

A estratigrafia (do latim stratum e do grego graphia) é o ramo da geologia que estuda os estratos ou camadas de rochas, buscando determinar os processos e eventos que as formaram. Basicamente segue o princípio da sobreposição das camadas.
O estudo e definições da estratigrafia numa escala global são elaboradas pela The International Commission on Stratigraphy (Comissão Internacional de Estratigrafia) que, por sua vez, é o maior corpo científico dentro da International Union of Geological Sciences (União Internacional das Ciências Geológicas).
A estratigrafia é a descrição de todos os corpos rochosos que formam a crosta da Terra e sua organização em unidades mapeáveis distintas e úteis, com base em suas propriedades ou atributos intrínsecos, com vistas a estabelecer sua distribuição e relações no espaço e sua sucessão no tempo, e para interpretar a história geológica. A estratigrafia evoluiu bastante desde sua concepção, tendo focado majoritariamente em nomenclatura estratigráfica desde o princípio até 1960.
Atualmente, os conceitos base como Litoestratigrafia, Bioestratigrafia e Cronoestratigrafia continuam servindo como o cerne do estudo estratigráfico, mas somados a muitas novas técnicas e considerações, como os próprios sistemas da deposição de sedimento, e não somente as camadas por si; as chamadas sequências de deposição. Hoje, são estudadas através da estratigrafia de sequências, que pode ser considerada um dos últimos grandes avanços científico mundiais.

A partir das descobertas nas diversas áreas da estratigrafia, criou-se uma escala de tempo geológico, que serve de referencial temporal não só à geologia como também à paleontologia.