Duda Salabert | |
|---|---|
Salabert em 2023 | |
| Deputada Federal por Minas Gerais | |
| Período | 1º de fevereiro de 2023 até a atualidade |
| Legislatura | 57ª (2023–2027) |
| Vereadora de Belo Horizonte | |
| Período | 1º de janeiro de 2021 até 1º de fevereiro de 2023 |
| Legislatura | 19ª (2021–2023) |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Duda Salabert Rosa |
| Nascimento | 2 de maio de 1981 (45 anos) Belo Horizonte, MG |
| Nacionalidade | brasileira |
| Alma mater | Universidade do Estado de Minas Gerais |
| Partido | PSOL (2026–presente) |
| Profissão | professora e ativista |
Duda Salabert Rosa (Belo Horizonte, 2 de maio de 1981) é letróloga, professora de literatura, ambientalista, ativista e política brasileira filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Em 2018 se notabilizou ao ter se tornado a primeira pessoa transgênero a candidatar-se ao cargo de Senadora da República. Em 2020, a política já havia sido eleita vereadora, tendo sido a mais bem votada da história de Belo Horizonte, com 11,9% dos votos num leque de 41 candidatos. Em 2022, foi eleita uma das primeiras deputadas federais trans da história, ao lado de Erika Hilton.

Duda Salabert candidatou-se à Senadora da República por Minas Gerais nas eleições de 2018, tornando-se a primeira pessoa transgênero a se candidatar ao cargo. Salabert obteve a maior votação do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em Minas Gerais, com 351.874 votos (1,99% dos votos válidos), terminando em oitavo lugar entre os quinze candidatos ao senado em seu estado e não conseguindo ser eleita. Em 21 de abril de 2019, Salabert anunciou sua saída do PSOL acusando o partido de "transfobia estrutural", alegando que o partido não investe suficientemente em candidatos transgênero e que apenas usa essa pauta para eleger "figuras e candidaturas já privilegiadas".
No dia 16 de setembro de 2019, participou de um evento com a presença de Ciro Gomes, anunciando sua filiação ao PDT.
Em 2020, Duda foi eleita vereadora por Belo Horizonte, pelo PDT, sendo a mais bem votada da história com 11,9% dos votos entre 41 candidatos, dos quais o segundo mais votado recebeu 9,3% dos votos. Os seus 37.613 votos superam em muito o recorde anterior de Elias Murad, eleito em 2004 com 20.157 votos.
Em 2022, foi eleita deputada federal (PDT) por Minas Gerais com 208.332 votos, a terceira maior votação do estado.
Transicionou em 2014, quando passou a reconhecer-se como mulher. A ativista é casada desde 2011 com Raísa Novaes, que é educadora. O casal está junto desde 2006.
Duda e Raísa tiveram sua primeira filha, Sol, em junho de 2019. Tendo em vista a gravidez, Salabert interrompeu o tratamento hormonal da transição de gênero. Como forma de evitar a imposição de gênero, Duda e sua esposa escolheram um nome neutro para a criança.
Duda atuou como professora de literatura no Colégio Bernoulli em Belo Horizonte de 2007 a 2021, quando foi demitida, segundo ela, por preconceito, a partir da pressão de pais de alunos que passaram a vê-la durante aulas telepresenciais durante a pandemia de COVID-19. Em nota, a instituição afirmou que a demissão ocorreu em função da incompatibilidade do cargo público da professora com a dedicação que a instituição esperaria dela.
Posteriormente Salabert cursou Gestão Pública pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), mas não concluiu. Também é idealizadora e foi presidenta da ONG Transvest, que oferece cursos educacionais a pessoas transgênero e travestis.
Em novembro de 2025, Salabert anunciou ter sido diagnosticada dentro do transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades. A deputada relatou que a investigação diagnóstica ocorreu por meio de uma avaliação neuropsicológica, após anos lidando com episódios depressivos. Ao divulgar a informação, ressaltou que o diagnóstico a tem ajudado a se compreender melhor e a melhorar sua qualidade de vida com apoio psicológico e psiquiátrico. Com o anúncio, tornou-se a terceira parlamentar na Câmara dos Deputados a falar abertamente sobre ser autista, depois de Amom Mandel (Cidadania) e Marcos Pollon (PL).
| Ano | Eleição | Cargo | Partido | Coligação / Vice | Votos | Resultado | Ref | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| T. | Total | % | P. | ||||||||
| 2018 | Estaduais em Minas Gerais | Senadora | PSOL | Frente Minas Socialista PSOL, PCB 1º suplente: Chico Bento Gerson (PSOL) 2º suplente: Professor Luiz (PSOL) |
1° | 351.874 | 1,99% | 8° | Não Eleita | ||
| 2020 | Municipal de Belo Horizonte | Vereadora | PDT | Partido Isolado | 1° | 37.613 | 3,49% | 1° | Eleita | ||
| 2022 | Estaduais em Minas Gerais | Deputada federal | Partido Isolado | 1° | 208.332 | 1,86% | 3° | Eleita | |||
| 2024 | Municipal de Belo Horizonte | Prefeita | Partido Isolado Vice: Francisco Foureaux (PDT) |
1° | 97.315 | 7,68% | 5° | Não Eleita | |||
| 2026 | Estaduais em Minas Gerais | Deputada federal | PSOL | Federação PSOL Rede | 1° | 229.535 | 2,00% | 3° | Eleita | ||