| Listeriosis | |
|---|---|
| Listeria monocytogenes | |
| Especialidade | infecciologia, ginecologia e obstetrícia, neonatologia, medicina fetal |
| Classificação e recursos externos | |
| CID-11 | 1C1A |
| CID-10 | A32 |
| CID-9 | 027.0 |
| DiseasesDB | 7503 |
| MedlinePlus | 001380 |
| eMedicine | med/1312 ped/1319 |
| MeSH | D008088 |
Listeriose é uma infecção bacteriana provocada pela Listeria monocytogenes, que é um bacilo móvel gram positivo. Outros listerias causam infecções apenas em animais.

Listeria monocytogenes é comumente encontrado no solo e na água. Os animais domésticos e selvagens podem carregar a bactéria sem parecerem doentes. A bactéria pode ser encontrada em alimentos, tais como:
A bactéria morre se o alimento é bem cozido. Vegetais e frutas devem ser bem lavados. Pessoas saudáveis raramente ficam doentes. Pode crescer e espalhar dentro da geladeira a outros alimentos.
O período de incubação varia de 3 a 70 dias. Pode ser encontrado em patês de origem animal, cachorro-quente, carnes finas, queijos frescos Feta, Brie, Camemberte e outros alimentos prontos para consumo. Pode ser evitado cozinhando bem os alimentos.
Afeta principalmente recém nascidos, grávidas, em idosos e pessoas com imunidade baixa. Pode passar de mãe para o feto através da placenta e causar aborto, nascimento prematuro ou resultar natimorto.

Em pessoas saudáveis que consomem alimentos contaminados causa apenas uma infecção alimentar leve poucos dias após o consumo do alimento infectado. Os sintomas gastrointestinais incluem:
Por outro lado, se a infecção atinge o cérebro ou meninges causa:
Durante a gravidez, além dos sintomas já listados também causa:
Ocorreram vários surtos nos EUA e Canadá entre 1998 e 2011. Nos EUA, cerca de 1600 casos são diagnosticados e resultaram e causam 260 mortes por ano. Quando uma mulher grávida é infectada a mortalidade do feto é de 20 a 30%. Na Europa a incidência é de 2 a 5 casos para cada milhão de habitantes.
Apesar de casos de meningites e abortos por listeriose já terem sido identificados no Brasil, a doença segue sub-diagnosticada e sub-notificada. Em estudo de Porto Alegre de 10 placentas de aborto e partos prematuros 50% foram por listeriose. Parece ser mais comum no Sul e Sudeste, por seus hábitos alimentares, ou pode ser apenas mais diagnosticado nessas regiões e não notificado nas outras.
Caso o paciente seja vulnerável é tratado com antibióticos, como ampicilina ou trimetoprima com sulfametoxazol, sendo que as doses e combinações de medicamentos variam dependendo do local afetado. Pessoas saudáveis com problemas gástricos não precisam de tratamento antibiótico, os sintomas desaparecem em poucas semanas. Em caso de endocardite, pode-se administrar-se uma penicilina associada com tobramicina. Conjuntivites podem ser tratadas com eritromicina.A penicilina geralmente cura a listeriose. Se a infecção tiver afectado as válvulas cardíacas, pode também administrar-se um segundo antibiótico, como a tobramicina. As infecções oculares também podem ser tratadas com eritromicina oral.