| Carrion's disease | |
|---|---|
| Verrugas peruanas, forma mular. | |
| Especialidade | infecciologia |
| Classificação e recursos externos | |
| CID-11 | 1C11.0 |
| CID-10 | A44.0 (ILDS A44.800) |
| CID-9 | 088 |
| DiseasesDB | 1249 |
| MeSH | D001474 |
Doença de Carrión, Febre de Oroya ou Verruga peruana é uma doença bacteriana causada pela bactéria Bartonella bacilliformis e transmitida por flebotomíneos do gênero Lutzomyia. É endêmica no Peru, Equador e Colômbia.

É causado por Bartonella bacilliformis uma bactéria parasita, intracelular facultativa, pleomórfica, flageladas que infectam eritrócitos e células endoteliais humanas. É transmitido por mosquitos fêmeas Lutzomyia durante sua alimentação noturna de sangue.
Os sintomas clínicos de bartoneloses são variados e pode ser assintomática. As duas apresentações clínicas clássicas são da fase aguda e da fase crônica. Os sintomas correspondem ao tipo de células hospedeiras invadidos pela bactéria (primeiro invade glóbulos vermelhos e depois invade células endoteliais). Assim possui duas fases:
Conhecida por povos pré-colombianos, pode ser vista em diversos monolitos e huaco (vasos incaicos). Matou muitos conquistadores espanhóis. Seu nome é em homenagem a Daniel Alcides Carrión, estudante peruano de medicina, portador de verruga peruana que a descreveu até sua morte. Oroya é uma cidade onde ocorreu um surto dessa doença em 1875.
Os antibióticos recomendados durante a fase aguda são as quinolonas (como ciprofloxacina) ou cloranfenicol em adultos ou cloranfenicol mais um beta-lactâmicos em crianças. Para a fase crônica, Rifampicina ou macrolídeos são usados para tratar adultos e crianças.