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| Confessions Tour | ||||
|---|---|---|---|---|
| Turnê de Madonna | ||||
| Locais |
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| Álbum associado | Confessions on a Dance Floor | |||
| Data de início | 21 de maio de 2006 | |||
| Data de fim | 21 de setembro de 2006 | |||
| Partes | 3 | |||
| N.º de apresentações | 60 | |||
| Receita | US$ 194,7 milhões | |||
| Cronologia de turnês de Madonna | ||||
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Confessions Tour foi a sétima turnê da cantora estadunidense Madonna, feita em suporte ao seu décimo álbum de estúdio Confessions on a Dance Floor (2005). Anunciada oficialmente em fevereiro de 2006, a excursão percorreu arenas e estádios pela América do Norte, Ásia e Europa ao longo de 60 concertos, começando em 21 de maio no The Forum em Inglewood, Estados Unidos, e encerrando-se em 21 de setembro no Tokyo Dome em Tóquio, Japão. Foi, ainda, a primeira vez que artista se apresentou na Rússia, País de Gales, Dinamarca e República Tcheca. Em algumas datas europeias, o DJ Paul Oakenfold foi responsável pela abertura dos espetáculos.
Idealizada sob o conceito de transformar o mundo em uma grande pista de dança, a turnê apresentou um espetáculo temático dividido em quatro segmentos – Equestrian, Bedouin, Never Mind the Bollocks e Disco – combinando elementos teatrais, coreografias intensas e uma estética fortemente inspirada na cultura disco da década de 1970. A recepção da crítica especializada foi, em geral, favorável. Entretanto, durante "Live to Tell" (1986), na qual Madonna aparecia suspensa em uma cruz espelhada e com uma coroa de espinhos, gerou grande controvérsia, sendo duramente criticada por líderes religiosos, especialmente durante a apresentação em Roma. A artista defendeu o segmento alegando que sua intenção era chamar a atenção para os milhões de crianças que morrem anualmente em decorrência da AIDS no continente africano.
Apesar das controvérsias, a turnê obteve êxito comercial significativo. Os ingressos esgotaram-se rapidamente em diversas cidades, resultando na inclusão de datas adicionais. Com uma arrecadação superior a 194,7 milhões de dólares, ao longo de 60 apresentações e um público total de 1,2 milhão de espectadores, a Confessions Tour tornou-se, à época, a turnê de maior bilheteria realizada por uma artista feminina, superando a Living Proof: The Farewell Tour (2002–2005), de Cher. O espetáculo foi reconhecido com diversas honrarias, incluindo "Produção Mais Criativa de Cenário" no Pollstar Concert Industry Awards e "Maior Arrecadação" na Billboard Touring Conference and Awards, além de figurar no Guinness World Records como a excursão com maior média de arrecadação por apresentação. Os concertos realizados na Wembley Arena, em Londres, foram registrados e transmitidos ao vivo pela emissora estadunidense NBC sob o título Madonna: The Confessions Tour, sendo posteriormente lançados comercialmente em formato de CD e DVD, intitulados The Confessions Tour (2007).
Após lançar seu décimo álbum de estúdio, Confessions on a Dance Floor, no final de 2005, Madonna começou a planejar uma nova turnê mundial. Durante a estreia do single "Hung Up" nos MTV Europe Music Awards, em outubro, expressou o desejo de se apresentar novamente na Austrália, onde não se apresentava há mais de uma década. Como parte da divulgação do disco, Madonna fez aparições em programas como Wetten, dass..?, Entertainment Tonight e Access Hollywood, além de se apresentar em discotecas londrinas como KOKO e G-A-Y. Segundo declarações à Billboard e ao The Guardian, Madonna tinha planos para uma turnê em 2006, concebida como uma proposta inteiramente inspirada na "estética disco", indicando que os títulos "Confessions" e "Confess Your Sins" figuravam entre as opções consideradas. Jamie King, responsável pela direção das turnês Drowned World (2001) e Re-Invention (2004), declarou que, inicialmente, idealizou o concerto para espaços menores, em consonância com o caráter intimista do álbum. Proposta que, mais tarde, se transformaria em uma produção voltada a arenas e estádios.
A turnê foi anunciada oficialmente em 9 de fevereiro de 2006, durante uma participação de Madonna no The Ellen DeGeneres Show. Posteriormente, a artista declarou que desejava "transformar o mundo em uma grande pista de dança". Após sua apresentação no Coachella, as datas da excurssão foram divulgadas em 3 de abril, abrangendo a América do Norte, Europa e Japão. A Confessions Tour teve início em 21 de maio, em Inglewood, Califórnia, e foi finalizada em 21 de setembro, em Tóquio. Foi, ainda, a primeira vez que artista se apresentou na Rússia, País de Gales, Dinamarca e República Tcheca. Concertos na Austrália chegaram a ser planejados, mas foram cancelados ao decorrer da turnê. Madonna citou dificuldades logísticas e a agenda escolar de seus filhos como motivos. Em comunicado oficial, lamentou o cancelamento e garantiu que retornaria ao país em outra ocasião.

Madonna e Jamie King confirmaram que a maior parte do repertório da turnê teria como foco o álbum Confessions on a Dance Floor. A cantora afirmou desejar dar destaque ao novo trabalho, ressaltando que seu "material antigo" já havia sido apresentado na Re-Invention Tour. King reforçou a ideia, afirmando: "as pessoas adoraram [o novo álbum] e querem ouvi-lo". Também pretendia tornar o espetáculo "mais interativo", com um conceito que aproximasse Madonna ao máximo de seu público – seus fãs, dançarinos e sua equipe.
A equipe artística da turnê foi composta por Donna De Lory, vocalista de apoio e dançarina; Nicki Richards, também corista; Monte Pittman, guitarrista; Stuart Price, tecladista e diretor musical; e Yitzhak Sinwani, representante do London Kabbalah Centre. O grupo de 12 dançarinos contava com nomes como Sofia Boutella e Sébastien Foucan, este último considerado um dos precursores do parkour, com quem Madonna chegou a treinar a modalidade. Os espetáculos foram divididos em quatro segmentos temáticos: Equestrian, Bedouin, Never Mind the Bollocks e Disco. O cartaz oficial da turnê foi composto por imagens do espetáculo promocional de Madonna na boate G-A-Y, fotografadas por Steven Klein. O DJ Paul Oakenfold foi selecionado como ato de abertura em alguns concertos na Europa. A produção esteve sob a supervisão de Chris Lamb, com as decisões criativas tomadas de maneira colaborativa, contudo, sob a aprovação definitiva de Madonna. O responsável pela iluminação, Roy Bennett, definiu o espetáculo como "extremamente teatral e de grande estrutura", comparando-o a uma discoteca. Com dimensões duas vezes superiores às do palco da Re-Invention Tour, a estrutura apresentava três passarelas iluminadas que se estendiam até palcos secundários, localizados na parte frontal e nas extremidades. A passarela central culminava em uma pista de dança reduzida, enquanto as laterais eram cercadas por grades.
No centro do palco havia um elevador hidráulico semicircular com capacidade de rotação e elevação, originalmente utilizado na Re-Invention Tour, complementado por três telões de vídeo de LED. Uma estrutura semicircular de LED foi integrada ao espetáculo em momentos específicos, conferindo um efeito visual tridimensional. A produção apresentou adereços elaborados, como cinco globos espelhados suspensos, uma sela mecânica de cor preta para o número de "Like a Virgin" (1984), barras de macaco utilizadas em "Jump", uma cruz espelhada, uma coroa de espinhos e uma grande gaiola de aço. O destaque mais minucioso da produção foi um globo espelhado de grandes dimensões, ornamentado com 2 milhões de dólares em cristais Swarovski, sobre a qual Madonna realizava sua entrada em todas as apresentações. A turnê demandou, ao todo, 70 toneladas de equipamentos, cuja logística envolveu dois aviões particulares, 24 caminhões e uma frota de ônibus e vans. Durante a apresentação de "Like a Virgin", foram projetadas imagens de radiografias dos ferimentos que Madonna sofreu em um acidente equestre ocorrido em 2005.
Jean Paul Gaultier foi o responsável pelos figurinos da turnê, em parceria com a estilista Arianne Phillips. A estética geral do espetáculo foi influenciada por diversas referências culturais, incluindo Saturday Night Fever (1977), Starlight Express (1984) e Fame (1980). Para o segmento de abertura, Equestrian, Madonna inspirou-se em um espetáculo equestre que assistiu em Paris, a convite de Gaultier. A partir dessa referência, desenvolveu-se um tema de montaria, com dançarinos caracterizados como cavalos, trajando arreios e adornos semelhantes a selas. A cantora adotava um visual composto por uma cartola preta com rabo de cavalo, inspirado no traje de Romy Schneider em Ludwig (1973), dirigido por Luchino Visconti. Gaultier destacou que Madonna tinha opiniões contundentes sobre a necessidade de adequar os figurinos às exigências dos números coreografados.
Entre os demais trajes, destacava-se uma blusa com estética religiosa estilizada, acompanhada de uma calça curta de veludo e uma coroa de espinhos. Além de calças de montaria, jaquetas e blusas confeccionadas em tafetá, cetim duchesse, renda Chantilly e chiffon de seda. Em conformidade com a estética musical de Confessions on a Dance Floor, Gaultier criou figurinos como um terno branco inspirado no traje de John Travolta em Saturday Night Fever, um macacão assimétrico adornado com cristais Swarovski em tom roxo, uma referência ao ABBA, uma capa de cetim com a inscrição "Dancing Queen" e um macacão rosa de textura cintilante. Em dado momento da apresentação, a artista trajava uma jaqueta de couro com uma gola alta confeccionada em penas, em uma alusão estilística a Suzi Quatro e os elementos visuais característicos do glam rock da década de 1970.
Dividido em quatro segmentos distintos: Equestrian, Bedouin, Never Mind the Bollocks e Disco, o concerto é iniciado com projeções de Madonna e de cavalos em formato tríptico, enquanto dançarinos encenam a relação de dominação e submissão entre humanos e cavalos. Madonna aparece em traje equestre, emergindo de um globo de espelhos e canta "Future Lovers" e trechos de "I Feel Love", de Donna Summer. Então, sozinha no palco, a cantora executa "Get Together" enquanto caminha pela passarela até o meio da multidão. Durante a apresentação de "Like a Virgin", a intérprete senta-se sobre uma sela em um palco-satélite, enquanto os telões exibem, de forma intercalada, radiografias de ossos fraturados e registros visuais de acidentes de montaria. Em "Jump", alguns acrobatas realizam movimentos de parkour e ao final Madonna desaparece do palco. O segmento termina com o interlúdio "Confessions", no qual três dançarinos compartilham relatos pessoais de traumas.
"Live to Tell" abre o segundo ato, intitulado Bedouin. Madonna, suspensa sobre uma cruz espelhada e adornada com uma coroa de espinhos, apresenta o número enquanto uma projeção exibe, ao fundo, o número crescente de vítimas da AIDS no continente africano. Em "Forbidden Love", dois dançarinos sem camisa interpretam figuras ligadas ao judaísmo e ao islã, encenando um confronto performático que culmina em um abraço. Yitzhak Sinwani introduz a canção "Isaac" tocando uma trompa e, em seguida, canta em dueto com Madonna. Paralelamente, uma dançarina, trajando uma longa capa azul, dança encerrada em uma gaiola. Em "Sorry", a coreografia do videoclipe correspondente é recriada, com a cantora e seus dançarinos encerrados em uma gaiola. O bloco é finalizado com "Like It or Not".
O terceiro segmento, Never Mind the Bollocks, é iniciado com um interlúdio em vídeo de forte teor político, ao som de uma versão remixada de "Sorry". Imagens de líderes mundiais como George W. Bush e Osama bin Laden se alternam com cenas de destruição e miséria, enquanto os dançarinos tomam o palco com intensos movimentos de krump. O interlúdio dá lugar a "I Love New York", em que Madonna, trajando uma jaqueta de couro preta, toca guitarra elétrica e modifica a letra para fazer críticas ao presidente George W. Bush, enquanto o horizonte de Nova Iorque é projetado nos telões ao fundo. "Ray of Light" dá continuidade à apresentação, com os dançarinos em total sincronia, trajados com ternos pretos e gravatas brancas. Em "Let It Will Be", Madonna se movimenta com energia, dançando sozinha pelo palco, antes de apresentar uma versão mais intimista de "Drowned World/Substitute for Love". O encerramento do ato ocorre com "Paradise (Not For Me)", executada de forma acústica com Sinwani, e nos telões ao fundo, flores de cerejeira iluminam o ambiente.
O segmento final, Disco, inicia-se com um interlúdio no qual são projetados os videoclipes de "Borderline", "Erotica", "Dress You Up", "Holiday" e "Disco Inferno" (1976), de The Trammps. O espetáculo prossegue com os dançarinos animando o público até a reaparição de Madonna, que surge com um terno branco para apresentar "Music", com elementos de "Where's the Party", do álbum True Blue. Logo depois, a cantora redefine a atmosfera do espetáculo ao executar "Erotica" em ritmo de salão de baile, integrando trechos da canção inédita "You Thrill Me". Seguiu-se uma versão remixada e dançante de "La Isla Bonita", com projeções de cenários tropicais nos telões. A penúltima canção, uma versão modernizada de "Lucky Star", é apresentada em conjunto com De Lory e Richards. À medida que a canção supracitada se intensifica, inicia-se "Hung Up", com a interação do público. Ao término da apresentação, as luzes se apagam e a frase "Have you confessed?" aparece nos telões.
A turnê obteve análises positivas de críticos musicais. O jornalista Don Chareunsy considerou Drowned World e Re-Invention "excelentes turnês", mas destacou em sua crítica ao The San Diego Union-Tribune que, com Confessions, Madonna "elevou a coisa para outro patamar". Ben Wener, escrevendo para o Orange County Register, descreveu a apresentação como um "espetáculo multimídia e multicultural, com ambição e impacto numa escala que, hoje em dia, só o U2 consegue alcançar". Acrescentando que "não há ninguém, absolutamente ninguém, que encene produções tão detalhadas e visualmente deslumbrantes quanto Madonna". A Entertainment Weekly, por meio do crítico Chris Willman, atribuiu nota A- ao concerto, descrevendo-o como "o mais cativante até agora" da artista. Já segundo o The Sunday Times, Madonna demonstrava estar "fazendo o que faz de melhor – e de forma brilhante".
A crítica ressaltou repetidamente o vigor da apresentação e seu apelo visual como elementos centrais. Foi o caso de Leslie Gray Streeter, que, ao The Palm Beach Post, o definiu como "uma celebração vibrante da energia, da longevidade e do prazer absoluto em seguir o ritmo". Descrevendo o espetáculo como "provocante, descaradamente brega e extremamente divertido", Matthew Hays, do The Globe and Mail, destacou a intenção clara de Madonna: "Quis mostrar que ainda sabe curtir como ninguém – e não decepcionou". A PopMatters afirmou, por meio de Christian John Wikane, que "até o fã mais cético se renderia aos elementos impressionantes da Confessions Tour". "Embora não se espere nada menos da Material Girl, ela provou mais uma vez que não é apenas uma cantora, mas uma artista extraordinária", registrou Brynn Mandel ao Republican-American.
Certas apresentações se destacaram de forma particular entre os críticos, como "Let It Will Be". Willman a classificou como "tão rock & roll quanto qualquer coisa que Courtney Love venha a fazer", e Kitty Empire, do The Guardian, elogiou a intensidade física da coreografia. Em sua análise para a Slant Magazine, Ed Gonzalez destacou "Get Together", "I Love New York" e "Erotica" como pontos altos do concerto, ressaltando que Madonna "resgatou a intimidade com seus fãs, algo que não se via desde a The Girlie Show". A apresentação de "Forbidden Love" foi marcada por uma forte carga homossexual, apontou Greg Kot, do Chicago Tribune, que considerou a intenção "inconfundível e comovente". Em sua crítica para o The Baltimore Sun, Liz Smith ressaltou os "momentos de pura ousadia de Madonna na guitarra" durante "I Love New York", descrevendo-a como uma "roqueira cheia de personalidade".
Madonna também foi reconhecida por sua técnica vocal e preparo físico. Edna Gundersen, do USA Today, observou que a artista se mostrava "tão apta vocalmente quanto fisicamente", elogiando seu desempenho vocal mesmo após números coreografados. O East Valley Tribune ressaltou a "forma impecável" e a consistência vocal de Madonna, enquanto o Wales Online definiu o espetáculo como um evento marcante, acrescentando que "embora as canções fossem impactantes, foi a teatralidade completa do concerto que quase deixou a plateia boquiaberta". Para o The Miami Herald, mesmo sem muitas surpresas no repertório, "[Madonna] parecia estar se divertindo muito – e nós, junto com ela".
Em avaliação mais crítica, Eric Danton, do Hartford Courant, apontou que o espetáculo apresentava "ritmos que não deixavam ninguém parado", a música ficou quase em segundo plano, com o foco principal na produção. Segundo Greg Kot, "todos talvez tenham se divertido, mas não houve uma ligação genuína". Por sua vez, Sandy Cohen, do The Washington Post, considerou que até mesmo a interação de Madonna com a plateia "deu a impressão de ser roteirizada, não espontânea". O Berlingske Tidende, da Dinamarca, descreveu a apresentação como "impressionante", apesar das críticas direcionadas ao local e ao andamento do espetáculo. Simon Price, escrevendo para o The Independent, descreveu o segmento Never Mind the Bollocks como "vergonhoso", criticando o seu simbolismo por ser "insensível" e as ações da artista como "fúteis". Apesar das críticas, a turnê venceu o troféu de Produção Mais Criativa de Cenário no Pollstar Concert Industry Awards em 2006. A Confessions Tour ainda foi incluída na lista das melhores excursões de Madonna por Gina Vivinetto, do The Advocate, e Christopher Rosa, do VH1, e em 2024, Sal Cinquemani, da Billboard, a apontou como sua melhor turnê, descrevendo-a como "o ápice de tudo o que Madonna aprendeu desde Blond Ambition até Re-Invention [...] seu espetáculo mais coeso e emocionante".
Considerada um grande sucesso de bilheteria, a Confessions Tour já era apontada por especialistas da indústria do entretenimento, antes mesmo de sua estreia, como capaz de arrecadar até 190 milhões de dólares. Em poucos dias após o início das vendas dos ingressos, Madonna teve 28 apresentações esgotadas em cidades como Nova Iorque, Los Angeles, Paris e Londres. As duas primeiras apresentações no Madison Square Garden esgotaram-se em apenas 10 minutos, resultando na adição de mais três datas. Em Montreal, 30 mil entradas foram vendidas em menos de 40 minutos. Os dois primeiros espetáculos na Wembley Arena, em Londres, esgotaram-se em poucos minutos. A alta demanda causou a queda do site oficial de Madonna, levando à adição de mais sete datas. A turnê também teve números impressionantes em outras localidades: 60 mil pessoas em Cardiff, 85 mil em Horsens – um dos maiores eventos musicais da Dinamarca – e uma apresentação esgotada em Moscou, com 37 mil ingressos vendidos em apenas três dias.
Ao final da turnê, a Confessions Tour arrecadou mais de 194,7 milhões de dólares ao longo de 60 apresentações, atraindo um público total de 1,2 milhão de pessoas. Com isso, tornou-se a turnê de maior bilheteria já realizada por uma artista feminina, superando Living Proof: The Farewell Tour (2002–2005), de Cher. Fogel, responsável pela produção, celebrou o feito, afirmando: "Madonna mais uma vez fez um espetáculo incrível para seus fãs... seu lugar é absolutamente no número um". A excursão conferiu a Madonna um recorde mundial registrado no Guinness World Records por registrar a maior bilheteria média por apresentação e lhe rendeu o troféu de Maior Arrecadação no Billboard Touring Awards em 2006.

Durante a apresentação de "Live to Tell" (1986), Madonna apareceu suspensa em uma cruz, adornada com uma coroa de espinhos, ao mesmo tempo em que uma projeção apresentava dados alarmantes relativos ao número de crianças órfãs em virtude da epidemia de HIV/AIDS na África. Resultando em duras críticas por parte de instituições religiosas. Na Alemanha, autoridades jurídicas em Düsseldorf consideraram a possibilidade de abrir um processo por blasfêmia em decorrência do espetáculo. Por sua vez, a bispa Margot Käßmann criticou o gesto, qualificando-o como estratégia de autopromoção e sugerindo sua completa desconsideração por parte do público. Na Rússia, tanto a Igreja Ortodoxa quanto a Federação das Comunidades Judaicas da Rússia (FJCR) condenaram o concerto por considerá-lo imoral, sugerindo que a população se abstivesse de comparecer ao evento em Moscou.
O concerto realizado em Roma, no Stadio Olimpico, nas proximidades do Vaticano, foi alvo de duras críticas por parte de diversos líderes religiosos. O cardeal Ersilio Tonini descreveu-o como "um escândalo intencional", e o líder da Liga Mundial Muçulmana da Itália expressou pesar, afirmando: "Nós lamentamos". Riccardo Pacifici, representante da comunidade judaica de Roma, classificou o episódio como "desrespeitoso", sobretudo por ter ocorrido em uma cidade de significativa relevância religiosa. No Reino Unido, a Igreja Católica afirmou que o espetáculo poderia ser considerado ofensivo pelos fiéis, classificando a representação da crucificação como uma "banalização perversa" de um símbolo sagrado. Entre os que saíram em defesa do ato, estava um pastor do norte de Denver, descrevendo-o como "intenso e muito reverente", enfatizando sua intenção de gerar consciência sobre a situação de "12 milhões de crianças órfãs". Madonna também se posicionou, afirmando que Jesus não se ofenderia com "a mensagem que estou tentando transmitir" e, seguidamente, divulgou um comunicado no qual declarou:
"Sou profundamente grata pela recepção positiva que meu espetáculo recebeu ao redor do mundo. No entanto, percebo que há inúmeras interpretações equivocadas a respeito do momento em que apareço na cruz, e sinto a necessidade de esclarecer esse ponto de forma definitiva. Durante um dos segmentos, três de meus dançarinos compartilham vivências pessoais de traumas vividos na infância, que foram capazes de superar. A seguir, enceno minha própria 'confissão', suspensa em um crucifixo, do qual me liberto simbolicamente ao fim da representação. Não se trata de uma zombaria à fé cristã, mas de um gesto simbólico comparável ao uso da cruz como colar ou ao ensinamento bíblico de 'tomar sobre si a sua cruz'. A minha apresentação não tem natureza anticristã, sacrílega ou blasfema. Trata-se, na verdade, de um convite para cultivar a empatia, despertando a consciência sobre a importância de proteger o próximo e perceber a humanidade como um sistema interligado. Estou certa de que, se Jesus estivesse conosco atualmente, agiria da mesma maneira.
Minha intenção é sensibilizar o público para a realidade de milhões de crianças na África que morrem diariamente em condições de abandono, sem acesso a saúde, apoio ou dignidade. Faço um apelo sincero para que as pessoas se comprometam, da forma que lhes for possível. A canção se encerra com uma citação do Evangelho de Mateus: 'Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim. E o Rei lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes'.
Peço para que o espetáculo seja compreendido dentro de seu contexto, antes de qualquer julgamento".
A despeito da ampla visibilidade na imprensa, a recepção crítica à apresentação de "Live to Tell" foi, em geral, pouco entusiástica. Mesmo Leslie Gray Streeter, que elogiou o espetáculo em geral, considerou o número "lento, de maneira insatisfatória", descrevendo-o como "enfadonho". Para Marian Liu, jornalista do The Mercury News, o número, embora esteticamente impactante, carecia de originalidade, não acrescentando "nada de novo" ao cenário musical. O Newsday considerou o segmento um dos poucos momentos monótonos do espetáculo, enquanto Rick Massimo, do The Providence Journal, o inseriu na mesma lógica fragmentada, a "filosofia de cortes rápidos" que, em sua crítica anterior, teria comprometido a coesão da Re-Invention Tour. De acordo com Greg Kot, o impacto visual da crucificação foi diluído pelo uso reiterado, afirmando que "a representação perdeu o vigor transgressor que outrora a tornava impactante".
A autenticidade de Madonna foi questionada por vários críticos. Ed Gonzalez classificou o momento como "um sério lapso moral" do concerto, enquanto Chris Willman comparou sua tentativa de "canalizar o sofrimento global" a uma mera imitação de Bono. A publicação do East Bay Times foi incisiva: o número foi considerado "tão profundo quanto um adesivo de para-choque" e tecnicamente falho, com o som sobrepondo-se à delicadeza da canção, que, conforme observou o crítico, "funciona melhor em sua versão mais intimista e silenciosa". Eric R. Danton avaliou a apresentação como "mais engraçada do que provocativa", traçando um paralelo com "uma conferência de imprensa no Calvário idealizada pelos Monty Python". O The Philadelphia Inquirer, por sua vez, o classificou como "decepcionantemente estático" e o interpretou como uma "tentativa desesperada de chocar". Em meio a tantas críticas, uma exceção veio do Wales Online, que a considerou uma interpretação "poderosa".

Em 21 de julho de 2006, o Access Hollywood divulgou que a NBC seria responsável pela transmissão de um especial com apresentações de Madonna na Wembley Arena, naquela que seria sua primeira colaboração com a emissora. Kevin Reilly, executivo da NBC, descreveu a ocasião como "um evento televisivo de grande relevância", destacando Madonna como "uma das maiores artistas da atualidade". A exibição enfrentou críticas antes mesmo de ir ao ar, especialmente após a Liga Católica pedir que a NBC cortasse a cena da crucificação em "Live to Tell". Reilly saiu em defesa da íntegra do espetáculo, afirmando que Madonna "defendia firmemente sua visão artística" e que, para a emissora, o conteúdo não era impróprio. A versão exibida foi modificada por meio de enquadramentos alternativos, evitando-se a exposição explícita da artista sobre a cruz. Transmitido em 22 de novembro de 2006, Madonna: The Confessions Tour Live obteve baixos índices de audiência, alcançando apenas a quarta colocação em sua faixa de exibição.
Posteriormente, a transmissão foi lançada em CD e DVD em 30 de janeiro de 2007, sob o título The Confessions Tour. A obra foi bem recebida pela crítica especializada; Stephen Thomas Erlewine, da AllMusic, destacou sua produção como coesa e estilizada. Chegando ao 15º lugar na Billboard 200, o álbum também conquistou um Grammy Award de Melhor Filme Musical em 2008. Em 1º de outubro de 2008, Guy Oseary lançou Madonna: Confessions, um livro que reúne imagens que exploram os aspectos visuais da turnê. A totalidade dos rendimentos foi revertida para a Raising Malawi, organização filantrópica da artista.
Lista de canções presentes no repertório de acordo com várias fontes.
Bloco I: Equestrian
Bloco II: Bedouin
Bloco III: Never Mind the Bollocks
Bloco IV: Disco
| Data (2006) |
Cidade | País | Local | Ato de abertura |
Público | Receita |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 21 de maio | Inglewood | Estados Unidos | The Forum | — | 40,044 / 40,044 | US$ 7,686,380 |
| 23 de maio | ||||||
| 24 de maio | ||||||
| 27 de maio | Las Vegas | MGM Grand Garden Arena | 27,528 / 27,528 | US$ 7,257,750 | ||
| 28 de maio | ||||||
| 30 de maio | San José | HP Pavilion | 27,024 / 27,024 | US$ 4,761,555 | ||
| 31 de maio | ||||||
| 3 de junho | Los Angeles | Staples Center | 14,183 / 14,183 | US$ 2,804,583 | ||
| 5 de junho | Fresno | Save Mart Center | 20,154 / 20,154 | US$ 3,749,800 | ||
| 6 de junho | ||||||
| 8 de junho | Glendale | Glendale Arena | 28,820 / 28,820 | US$ 4,890,090 | ||
| 10 de junho | ||||||
| 14 de junho | Chicago | United Center | 52,000 / 52,000 | US$ 9,271,790 | ||
| 15 de junho | ||||||
| 18 de junho | ||||||
| 19 de junho | ||||||
| 21 de junho | Montreal | Canadá | Bell Centre | 34,940 / 34,940 | US$ 5,670,150 | |
| 22 de junho | ||||||
| 25 de junho | Hartford | Estados Unidos | Hartford Civic Center | 21,558 / 21,558 | US$ 3,451,235 | |
| 26 de junho | ||||||
| 28 de junho | Nova Iorque | Madison Square Garden | 91,841 / 91,841 | US$ 16,507,855 | ||
| 29 de junho | ||||||
| 2 de julho | ||||||
| 3 de julho | ||||||
| 6 de julho | Boston | TD Banknorth Garden | 36,741 / 36,741 | US$ 6,337,115 | ||
| 9 de julho | ||||||
| 10 de julho | ||||||
| 12 de julho | Filadélfia | Wachovia Center | 29,749 / 29,749 | US$ 4,639,775 | ||
| 13 de julho | ||||||
| 16 de julho | Atlantic City | Boardwalk Hall | 12,322 / 12,322 | US$ 3,246,100 | ||
| 18 de julho | Nova Iorque | Madison Square Garden | ||||
| 19 de julho | ||||||
| 22 de julho | Miami | American Airlines Arena | 30,410 / 30,410 | US$ 5,368,485 | ||
| 23 de julho |
| Data (2006) |
Cidade | País | Local | Ato de abertura |
Público | Receita |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 30 de julho | Cardiff | País de Gales | Millennium Stadium | Paul Oakenfold | 55,795 / 55,795 | US$ 7,788,845 |
| 1 de agosto | Londres | Inglaterra | Wembley Arena | — | 86,061 / 86,061 | US$ 22,090,582 |
| 3 de agosto | ||||||
| 6 de agosto | Roma | Itália | Stadio Olimpico | Paul Oakenfold | 63,054 / 63,054 | US$ 5,268,886 |
| 9 de agosto | Londres | Inglaterra | Wembley Arena | — | ||
| 10 de agosto | ||||||
| 12 de agosto | ||||||
| 13 de agosto | ||||||
| 15 de agosto | ||||||
| 16 de agosto | ||||||
| 20 de agosto | Düsseldorf | Alemanha | LTU Arena | Paul Oakenfold | 44,744 / 44,744 | US$ 5,926,105 |
| 22 de agosto | Hanôver | AWD-Arena | 39,871 / 39,871 | US$ 5,218,985 | ||
| 24 de agosto | Horsens | Dinamarca | Nordstern Arena Horsens | 85,232 / 85,232 | US$ 11,435,199 | |
| 27 de agosto | Paris | França | Palais Omnisports de Paris-Bercy | — | 67,758 / 67,758 | US$ 9,145,832 |
| 28 de agosto | ||||||
| 30 de agosto | ||||||
| 31 de agosto | ||||||
| 3 de setembro | Amesterdã | Países Baixos | Amsterdam Arena | Paul Oakenfold | 102,330 / 102,330 | US$ 11,783,254 |
| 4 de setembro | ||||||
| 6 de setembro | Praga | República Checa | Sazka Arena | — | 37,666 / 38,342 | US$ 5,861,668 |
| 7 de setembro | ||||||
| 12 de setembro | Moscou | Rússia | Luzhniki Stadion | Paul Oakenfold | 37,939 / 37,939 | US$ 5,548,998 |
| Data (2006) |
Cidade | País | Local | Ato de abertura |
Público | Receita |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 16 de setembro | Osaka | Japão | Osaka Dome | — | 50,623 / 50,623 | US$ 7,379,553 |
| 17 de setembro | ||||||
| 20 de setembro | Tóquio | Tokyo Dome | 71,231 / 71,231 | US$ 11,463,877 | ||
| 21 de setembro | ||||||
| Total | 1,209,618 / 1,210,294 (99%) |
US$ 194,554,447 | ||||
O processo de elaboração da turnê atribuem os seguintes créditos pessoais: