquitetos frequentemente visitando o local. Mies registrou 5 884 horas faturáveis de trabalho no projeto; por comparação, ele tinha registrado menos da metade disso no 860–880 Lake Shore Drive, dois prédios de apartamento em Chicago.
Mies cobrou 69 868,80 dólares de Farnsworth em agosto de 1950, com ela cancelando planos para uma tela mosquiteira e pedindo para a equipe não fazer gastos adicionais. Farnsworth e Mies pouco falaram depois disso, com seu relacionamento se transformando em uma disputa acrimoniosa por conta dos custos. Farnsworth se mudou para a casa em dezembro de 1950, chamando-a de "Projeto do Rio Fox". Apesar da disputa com Mies, ela permaneceu em contato com vários de seus funcionários, incluindo Myron Goldsmith, que fez pequenos trabalhos nos meses seguintes. William Dunlap, um desenhista de Mies, projetou telas mosquiteiras. Farnsworth também pediu para Dunlap desenhar seu guarda-roupa, suplantando um pequeno closet que Mies tinha projetado ao lado da cozinha. A construção terminou em março de 1951.
Desde o princípio havia falhas de projeto, algo que pode ter contribuido para a deterioração do relacionamento entre Farnsworth e Mies. Ela escreveu em seu diário sobre essas falhas. Alguns dos problemas eram vazamentos no teto, lareira mal ventilada, acumulação de condensação e óleo, controle de temperatura inadequado e enxames de mosquitos, enquanto o exterior precisava de manutenção constante. A fachada sul não tinha isolamento térmico e absorvia grande parte da luz do sol ao meio-dia, enquanto o isolamento mal feito do interior levou a grandes gastos com aquecimento. Outra questão era a falta de privacidade, especialmente porque fãs de arquitetura ficavam olhando pelas janelas e tirando fotos. Farnsworth comparou sua experiência com um animal enjaulado, adicionando persianas e arbustos.
Mies projetou mobílias, mas Farnsworth não as aceitou. Ela comprou suas próprias mobílias, que tinham um estilo mais variado e incluía peças que tinham herdado de sua família. Farnsworth depois comentou que Mies queria projetar um guarda-roupa de 1,5 metro de altura, algo que ela achou que não lhe daria privacidade suficiente porque tinha 1,8 metro de altura. Ela colocou estátuas de leões chineses nas laterais da escada. Farnsworth usou a residência por duas décadas, mesmo não gostando dela. Ela nunca mobilhou o espaço completamente e desencorajava visitantes, com vários amigos comentando que ela constantemente reclamava sobre a casa. Outros, como a historiadora Katharine Kuh e Fairbank Carpenter, o sobrinho de Farnsworth, afirmaram que ela descreveu a casa não como sua, mas como de Mies.

O custo total foi de aproximadamente 74 mil dólares, incluindo quinze mil de comissão para Mies e doze mil de custos de serviço. Isto foi por volta de dez vezes mais o custo de típica casa estadunidense da época, superando até os preços da Casa Gropius e da Casa de Vidro, ambas as quais também eram projetos experimentais. Farnsworth afirmou que só devia 65 mil dólares. O arquiteto Philip Johnson recomendou que Mies se consultasse com Robert C. Wiley, gerente de negócios de Johnson, à procura de ajuda, enquanto Farnsworth contratou um de seus pacientes como advogado. Wiley ofereceu um acordo de 4,5 mil dólares, já o advogado de Farnsworth ofereceu um de 1,5 mil. Diante deste impasse, Wiley recomentou que Mies procurasse a firma de advogados Sonnenschein. Mies processou Farnsworth em julho de 1951 para recuperar uma dívida de 3 673,09 dólares e o saldo devedor da taxa de construção, um total de 28 173 dólares. Farnsworth acusou Mies de imperícia e processou de volta em outubro por 33 872 dólares, o estouro de custos em relação ao seu orçamento original de quarenta mil.
Os processos foram ouvidos entre maio e o início de julho de 1952. O julgamento foi rancoroso, frequentemente entrando em detalhes pessoais minuciosos; Zack Mortice da Architectural Record escreveu que houve quatro mil páginas de transcrições. Franz Schulze, biógrafo de Mies, descreveu a disputa como "um confronto de duas personalidades de força e autoridade imensas". Quando o julgamento entrou em recesso, os argumentos finais foram adiados até janeiro de 1953. O juiz decidiu em 7 de maio que Mies não havia deturpado nada e "agiu sempre de boa fé", enquanto Farnsworth fora desonesta no julgamento. Ela foi obrigada a pagar os gastos jurídicos mais 12 934,30 devidos a Mies, um total de catorze mil dólares. O recurso de Farnsworth durou até 1955 ou 1956, com os dois lados chegando a um acordo de dois mil ou 2,5 mil dólares. Schulze descreveu o resultado como uma humilhação para Farnsworth.

Farnsworth descobriu pouco depois de se mudar que seus vizinhos podiam ver seus movimentos; ela acabou desenvolvendo amizades com muitos deles. Visitantes incluíram Kuh e os arquitetos Richard Neutra, Paul Schweikher e Philip Johnson, bem como multidões de fãs de arquitetura que observavam a casa. Farnsworth continuou a falar mal de Mies na imprensa por muitos anos, com a publicação da disputa dos dois gerando várias críticas sobre a casa, especialmente de jornalistas que não gostavam do estilo. Boa parte do público geral também desaprovou o projeto, visitando a casa nos fins de semana para ficarem olhando.
Uma enchente em 1954 inundou o piso em até 1,2 metro, destruindo algumas das mobílias. Farnsworth depois disso adicionou persianas e comprou mobílias mais pesadas. O escritor Adrian Gale caracterizou a casa em 1958 como um "acampamento sofisticado em vez da casa de fim de semana dos sonhos". Farnsworth começou a passar cada vez mais tempo em Plano em vez de Chicago na década de 1960, quando ela estava na casa dos sessenta anos. Ela dava aulas de francês na residência aos sábados para crianças locais. Farnsworth nessa época também adquiriu um terreno de 22 hectares ao lado da casa.
O Condado de Kendall decidiu em 1967 substituir uma ponte de 83 anos sobre o rio Fox, iniciando processos de desapropriação contra Farnsworth e outros dois proprietários; isto exigiria a desapropriação de 0,81 hectare de Farnsworth. Ela alegou que ficaria vulnerável a motoristas descontrolados já que a nova ponte estaria a apenas 55 metros da casa. Farnsworth, em uma tentativa de impedir a construção, encomendou uma levantamento arqueológico que descobriu artefatos nativo americanos. Ela ofereceu primeiro dar 0,81 hectare, depois toda a sua propriedade, para o Departameto de Conservação de Illinois, que nunca lhe respondeu. Farnsworth então processou o condado em setembro, afirmando que perderia sua paz e sossego. Ela recebeu uma indenização de dezessete mil dólares, bem menos dos 250 mil que queria, levando ela a entrar com um recurso. Farnsworth perdeu o processo e a nova ponte foi construída perto o bastante para que os carros pudessem ser vistos e ouvidos da casa.

O incorporador britânico Peter Palumbo soube da casa na década de 1950 quando era um estudante. Ele desenvolveu um fascínio pelas obras de Mies, contratado-o na década de 1960 para projetar um prédio em Londres nunca construído. Palumbo por acaso viu um anúncio de venda da casa no Chicago Tribune em 1968. Ele comentou que visitou a residência e viu que estava em mau estado de conservação, com painéis descoloridos, móveis simples e louça suja. As falhas de projeto também causaram descascamento da tinta e deformação do reboco no telhado. As negociações duraram anos, com Palumbo descrevendo Farnsworth como uma "mulher difícil e feroz". Ele comprou a residência em 1972, pagando 120 ou 125 mil dólares pela propriedade. Farnsworth foi morar na Itália, onde morreu em 1977. Palumbo originalmente queria que Mies redesenhasse a casa, mas o arquiteto morreu em 1969 e assim Palumbo contratou Dirk Lohan, o neto de Mies.
Palumbo gastou quinhentos mil dólares em renovações. Ele removeu as telas da varanda e instalou ar condicionado e aquecimento elétrico. A caldeira foi removida, o telhado com goteiras consertado e a casa repintada. Uma calha no centro do telhado foi reconstruída com uma inclinação mais acentuada para facilitar a drenagem. O interior não foi alterado, exceto por uma rocha acima da lareira. Lohan construiu mobílias. Palumbo contratou Lanning Roper para remodelar o terreno, que incluiu uma nova trilha, mais árvores e milhares de flores. Palumbo colocou itens da sua coleção de arte pela propriedade. Também construiu uma casa de barcos, uma quadra de tênis e uma piscina, porém distantes da casa. Schulze descreveu Palumbo como "o dono ideal da casa", dado que ele podia arcar com a manutenção e não vivia no local por longos períodos.

Palumbo usou a casa como retiro de verão e comprou a maioria dos terrenos ao redor. Ele gostava do projeto, comentando que "cai naquela terra de ninguém entre arquitetura grandiosa e escultura". Palumbo, diferente de Farsnworth, não considerava a casa muito quente. Ele algumas vezes encontrou fãs de arquitetura acampados do lado de fora. A residência raramente tinha visitas arquitetônicas. Palumbo alugava a casa para amigos e mantinha uma segunda casa em Plano. Paula Deitz do The New York Times escreveu em 1983 que ele visitava a casa várias vezes por ano e algumas vezes trazia seus filhos.
Ele e sua esposa Hayat passavam seu tempo na década de 1990 entre esta casa e outras residências, incluindo um apartamento no 860–880 Lake Shore Drive, a Kentuck Knob na Pensilvânia e a Maisons Jaoul perto de Paris. O casal e seus três filhos passavam seis semanas por ano em Plano, mas geralmente ficavam em sua outra casa porque a Casa Farnsworth só podia acomodar duas pessoas. Eles abriram ao público o jardim de esculturas da propriedade em meados da década. O interior foi inundado de novo em julho de 1996, no aniversário de 61 anos de Palumbo. O rio Fox subiu mais de três metros acima de seu nível normal, com a água ficando 1,5 metro acima da laje do chão, quebrando algumas janelas e espalhando objetos.
Palumbo gastou mais de 250 mil dólares em renovações após essa inundação, contratando novamente Lohan para o projeto. O interior foi inundado outra vez em fevereiro de 1997, antes das renovações começarem, desta vez com a água chegando a uma altura de trinta centímetros. O núcleo foi totalmente substituído, um processo que demorou meses porque a madeira de ipê usada originalmente era difícil de conseguir; essa nova madeira foi em seguida coberta com um selante impermeável. Palumbo abriu a casa para visitação pública em maio de 1997 a fim de torná-la financeiramente autossustentável, cobrando um ingresso de trinta dólares por pessoa. Ele contratou vários funcionários para supervisionar e manter a casa, também construindo um centro de visitantes em outra área da propriedade. Uma escada adicional foi construída entre o terraço intermediário e a varanda para acomodar os turistas. O repórter David W. Dunlap escreveu em 1999 que objetos como uma garrafa de vinho, gravatas penduradas, fotos de família e um telefone estavam visíveis pela casa e desta forma davam a sensação de que havia pessoas morando nela.

A Galeria da Casa Farnsworth foi inaugurada em 2000, exibindo obras de arte no centro de visitantes. Palumbo anunciou em fevereiro de 2001 que planejava vender a casa, citando como motivo questões de saúde. Isto causou preocupações que a casa seria fechada ao público ou desmontada. O ex-governador Jim Thompson, o arquiteto Helmut Jahn e o empresário John H. Bryan formaram a Amigos da Casa Farnsworth para pedir que o governo estadual de Illinois comprasse a residência. O número anual de visitantes era na época cinco mil, menos de um quinto dos números da Kentuck Knob, que Palumbo também tinha aberto para o público. O plano era que o estado deixasse a visitação gratuita, com Bryan estimando que o número de visitantes ficaria entre 25 e cinquenta mil por ano. A Amigos da Casa Farnsworth estimou que a casa e o terreno custariam 6,2 milhões de dólares para comprar, mais duzentos mil por ano para manter. A proposta tinha precedente: o governo estadual tinha comprado na década de 1980 a Casa de Susan Lawrence Dana em Springfield e a convertido em um museu-casa.
O governador George Ryan aprovou o dinheiro para a compra da casa em junho. Isto incluía cinco milhões pela casa e 1,2 milhões pelo terreno, bem como oitocentos mil pelas mobílias. Palumbo encerrou as visitações em julho. O escritório do Procurador-Geral de Illinois precisava aprovar a compra, porém o superávit tinha diminuído significativamente em 2002. O procurador-geral Jim Ryan começou a avaliar várias aquisições de propriedade de última hora aprovadas pelo gabinete do governador. Lisa Madigan, a sucessora de Jim Ryan, recuou do acordo no início de 2003, citando o déficit orçamentário do estado. Consequentemente, a organização sem fins lucrativos Conselho de Preservação de Marcos Históricos de Illinois listou a casa como um dos edifícios mais ameaçados do estado. Palumbo tentou vender a casa por conta própria mas fracassou, depois disso removendo suas obras de arte da propriedade.
Palumbo contratou a Sotheby's em outubro de 2003 para leiloar a casa, estimando que poderia ser vendida por 4,5 a seis milhões de dólares. O leilão levantou grandes preocupações sobre seu futuro; Phyllis Lambert, uma associada de Mies, afirmou que o leilão estaria "colocando a civilização em jogo". A residência na época não era protegida como marco histórico, com a Sotheby's publicando um vídeo demostrando como poderia ser movida para outro local. A Marcos de Illinois e o Fundo Nacional para Preservação Histórica apresentaram uma proposta conjunta, mas tiveram dificuldade em arrecadar dinheiro. Eles só tinham 3,6 milhões de dólares no dia anterior ao leilão, que atraiu apenas um outro interessado, parcialmente por sua localização remota. Esse outro interessado foi depois revelado como o incorporador Aby Rosen, que desejava levar a casa para Long Island, em Nova Iorque. O negociante de arte Richard Gray fez os lances em nome dos preservacionistas, com Rosen desistindo após sete minutos. O preço a pagar foi de 7,5 milhões de dólares, sendo o lance final de 6,7 milhões mais uma taxa de oitocentos mil.

O Fundo Nacional assumiu a posse da casa, um de seus poucos edifícios pós-Segunda Guerra Mundial, enquanto a Marcos de Illinois a operou como um museu-casa histórico. As organizações gastaram duzentos mil dólares reconstruindo o centro de visitantes, em seguida refazendo o paisagismo do terreno e renovando a casa. Além disso, o Fundo Nacional começou a arrecadar cinco milhões de dólares para um fundo patrimonial. A casa foi reaberta em 1º de maio de 2004, com réplicas das mobílias projetadas por Mies em exibição. O museu não exibiu nenhum das mobílias de Farnsworth, mesmo ela sendo sua homônima. A arquitetura de Mies tinha ficado muito popular nas décadas anteriores, mas existiam preocupações que a localização remota da casa dissuadiria visitantes em potencial.
A Marcos de Illinois elaborou planos no decorrer da década de 2000 para preservar a residência, incluindo reparos no sistema de drenagem, lajes e telhado. Alguns dos maineis da fachada tinham entortado e precisavam ser substituídos, também existindo discussões sobre restaurar os trabalhos de carpintaria do interior, que tinham sido substituídos depois das últimas inundações. A organização jateava e pintava a fachada regularmente para manter a casa em boas condições. O risco de enchente persistiu, com grandes chuvas em 2007 causando uma inundação que submergiu o terraço. Houve 6,5 mil visitantes em 2007, com 92 por cento vindos de fora de Illinois, incluindo um terço de fora dos Estados Unidos. A Marcos de Illinois contratou em 2008 um diretor de publicidade a fim de atrair visitantes.
O nível principal da casa foi inundado de novo em setembro de 2008, quando o chão foi coberto por 46 centímetros de água. As mobílias foram salvas, enquanto a casa não sofreu danos estruturais. A enchente mesmo assim causou várias centenas de dólares em danos, com a casa sendo fechada temporariamente para reparos. Houve propostas para mudar a casa de lugar ou construir um dique, porém ambos os planos modificariam significativamente a paisagem, um elemento integral do projeto. Outras propostas incluíam uma parede de contenção removível e macacos hidráulicos, ambos os quais eram caros, bem como uma sugestão improvável de restringir o desenvolvimento imobiliário rio acima. A Marcos de Illinois realizou visitas limitadas na casa em outubro a fim de arrecadar dinheiro, mas só foi totalmente reaberta no início de 2009. O Fundo Nacional também desenvolveu um plano de mitigação de inundações.
O Fundo Nacional assumiu a administração em 2010, pois a Marcos de Illinois estava perdendo dinheiro na gestão. A Marcos de Illinois manteve um direito de uso para a estrutura. Alunos do Instituto de Tecnologia de Illinois construíram no ano seguinte a Galeria Barnsworth ao lado do centro de visitantes e também uma trilha para a casa. Houve por volta de dez mil visitantes anuais na década de 2010. O Fundo Nacional propôs em 2014 instalar macacos hidráulicos sob a casa a fim de abordar as preocupações com enchentes, o que exigiria uma mudança temporária de local. Esta proposta tinha sido recomendada em relação a duas outras alternativas: elevar o terreno sob a casa em três metros ou mover a casa de lugar. Opositores expressaram preocupações sobre a estética e possíveis defeitos com os macacos. Desta forma, o fundo no ano seguinte já estava considerando mudar a casa permanentemente de local, o que gerou críticas de Dirk Lohan, que era a favor dos macacos hidráulicos. Foi afirmado em 2017 que a instalação dos macacos custaria dez milhões de dólares, com os rendimentos de um planejado filme sobre a casa cobrindo parte dos custos.
Para a temporada de 2020, a casa só foi aberta em julho por conta da pandemia de COVID-19. O terraço foi inundado em maio com trinta centímetros de água. A Wiss, Janney, Elstner Associates, Inc. foi contratada em outubro para restaurar o terraço, projeto que custou setecentos mil dólares e durou um ano. O Fundo Nacional anunciou em outubro de 2021 que o nome da casa mudaria de Casa Farnsworth para Casa de Edith Farnsworth, com Scott Mehaffey, seu diretor executivo, dizendo que esperava que o uso do primeiro nome de Farnsworth "teria o efeito maior de inseri-la na história contínua da arquitetura moderna". A renomeação oficial ocorreu em 17 de novembro, o aniversário de Farnsworth. O número de visitantes caiu ligeiramente na pandemia, mas em 2024 já tinha se recuperado para os dez mil anuais.
A Casa de Edith Farnsworth foi projetada por Mies no Estilo Internacional. Foi a primeira residência particular que ele projetou nos Estados Unidos e uma de apenas três que projetou no país. É uma de catorze residências particulares que Mies projetou durante sua carreira, com as outras onze estando na Europa. É formada por duas lajes desalinhadas, uma contendo a casa e sua varanda e outra um terraço externo. A laje da casa mede 24 metros de comprimento por nove de largura; estas dimensões foram selecionadas para limitar os custos, pois uma laje maior seria mais cara. O eixo mais longo no sentido oeste-leste corre paralelo ao rio Fox, enquanto o mais curto eixo norte-sul está perpendicular ao rio. O terraço é menor e fica em um nível intermediário entre o chão e a laje mais elevada da casa.
A casa é de um projeto minimalista. Aço, vidro e pedra são os únicos materiais usados usados no exterior, com madeira e gesso também sendo usados no interior. Esses materiais eram frequentemente usados em outros edifícios, porém raramente de forma abstrata como na Casa Farnsworth. Pedra travertina foi especialmente usada tanto na laje principal da casa quanto na laje do terraço. Travertino era um material mais caro do que outros tipos de pedra, mas foi escolhido por Mies por sua capacidade de absorver água e porque ele já o tinha usado em projetos anteriores. A armação de aço é soldada no lugar e feita de aço laminado.
O projeto é parecido com um que Mies fez em 1938 para a nunca construída Casa Resor, que ficaria em um córrego no Wyoming, bem como outro para Margarete Hubbe na Alemanha. Terence Riley do Museu de Arte Moderna disse que nem a Casa Farnsworth ou a Casa Resor tocavam o chão, "É como se [Mies] deixou a Alemanha e ele já não estava mais enraizado". Segundo Alice T. Friedman, o projeto mostrava que Mies e Farnsworth estavam "comprometidos não apenas com novas formas arquitetônicas, mas também com novas formas de viver", apesar das dúvidas posteriores de Farnsworth. Já William L. Hamilton descreveu Farnsworth como uma de várias mulheres que encomendaram em meados do século XX projetos residenciais diferenciados, junto com Susan Lawrence Dana, Truus Schröder-Schräder e Sharon Drager.

O único acesso para a casa é pelo sul, onde dois lances de escadas travertinas conectam o chão, o terraço e a varanda. Os dois lances medem 61 por 91 centímetros; há quatro degraus no lance inferior e cinco no superior. Os degraus estão em balanço a partir de uma estrutura rebaixada. Não há nada separando um degrau do outro, dando a impressão que as escadas estão flutuando; Mies depois incorporou um projeto similar no S. R. Crown Hall. O último degrau da escada superior tem o dobro da profundidade dos outros, provavelmente porque Farnsworth queria instalar uma tela mosquiteira com uma porta que abriria para fora. As plantas originais indicam um pequeno monte de terra sob o primeiro degrau do lance de escadas inferior, possivelmente para impedir a formação de poças. Os degraus foram reforçados com barras de aço quando a casa se transformou em um museu.
O terraço tem seis suportes de aço, dois dos quais são colunas da fachada da casa. Há um pequeno vão entre o terraço e a casa por causa da presença dessas colunas. Nove vigas cruzadas conectam os suportes e as colunas e também sustentam o terraço. O canto nordeste do terraço está ligado ao canto sudoeste da casa; visto de cima, parece que o terraço está deslizando ao lado da casa. O terraço está virando para o oeste, permitindo que os ocupantes da casa assistam ao por do sol. O terraço inclina-se em direção ao rio e existem drenos sob ele. Os terraços e os degraus periodicamente são submersos por enchentes fluviais, com canoas podendo ser amarradas no terraço nessas ocasiões.

A casa está elevada em 1,6 metro do chão para que enchentes passem por baixo. É sustentada por oito colunas em formato de "H" na fachada, com elas sendo soldadas à laje do piso e telhado. As fachadas norte e sul tem cada uma quatro colunas arranjadas em um padrão quatro por dois; as colunas estão a 6,7 metros de distância uma da outra com flanges de duzentos milímetros de profundidade. As colunas dividem verticalmente as fachadas norte e sul em três tramos, enquanto as fachadas leste e oeste tem um tramo. A base de cada coluna está aparafusada a fundações de concreto, enquanto os topos terminam pouco abaixo do telhado. Por as colunas serem uma parte importante do projeto, o jornalista arquitetônico Blair Kamin descreveu a casa como um exemplo de arquitetura específica de terreno. A casa já foi inundada várias vezes apesar de sua elevação; um fator contribuindo é o alastramento urbano dos subúrbios de Chicago que aumentou o escoamento do rio.
O tramo oeste é quase todo aberto, criando uma varanda. Mies não queria telas mosquiteiras na varanda, mas elas acabaram instaladas. A entrada da casa fica na fachada oeste e é uma porta dupla de vidro flanqueada por painéis laterais de tamanhos diferentes. Como a varanda é acessada do sul, os visitantes precisam virar noventa graus para chegarem nas portas. A fachada leste tem um painel de vidro quadrado em cada extremidade, com a seção central contendo duas janelas de funil pequenas embaixo de um grande painel fixo. Estas janelas não eram parte do projeto original, mas foram adicionadas à pedido de Farnsworth. As janelas e as portas são as únicas partes da fachada que podem ser abertas, proporcionando uma ventilação natural limitada. Os tramos central e leste das fachadas norte e sul possuem painéis quadrados, sendo flanqueados por painéis retangulares em cada extremidade.
Mies escolheu não usar vidros duplos, pois isto seria muito mais caro do que painéis simples. Os painéis de vidro tem 6,4 milímetros de espessura. São separados verticalmente por mainéis e vão desde o piso até o telhado. Os mainéis unem a laje do piso ao telhado; não há mainéis nos cantos e assim as janelas dobram nesses cantos. Semelhante aos edifícios comerciais de Mies, parafusos e soldagem estão escondidos sempre que possível, criando a impressão que as vigas estão coladas ou presas magneticamente umas as outras. Outros elementos arquitetônicos foram fundidos usando soldas de plugue e são separados por sulcos. Todos os metais externos foram jateados para eliminar marcas de solda. A fachada foi então coberta por quatro camadas de tinta esmalte branca, cor escolhida para contrastar com o ambiente. As colunas, telhado, laje do piso e mainéis criam a impressão de um projeto de poste e verga, similar a um templo da Grécia Antiga.

As lajes do piso e telhado possuem fáscias em formato de "C" às quais as colunas são soldadas. A laje do piso é feita de painéis de concreto pré-moldado que se apoiam em vigas transversais de aço conectadas com as colunas da casa. Existem treze vigas desse tipo sob a laje do piso, cada uma espaçada em 1,7 metro. Lajes travertinas ficam acima dos painéis de concreto. Um cilindro de 1,2 metro de diâmetro fica abaixo da laje do piso e dentro dele estão os encanamentos e fiações da casa.
A laje do telhado está a 2,9 metros acima da laje do piso e é feita de concreto pré-moldado, por sua vez ficando em cima de vigas de aço que se conectam cada uma a duas colunas. Ele se projeta 1,7 metro além dos pares de coluna mais ocidentais e orientais, ficando em balanço das vigas dessas colunas. Mies queria que o telhado em balanço criasse uma sensação de falta de peso. Acima do telhado há uma pequena lucarna que contém uma chaminé, ventiladores, uma caldeira e uma caixa d'água. O centro do telhado inclina-se para dentro em direção de uma calha, porém essa inclinação não pode ser vista do chão.

O interior da Casa Farnsworth mede 16,8 metros de comprimento por 8,5 metros de largura. O espaço é na sua maior parte uma planta aberta interrompido por um núcleo central e um único guarda-roupa móvel feito de madeira de teca. Não há colunas no interior, com as diferentes partes da casa sendo delineadas principalmente pelas mobílias. O esquema de cor é minimalista, com marrom sendo usado para a madeira e branco para todas as outras superfícies. Os pisos de laje de concreto são cobertos com ladrilhos de travertino, cada um medindo sessenta por oitenta centímetros. O núcleo de serviço é feito de madeira de ipê, enquanto o teto tem um acabamento de gesso. A área interna da casa é de aproximadamente 150 metros quadrados, consideravelmente menor que a maioria das casas estadunidenses de classe média. O projeto não tem praticidade para o uso no dia a dia, pois carece de elementos básicos de privacidade e espaço armazenamento.

O núcleo mede quatro por 7,6 metros e foi construído pelo artesão local Karl Freund. As paredes de madeira de ipê não chegam ao teto, exceto no meio. O núcleo contém todos os encanamentos e fiações, bem como um closet utilitário, uma cozinha virada para o norte, uma lareira virada para o sul e banheiros virados para o oeste e leste. O núcleo está ligeiramente desalinhado para o norte do centro da casa, reduzindo o tamanho da cozinha e ao mesmo tempo ampliando o espaço da sala de estar. Farnsworth usava um dos banheiros para si mesma e deixava o outro para visitantes. Seu banheiro tem uma banheira de porcelana e foi um adendo aos planos originais, que tinham apenas um único banheiro com um chuveiro.
O núcleo é cercado pela cozinha, sala de estar e jantar e quarto. Pequenas partições se estendem do núcleo, sutilmente delineando as várias áreas ao redor. A cozinha tem uma pia, uma bancada de aço inoxidável e cooktops, bem como vários armários em cima da bancada. Ao sul está a sala de estar junto à lareira no núcleo. A área de estar também serve de área para hóspedes dormirem, apesar do desejo de Farnsworth por um segundo quarto. Um espaço de refeições, que também serve de área de entrada da casa, fica ao oeste do núcleo e da sala de estar. O guarda-roupa de madeira de teca, ao leste da sala de estar, separa esta do quarto. O sol da manhça costumava bater diretamente no quarto, pois originalmente não havia cortinas; Farnsworth posteriormente adicionou persianas, que por sua vez foram substituídas por cortinas por Palumbo. Mies não construiu um closet porque a intenção da casa era ser um retiro de fim de semana, com ele aconselhando Farnsworth a pendurar seu vestido na porta do banheiro. Farnsworth adicionou o guarda-roupa depois, que foi mantido no lugar quando Palumbo comprou a casa.
O piso tem um sistema de aquecimento radiante embutido com bobinas perto do perímetro da laje. Aquecimento adicional vem da lareira, para qual originalmente havia uma caldeira a óleo. Também há uma fornalha no núcleo, uma caldeira separada para aquecer a água e três ventiladores para distribuir ar. Há um ventilador de exaustão sob o piso da cozinha e um duto de ventilação no núcleo. Não há ralos no piso, pois Mies antecipou que a água escoaria para as frestas entre os ladrilhos; calhas de drenagem foram colocadas embaixo para captar a água. Os encanamentos da cozinha e banheiros, mais os dutos do núcleo, também estão embutidos no piso. As tomadas elétricas estão ocultas por tampas roscadas. A iluminação foi projetada por Richard Kelly e consiste em luminárias de chão e de teto.
A casa inicialmente tinha dificuldades em alcançar uma eficiência energética. Não havia ar condicionado no verão e as janelas não proporcionavam ventilação cruzada suficiente. As janelas abertas e interior quente atraiam mosquitos e outros insetos, enquanto as árvores não resfriavam adequadamente a casa. O sistema de aquecimento radiante também demorava para esquentar, enquanto a lareira não proporcionava aquecimento suficiente e expelia cinzas. Gelo frequentemente acumulava nas paredes durante o inverno. As renovações de Palumbo na década de 1970 adicionaram ar condicionado e aquecimento elétrico.

Mies projetou móveis para a casa em um estilo espartano que incluíam mesas de centro Brno e cadeiras Barcelona. A intenção era que fossem uma parte integral do projeto, com Mies passando um bom tempo determinando suas proporções, localização e materiais. Ele queria que os móveis ficassem em locais específicos, delineando áreas diferentes, mas Farnsworth se recusou a usá-las. Ela disse: "O fato é que Mies não tem bom gosto e se você parar para pensar, isso não é surpreendente".
Farnsworth tinha objetos como tapetes africanos, artes chinesas e móveis dinamarqueses. Sua cama ficava encostada na parede leste do núcleo, de frente para o rio Fox. As mobílias incluíam projetos de Alvar Aalto, Harry Bertoia, Bruno Mathsson, Jens Risom e Knoll. O projeto não previa a exibição de obras de arte, mas Farnsworth colocou várias fotografias familiares.
Palumbo contratou Lohan para projetar móveis baseados nos projetos de Mies. Lohan construiu mesas de centro, cadeiras Brno e réplicas de pufes de couro e aço do Pavilhão de Barcelona. Outras peças na casa incluíam um sofá de couro marrom vindo de uma das residências anteriores de Palumbo e um tapete marroquino. Palumbo também encomendou com Lohan uma escrivaninha, estrado, mesa de cabeceira e sapateiro. Diferentes mobiliários separavam as áreas. Por exemplo, a área de jantar era marcada por uma mesa e cadeiras, já a área de estar tinha uma cama Barcelona ao lado da lareira. Palumbo também colocou várias fotografias familiares, bem como esculturas em mesinhas. Em certo momento ele teve cortinas xantungue que foram substituídas quando foram destruídas por uma inundação.

A Casa de Edith Farnsworth está aberta ao público e visitas são realizadas pelo Fundo Nacional. Organizações como o Centro de Arquitetura de Chicago também realizam visitas que incluem a casa. O Fundo Nacional oferece visitas guiadas de uma hora de duração. A casa fica aberta ao público de abril a novembro e é acessível apenas por hora marcada nos meses restantes. Visitas começam no centro de visitantes, onde estão exibições e um curta-metragem, bem como uma loja de presentes. Os visitantes em seguida caminham pelo bosque até a casa. Os visitantes precisam remover seus sapatos ou colocar botinhas quando estão dentro da casa para que não danifiquem os tapetes. Visitas noturnas ocorrem uma vez por mês.
Só é possível acomodar dez visitantes simultâneos dentro da casa por causa de seu pequeno tamanho. O Fundo Nacional inicialmente exibiu as mobílias de Farnsworth na casa até 2020. Desde então, as mobílias são trocadas periodicamente entre a decoração modernista preferida por Palumbo e os itens mais ecléticos preferidos por Farnsworth. A casa em 2024 tinha uma visitação anual de dez mil pessoas. O terreno pode ser alugado para eventos como casamentos, com o Fundo Nacional também realizando vários programas na casa para levantar fundos. Desde de 2024 é realizado o Festival Farnsworth de Outono.
A arquitetura minimalista da casa já foi discutida bastante. O historiador Arthur Drexler descreveu a residência como consistindo meramente em "um terraço, um piso e um telhado". Algumas fontes a descreveram como pairando sobre a paisagem por a casa estar elevada. Algumas fontes caracterizaram o projeto como insular, afirmando que estava na prática destacado do resto da paisagem ao redor, enquanto algumas outras fontes disseram que a fachada obscurecia a distinção entre exterior e interior. Observadores compararam a casa a um templo xintoísta, um pavilhão do século XVIII ou um jardim japonês. O exterior de vidro já foi descrito como a culminação de três décadas de projetos cada vez mais minimalistas, enquanto a laje elevada do piso e armação branca já levaram a comparações com um fantasma.
A historiadora Alice T. Friedman afirmou em 1998 que a Casa de Edith Farnsworth era uma das poucas residências do século XX, junto com a Casa da Cascata e a Villa Savoye, que cativava os visitantes de forma consistente apesar da ampla cobertura na mídia. A jornalista Kelsey Keith agrupou a Casa Farnsworth, a Casa da Cascata, a Casa de Vidro e a Casa Miller de Eero Saarinen como ícones modernistas estadunidenses, "glorificadas em igual medida por aficionados por arquitetura e turistas".

A casa foi controversa quando finalizada, parcialmente pela disputa entre Farnsworth e Mies. Peter Blake da Architectural Forum disse em 1951 que a residência "não tem igual em perfeição de execução, precisão de detalhes e simplicidade de conceito", porém mesmo assim afirmou que a casa talvez não agradasse certas pessoas. A casa apareceu na capa da revista Architectural Design e um avaliador da publicação escreveu que o projeto era "de personalidade quieta e simples", sendo "comedido" com os ocupantes. A House & Garden elogiou a residência como "uma estrutura de calma implacável, simplicidade precisa e detalhes meticulosos", enquanto o The Age afirmou que o projeto era bem sucedido por sua simplicidade e pureza apesar do uso pouco prático. Outra avaliação em 1953 a descreveu como "uma quantidade de ar presa entre um piso e um telhado", enquanto o autor Arthur Drexler disse em 1960 que a casa era "uma das afirmações mais dramáticas da ideia Miesiana".
A House Beautiful publicou em 1953 um artigo bastante crítico em que sua editora Elizabeth Gordon entrevistou Farnsworth e descreveu a casa como "fria", "estéril" e uma afronta aos valores americanos. Joseph Barry, o editor executivo da revista, disse que a residência era "um exemplo especialmente bom de uma casa modernista ruim". Gordon e outros detratores deixaram implícito (e algumas vezes explícito) que o projeto tinha conotações comunistas, época em que macarthismo estava desdenhando de qualquer coisa que pudesse ser comunista. Estes detratores incluíam o arquiteto Frank Lloyd Wright, que diferente de muito contemporâneos tinha gostado do artigo de Gordon e comparado o estilo da casa ao totalitarismo. A crítica de Gordon levou a reações negativas de outros arquitetos, incluindo aqueles que ela tinha elogiado antes. A crítica e suas consequências fizeram com que Mies acabasse com sua amizade com Wright e considerasse processar a Hearst Communications, a publicadora da House Beautiful, pois acreditava que o artigo iria prejudicar seus negócios.
O projeto destacou as diferentes filosofias que a Newsweek descreveu como "os humanistas moderados e os geômetras rigorosos", com observadores tendo opiniões divididas sobre a simplicidade do projeto e atenção aos detalhes. O arquiteto James Marston Fitch teve dificuldades em 1953 para reconciliar críticas sobre detalhes e elogios sobre o projeto minimalista, afirmando que era como "elogiar o mar por ser azul enquanto o critica por ser salgado, ou admirar um tigre por sua beleza enquanto tenta convencê-lo a se tornar um vegetariano". Doris Schmidt da revista Universitas descreveu a casa em 1965, em ocasião do aniversário de oitenta anos de Mies, como "extremamente exigente em termos de estrutura e ascética no que diz respeito às comodidades", dizendo que seu impacto ainda estava para ser determinado.

Críticas sobre as obras de Mies perderam a intensidade após sua morte em 1969. O historiador Reyner Banham disse que a casa era uma "declaração extrema" que "deixou aos outros arquitetos pouco a fazer a não ser tentar aperfeiçoar ainda mais aquilo que já era perfeito". O Financial Times falou que era como "uma obra-prima indiscutível e em estado meticuloso", contrastando com as estruturas extravagantes de outras pessoas ricas. O autor Paul Goldberger escreveu que a casa tinha "uma clareza de visão brilhante, uma poderosa sensação de espaço arquitetônico que nos força a ver o mundo de uma nova maneira", mesmo com a falta de aposentos tradicionais, depois também dizendo que tinha uma "magnificência absoluta" mas nenhuma privacidade. O crítico Paul Gapp escreveu em 1985 que a casa estava entre as "residências mais celebradas do ponto de vista arquitetônico" do mundo. O crítico John Bentley Mays elogiou a casa em 1991 dizendo que era uma "caixa retangular simples e de proporções requintadas", mas criticou a natureza restritiva do projeto, que excluiu espaços para arte, cortinas e até telas mosquiteiras.
Verlyn Klinkenborg do The New York Times contrastou a Casa Farnsworth em 2003 com "os subúrbios se estendendo em direção a ela", enquanto Antony Davies do The Australian considerou em 2007 como positivas as "intenções avançadas e interpretação inteligente dos materiais" do projeto, apesar das superfícies não ergonômicas. Marc Myers do The Wall Street Journal chamou a residência em 2011 de "parte aquário, parte casa na árvore e parte cápsula do tempo transparente". Por outro lado, Hilarie M. Sheets da The International Design Magazine comentou em 2000 que achava que a casa "sugere solidão" porque faltava uma conexão com o chão. O autor Maritz Vandenberg escreveu em 2003 que o projeto foi bem sucedido como um exemplo dos princípios arquitetônicos de Mies e como um ícone, mas era estruturalmente falha, usava materiais ineficientemente e não poderia ser produzida em massa de forma viável.
A casa foi descrita por John Conti do Pittsburgh Tribune-Review como uma das obras mais significativas de Mies nos Estados Unidos. Blair Kamin escreveu em 2001 que a casa era uma das "obras-primas" de Mies, já Cathleen McGuigan da Newsweek disse que a casa "incorpora quase tudo aquilo pelo qual Mies é reverenciado" por conta de seus materiais, influências clássicas e posição elevada. Goldberger disse em 2004 que a Casa Farnsworth "merece ser classificada entre os maiores edifícios de todos os tempos", citando seu projeto simples mas "totalmente sereno". Observadores também caracterizaram a casa mais como uma expressão da filosofia arquitetônica de Mies do que um projeto residencial prático. Por exemplo, os arquitetos como Jacques Herzog e Pierre de Meuron escreveram que a casa era "muito mais a expressão de uma vontade e uma convicção de que algo grandioso precisava ser criado e que aquele era o momento para fazê-lo". Joel Henning do The Wall Street Journal disse que a residência "quase conseguiu incorporar perfeitamente seu lema, 'beinahe nichts', ou 'quase nada'", enquanto Lohan falou que o projeto era o "retiro ideal" para seu avô.
A Casa de Edith Farnsworth foi citada como uma grande obra da arquitetura residencial do século XX, bem como uma grande obra modernista e do Estilo Internacional. Fello Atkinson em 1968 citou a casa como um dos três projetos mais influentes de Mies, junto com o Campus Acadêmico do Instituto de Tecnologia de Illinois e o 860–880 Lake Shore Drive. O autor David A. Spaeth afirmou em 1985 que o impacto da casa "não pode ser subestimado, por mais que tenha sido (e seja) discutido e debatido", já o crítico David Holowka disse que sua influência era comparável ao impacto do romance Adventures of Huckleberry Finn na literatura estadunidense moderna. Alex Beam citou a Casa Farnsworth, bem como outros projetos modernistas de Mies, como tendo influenciado as obras de arquitetos da Costa Oeste dos Estados Unidos, como John Entenza. Franz Schulze caracterizou a casa como uma das obras residenciais mais importantes de Mies, junto com a Vila Tugendhat.

O arquiteto Philip Johnson citou a Casa Farnsworth como uma influência da sua Casa de Vidro em Connecticut, que foi finalizada primeiro mas supostamente inspirada por uma miniatura do projeto de Mies. Ambas as casas possuem uma planta aberta e paredes de vidro, porém a casa de Johnson difere em aspectos fundamentais como a influência clássica, armação escura e posicionamento no nível do chão. Outras construções inspiradas na Casa Farnsworth incluem a Casa Stahl e a Casa Rosen na Califórnia, um retiro de fim de semana no Vale do Hudson em Nova Iorque e as obras de Glenn Murcutt. A Casa Farnsworth também inspirou obras residenciais em outros países como Austrália, Canadá, Irlanda, Inglaterra e Bélgica.
A casa também influenciou outras obras de Mies. Por exemplo, o S. R. Crown Hall usou uma fachada de aço e vidro com escadas em balanço, enquanto o 860–880 Lake Shore Drive repousa sobre palafitas. Outros detalhes inspirados pela casa incluem seu uso frequente de muros cortinas e sua tendência de projetar interiores abertos subdivididos por mobílias e obras de arte. Mies, desejando produzir o projeto da Casa Farnsworth em massa, criou a Casa 50x50, que tinha paredes de vidro, planta baixa quadrada, núcleo utilitário e colunas no centro de cada fachada. O plano 50x50, bem como variantes com diferentes tamanhos, nunca foi produzido, pois não proporcionava espaço suficiente para armazenamento, privacidade ou uma planta baixa flexível. Mies projetou muitos edifícios públicos em sua carreira, mas parou de projetar residências particulares no início da década de 1950.
Uma pesquisa foi realizada em 1976 com especialistas estadunidenses em arquitetura e muitos consideraram a Casa de Edith Farnsworth como um dos melhores edifícios dos Estados Unidos. O Instituto Americano de Arquitetos (AIA) entregou seu Prêmio Vinte e Cinco Anos para a casa em 1981 por excelência arquitetônica. Craig Ellwood, um dos panelistas do prêmio, disse que "o absurdo que agora chamamos de arquitetura" empalidecia em comparação com a Casa Farnsworth. A Lohan Associates recebeu um prêmio honorário da AIA por sua restauração da casa na década de 1990. Em 2018, como parte da celebração do bicentenário de Illinois, a residência foi selecionada pela AIA Illinois, a filiada estadual da AIA, como um dos duzentos melhores lugares do estado, também tendo sido reconhecida pela mesma AIA Illinois como um de seus "25 Edifícios Imperdíveis". Foi escolhida pelo The New York Times em 2021 como uma das 25 obras arquitetônicas mais significativas desde a Segunda Guerra Mundial. A casa teve avaliações mais baixas por parte do público, com uma pesquisa em 2007 não a incluindo entre os 150 edifícios mais populares dos Estados Unidos.
A residência só ficou elegível ao Registro Nacional de Lugares Históricos na década de 2000, principalmente pela regulamentação que exige que a maioria das listagens tenham pelo menos cinquenta anos de idade; ela foi adicionada em 7 de outubro de 2004. Foi designada como Marco Histórico Nacional em 17 de fevereiro de 2006.
O Museu de Arte Moderna de Nova Iorque exibiu plantas da casa em 1947, com o museu exibindo a casa de novo em uma exposição de 1953 e também em um livro sobre arquitetura pós-guerra publicado no mesmo ano. A residência apareceu em outras exposições, incluindo uma itinerante do Museu de Arte Moderna na década de 1950 sobre casas do século XX, uma exposição de 1982 pelo Clube de Artes de Chicago, uma exposição em 2000 do Centro de Arquitetura de Chicago e uma exposição itinerante por Phyllis Lambert na década de 2000 chamada Mies in America. Duas exposições em especial, na década de 1970 e em 2003, ajudaram a chamar atenção para casa. O relacionamento entre Farnsworth e Mies inspirou as peças Jessie and the Fat Man de Alanah Fitch e Glass House de June Finfer.
A residência, quando foi transformado em um museu-casa, foi assunto do documentário Saved From the Wrecking Ball da PBS. A história da casa já foi abordada em vários livros, incluindo The Farnsworth House de 1997 por Franz Schulze, Broken Glass de 2020 por Alex Beam, The Edith Farnsworth House: Architecture, Preservation, Culture de 2024 por Michelangelo Sabatino e Almost Nothing de 2025 por Nora Wendl. Sua história e manutenção foram discutidas em 2010 no filme Points on a Line de Sarah Morris, comparando-as com a Casa de Vidro de Johnson. Um filme ficcional sobre a casa foi anunciado em 2017, mas nunca produzido.
A casa já foi alugada como locação de filmagens, como um clipe musical de Kenny Chesney. O terreno também já foi usado para arte in situ e performances, incluindo espetáculos de luzes em 2014 e 2019 pela coletiva artística Luftwerk e uma exibição multimídia em 2025 chamada Inhabit. Além disso, foi parcialmente replicada em Michigan para as filmagens do filme Batman v Superman: Dawn of Justice de 2016. A residência também inspirou obras criativas, incluindo uma instalação de vídeo do artista Iñigo Manglano-Ovalle, uma casa borboleta pelo grupo artístico Bik van der Pol e o espetáculo multimídia Modern Living de Brennan Gerard e Ryan Kelly.