O Evento Mulde foi um evento anóxico e marcou a segunda de três extinções em massa relativamente menores ocorridas durante o período Siluriano, juntamente com os eventos Ireviken e Lau. Ele coincidiu com uma queda global do nível do mar, sendo seguido de perto por uma excursão em isótopos geoquímicos. Seu início é sincrônico com a deposição da Formação Fröjel, em Gotlândia.
Porém, a extinção aparente observada na fauna de conodontes provavelmente representa uma mudança no ambiente deposicional das sequências sedimentares, e não uma extinção biológica genuína.
Análises isotópicas de δ¹³C em alta resolução identificam diferenças entre as curvas isotópicas do carbono orgânico e do carbonato (Δ¹³C), o que permite inferir uma queda sustentada nos níveis de CO₂ coincidente com a extinção, quando os dados sedimentológicos são considerados.