
Droga é um termo com vários sentidos. Em medicina e farmacologia, designa qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento; nesse sentido técnico, a palavra é quase sinônimo de medicamento. Em farmacognosia, droga vegetal é a planta medicinal ou parte dela, depois de coletada e preparada, que contém as substâncias responsáveis pela ação terapêutica.
No uso corrente e no sentido legal, porém, "droga" refere-se geralmente às substâncias psicoativas e, em particular, às drogas ilícitas ou àquelas cujo uso é controlado por lei, por alterarem o estado de consciência. Certos fármacos de uso médico controlado, como os opiáceos, também podem ser tratados como drogas ilícitas quando produzidos e vendidos fora do controle sanitário ou usados sem prescrição. Em português técnico, a substância de estrutura definida usada como medicamento é chamada de fármaco, termo que equivale ao inglês drug.
A palavra chegou ao português pelo francês drogue, de origem controversa. A explicação mais aceita a deriva do neerlandês medieval droge ("seco"), usado para os produtos secos, como folhas e raízes, de que eram feitos quase todos os remédios antigos.
No Brasil, a Lei de Drogas (Lei n.º 11.343, de 23 de agosto de 2006) considera drogas "as substâncias ou produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União". Por isso, as normas penais sobre uso e tráfico são consideradas normas penais em branco, completadas pelas listas de substâncias controladas da Portaria SVS/MS n.º 344/1998, do Ministério da Saúde, atualizadas pela Anvisa.
As drogas psicotrópicas são as que agem sobre o sistema nervoso central e alteram o funcionamento do cérebro, modificando o humor, a percepção ou o comportamento.
Uma classificação muito usada, de origem francesa, divide as drogas psicotrópicas em três grupos, conforme o efeito sobre a atividade do sistema nervoso central:
Quanto à origem, as drogas podem ser naturais, extraídas de plantas ou fungos, como o tabaco, a cannabis e o ópio; semissintéticas, obtidas pela modificação química de uma substância natural, como a heroína, produzida a partir da morfina; ou sintéticas, produzidas inteiramente em laboratório, como as anfetaminas.

É comum distinguir o uso experimental ou ocasional do abuso de drogas e da dependência. A dependência está ligada tanto aos efeitos prazerosos das drogas, como euforia, bem-estar ou alívio da dor, quanto à síndrome de abstinência que surge quando o uso contínuo é interrompido. Além dos efeitos tóxicos, quem compra drogas no mercado ilegal se expõe a outros riscos, como violência, prisão e consumo involuntário de substâncias adulterantes.
O papel das drogas no comportamento humano também foi discutido por autores como Sigmund Freud, que em O Mal-Estar na Civilização (1930) descreveu os "veículos intoxicantes" como meio de afastar-se da pressão da realidade, propriedade que, segundo ele, é também o que os torna perigosos, e B. F. Skinner, que analisou o uso de drogas do ponto de vista da teoria comportamental.