
Princípio ativo (AO 1945: princípio activo) é a substância responsável pelo efeito farmacológico de um medicamento, de uma planta medicinal ou de outro produto. Um medicamento, alimento ou planta pode conter muitas substâncias, mas apenas uma ou algumas delas produzem a ação terapêutica; as demais, como os excipientes de um comprimido, não têm ação farmacológica.
Nos medicamentos industrializados, o princípio ativo corresponde ao fármaco ou, na linguagem regulatória, ao insumo farmacêutico ativo (IFA). A Organização Mundial da Saúde define o ingrediente farmacêutico ativo como qualquer substância ou combinação de substâncias usada num produto farmacêutico acabado com a finalidade de produzir atividade farmacológica ou efeito direto no diagnóstico, na cura, no alívio, no tratamento ou na prevenção de doenças.
O princípio ativo é o que identifica o medicamento do ponto de vista terapêutico. No Brasil, os medicamentos genéricos devem conter o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica, do medicamento de referência, e são identificados pelo nome do princípio ativo segundo a Denominação Comum Brasileira (DCB) ou, na falta dela, a Denominação Comum Internacional (DCI).
Um medicamento pode ter um único princípio ativo ou uma associação de dois ou mais, como nas combinações em dose fixa. A quantidade de princípio ativo por unidade (comprimido, mililitro etc.) é a concentração ou dosagem informada na embalagem.

Nas plantas medicinais, os princípios ativos são substâncias produzidas pelo metabolismo da planta, como alcaloides, glicosídeos, polifenóis e componentes de óleos essenciais. Muitos fármacos modernos surgiram do isolamento desses compostos, como a morfina, extraída do ópio em 1804, e a quinina, isolada da casca da quina em 1820.
Nos medicamentos fitoterápicos, porém, o ativo não é uma substância isolada, mas o conjunto de substâncias da matéria-prima vegetal. A legislação brasileira não considera fitoterápico o produto que contém substâncias ativas isoladas ou altamente purificadas.
Os princípios ativos podem ser classificados de várias formas, por exemplo pela estrutura química, pela classe terapêutica, como na classificação Anatômica Terapêutica Química da Organização Mundial da Saúde, ou pelo alvo molecular sobre o qual atuam.
Quanto ao modo de ação, distinguem-se: